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10:02 As notícias na Rádio Observador com Carla Jorge Carvalho. Começamos com a Comissão de Combate à Fraude no Serviço Nacional de Saúde. A resolução foi publicada em Diário de República esta manhã, vai ser liderada por Carlos Alexandre, um nome elogiado pelos administradores hospitalares.
Esta comissão de combate à fraude no SNS vai ser composta por elementos permanentes da Polícia Judiciária, da Inspeção-Geral da Saúde e das Finanças e ainda do Infarmed. Tem como missão centralizar, coordenar e executar a estratégia de prevenção e detecção de fraudes, ilícitos criminais e financeiros dentro do Serviço Nacional de Saúde. É o que indica a resolução publicada em Diário da República. O documento diz que a comissão vai ser presidida por um magistrado, contudo, não avança nenhum nome.
Mas Carla, o jornal de notícias já tinha avançado esta manhã que Carlos Alexandre foi o escolhido para liderar o organismo.
O antigo juiz desembargador, que aceitou o convite do governo e vai cumprir o mandato de três anos com o salário bruto mensal superior a €6.000. O ex-juiz vai atuar em todas as áreas de despesa do SNS com o objetivo de descobrir e de analisar casos de fraude. O nome é elogiado pelo presidente da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares. Xavier Barreto antecipa que o passado na Justiça lhe dá créditos para assumir esta tarefa.
Parece-me um bom nome, sem prejuízo de pensar que a equipa tem que ter um conjunto de pessoas e um conjunto de competências mais alargado. Repare, quando estamos a falar em fraude, estamos muitas vezes em procurar padrões, em procurar a compliance, o cumprimento da prática com o conjunto de normas e de regras e de ter boas práticas. E a investigação, nesse aspecto, acaba por ter aspectos comuns a outras investigações de outras áreas. Portanto, este conhecimento da atividade judicial, o conhecimento da investigação propriamente dita, é importante. Eu acho que o juiz Carlos Alexandre é uma boa escolha.
O presidente da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares, ouvido pela Rádio Observador, foi ainda questionado sobre as metas da ministra da Saúde. Ana Paula Martins espera poupar €800 milhões com o combate à fraude no SNS, mas para Xavier Barreto, o valor parece demasiado ambicioso.
Eu acho que é importante nós diferenciarmos aquilo que é fraude daquilo que é desperdício. São questões diferentes, apesar de tudo. Esse valor de €800 milhões parece-me bastante ambicioso, para não dizer demasiado ambicioso. Eu não reconheço no Serviço Nacional de Saúde uma situação de corrupção generalizada. Estou certo de que existem sempre margens de ineficiência, sempre margens de desperdício que nós podemos ganhar. E elas estão em todo lado, na forma como consumimos bens e serviços, nos medicamentos que compramos, na forma como os usamos.
O nome do magistrado que vai presidir à Comissão de Combate à Fraude do Serviço Nacional de Saúde ainda vai ter de ser aprovado em Conselho de Ministros.
Rui Moreira acusa André Ventura de populismo. O mandatário de Marques Mendes acredita que o país pode enfrentar riscos se o líder do CHEGA for eleito presidente da República. Já Patrícia Almeida, mandatária de André Ventura, devolve as críticas a Luís Marques Mendes e cola o candidato apoiado pelo PSD a suspeitas de corrupção.
O frente a frente de ontem na SIC foi o tema do Explicador desta manhã com o mandatário de Marques Mendes, Rui Moreira, a falar de um debate desigual e questiona o tipo de presidente que pode vir a ser André Ventura.
Um combate, se você quiser, entre um pistoleiro e um linchador. Ou seja, Marques Mendes tentou aqui e ali apontar a arma, porque era um combate que estava a decorrer, e André Ventura como um linchador. Quer dizer, ouvimos dizer que queria prender Lula, Sánchez, João Bartolomeu, 300 autarcas. A pergunta que eu coloco sempre é se André Ventura pensa mesmo que esta é a forma como um presidente da República pode representar o país internamente e externamente. E quando me dizem: "Bom, mas ele depois se for eleito, não o fará", é o contrário, porque nós o que conhecemos de pessoas que defendem esta forma de populismo é que normalmente se chegam ao poder, fazem muito mais do que aquilo que prometeram.
Na resposta, a deputada Patrícia Almeida, mandatária da candidatura de André Ventura, desvaloriza os avisos de Rui Moreira e fala em futurologia. Acusa mesmo o antigo autarca do Porto de querer desvalorizar a candidatura do líder do CHEGA com base no medo.
Acho que André Ventura faz o papel que cabe ao presidente da República, que é defender Portugal, que é defender o Estado português, que é defender a soberania de Portugal face os outros Estados. Deixe-me dizer também que é muito interessante neste tipo de debates e neste tipo de comentários que fazemos, a futurologia que é feita por todos os adversários de André Ventura e desta candidatura, porque em todos os debates em que estou presente, existe sempre futurologia, porque se André Ventura é assim, quando for para o poder, vai ser um bicho-papão e vamos todos viver sob uma ditadura fascista. E, portanto, estamos a criar nas pessoas medo daquilo que não existe.
Foi assim a troca de acusações entre os mandatários das candidaturas de Luís Marques Mendes e André Ventura esta manhã no Explicador. Rui Moreira elogiou ainda a proposta de Marques Mendes para a realização de um Conselho de Estado dedicado à reforma na Justiça. Patrícia Almeida procurou colar o candidato apoiado pelo PSD a suspeitas de corrupção.
E o Explicador desta manhã já está disponível em podcast. Voltamos à saúde numa altura em que o inverno se aproxima, há uma nova variante da gripe a circular. Ainda não foi detetada em Portugal, mas os especialistas alertam que é apenas uma questão de tempo.
Esta nova variante não está coberta pela vacina da gripe, o que significa que a proteção contra esta nova estirpe é mais reduzida e por isso os cuidados devem ser acrescidos. Na história do dia de hoje, o jornalista Tiago Caeiro explica que por essa razão a gripe pode atacar com mais força este ano.
Pode revelar-se mais agressiva, sobretudo para os clássicos grupos de risco, ou seja, para as pessoas com mais de 65 anos e para os doentes crónicos, sobretudo para estes dois grupos. E há uma razão que o explica: é que sendo uma estirpe nova, o nosso sistema imunitário ainda não teve contato com ela e, portanto, se formos contagiados por esta estirpe, as consequências podem ser mais gravosas.
O jornalista do Observador, que acompanha a área da saúde, Tiago Caeiro, antecipa que a nova variante da gripe se traduza numa pressão acrescida sobre o SNS este inverno. Nesta altura, há menos 15 mil vacinados do que no mesmo mês do ano passado. Esta situação preocupa os médicos ouvidos pelo Observador, que admitem um aumento da doença grave e dos internamentos este inverno.
É um tema em destaque no nosso site e também na história do dia, que já está disponível na íntegra em podcast. Falamos agora da guerra na Ucrânia. A presidente da Comissão Europeia rejeita a redução do exército de Kiev e a redefinição das fronteiras entre Rússia e Ucrânia.
O Parlamento Europeu está a debater esta manhã a nova proposta dos Estados Unidos para a paz. É um acordo que já foi aceito pela Ucrânia, mas que parece não agradar à Rússia. Ursula von der Leyen já discursou e saúda os esforços de Estados Unidos, Europa e da Ucrânia. A presidente do Executivo Comunitário acusa ainda Moscovo de subir a escalada do conflito sempre que há esforços significativos para a paz e deixa um recado ao Kremlin: a Europa não vai aceitar uma redução militar da Ucrânia.
Como nação soberana, não pode haver limitações às Forças Armadas da Ucrânia. Isso deixaria o país vulnerável a futuros ataques. E isto diz respeito tanto à dissuasão como à segurança da Europa, porque a segurança da Ucrânia é a segurança da Europa. Portanto, a Ucrânia precisa de garantias de segurança robustas, de longo prazo e credíveis, como parte de um pacote mais amplo para dissuadir e deter quaisquer ataques futuros da Rússia.
Ursula von der Leyen esta manhã no Parlamento Europeu. Entretanto, o Kremlin já confirmou a visita de Steve Witkoff, o enviado especial dos Estados Unidos, na próxima semana a Moscovo, para dar continuidade a estas negociações para a paz na Ucrânia.
Na Ucrânia, os enviados especiais do Observador relatam um sentimento de reserva e ceticismo em relação a estas negociações de paz.
Rui Pedro Antunes é um dos enviados especiais à Ucrânia e explica que no terreno os ataques continuam e que o povo não tem muita fé nestas negociações.
Mas aqui no terreno e falando com algumas pessoas, a expectativa não é tão boa como tem sido nas últimas horas no Ocidente. Ou seja, a ideia de que a paz está próxima é vista com grande ceticismo. Basta ver as colunas da opinião dos jornais. Há um ceticismo, porque não se conhece exatamente quais são os pontos e, portanto, o que as pessoas estão preparadas é para continuar com esta luta lenta e longa e não propriamente a achar que daqui a quatro ou cinco dias os tanques estão a regressar de leste como uma grande vitória.
Rui Pedro Antunes, a partir de Lviv, na Ucrânia, esteve em direto esta manhã aqui na Rádio Observador. Hoje, os líderes europeus voltam também a discutir o plano de paz numa reunião informal à distância.
São agora 10h11, já a seguir o Contracorrente. Antes, Carla, que outras notícias estão em destaque a esta hora?
Quatro pessoas morreram num incêndio esta manhã num edifício em Hong Kong. As vítimas estavam presas no interior durante o fogo de grandes dimensões. As imagens que chegam das televisões mostram grandes colunas de fumo. As causas do incêndio ainda estão a ser apuradas. Destaque também para a corrida a Belém. Isabel Moreira, do PS, declara o apoio a Catarina Martins, apoiada pelo Bloco de Esquerda. É mais uma socialista que não vai votar no candidato formalmente apoiado pelo PS, António José Seguro. Isabel Moreira afirma que é preciso votar numa mulher de esquerda e feminista. Já o PAN decidiu não apoiar à primeira volta qualquer candidato às presidenciais. O partido dá a liberdade de voto aos militantes, deixa em aberto uma decisão quanto a uma eventual segunda volta. É o que dá conta o PAN num comunicado divulgado esta manhã. No dia em que se completam 10 anos desde a tomada de posse do Governo da Geringonça, Pedro Nuno Santos aponta erros que devem pôr a esquerda a refletir sobre este período de governação. O ex-secretário do PS considera que a Geringonça foi um raio de esperança para o país, mas admite também que nem tudo correu bem. Num artigo de opinião no jornal Público, dá como exemplos a habitação e a imigração. E já foi ligada a árvore de Natal mais alta do mundo. Pergunto-vos se sabem onde fica e quantos metros.
É no Dubai.
Não, vou dar uma pista.
São muitas luzinhas.
Fica na Europa.
Europa.
Alguém consegue dizer onde é que pode ser? Qual é o país com o maior espírito de Natal?
O país com mais espírito natalício.
São 40 e tal metros.
Itália.
João ganha o prêmio, são 40 e tal metros, são 46 metros, mas fica em Dortmund, na Alemanha. Esta árvore de Natal-
Era a esquerda. Tu viraste à esquerda e era para a direita. Enganaste ali na rotunda.
Mas estava perto.
Mas só para terem alguma ideia da dimensão e a razão pela qual já é conhecida como o King Kong das árvores de Natal, pesa mais de quatro toneladas, levou mais de quatro semanas a construir e tem 48 mil luzinhas.
E a minha amiga Laurinha havia de gostar tanto.
Outra característica: não tem uma estrela no topo da árvore, mas sim um anjo ou um anjinho. Só tem quatro metros de altura.
Coisa pequenina. É maneirinho.
Impressionante.