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São 10:01. As notícias com Carla Jorge Carvalho. O Ministro da Economia garante que o PTRR apresentado ontem é totalmente novo, mas compatível com outros programas setoriais do Executivo.
O objetivo é recuperar o centro do país, preparar Portugal para eventuais novas catástrofes. Manuel Castro Almeida esteve esta manhã no Explicador e apontou para um plano que tem novas e diferentes metas.
Este programa é totalmente novo, na medida em que tem objetivos novos e diferentes de qualquer outro. Agora, não é o novo programa do governo, nem afasta, nem anula todos os demais programas do governo. Ele é compatível e acrescenta aos demais programas setoriais do governo. A experiência diz-nos que ou incêndios, ou furacões, ou tempestades, ou seja, o que for, estão a acontecer cada vez mais. E temos que preparar o país para isso. Este programa é dirigido, por um lado, a recuperar os danos sofridos na região centro há três meses e, por outro lado, proteger o país no seu conjunto, o país todo, de norte a sul, para potenciais danos futuros.
Ainda sem calendário para a execução deste programa, que foi desenhado para oito anos, tem 96 medidas divididas por momentos de execução. Sobre o PRR, a bazuca europeia, o ministro da Economia diz que não vai ficar nada por executar.
O PRR vai ser cumprido ao pé da letra, nós não vamos devolver dinheiro, não vamos devolver nem 1 € de subvenções europeias.
Mas houve muitos projetos que tiveram de ser alterados.
Mas isso ao longo da nossa vida, ao longo do ano, nós vamos mudando muitas coisas na vida e isso é a vida.
E o PTRR também já parte desse princípio, que vão ser necessárias reprogramações.
Evidentemente, isso é que é realismo. Errado era nós dizermos: "Olhe, não conseguimos fazer uma linha de metrô em Lisboa e, portanto, vamos perder dinheiro". Não, já que não vamos conseguir fazer a linha de metrô, vamos substituir essa obra por outra para não perdermos o dinheiro.
Reprogramar é uma boa gestão, é o que diz o ministro Manuel Castro Almeida. É ele que vai acompanhar a execução do PTRR, com a ajuda de uma agência criada para o efeito. O governante assegura que vai ser muito pequena, enxuta, contida, com membros com experiência da administração pública.
E é precisamente com o PTRR no centro das atenções que Luís Montenegro volta hoje ao Parlamento. O debate quinzenal vai ser transmitido em direto aqui na Rádio Observador, a partir das 15h. Entretanto, nova greve geral no horizonte. O ministro Manuel Castro Almeida reconhece que a CGTP tem o direito de ir para a rua, mas diz que o governo não vai abdicar da reforma da lei laboral.
E é por isso que diz que encara com normalidade a notícia do semanário Expresso, a convocação da greve geral convocada pela CGTP. Castro Almeida assegura que o governo continua a querer resolver a lei laboral em concertação social e diz que foi a CGTP que fechou as portas às negociações.
Eu acho que a reforma laboral é importante e o governo tem mostrado uma grande determinação, tenacidade mesmo, em procurar levar adiante, esgotar os seus meios para conseguir levar adiante aquilo que nós consideramos que é bom para os trabalhadores, é bom para as empresas, para aumentar a produtividade e a competitividade das empresas, que é a única forma de podermos pagar melhores salários.
O ministro da Economia e da Coesão Territorial, o convidado do Explicador desta manhã.
E Tiago Oliveira, secretário-geral da CGTP, admite que todos os cenários estão em cima da mesa, mas o anúncio só vai ser feito na manifestação do Dia do Trabalhador.
Ou seja, na próxima sexta-feira, em declarações já esta manhã à Rádio Observador, Tiago Oliveira, secretário-geral da CGTP, diz que a hipótese de uma greve geral está sim em cima da mesa.
Confirmo que na sexta-feira, dia 1 de maio, vamos convocar os trabalhadores para continuarem este processo de luta que tem demonstrado, ao longo de todo este tempo, tanta firmeza que os trabalhadores têm demonstrado. E é a CGTP que vai continuar a trilhar com os trabalhadores este caminho. A forma de luta que vamos apresentar, isso será só na sexta-feira.
Tiago Oliveira, o secretário-geral da CGTP, a confirmar um anúncio para sexta-feira, sem antecipar se se trata ou não de uma greve geral, sendo que o Expresso diz que já a data será dia 2 de junho. Recorde-se que as alterações do governo ao pacote laboral já levaram a um protesto semelhante em dezembro, que aderiu também a UGT. Neste momento, a central sindical liderada por Mário Mourão mantém as negociações com o governo.
Está marcada para esta hora no Campo Pequeno, em Lisboa, uma manifestação de motoristas de TVDE, manifestação que apenas vai acabar na escadaria da Assembleia da República.
Ou seja, ao contrário do que aconteceu em protestos anteriores, desta vez não está previsto nenhum cortejo ou desfile. Hoje os carros ficam parados e são os motoristas a deslocarem-se a pé. Vamos ao encontro da repórter do Observador, Rita Lourenço, que está no Campo Pequeno. Rita, bom dia, já começou este protesto?
Bom dia, Carla. Não sei se conseguem ouvir, mas sim, a concentração já começou aqui no Campo Pequeno. Ouvem-se buzinas e atrás de mim já estão cerca de 100 pessoas, entre muitas outras que estão ainda a tentar estacionar. Os motoristas e operadores de TVDE voltam hoje ao protesto. Existe aqui um dispositivo policial para esta concentração com pelo menos 10 polícias da PSP. Rui Filipe, um dos motoristas aqui presentes na manifestação, trabalha no setor há cinco anos, dois dos quais através das plataformas. O motorista explica-nos as reivindicações desta manifestação.
Rita Lourenço, não estamos a conseguir ouvir essas explicações.
Neste momento, o setor enfrenta diversos problemas, mas aquilo que vimos aqui efetivamente reivindicar são três pontos essenciais: apoio aos combustíveis no setor TVDE, porque com o aumento acentuado que se verificou nos últimos tempos dos combustíveis, é lamentável que não tenha existido e um apoio
Rui Filipe fez recentemente a transição para um carro elétrico, mas a subida dos combustíveis é a maior causa de descontentamento dos motoristas aqui presentes. O motorista revela-nos que antes de fazer esta transição gastava cerca de €130 por semana para poder trabalhar. Esperam-se aqui no Campo Pequeno cerca de mil pessoas, mas estima-se ainda uma paralisação nacional de cerca de 10 mil motoristas. Isto numa altura em que mais de sete anos depois da entrada em vigor da lei que ficou conhecida como Lei Uber, está-se a rever a legislação sobre a atividade das plataformas, depois de aprovação dos projetos do PSD e do CDS-PP nesse sentido. O setor fica assim mais perto de sofrer a maior revisão de sempre.
Rita Lourenço, a ouvir as preocupações e também a acompanhar o protesto dos motoristas de TVDE que estão no Campo Pequeno. E sim, Rita Lourenço, ouvíamos o protesto destes motoristas que vão deslocar-se a pé até às sedes da Bolt e da Uber em Lisboa. A manifestação vai acabar depois em frente à escadaria da Assembleia da República.
São 10h08. Já a seguir, Contra Corrente, mas antes, Carla, que outras notícias marcam esta manhã de quarta-feira?
Ursula von der Leyen defende que a União Europeia deve reduzir a dependência excessiva dos combustíveis fósseis importados. Ao mesmo tempo, a presidenta da Comissão Europeia deixa um alerta. Avisa que as consequências do conflito no Médio Oriente, sobretudo o encerramento do estreito de Ormuz, podem demorar meses ou anos a chegar. Von der Leyen está a discursar esta manhã no Parlamento Europeu. Nesta altura, os Estados Unidos preparam um bloqueio prolongado no estreito de Ormuz, por indicação de Donald Trump. É notícia do Wall Street Journal, que escreve que o plano prevê um ataque às capacidades econômicas iranianas. Fontes citadas pelo jornal acrescentam ainda que o presidente dos Estados Unidos reconhece que o bloqueio é a opção menos arriscada, menos do que voltar a bombardear instalações energéticas. Porque a confiança dos consumidores desceu este mês para o valor mais baixo desde novembro de 2023. Ficou a dever-se aos contributos negativos das opiniões sobre a evolução da situação financeira do agregado familiar e também das perspectivas sobre a evolução futura da situação financeira do agregado e da situação econômica do país. É o que explica o relatório do INE divulgado hoje. Uma nota ainda para os lucros do Banco Santander Totta, caíram 10% nos três primeiros meses deste ano, em comparação com o mesmo período do ano passado. Entre janeiro e março, a margem financeira caiu 3,5% para os €342 milhões. O banco justifica o recuo com a descida das taxas de juro.