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Observador 10 e um. As notícias das 10, uma edição do jornalista Luís Soares. Mariana Mortágua integra uma missão humanitária que parte no domingo rumo à Faixa de Gaza. A ativista sueca Greta Thunberg também vai seguir viagem.

É o que revela à Rádio Observador o ativista Miguel Duarte, que se junta à coordenadora do Bloco de Esquerda e à atriz Sofia Aparício na delegação portuguesa que vai tentar levar ajuda humanitária ao enclave. A missão envolve dezenas de barcos e mais de 40 países. Miguel Duarte admite que esta é uma viagem arriscada e que até pode ser interceptada, mas fala num gesto necessário para chamar a atenção do governo português.

Precisamos de pessoas que tenham uma plataforma significativa para conseguir fazer chegar a mensagem ao maior número de pessoas e também para a nossa própria proteção. Quanto mais olhos estiverem sobre nós, menos provável é que o Estado israelita cometa ataques violentos à própria tripulação. Por outro lado, envolver a política portuguesa especificamente, é absolutamente urgente. No sentido em que não só este governo, mas sucessivos governos portugueses, têm tido uma atitude absolutamente insuficiente no que toca à solidariedade com o povo palestiniano, para já chamar genocídio ao que é o genocídio, que é o que está a acontecer agora.

O ativista Miguel Duarte, em declarações à Rádio Observador, explica também que a delegação portuguesa desta missão humanitária vai partir no domingo de Barcelona em direção à Faixa de Gaza, uma viagem pelo Mar Mediterrâneo que deve durar cerca de duas semanas. A coordenadora do Bloco de Esquerda vai falar também sobre esta missão humanitária numa conferência de imprensa esta tarde na Assembleia da República.

A Ministra da Saúde admite descoordenação e falhas de comunicação entre o ministério e o SNS 24, em especial nos serviços de urgência obstétrica.

Foi numa entrevista ontem à noite na SIC Notícias. Ana Paula Martins assume que é preciso fazer ajustes, mas lembra também que quem garante o serviço da linha de apoio é uma operadora externa. Ainda assim, a ministra promete trabalhar para evitar a sobrecarga das linhas que se tem verificado, assim como as falhas na informação.

Tem que se saber objetivamente quais são os blocos de partos que têm disponibilidade. E esta comunicação tem falhado muito.

E falha por culpa de quem?

Aí é claramente descoordenação entre as entidades, é verdade, no Ministério da Saúde, que precisam de estar mais correlacionadas, mais articuladas. A questão do SNS 24, claro que tem que ser melhorada, nós sabemos disso. E depois ainda sobrecarregamos a linha com a questão do SNS Grávida, que é muito importante e que já retirou centenas de milhares de casos para os cuidados de saúde primários, mas que efetivamente tem que ser melhorado sob o ponto de vista técnico.

Nesta entrevista à SIC Notícias, Ana Paula Martins falou também sobre as novas regras que restringem o acesso dos médicos ao trabalho ou à tarefa. A ministra explica que o objetivo é garantir a justiça no pagamento destes serviços.

O CDS acusa o PAN de aproveitamento político no caso do forcado que morreu este fim de semana no Campo Pequeno, em Lisboa.

Um jovem forcado de 22 anos que morreu depois de ter sido colhido de forma violenta por um touro durante uma corrida no Campo Pequeno. Ouvido no "Explicador" desta manhã, em debate com o líder do PAN, o líder parlamentar do CDS, Paulo Núncio, diz que Inês de Sousa Real mostrou insensibilidade ao aproveitar a morte de um forcado para promover medidas contra a tauromaquia.

Entendo que este é o momento para honrar a memória de um jovem bravo e valente que tragicamente morreu a fazer aquilo que mais amava na vida: ser forcado e pregar touros numa arena. E por isso acho absolutamente lamentável qualquer aproveitamento político à custa da morte do jovem forcado, como tem feito o PAN. É uma autêntica vergonha. E sobretudo, acho absolutamente repugnantes e indignos os comentários que tenho visto e ouvido de autodenominados defensores dos animais, quase a celebrar a morte do Manuel Trindade. Ou o que importa é que o touro esteja bem. É uma vergonha.

As críticas de Paulo Núncio, rejeitadas pela porta-voz do PAN, Inês de Sousa Real, entendem que o episódio serve para reforçar a ideia de que as touradas devem acabar no país, em prol do bem-estar animal, mas também humano.

Muito pelo contrário, eu acho que o fato de as touradas serem um espetáculo violento, que provoca sofrimento nos animais, mas também que, infelizmente, e começo por lamentar precisamente a morte de um jovem de apenas 22 anos, só reforça que de facto este caráter violento desta atividade, seja pelas pessoas, seja pelos animais, tem de acabar. Não é uma questão de insensibilidade, muito pelo contrário, devemos ter empatia e o divertimento ou uns minutos de divertimento jamais se devem sobrepor, no entender do PAN, quer ao valor da vida humana, quer também ao bem-estar animal.

Inês de Sousa Real, porta-voz do PAN, que esteve em debate no "Explicador" desta manhã com Paulo Núncio, do CDS. Ontem à noite, a família da vítima publicou uma carta aberta dirigida ao PAN. Os familiares do forcado acusam os seguidores do partido de terem celebrado a morte do jovem.

A tempestade Erin vai trazer agitação marítima a Portugal continental a partir desta tarde. A Autoridade Marítima Nacional pede a quem está a pensar em ir à praia até amanhã, que se desloque apenas a praias vigiadas.

Isto por causa de um agravamento considerável das condições meteorológicas e da agitação marítima em Portugal continental, em especial na costa oeste, com possibilidade de ondas entre os quatro e os sete metros de altura. À Rádio Observador, o comandante Ricardo Sá Granja, da Autoridade Marítima Nacional, lembra que se trata de um fenômeno anômalo para esta época de verão e, por isso, deixa recomendações à população.

Alerta os banhistas, especialmente nesta altura do ano, para redobrarem os cuidados a terem no momento de ir à praia. E como primeira recomendação, recomenda-se todos os banhistas a frequentar praias permanentemente vigiadas, para que a avaliação da situação seja feita pelas autoridades locais, pelos nadadores-salvadores. A avaliação das condições para ir a banhos ou não. Devem respeitar permanentemente a sinalização das bandeiras e das praias, respeitar as indicações, como eu disse, dos nadadores salvadores, dos agentes da autoridade e dos elementos que reforçam a vigilância nas praias, vigiar permanentemente as crianças e não se colocar também debaixo de arribas instáveis.

As recomendações do comandante da Autoridade Marítima Nacional, também o Instituto Português do Mar e da Atmosfera avisa que 10 distritos estão hoje sob aviso amarelo, devido precisamente à previsão da agitação marítima forte entre hoje e amanhã.

Donald Trump e Vladimir Putin discutiram o desarmamento nuclear. O presidente norte-americano considera que a Rússia está disposta a dar esse passo.

Foi o que disse o presidente norte-americano aos jornalistas na Casa Branca. Donald Trump explica que o debate sobre a desnuclearização está a ser feito também com a China e garante que os Estados Unidos não podem permitir a proliferação das armas nucleares. A conversa com Vladimir Putin aconteceu numa altura em que ainda não há confirmação oficial do encontro entre o presidente russo e o presidente ucraniano, que foi avançado por Donald Trump depois da visita de Zelenskyy à Casa Branca este mês.

A especialista em relações internacionais, Liliana Reis, considera que Washington ainda não sabe como vai conduzir o processo de negociações para resolver os conflitos, tanto no Médio Oriente como na Ucrânia.

No gabinete de guerra desta manhã, Liliana Reis afirma que o ataque israelita a um hospital no sul da Faixa de Gaza surpreendeu Donald Trump. Explica que a Casa Branca está a protelar negociações porque ainda não encontrou forma de mediar os conflitos.

Ontem, Donald Trump ficou surpreendido quando foi confrontado com o ataque ao Hospital Nasser. Aliás, ele não sabia efetivamente deste ataque. Neste momento, aquilo que nós temos vindo a observar da Casa Branca, e não apenas a Gaza, mas também a Ucrânia, é que há uma tentativa por parte da administração americana de protelar no tempo, pelos dois lados, para o término do conflito, mas conduzir esse mesmo processo. Ou seja, dizer que os Estados Unidos têm em mãos a gestão de todo o processo, mas, na verdade, não conseguem antecipar a forma como o irão fazer.

Análise da Liliana Reis no gabinete de guerra desta manhã.

São agora 10:09, Luís. Antes do contracorrente, que outras notícias marcam esta manhã de terça-feira?

O PS quer saber se o governo está a ponderar investir em infraestruturas críticas de segurança alimentar, através da utilização de 1,5% do PIB destinado à defesa do país. As questões dos socialistas foram enviadas ao Ministro da Agricultura e Pescas, através do Parlamento. O PS reforça que a segurança alimentar é um pilar essencial para o desenvolvimento e defesa de Portugal. Foi ativado o Plano Municipal de Emergência de Seia, no distrito da Guarda. Anúncio feito pela autarquia numa nota publicada nas redes sociais, explica que a medida se deve ao desagravamento da situação dos incêndios no concelho. O Canadá admite a possibilidade de enviar tropas para a Ucrânia, se for necessário. É o que explica o ministro da Defesa canadiano, citado pelo "Kyiv Independent", também afasta receios sobre a falta de capacidade das forças canadianas para ajudar numa eventual solução que dê garantias de segurança à Ucrânia no pós-guerra. E hoje, Maria João, já sabemos que é terça-feira, aquele dia em que ficamos a conhecer mais um episódio, neste caso, o último do mais recente podcast+ do Observador.

É a verdadeira identidade do principal suspeito de assassinar um representante palestiniano no Algarve. É revelada neste último episódio, estamos a falar do novo podcast+ do Observador, 1983: Portugal à Queima Roupa.

Este final centra-se nas reviravoltas do julgamento do homem acusado de matar Issam Sartawi num hotel em Albufeira, em abril de 1983.

Durante meses, o arguido apresentou-se como Youssif Alaouade. Mesmo quando já estava provado que o passaporte com que tinha entrado em Portugal era falso. De acordo com esse documento, tinha nascido em Marrocos, era comerciante e tinha 26 anos. Tudo isto era mentira. O próprio arguido assumiu. Mas até aqui, nunca tinha revelado o verdadeiro nome. Chegou a dizer que não queria que a mãe descobrisse o que andava a fazer. Esta manhã, decide mudar de ideias.

E a partir de hoje já pode ouvir todos os episódios deste podcast no site do Observador e também em todas as plataformas e também no YouTube.

Esta é uma série narrada pela atriz Vitória Guerra, com banda sonora original dos Linda Martini. A investigação e os guiões são do jornalista Vasco Maldonado Correia.