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Amanhã. A Polícia Judiciária está a fazer uma megaoperação relacionada com juntas de freguesia do PS. Há suspeitas de crimes e estão a ser feitas buscas, sobretudo em Santa Maria Maior. Pode haver detenções ainda hoje. A notícia foi avançada pela CNN Portugal na última hora, confirmada pelo Observador. Esta operação envolve mais de 300 inspetores. A PJ investiga um esquema relacionado com a contratação de militantes e a adjudicação de serviços a empresas de socialistas por ajuste direto. Rui Casanova, vamos a mais detalhes. Que crimes estão em causa?

Há suspeitas de crimes como prevaricação, tráfico de influência ou recebimento indevido de vantagem. A Polícia Judiciária está a fazer buscas em várias juntas de freguesia. A esta hora, a PJ investiga procedimentos de contratação de militantes do Partido Socialista e a adjudicação, por ajuste direto, de serviços a empresas associadas a elementos socialistas. Estes procedimentos terão atingido mais de €800 mil entre 2016 e 2022. É o que indica a investigação da Polícia Judiciária. Sabemos que o ex-presidente da Junta de Santa Maria Maior, Miguel Coelho, será um dos visados nesta megaoperação. Uma megaoperação que está a cargo da Unidade Nacional de Combate à Corrupção, envolve a esta hora mais de 300 inspetores que estão no terreno a fazer estas buscas. A CNN Portugal adianta ainda que poderá haver detenções ainda hoje. A Polícia Judiciária avança, entretanto, informações que surgiram há instantes à Agência Lusa, que esta é uma das maiores operações do ano na área do combate à corrupção. São para já poucos os detalhes, mas sabemos que a Polícia Judiciária está no terreno e que há suspeitas de crimes como prevaricação, tráfico de influência ou recebimento indevido de vantagem.

Rui Casanova, com os detalhes, nesta altura, de uma operação da Polícia Judiciária que decorre em várias juntas de freguesia de Lisboa com suspeitas de vários crimes e com a possibilidade de detenções. Quatro meses depois das cheias em Alcácer do Sal, foram poucos os apoios que chegaram do Estado central para reerguer o conselho. A Câmara teve €80 milhões de prejuízos e recebeu até o momento pouco mais de dois milhões. Informação avançada pela autarca Clarice Campos, no Explicador desta manhã. A presidente da Câmara de Alcácer do Sal adianta que o governo já adiantou verbas para reabilitar infraestruturas como linhas de água, estradas ou pontes. No entanto, ainda há muitos milhões de prejuízo que falta cobrir.

Eu ouvi o senhor ministro falar que, em relação aos adiantamentos, não estavam a pagar às autarquias porque era necessário também fazer os acertos e receberem as indenizações dos seguros. Eu tenho feito chegar a informação através dos órgãos de comunicação social, e não só, que o município de Alcácer tem tudo fechado com as companhias seguradoras. Recebemos as indenizações, temos tudo discriminado, o que é que recebemos de indenização por cada espaço que tínhamos segurado e, portanto, estamos em plenas condições para que o governo nos apoie naqueles que foram os nossos €80 milhões de prejuízo.

A presidente da Câmara de Alcácer do Sal diz ainda que foram muito poucos os empresários que tiveram direito à ajuda estatal.

Aqueles que abriram, quer os restaurantes, quer os estabelecimentos comerciais, quer os serviços, abriram com recurso a poupanças próprias, porque os únicos apoios que tiveram do Estado, e de facto são apoios, não podemos dizer que não, mas são os apoios do Instituto de Emprego e Formação Profissional e são os apoios da Segurança Social no âmbito do layoff e da perda de rendimentos. Poucos, muito poucos recorreram ao financiamento que o governo disponibilizou.

Quatro meses depois, a autarca Clarice Campos faz ainda uma descrição de como está a situação no terreno. Diz que a maioria da restauração e do comércio local já reabriu, apesar de haver ainda estabelecimentos que preocupam a autarquia por estarem fechados. A presidente da Câmara de Alcácer do Sal garante, no entanto, que o conselho está preparado para os turistas que queiram visitar o município no verão. As declarações foram feitas no Explicador desta manhã. As declarações de Pedro Passos Coelho estão a causar indignação e choque dentro do núcleo duro de Luís Montenegro, mas os apoiantes do ex-primeiro-ministro garantem que não há qualquer tática política por detrás das críticas feitas ao governo. Passos Coelho utilizou expressões como "prostitutas sem caráter" para criticar o governo da AD e disse que o Executivo precisa de mais ritmo. O tom e as expressões utilizadas pelo ex-primeiro-ministro estão a causar indignação dentro do PSD. Os sociais-democratas ouvidos pelo Observador consideram que desta vez foi passada uma linha vermelha. Miguel Gato.

E que Passos Coelho entrou num caminho sem retorno, que lhe pode custar a simpatia das bases e das elites do PSD. Um elemento do núcleo mais próximo de Luís Montenegro diz que Passos Coelho está a cavar a própria sepultura e diz mesmo não perceber o que move o antigo primeiro-ministro e o porquê da violência das expressões que foram utilizadas.

Outra figura social-democrata próxima do primeiro-ministro lamenta que Passos Coelho tenha escolhido caminhar ao lado de André Ventura e entende que deve ser responsabilizado por isso. As fontes ouvidas pelo Observador consideram ainda que Passos Coelho está desesperado por entender que está a ficar sem tempo.

Mas Miguel, os apoiantes de Passos Coelho saem em defesa do antigo primeiro-ministro, desvalorizam estas críticas dos mais próximos de Montenegro.

Fazem basicamente o contraditório. Falam de um homem livre e que não se trata de nenhuma tática política feita pelo antigo primeiro-ministro. Passos diz o que pensa como se estivesse à mesa num jantar e estasse nas tintas para o que pensam dentro do PSD. É o que dizem estas fontes ouvidas pelo Observador. Dizem ainda que estas palavras mais duras do antigo primeiro-ministro até podem ter méritos políticos. Desde logo, é defendida a tese de que este discurso mais agressivo pode esvaziar o Chega e André Ventura.

Miguel Gato, com as reações de várias fontes do PSD e de alguns passistas sobre as declarações de Pedro Passos Coelho. Há instantes, aqui na comissão de inquérito, o ex-ministro da Justiça, Fernando Negrão, afirmou que as declarações de Passos Coelho não são mais do que aquilo que Cavaco Silva já tinha escrito num artigo há poucos meses, em que pedia para que o Governo avançasse com reformas. Recorde-se que o ex-primeiro-ministro Passos Coelho mostrou-se nestas declarações ao lado de André Ventura e juntos criticaram o governo da AD e do Luís Montenegro. A Associação Sindical de Profissionais da Polícia reprova a decisão da PSP de colocar a maioria dos agentes recém-formados na UNEF, a Unidade Nacional de Estrangeiros e Fronteiras, e acredita que o problema nos aeroportos não se deve apenas à falta de polícias. A PSP anunciou esta manhã que mais de metade dos novos polícias que hoje terminou o curso vai para os aeroportos. São 360 os novos agentes que passam a integrar a Unidade Nacional de Estrangeiros e Fronteiras. O presidente da Associação Sindical de Profissionais de Polícia volta a mostrar reservas. Como vão funcionar os aeroportos com o aumento do turismo durante o verão?

A questão da realidade dos aeroportos não se cinge a uma questão de efetivo. A questão dos aeroportos passa por questões estruturais dos espaços dos aeroportos, passa pela questão de número de boxes. Falo concretamente da questão tecnológica e técnica. Falta também daquilo que é a política comercial da ANA Aeroportos, que não se coaduna com aquilo que é uma política de segurança interna e aeroportuária. Por isso, eu quero que no verão corra tudo bem, mas a verdade é que sem resolvermos estas questões, eu quero acreditar que vai ser muito difícil pudermos ultrapassar.

Para Paulo Santos, é mais prioritário melhorar as condições da carreira para atrair mais candidatos, uma vez que o curso tinha 800 vagas, para as quais apenas terminaram 560 agentes. Aponta como soluções o aumento de salários, melhores condições de progressão e maior mobilidade.

O que eu acho que ajudava esta apreciação era termos salários um pouco mais confortáveis. Temos a questão também das condições de trabalho e da perspectiva que um polícia pode ter na sua carreira. Falo da mobilidade. Sabemos bem que há jovens do país que concorrem entre cidades como Castelo Branco, Beja, etc., mas depois vão saber que vão ficar aqui em Lisboa cerca de 20 anos. Isso, de certa forma, afasta os candidatos. Naturalmente que enquanto não resolvermos todas essas variáveis, não vai ser possível.

As declarações do presidente da Associação Sindical de Profissionais da Polícia sobre a colocação dos agentes recém-formados na Unidade Nacional de Estrangeiros e Fronteiras. A linha SNS 24 recebeu mais de 2200 queixas desde 2025. Só este ano foram quase 200. Carla, os casos mais reportados são dificuldades na orientação para os cuidados de saúde primários. E em segundo lugar está a dupla referenciação. Seguem-se depois as queixas pelas demoras ou o não atendimento da linha. Os dados são revelados hoje pelo Diário de Notícias. Este ano, até meio de maio, a Entidade Reguladora da Saúde recebeu 182 queixas, dá pouco mais de uma queixa por dia. Há também utentes que se queixam de não serem atendidos pelo SNS por não ter havido o contacto prévio para a linha de saúde. E isso é algo que a ERS entende que não pode acontecer. Ouvido pela Rádio Observador, o médico Rui Nogueira explica que não é obrigatório ligar para a linha do SNS 24 para se ser atendido. É, sim, uma recomendação.

Não se pode obrigar no sentido de todos, 100%, ninguém vai ao serviço de urgência sem ser atendido no SNS 24. Atenção, não se pode dizer isso, a meu ver, até porque há naturalmente outros doentes que, sendo encaminhados por um outro profissional de saúde, que não o SNS 24, poderão ir, e vão, ao serviço de urgência devidamente encaminhados.

O ex-presidente da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar, em reação aos números das queixas divulgados pela Entidade Reguladora da Saúde. Rui Nogueira diz também que é preciso uma mudança de cultura na sociedade em relação à utilização das urgências, tanto pelos utentes como até pelos médicos. São agora 10h10. Já a seguir o Contra Corrente. Primeiro, Carla, que outras notícias estão em destaque nesta manhã de quinta-feira? E voltamos à notícia de abertura com uma nova atualização. A Polícia Judiciária está também a fazer buscas na sede nacional do Partido Socialista, além de fazer em juntas de freguesia. A CNN Portugal adianta, entretanto, que estão previstas pelo menos três detenções. Em causa estão crimes como prevaricação, tráfico de influência ou recebimento indevido de vantagem. É uma notícia que naturalmente estamos a acompanhar e vamos desenvolver nos próximos jornais. O Irão atacou uma base aérea dos Estados Unidos nas últimas horas. Teerão fala numa resposta aos mais recentes ataques norte-americanos. Fontes dos Estados Unidos afirmaram que nas últimas horas abateram quatro drones iranianos na zona do estreito de Ormuz. Esta notícia surge depois de Donald Trump ter afirmado que o Irão está a negociar em lume brando. O prazo para a limpeza dos terrenos foi alargado até 30 de junho para todo o território. O anúncio é feito pelo ministro da Agricultura numa entrevista à RTP. José Manuel Fernandes explica que o alargar do prazo se deve às atuais condições climatéricas e também à questão das cheias.