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Rádio Observador. Jornal das 10, na Rádio Observador, a edição é do José Rafael Lopes e Zé Pedro Nuno Santos garante que o PS segue unido para as eleições. Lembra que Fernando Medina e Sérgio Sousa Pinto saíram das listas por motivos diferentes.
O secretário-geral socialista já tinha sublinhado que Sousa Pinto, que ia ser o número quatro no círculo eleitoral de Lisboa, mudou de ideias à última hora. Caso diferente é o de Fernando Medina, que garante ter saído por razões pessoais. Acerca de um mês e meio das eleições, Pedro Nuno Santos sublinha que as listas de candidatos a deputados do PS foram aprovadas quase com unanimidade.
Referir, como sabem, a nós termos tido, por exemplo, na aprovação das listas, uma quase unanimidade. E essa é a força do Partido Socialista, que está profundamente unido neste combate eleitoral. Nós não podemos misturar pessoas que têm motivações para não estar nas listas, são diferentes, porque as pessoas não têm a mesma motivação, as razões não são as mesmas.
Pedro Nuno Santos, em Rio Maior, aqui um registo captado pela Sic Notícias, garante o secretário-geral do partido que o PS não está fragilizado por estas saídas.
Ontem à noite, tanto Fernando Medina como Sérgio Sousa Pinto justificaram a saída. O deputado socialista explica que não se sentia confortável com as escolhas nas listas.
Sousa Pinto contraria a versão do secretário-geral do PS e garante que apenas tomou conhecimento das listas na quarta-feira, dia em que anunciou a indisponibilidade para continuar como candidato e não no início da semana. Na CNN Portugal, o deputado socialista fala numa decisão complicada, mas necessária.
Eu não sou uma pessoa de cálculos, não sou uma pessoa calculista. Eu sou uma pessoa mais visceral. E portanto, essas minhas características pessoais, boas ou más, também devem contribuir para a compreensão do que é uma pessoa sentir que já não se sente confortável, que já não sente que está ali, que aquele não é o seu lugar e que está mais e que, porventura, mais do que desejada, é tolerada. E, portanto, como eu te dizia, há momento para ficar e há momento para sair e pareceu-me que este era o momento para sair.
Sérgio Sousa Pinto, ontem à noite, na CNN Portugal, afirma que sai sem ressentimentos e está disponível para marcar presença na campanha do PS. Ainda assim, questiona a ausência de Álvaro Belleza, histórico socialista das listas do partido. Já o antigo ministro das Finanças, Fernando Medina, garante que a recusa em integrar as listas do PS não está relacionada com nenhuma divergência política.
Eu não utilizei nenhum argumento de natureza política, de divergência política com a direção do partido ou com o Partido Socialista ou de afastamento do Partido Socialista. Pelo contrário, tive a oportunidade de sublinhar que desejo a vitória do Partido Socialista, trabalharei na campanha pelo Partido Socialista. Não sou candidato a ser deputado, isso deve ser encarado com toda a naturalidade, uma decisão pessoal que não é, como sublinho, nenhuma decisão baseada num afastamento do Partido Socialista, porque se o fosse, eu também o diria com clareza.
Fernando Medina, entrevista à Sic Notícias, ainda assim, assegura estar empenhado na vitória do PS e assegura que vai fazer parte da campanha.
E fechadas as listas, o PS apresenta hoje o programa eleitoral às eleições legislativas, com a valorização dos rendimentos familiares e o incentivo à poupança, como algumas das prioridades.
O anúncio acontece hoje, às 15h, na FIL, a Feira Internacional de Lisboa. De acordo com o Expresso, a valorização dos rendimentos familiares vai ser uma das principais medidas apresentadas. O partido vai avançar com uma proposta de 140 milhões de euros para aumentar os rendimentos dos pais com filhos entre os três e os seis anos. Em cima da mesa, está também a criação de um pé-de-meia de 500 € em certificados de aforro, destinado a todas as crianças nascidas a partir do início deste ano. O deputado Miguel Costa Matos explica como funciona a proposta.
Irá criar uma conta na qual irá creditar 500 € em certificados de aforro. É um investimento inicial no futuro destes jovens, é uma poupança inicial que as famílias vão poder reforçar. Mas estes 500 €, se olharmos para aquela que é a taxa de juro, neste momento, aplicada nos certificados de aforro, que é de 2,4%, irá crescer dos 500 € para os 768 €, que mais uma vez poderão ser reforçados pelas famílias.
Miguel Costa Matos, deputado do PS, em declarações à Agência Luz, a proposta visa combater a baixa taxa de poupança em Portugal e dar um incentivo à natalidade.
Da política internacional, mas com consequências reais em Portugal, está em vigor, desde esta madrugada, a tarifa universal de 10% sobre as exportações para os Estados Unidos.
A medida foi anunciada esta semana pelo presidente norte-americano Donald Trump e entrou em vigor às 05h de hoje, hora portuguesa. A taxa cobre mais de 180 países e territórios, é adicionada às tarifas alfandegárias que já existiam até aqui. É a primeira onda de choque para a economia mundial e as tarifas vão aumentar ainda mais a partir de quarta-feira, dia em que vão ser aplicadas taxas específicas para cada país, destinadas aos países que a Casa Branca considera hostis ao comércio livre. A União Europeia, e por isso também Portugal, vai ser alvo de uma taxa de 20% para todas as exportações para os Estados Unidos.
E o presidente da República considera que os critérios usados na aplicação desta medida são discutíveis.
O cálculo das tarifas baseia-se no saldo comercial entre os Estados Unidos e cada país. A fórmula utilizada divide o excedente de cada território pelas exportações totais para o mercado norte-americano e reduz depois o resultado para metade. Marcelo Rebelo de Sousa, presidente da República, mostra preocupações com as consequências globais da crise económica, da política económica da Casa Branca.
O impacto, obviamente, é negativo. As tarifas são negativas para praticamente todo mundo, de acordo com critérios que são os critérios cientificamente Muito discutíveis. São decisões políticas, com objetivos políticos ou político-económicos.
Marcelo Rebelo de Sousa, ao início da noite de ontem, à entrada para o Portugal-Espanha, jogo da seleção feminina de futebol, jogo esse que Portugal acabou por perder por 4x2.
Já Pedro Nuno Santos deixa críticas ao governo pela falta de reação às tarifas.
O secretário-geral do PS acusa o executivo de não se ter preparado para o aumento das taxas alfandegárias aplicadas por Donald Trump à importação de produtos da União Europeia. Pedro Nuno Santos recorda o pacote já apresentado por Pedro Sánchez, presidente do governo espanhol, e diz que é altura de defender a indústria portuguesa.
Para além do trabalho bilateral entre Portugal e os Estados Unidos, para além da pressão que também deve ser feita para que a Europa tenha uma posição firme, é muito importante nós apoiarmos a nossa indústria. E nós termos alguns setores que já estavam a sentir algumas dificuldades, como é o setor da indústria de componentes automóveis, que pode agora sofrer ainda mais.
Pedro Nuno Santos, ontem à noite, em Rio Maior. Também ontem, o Bloco de Esquerda desafiou o governo a dar explicações sobre a estratégia definida para responder às medidas do presidente norte-americano. Um pedido de explicações que chegou através da líder do partido, Mariana Mortágua.
10h07. Daqui a pouco temos "Máquinas que Pensam" na Rádio Observador, mas antes temos ainda outras notícias em destaque.
O Presidente da República promulgou ontem as alterações à Lei dos Solos, numa nota publicada no site da Presidência da República. Marcelo Rebelo de Sousa explica que mantém reservas em relação à forma como o diploma aborda o combate à corrupção. Ainda assim, Marcelo optou pela promulgação, atendendo às profundas alterações que foram introduzidas pelo PS, com o apoio do PSD, e que afastam objeções que eram suscitadas na versão anterior do diploma. Pelo menos 65% dos jovens profissionais de saúde já considerou emigrar devido aos salários baixos. É o que indica um estudo divulgado hoje pela Plataforma de Jovens Profissionais de Saúde. Entre os inquiridos, é também referida a falta de progressão de carreira e elevado nível de estresse como razões para deixar o país. Olhamos ainda para o futebol feminino. Portugal perdeu ontem, em Paços de Ferreira, frente à seleção espanhola, resultado final quatro para a Espanha, dois para Portugal. Catarina Amado e Carole Costa fizeram os gols das Navegadoras, que com este resultado descem para a terceira posição do grupo A3 da Liga das Nações de Futebol Feminino.
E é com o desporto que fechamos o Jornal das 10. A edição é do José Rafael Lopes.