Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

11 horas. Vamos às notícias com Miguel Videira, edição das 11, numa altura em que encerra a votação para os órgãos nacionais do PSD.

Os resultados devem ser conhecidos daqui a sensivelmente uma hora. Destaque para a lista apresentada por Luís Montenegro para a Comissão Política Nacional, a direção do partido. Integra, Miguel Videira Dias, três nomes de peso.

Estão a fechar, a esta hora, as votações para os órgãos nacionais do PSD, com três grandes novidades. Sebastião Bugalho, Carlos Moedas e Pedro Duarte serão os novos vice-presidentes do partido. Sebastião Bugalho passa também a ser o porta-voz nacional do PSD. É uma ascensão meteórica, dois anos depois de ter recebido o cartão de militante, após ter sido convidado para cabeça de lista às eleições europeias. Um congresso que ontem ficou também marcado por uma surpresa já noturna. Pedro Santana Lopes apareceu na reunião magna perto da meia-noite para formalizar o regresso ao PSD. Voltou a receber o cartão de militante, discursou, contou a história do afastamento e disse que, apesar de estar feliz pelo regresso, não vai pedir desculpa por ter saído no passado. Diz que fez aquilo que achava que era o mais certo. Depois de um discurso de abertura de Luís Montenegro ontem, que respondeu já ao chumbo da reforma laboral, hoje espera-se uma intervenção mais virada para o futuro, para o governo reganhar iniciativa política, mas também procurar conquistar o controle da narrativa, sabendo-se que o partido, para já, mantém a tônica de que quer continuar a negociar, quer com André Ventura, quer com José Luís Carneiro.

Os líderes dos dois maiores partidos da oposição, peças fundamentais, por exemplo, para a viabilização do próximo orçamento do Estado. Escutamos aqui o Miguel Videira Dias, que nos há de trazer o discurso de encerramento deste congresso, a cargo do reeleito presidente do partido, Luís Montenegro. Hora indicativa para essa intervenção, 13h.

As delegações de Estados Unidos e Irão já estão na Suíça para as negociações de paz. O primeiro ponto na agenda será o conflito entre Israel e o Hezbollah.

O tema terá sido acrescentado à agenda, tendo em conta a urgência do debate deste mesmo assunto, que condiciona as negociações entre Estados Unidos e o Irão. É isso que avança a CBS News, um diplomata presente nas negociações. O tema será ainda assim discutido sem a presença de Israel, do Líbano ou de representantes do Hezbollah. Ora, quem já está na Suíça é J.D. Vance, o vice-presidente norte-americano. Antes de partir rumo à Europa, o republicano elencou as duas prioridades para este encontro: a questão nuclear no Irão e o cessar-fogo no Líbano. A delegação iraniana também já chegou ao local. Teerão faz-se representar pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Abbas Araqchi. O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, vai mediar esta conversa e também já está na Suíça.

Israel vai tentar boicotar ao máximo as negociações entre Estados Unidos e o Irão.

É essa a convicção manifestada pelo diretor do Departamento de Relações Internacionais da Universidade Autónoma de Lisboa. O convidado do gabinete Guerra da Rádio Observador, Luís Tomé, lembra que o primeiro-ministro israelita é, neste momento, o grande perdedor do conflito no Médio Oriente, já que não conseguiu alcançar nenhum dos objetivos a que se propôs.

Não acabou com a Hamas na Faixa de Gaza, não exterminou o Hezbollah no Líbano e agora, repentinamente, o seu aliado e protetor, Estados Unidos, tira-lhe o tapete quando fecha um memorando de entendimento com o Irão, sem envolver, nem informar devidamente Israel e a pressionar publicamente, não só a criticar, o governo Netanyahu para parar as suas operações, desde logo no Líbano, até porque o primeiro ponto do memorando de entendimento prevê exatamente o fim do conflito em todas as frentes, incluindo o Líbano.

E tendo em conta que não alcançou estes objetivos, o especialista em Relações Internacionais não tem dúvidas de que Benjamin Netanyahu vai tentar boicotar as conversações entre Washington e Teerão.

Eu não vejo como Netanyahu vai, pura e simplesmente, aceitar as ordens da administração Trump, e há várias formas de o fazer. Não precisa publicamente dizer ou criticar o presidente Trump, mas vai tentar fazer tudo o possível para boicotar a progressão das negociações, para responsabilizar o Hezbollah de continuar a atacar e, portanto, a legitimar em defesa aquilo que Israel pretende continuar a fazer no Líbano.

É a opinião expressa pelo diretor do Departamento de Relações Internacionais da Universidade Autónoma de Lisboa, investigador do IPRI. Luís Tomé foi o convidado do gabinete Guerra desta manhã da Rádio Observador.

11h05. Por agora, Miguel, vamos ainda dar destaque a outras notícias a esta hora.

Desde logo, um incêndio em Mato, no Conselho de Vinhais, distrito de Bragança, que mobiliza, a esta hora, oito meios aéreos. O fogo começou de madrugada, por volta das 05:00. As chamas já calcaram a fronteira. De acordo com o portal da Proteção Civil, este incêndio mobiliza, nesta altura, mais de 60 operacionais, 10 viaturas e oito meios aéreos. Um homem de 33 anos e a filha menor morreram esta madrugada após uma queda do oitavo andar. Ocorreu em Santarém. A informação avançada à Agência Lusa por fonte de direção nacional da PSP indica que o homem tinha antecedentes de violência doméstica. De acordo com a mesma fonte, o alerta foi dado às 03:00. A PJ foi chamada, está a investigar o caso. De acordo com testemunhos recolhidos pelas autoridades, o homem terá saltado da janela do oitavo andar onde vivia com a filha menor de quatro anos. Keir Starmer deve apresentar amanhã a demissão do cargo de Primeiro-Ministro, notícia avançada ontem à noite pelo jornal "The Observer". De acordo com a imprensa britânica, Starmer reuniu-se com ministros e líderes sindicais e concluiu que é insustentável manter-se em funções. Figuras de topo do Partido Trabalhista esperam o anúncio formal de Keir Starmer já no início desta semana. De saída, João, a Cidade Rock reuniu ontem milhares de festivaleiros e tu foste um deles, não é?

É verdade, estive lá.

E hoje?

Hoje também, repetimos a dose.

Foi bom ontem?

Foi muito bom. Uma bela viagem nostálgica com alguns artistas.

Com o Katy Perry, não foi?

Sim, incrível.

E a festa não para no Rock in Rio Lisboa. Depois do concerto da famosa cantora norte-americana, o Parque Tejo recebe hoje uma das bandas mais icónicas. Emergiram como uma força inovadora na música, combinando rock e pop eletrónica de forma única. Quem são eles?

Uma introdução muito longa. São os Linkin Park, cabeça de cartaz deste segundo dia do Rock in Rio em Lisboa. A banda norte-americana que regressa à capital portuguesa 12 anos depois, Miguel. Atuam às 23h15 no palco principal, onde também vamos poder ouvir Grandson, The Pretty Reckless e Cypress Hill. Eu vou lá estar, possivelmente amanhã mais rouco. Hoje é um dia mais intenso.

Ficas lá e não te esqueças de fazer o movimento com a carteira do alforje enquanto apresentas agora a próxima rubrica do Jornal.

Linkin Park a fechar esta edição das 11:00 com Miguel Vilar.