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São 10:03 . As notícias com Carla Jorge Carvalho. Eduardo Cabrita afirma que o governo está a pagar os custos das expectativas criadas na campanha eleitoral.
Foi aqui no programa da Rádio Observador, Comissão de Inquérito. O antigo ministro da Administração Interna falou sobre as negociações do governo com os sindicatos da PSP e as associações da GNR. Lembra as declarações de Luís Montenegro, que avisou que o Executivo não ia subir a proposta do subsídio de risco, nem mais um cêntimo. Eduardo Cabrita considera que a estratégia do governo é clara: ganhar tempo.
O governo pagou o custo das expectativas que criou no período pré-eleitoral, dando gás a todos os protestos, não às cem ideias maoístas, mas a todos os protestos que por aí surgiram, e isso tem custos neste momento. E por isso começa a falar que, afinal, os cêntimos não são elásticos para tudo. Eu acho que a estratégia foi um misto entre ganhar tempo e dividir sindicatos. Já tivemos isso no caso dos professores. Alguns sindicatos acordaram, outros não acordaram. Obviamente, isso esmorece aquilo que é a dimensão de contestação social.
O antigo ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, na Comissão de Inquérito da Rádio Observador. Luís Montenegro fala na maior valorização de sempre das forças de segurança. A ministra da Administração Interna fala também num acordo histórico. Os sindicatos admitem que não é o acordo ideal, mas destacam a importância de resolver a questão. O documento prevê um aumento de €300 até 2026. Vai abranger 45 mil elementos das forças de segurança.
O acordo dá uma nova esperança a outros setores, como Forças Armadas e guardas prisionais.
Os guardas prisionais vão reunir-se daqui a pouco com a ministra da Justiça e vão avançar com uma contraproposta de mais €200 já a partir deste mês, €100 em janeiro do próximo ano e outros €100 em janeiro de 2026. O dirigente do Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional, Frederico Morais, tem esperança num entendimento com a ministra da Justiça.
Vamos apresentar o mesmo que fecharam ontem com os nossos colegas da GNR e da PSP, isso não temos grandes dúvidas, mas também tem a parte positiva de já haver um acrescento na GNR e na PSP nas negociações. Já não foi sózinho os €300, mas também já veio outros problemas da PSP e da GNR para serem resolvidos. A expectativa é que a senhora ministra nos resolva o problema do sistema de avaliação e as promoções já hoje. Aí transformava-se o acordo num acordo vícrero, porque com aquilo que começámos até estivemos a falar sempre do início da negociação, porque neste momento é um acordo razoável, ou seja, se vier o resto do sistema de avaliação e das promoções, podemos considerar um acordo excelente para o Corpo da Guarda Prisional.
É a expectativa do dirigente do Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional, a poucas horas da reunião com a ministra da Justiça, encontro marcado para o meio-dia. Estes profissionais dizem que querem fechar as negociações antes das férias.
A Associação Nacional de Sargentos também considera que os entendimentos com as forças de segurança são um bom sinal, mas avisa: não basta para as Forças Armadas.
O presidente da associação, António Lima Coelho, diz que é urgente uma reunião com a tutela.
Com as Forças Armadas, está num passe de palavras. Ouvimos o senhor ministro, desde que tomou posse, dizer que estava reunido com os chefes militares e que depois informaria. Contudo, as associações profissionais, que é quem na lei tem claramente escrito a representação dos associados em termos socioprofissionais, remuneratórios, de carreira, etc. Com as associações, isso nunca aconteceu. E portanto, isto levanta muitas preocupações. Por outro lado, era bom que ficasse bem claro que o que se passa com os nossos concidadãos que prestam serviço nas Forças de Segurança e com outros setores profissionais, não tem que ser uma colagem ao que se pode passar com os militares.
António Lima Coelho alerta ainda que os problemas das Forças Armadas vão muito além da questão salarial. Declarações do presidente da Associação Nacional de Sargentos.
E Luís Montenegro confirma que ainda não falou com Pedro Nuno Santos sobre a sucessão de Lucília Gago.
O primeiro-ministro diz que essa discussão com o líder da oposição ainda não aconteceu. Já sobre a entrevista da Procuradora-Geral da República na RTP, o primeiro-ministro diz que não quer entrar numa troca de palavras com Lucília Gago.
Não vou fazer comentários sobre isso.
Um ataque concertado ao Ministério Público?
Não vou fazer comentários sobre isso. Acho que os partidos políticos já disseram aquilo que entenderam. O governo não vai entrar num diálogo e num debate com a senhora procuradora-geral da República, que está a exercer o seu mandato.
Entra em diálogo com o líder da oposição para escolher o nome da futura ou futuro procurador?
Não.
Resposta simples, não. O primeiro-ministro aos jornalistas em Washington, à margem da cimeira dos 75 anos da NATO. Ele deixou ainda uma palavra de homenagem a Joana Marques Vidal, a antiga procuradora-geral da República, que morreu ontem. Montenegro fala de uma magistrada notável.
O presidente da Associação Nacional de Médicos de Saúde Pública considera que o aumento de casos de Covid-19 em Portugal é motivo para preocupação, mas afirma que, para já, a imposição de medidas restritivas não se justificam.
Nos primeiros sete dias de julho, 72 pessoas morreram com Covid-19. É uma média de 10 pessoas por dia. Gustavo Tato Borges, o presidente da Associação Nacional dos Médicos de Saúde Pública, explica que se trata de uma nova linhagem da doença, com sintomas ligeiros, mas com efeitos mais prolongados.
Nós temos, de facto, um aumento de casos devido à concentração de alguns acontecimentos que foram, entre aspas, alguma novidade. Primeiro, o aparecimento de uma nova linhagem que entrou em Portugal no final do mês passado e que originou uma disseminação muito grande entre a população, mesmo aquela que está vacinada, porque é um estirpe que consegue enganar o nosso sistema imunitário. E depois, associado a isso, tivemos um conjunto alargado de eventos de massa que motivaram uma mistura e um convívio muito grande entre pessoas, que facilitou a disseminação do vírus
Gustavo Tato Borges a explicar os motivos do aumento de casos. Não acredita que se justifique, para já, medidas restritivas. Ainda assim, deixa algumas recomendações. Quem estiver com problemas respiratórios deve usar máscara. Explica que o pico de casos de Covid-19 deve estar para breve.
A velocidade de crescimento, ou seja, o aumento do número de novos casos, tem sido cada vez menor nas últimas semanas, estamos a crescer menos. Isso tendencialmente mostra que poderemos estar perto ou quase a chegar ao pico. No entanto, esta sensação de segurança, de que estamos a atingir o pico e de agora vai ser tudo tranquilo, pode também fazer com que as pessoas deixem de ter cuidado ou de tomar as medidas que até estavam a pensar tomar, porque o pior já passou. E se nós não mantivermos este cuidado, o pior vai continuar a aparecer.
Recomendações deixadas no explicador desta manhã por Gustavo Tato Borges, médico de saúde pública, explica que cada um deve agora adotar algumas medidas de contenção.
E na cimeira dos 75 anos da NATO, Volodymyr Zelensky avisa que os aliados não podem ficar à espera do resultado das eleições nos Estados Unidos pra avançar com mais apoios à Ucrânia.
Num dos discursos de arranque da cimeira, que decorre em Washington, o presidente ucraniano voltou a pedir mais apoio e diz que não pode ficar dependente do resultado das eleições presidenciais norte-americanas de novembro.
Toda a gente está à espera de novembro. Os americanos esperam por novembro, a Europa, o Médio Oriente, o Pacífico, o mundo inteiro espera por novembro. E Putin também está à espera desse mês, mas enquanto espera, está a matar e a destruir. Está a preparar-se para o que novembro possa trazer. Por isso, precisamos do apoio dos Estados Unidos.
O apelo de Volodymyr Zelensky aos aliados. Foi também num discurso na cimeira da NATO que o presidente norte-americano anunciou o reforço à Ucrânia e insiste que a Rússia não vai vencer a guerra.
É um grupo terrorista que continua com os esquemas, a provocar o caos, a discórdia e o sofrimento. Na Europa, Putin não quer menos do que a subjugação total da Ucrânia, acabar com a democracia e a cultura da Ucrânia e ainda apagar a Ucrânia do mapa. E sabemos que Putin não vai parar a Ucrânia. A Ucrânia pode e vai parar Putin.
Joe Biden, na cimeira da NATO, depois dos Estados Unidos terem anunciado o envio de mais sistemas de defesa aérea para a Ucrânia.
E destaque também para o discurso de Stoltenberg, que reforça o compromisso de apoio à Ucrânia.
Está de saída da liderança da NATO, termina o mandato em breve, mas repete que cabe à Aliança Atlântica impedir que a Rússia vença a guerra.
Vamos ser honestos, nem sequer o nosso apoio à Ucrânia foi um dado adquirido. Não tem sido direto, porque o nosso apoio vem com custos e com riscos. A realidade é que não há opções sem custos perante uma Rússia agressiva. Não há opções sem riscos numa guerra. E lembrem-se de que o maior custo e o maior risco estão presentes se a Rússia ganhar a guerra. Nós não podemos deixar isso acontecer.
Apelo deixado por Jens Stoltenberg no arranque da cimeira dos 75 anos da NATO. Luís Montenegro está a representar Portugal nesta cimeira em Washington e anunciou que a ajuda portuguesa à Ucrânia vai ultrapassar este ano os €220 milhões, um valor que vai repetir-se também em 2025.
Desde julho de 2016, Portugal conquistou o Campeonato da Europa. Foi há exatamente oito anos. A Rádio Observador falou hoje com um português que esteve no Estádio de França a assistir à final.
Carlos Vinhas Pereira vive em França, recorda um dia de muita alegria, diz que é difícil descrever por palavras aquele momento em que Portugal se tornou campeão da Europa. Destaca que nunca duvidou da seleção e partilhou também uma história conosco sobre o herói da final, o Éder.
Foi engraçado, porque eu estive com o Cristiano Ronaldo no final das semifinais, com ele e com o Éder. E eu ouvi, fui testemunha, o Cristiano Ronaldo falar comigo e com o Éder e dizer ao Éder: "Tu é que vais marcar o gol na final". E o Éder a dizer: "Nunca marquei um gol, não é agora que vou marcar". Nunca marcou gol na seleção, nesse tipo de competições. E quando ele marcou, lembrei-me logo desta conversa que eu tive com o Cristiano e com esta sorte. Portanto, era o nosso ano, aquele 2016 era o ano de Portugal. Também ganhamos a Eurovisão, portanto, era tudo.
Carlos Vinhas Pereira é também o presidente da Câmara do Comércio e Indústria Franco-Portuguesa. Explica que esta vitória de Portugal teve um impacto muito positivo na comunidade imigrante e até mexeu com a economia.
Efetivamente, no dia a seguir e nos dias que se passaram, aquele otimismo, aquela alegria que houve, disseram que havia uma influência no PIB francês. Eu não sei se houve uma influência no PIB português, mas pelo menos os nossos empresários, com aquela alegria e muitos deles, efetivamente, usavam daquele otimismo que era necessário pra se sentir mais forte, mesmo em termos de negócio, poder falar com os franceses, não digo de igualdade, porque ainda temos que ganhar o Campeonato do Mundo pra isto, mas uma vaidade, no bom sentido do termo.
Carlos Vinhas Pereira esteve em direto aqui na Rádio Observador, a recordar o dia em que esteve a ver no Estádio de França, Portugal a tornar-se campeão europeu. Foi precisamente há oito anos.
E quanto à atual edição do Euro, Espanha é a primeira finalista.
A primeira venceu ontem a França por 2x1. Não pareceu sempre certo. Os espanhóis até estiveram a perder. Deram a volta ao resultado. O resultado ficou fechado na primeira parte. Esta vai ser a quinta presença de uma equipe espanhola numa final do Campeonato Europeu de Futebol. Mais logo, o jogo vai ser entre Inglaterra e Países Baixos. Um deles vai jogar na final com Espanha São 10:16, Carla, antes do Contracorrente, que outras notícias estão em destaque? A Ministra da Saúde insiste que o governo quer atribuir médico de família a todos os portugueses. Ana Paula Martins está a ser ouvida no Parlamento. Na intervenção inicial, a ministra afirma que é desígnio do governo atribuir médico de família a toda a população, mas realça que não é uma tarefa fácil, nem um objetivo a atingir a curto prazo. A ministra admite ainda que as urgências de pediatria do Algarve estão em sérias dificuldades. Donald Trump volta a reclamar vitória absoluta no debate frente a Joe Biden, mas desta vez aproveitou o momento para lançar um novo desafio ao atual presidente norte-americano: um novo debate, sem moderadores, e já esta semana. Foi num comício na Flórida. Trump diz que quer dar a Biden uma oportunidade de se redimir e, além disso, o candidato republicano convidou também Biden para uma partida de golfe. Pelo menos seis pessoas morreram nas últimas horas na Faixa de Gaza. São novos ataques das tropas israelitas. O exército de Tel Aviv confirma a continuação de operações antiterroristas. A fechar, animais de estimação, não aquela parte fofinha, mas os momentos em que eles se portam um bocadinho mal. Tu que tens animais de estimação, não deves ter estes.
Sim, por acaso a minha Laurinha é muito malandra, mas não é de se portar mal.
Não, não é. Não tenho razões de queixa. Esta história que trago podia ter corrido mal. Não acabou. Foi nos Estados Unidos. Um cão ligou o fogão lá de casa e começou um incêndio. E só se percebeu que tinha sido o cão da família por causa de imagens das câmaras de segurança e que mostram o cão a levantar as patinhas.
Até queria comer qualquer coisa, estava com fome.
Se calhar ia fazer. E viu-se que ligou, de facto, um dos bicos. Havia caixas que estavam em cima da bancada que começaram a arder.
Mas também não é comum que um cão acenda.
Não é. Esta correu bem, não houve feridos. Mas a cozinha vai precisar de uma obrezita.
Vai ficar cara. Carla Jorge Carvalho, com as principais notícias desta manhã, notícias que voltamos a atualizar às 11:00.