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Por 10 e três. As notícias com Carla Jorge Carvalho. José Luís Carneiro descarta responsabilidades no caso de uma eventual derrota nas eleições autárquicas. E se o PS não vencer, o líder socialista diz que quem perde é a democracia.
O secretário-geral do PS acredita que o partido tem capacidade para conseguir um melhor resultado do que em 2021. Na altura, o Partido Socialista venceu as autárquicas e conquistou o maior número de Câmaras no país. José Luís Carneiro espera uma vitória, mas rejeita responsabilidades pessoais em caso de derrota.
Nunca será, como é evidente, uma derrota do secretário-geral do Partido Socialista. Será, naturalmente, uma derrota de valores e de princípios que nós defendemos. Eu entendo que, pelos dados que possuo, nós vamos ter uma vitória nas eleições autárquicas. Nós vamos ser capazes de ganhar mais Câmaras, de ganharmos mais assembleias municipais e de ganharmos mais autarquias de freguesia. Essa é a minha firme expectativa de quem já foi a mais de 120 concelhos em três meses de liderança.
O secretário-geral do PS, em entrevista ao jornal Eco. Tanto José Luís Carneiro como Luís Montenegro enfrentam as primeiras eleições autárquicas enquanto líderes partidários. Já hoje, o dia antes do arranque oficial da campanha eleitoral, eles vão estar na estrada com os candidatos destas eleições.
E o PSD também está mais confiante em Lisboa do que no Porto. No total, os sociais-democratas têm os olhos postos em sete principais autarquias.
Aveiro, Braga, Gaia, Sintra, Cascais, sem esquecer, claro, Lisboa e Porto. O Observador sabe que é sobretudo nestas sete autarquias que se joga a próxima noite eleitoral para o PSD. O partido acredita que tem condições para eleger mais Câmaras que o Partido Socialista e, assim, passar a liderar a Associação Nacional de Municípios. Em Lisboa, os sociais-democratas estão convictos de que Carlos Moedas vai conseguir vencer Alexandre Leitão. O PSD está contente com a prestação do autarca nos debates televisivos e com os resultados das últimas sondagens. Quanto ao Porto, há cautela. Pedro Duarte mantém-se ligeiramente atrás de Manuel Pizarro nas intenções de voto, mas o PSD não deita a toalha ao chão, dada a maioria sociológica de direita no Porto e uma vez que o PS não vence a Câmara há mais de 20 anos.
E precisamente na cidade do Porto, multiplicam-se as queixas sobre o Metrobus. Os portuenses acreditam que já só um milagre vai pôr em funcionamento o transporte. O Metrobus, que resulta de um investimento de mais de 80 milhões de euros. A primeira fase da obra entre a Casa da Música e a Praça do Império já está concluída, mas ainda não há um único veículo a circular. A repórter do Observador, Maria Rego, tem estado ao longo da manhã em vários pontos do trajeto do Metrobus. Está agora na Praça do Império e, Maria, há quem acredite que nunca vai haver Metrobus.
Nunca vai haver e que só um milagre vai começar a andar. É a visão de Carla Cruz, uma dos muitos portuenses que está cansado de esperar pela chegada do Metrobus. Fala de uma obra em que já perdeu toda a esperança.
Acho que, para já, está a demorar muito tempo. Depois, acho que nunca vai existir o Metrobus. Acho que é uma coisa que os portuenses já meteram na cabeça, que isso é um milagre, porque acho que ele não dá a volta ali na rotunda, vários problemas. Isto é interessante para as pessoas andarem a correr, para os miúdos andarem de bicicleta. Fizeram aqui uma pista interessante, mas precisavam de andar a gastar tanto dinheiro.
Como referiste, Carla, estive a percorrer alguns pontos por onde passa o Metrobus e, de facto, é visível esta adaptação de que fala esta entrevistada das vias para que pessoas possam correr ou circular. Como principal defeito da obra, Carla Cruz aponta a falta de conhecimento da cidade por quem desenhou o projeto.
Vão tentar pôr o Metrobus a trabalhar, tentar, ou com autocarros mais pequenos, não sei, não faço ideia. E o engenheiro que está a fazer isso e o pessoal que está a fazer isso, devia vir andar de metrô, saber como é que o metrô funciona, como é que os autocarros funcionam, como é que a rotunda funciona, qual é o trânsito que está às 08h na rotunda. Aqueles de certeza que não vêm aqui.
Acha que houve um bocadinho de falta de conhecimento de matéria?
Acho que sim, completamente.
Falta de conhecimento e muitos atrasos deixam os portuenses num impasse. Outras pessoas com quem falamos explicam que já não sabem em que estado estão as obras e o processo, nem entendem o porquê de ainda não estar a circular o Metrobus. Dentro deste tema, acontece dentro de uma hora uma reunião para eleger o novo presidente da Metro do Porto, Emídio Gomes, e ainda os vogais não executivos da transportadora Luísa Salgueiro, Silva Tiago e Cristina Pimentel.
Maria Rego, em direto da Praça do Império, na cidade do Porto. É um dos principais temas que está a marcar esta pré-campanha autárquica, Metrobus, um investimento de 80 milhões de euros.
O autarca do Barreiro considera que o valor máximo de renda moderada escolhido pelo governo no anúncio das novas medidas para a habitação é um exagero.
Foi uma posição defendida aqui esta manhã no Explicador por Frederico Rosa. O autarca socialista considera que o valor máximo para as rendas de 2.300 € nas zonas mais pressionadas pela falta de habitação pode passar uma mensagem perversa ao mercado imobiliário. Explica que uma renda deste tipo continua a ser impraticável para muitas famílias.
Imagina, tu tens um casal que ganha os dois 1.500 € por mês, 3.000 € de rendimento disponível mensal. Se tiverem uma renda moderada de 2.300 € e vamos partir do princípio que não têm filhos, eu quase que te faço de volta a pergunta para o que é que fica disponível para o fim do mês, sabendo que tem que pagar todas as contas, que todos nós temos que pagar para além da renda. Por isso, percebendo essa tua questão, que me parece pertinente
Acho que, obviamente, foi um exagero este valor.
O presidente da Câmara do Barreiro, Frederico Rosa, convidado do Explicador desta manhã, diz ainda que o aumento da construção pública pode revelar-se decisiva na resolução do problema da habitação.
As medidas do governo são também criticadas pelos proprietários, dizem que o valor das rendas moderadas causou muitas dúvidas em todo o setor.
Diana Ralha, directora da Associação Lisbonense de Proprietários, acusa o governo de não ter tido em atenção as propostas, quer dos proprietários, quer dos inquilinos. E quanto ao valor das novas rendas moderadas de até €2.300, Diana Ralha diz que instalou a confusão.
Claro que deixa e deixa os proprietários confusos. Não imagina o tumulto que foi no dia a seguir a esta apresentação desta segunda parte do pacote, das pessoas que têm rendas congeladas há 50 e 60 anos e que têm rendas congeladas de €50, €20. E perguntam: "Mas as nossas então não podem ser moderadas até €2.300?" Isto provoca, por ser um erro de comunicação brutal. Bastava dizer: é para todas.
Diana Ralha, no Explicador desta manhã, a juntar-se às críticas, às medidas anunciadas pelo governo.
O presidente dos Estados Unidos recebe hoje Benjamin Netanyahu na Casa Branca. O encontro acontece numa altura em que há várias promessas do lado do presidente norte-americano.
Promessas de paz no Médio Oriente. Na última sexta-feira, Trump disse que acreditava que tinha conseguido um acordo sobre Gaza, depois de apresentar, durante a semana, um novo plano de paz a vários países árabes e a Benjamin Netanyahu. De acordo com uma fonte diplomática, o plano para o enclave tem 21 pontos. O especialista em Relações Internacionais, Manuel Poiares Torres, explica alguns dos detalhes que podem estar em causa nesta estratégia.
O objetivo aqui passa por permitir que os palestinianos de Gaza possam sair voluntariamente de Gaza, se assim o desejarem, mas que tenham a oportunidade de retornar a Gaza, se um dia também o desejarem. E isto é uma modificação interessante daquilo que nós temos visto ao longo dos últimos meses, onde isto não se colocaria. O reconhecimento dos estados tem que acontecer depois do processo de transição, de acordo com este plano. Processo de transição esse, que vai necessitar de uma transição política de países terceiros, uma gestão política por parte dos países árabes.
O especialista em Relações Internacionais, Manuel Poiares Torres, esteve esta manhã no Gabinete de Guerra. O plano para Gaza prevê ainda um cessar-fogo permanente, a libertação dos reféns israelitas e um futuro governo da Palestina sem a participação do Hamas.
São agora 10:11. Caro Antes do Contracorrente, que outras notícias marcam esta manhã?
António Costa diz que a Moldávia escolheu a democracia e um futuro europeu, mesmo quando confrontada com a pressão e a interferência da Rússia. Numa publicação na rede social X, o presidente do Conselho Europeu assegura que Bruxelas está ao lado da Moldávia. Isto depois de ontem o partido pró-europeu ter vencido as legislativas por larga margem. Volodymyr Zelensky acredita que a Ucrânia vai entrar na União Europeia. O presidente ucraniano discursou por videoconferência na Cimeira de Segurança de Varsóvia e deixou avisos. Zelensky acredita que a Rússia está a testar os limites ao violar recentemente o espaço aéreo de alguns países europeus, como a Polónia, a Estónia e a Dinamarca, atuações que têm sido rejeitadas por Moscovo. Na despedida do Banco de Portugal, Mário Centeno defende que Portugal não deve ter vergonha de pertencer à União Europeia, naquele que pode ser o último discurso enquanto governador, num evento que assinala os 10 anos do Mecanismo Único de Resolução em Lisboa. Centeno deixa elogios ao projeto europeu, classifica Bruxelas como o maior pilar de estabilidade em todo o mundo e garante que a estabilidade financeira nunca esteve em causa dentro da zona euro.