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10 da manhã. As notícias com o jornalista Luís Soares. Destaque para a contagem dos votos dos emigrantes. Até agora chegaram 296 mil votos, sendo que estão recenseados mais de um milhão e 500 mil eleitores.
A contagem desses votos começou esta manhã. O número é avançado pelo porta-voz da Comissão Nacional de Eleições. Os votos dos círculos da Europa e fora da Europa vão ser decisivos para definir o desempate entre PS e Chega e ditar qual dos dois partidos ficará como principal partido da oposição. A jornalista Maria João Braz está na FIL, em Lisboa, onde os votos estão a ser contados já há cerca de uma hora e, Maria João, ainda falta chegar muitos boletins.
Sim, Luís, bom dia. Tudo indica que faltam chegar mais de metade destes boletins. No total, falamos de um milhão e meio de recenseados e, portanto, um milhão e meio de votos. Até ontem, segundo a CNE, chegaram entre 18% a 20% dos votos. É natural que este número suba ao longo do dia, uma vez que ao longo desta terça-feira chegam mais votos por correio. O porta-voz da Comissão Nacional de Eleições diz que os números de votos estão em linha com os números do ano passado.
A indicação que temos até o momento, à data de ontem, é que já tinham chegado mais de 296 mil votos. Ainda podem chegar votos hoje e amanhã. Vamos começar agora o processo de contagem e depois também as assembleias de apuramento geral. Amanhã terminará, ainda não sabemos quando, vai depender do número de votos.
André Vemanes, que admite falhas no processo eleitoral. O porta-voz da CNE fala em problemas com a documentação, por exemplo, um problema que se repete dos outros anos.
Foram apresentadas várias questões relacionadas com a não chegada da documentação de voto. Entre outros, questões também algumas com postos consulares, com horários, mas essencialmente também em linha com o que se passou o ano passado.
A contagem dos votos dos dois círculos da imigração vai prolongar-se até amanhã, altura em que a dúvida será desfeita. PS ou Chega, qual deles ocupará o lugar de segunda força política.
A reportagem em direto da Maria João Braz, ela que está a acompanhar o início da contagem dos votos dos emigrantes portugueses. O resultado da votação só deve ser conhecido amanhã à noite, até porque até amanhã ainda podem chegar mais boletins. O presidente da República admitiu indigitar o primeiro-ministro na quinta-feira, ou seja, um dia depois desses resultados serem conhecidos. No ano passado, o Chega elegeu dois deputados, o PS e a AD elegeram um cada.
O secretário-geral da UGT considera que o futuro líder do PS deve viabilizar o Governo AD em prol da estabilidade política. No entanto, alerta que há linhas vermelhas que não podem ser ultrapassadas.
Nomeadamente no que diz respeito à legislação laboral. Entrevistado esta manhã no Explicador, Mário Mourão rejeita compactuar com qualquer retrocesso a nível laboral.
Há linhas vermelhas que nós não podemos ultrapassar, nem a UGT, nem naturalmente o Partido Socialista, e não só o Partido Socialista, mas também o Partido Social-Democrata, que faz parte da UGT. Há linhas vermelhas relativamente à legislação laboral, linhas que podem causar o retrocesso naquilo que fomos conseguindo ao longo dos anos para melhorar a vida das pessoas, quer o trabalho digno, quer a redução do horário de trabalho. Por exemplo, nós há 30 anos que não mexemos no horário de trabalho. A Espanha já evoluiu para as 37 horas e meia.
O secretário-geral da UGT considera ainda que este não é tempo de falar em alterações constitucionais, numa altura em que a direita tem uma maioria de dois terços no Parlamento. Mário Mourão pede à classe política para que se preocupe com os rendimentos baixos dos portugueses e promova políticas para aumentar tanto o salário mínimo como o salário médio.
E falamos agora do caso de um maestro suspeito de assediar menores num coro. O Ministério Público abriu inquérito para investigar.
Terá acontecido num conservatório em Torres Vedras, num coro masculino. O Observador falou com duas testemunhas que denunciam mensagens inapropriadas por parte do maestro. É professor de música desses jovens. A jornalista Mariana Marques Tiago, autora da notícia, explica como é que este homem tentava chegar aos alunos.
Estava a conversar com o maestro por mensagens, como era normal. Começou a surgir o tema do tamanho das camas do seminário, que aparentemente são pequenas. E a certa altura, a conversa resvala para um convite do maestro para passarem a noite juntos. Convidou mesmo, disse que gostava da sua companhia na cama e disse-lhe que estava à sua espera. Sabemos que foi aberto um inquérito, portanto, a investigação está a decorrer. Sabemos também que o maestro foi constituído arguido. Terão sido alegadamente assediados três menores, entre os 14 e os 15 anos, através da internet e o maestro é suspeito de importunação sexual.
Mariana Marques Tiago, na história do dia de hoje, este caso de um maestro suspeito de assediar vários jovens num coro em Torres Vedras. O Ministério Público abriu inquérito, a investigação está a decorrer e este maestro é arguido neste processo.
É a notícia que faz manchete a esta hora no site do Observador e é também o tema da história do dia disponível em podcast. A Associação Sindical dos Profissionais de Polícia alerta para os casos de exaustão dos profissionais da PSP da Unidade de Estrangeiros e Fronteiras.
Em causa estão os constrangimentos nos aeroportos nacionais que têm levado a filas e também a atrasos. À Rádio Observador, o dirigente sindical da ASP, Carlos Oliveira, descreve o cenário que estes profissionais têm encontrado.
Foi implementado um novo sistema de segurança nos aeroportos, só que esse sistema foi implementado sem falar com a PSP. Os polícias estão sem condições de trabalho nessas mesmas boxes. Os polícias estão completamente exaustos, porque à sua frente veem milhares de passageiros e não conseguem dar solução. Os polícias muitas das vezes têm que prolongar o seu horário de trabalho para poder dar resposta. E temos polícias que inclusivamente perdem o seu direito à sua folga para poder trabalhar. Há falta de efetivos. Nós temos casos de polícias que já desmaiaram na box e já tiveram que ser assistidos pelo INEM
Os casos aqui relatados por Carlos Oliveira, dirigente da ASP, e vários problemas que os agentes da PSP têm enfrentado nos aeroportos. O sindicato apela à resolução destas questões antes do início do período de férias de verão.
Habitação, mobilidade, ambiente e tecnologia são problemas estruturais que preocupam quem vive nas grandes cidades e são temas que vão ser debatidos hoje na Cimeira das Cidades, organizada pelo Observador.
É um evento que está a começar a esta hora e decorre na Nova SBE, onde está também a Maria Miguel Duarte. Maria, quais são os destaques para o arranque deste dia de debates?
Começamos justamente pela habitação, Luís, que é um dos temas que mais preocupa neste momento quem vive e quem gere as grandes cidades. No primeiro painel desta Cimeira das Cidades, vai ser apresentado um case study, um estudo sobre as várias políticas de habitação acessível que têm vindo a ser implementadas um pouco por toda a Europa e também em Lisboa. E para falar sobre este que é considerado ser um problema estrutural das grandes cidades, vão estar em debate Nuno Pita Lopes, vice-presidente da Câmara Municipal de Cascais, também o geógrafo Luís Mendes e a economista especializada em habitação, Vera Gouveia Barros. Este é apenas um dos primeiros temas que vai ser tratado nesta Cimeira das Cidades. Segue-se também a mobilidade e ainda dois painéis dedicados ao ambiente e à tecnologia. Ao final do dia vão passar aqui também pelo auditório da Nova SBE, o presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, e a presidente da Associação Nacional dos Municípios Portugueses, Luísa Salgueiro, nesta que é a Cimeira das Cidades, que arrancou há poucos minutos.
A reportagem direta da Maria Miguel Duarte, ela que vai acompanhar esta Cimeira das Cidades, que decorre na Nova SBE. É uma iniciativa que também vai poder acompanhar através do site do Observador.
São agora 10:08, Luís. Que outras notícias estão em destaque antes do Contracorrente?
As temperaturas têm vindo a subir e amanhã há três distritos com aviso amarelo do Instituto Português do Mar e da Atmosfera para tempo quente. São eles Setúbal, Évora e Beja. O IPMA prevê que as máximas em Beja, por exemplo, cheguem aos 38 graus. A Rússia afirma que continua a trabalhar no rascunho de um memorando para estabelecer os princípios de um acordo de paz com a Ucrânia. A porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros explica que este documento estabelece a posição russa sobre os princípios de uma solução de paz. Garante que assim que estiver pronto, vai ser enviado à Ucrânia. Maria João, parece que viajar quase de pé nos aviões poderá ser uma realidade já no próximo ano.
Quase de pé?
Quase de pé.
Só uma viagenzinha curta, agora.
As companhias low cost vão apostar neste conceito para aumentarem o número de lugares e também a receita.
Mas explica lá como isso funciona. De pé como?
Trata-se de assentos do gênero de sela de cavalo, em que o passageiro fica numa posição vertical.
Ah, mas tem que estar-
Como se estivesse a andar de bicicleta, imagina.
Sim, tem assim uma espécie de selim, não é?
Exatamente. O espaço entre as filas fica reduzido e o objetivo é ter mais pessoas dentro de um avião.
Não me parece assim muito confortável, mas sobretudo para a nossa idade. Somos pessoas de uma certa idade, como os outros.
É, é, como os homens.