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É meio-dia. Jornal do Meio-Dia com edição do Luís Soares. Luís, o Papa Leão XIV já celebrou a primeira missa, foi esta manhã na Capela Sistina. Já vamos ouvir as primeiras palavras do novo Papa. Para já, a campanha eleitoral. Até porque Luís Montenegro reage a esta hora à decisão do tribunal que indeferiu a ação contra o Chega para a retirada de cartazes. Vamos acompanhar através da reportagem do Miguel Viterbo Dias.
Vamos ouvir o primeiro-ministro.
Estou concentrado em dar às portuguesas e aos portugueses os elementos que eles precisam para tomar uma opção de voto esclarecida e que essa opção seja o reforço da maioria que a AD tem hoje para governar o país. E é isso que eu vou fazer até ao último minuto. Eu não vou desviar-me daquele que é o foco principal nas eleições. As portuguesas e os portugueses vão utilizar o seu poder soberano de decidir o futuro para escolher um caminho político, uma liderança de governo e uma situação que eu acho que eles procuram, de estabilidade, porque não vamos ter eleições todos os anos.
Acha que isto alterou alguma coisa na mensagem que está a tentar passar, nomeadamente esse apelo à estabilidade política depois de 18 de maio?
Nós só vamos poder saber isso no dia 18, quando contarmos os votos. Eu estou muito satisfeito com a campanha.
O que mostram as sondagens é se não está a descolar para essa maioria maior que pede.
Eu vou dizer uma coisa: eu ando a vida inteira a ouvir isso. Se fosse por esse raciocínio, nunca tinha sido primeiro-ministro. Eu sou o primeiro-ministro. E por esse raciocínio, nós nunca cresceríamos. Nós estamos muito bem, a rua tem nos dito que as portuguesas e os portugueses confiam cada vez mais em nós. Eu nunca governei, nem fiz trabalho político a pensar nas sondagens, mas tive sempre a convicção que os portugueses iam reconhecer isso. Agora, perguntarem a quem está à frente em todas as sondagens que não descola, eu sinceramente acho que é desviar tudo aquilo que é o essencial. O essencial hoje é dizer às portuguesas e aos portugueses, se querem estabilidade, e eu sei que querem, se não querem ter eleições todos os anos, e eu sei que não querem ter eleições todos os anos, podem até não concordar 100% com tudo aquilo que nós decidimos, mas sabem que nós somos seguros, sabem que nós defendemos a baixa dos impostos, sabem que nós defendemos o aumento das pensões, sabem que nós defendemos a valorização do Serviço Nacional de Saúde, a reposição da qualidade e da exigência na escola pública, o reforço da oferta de habitação pública, de condições para que as pessoas possam arrendar e comprar casa. E, portanto, as condições de estabilidade passam por reforçar esta maioria e dar-lhe condições para poder prosseguir o seu trabalho.
A greve na CP também faz parte da agenda desta campanha. Já que nestas declarações falou da instabilidade do líder do maior partido da oposição, que hoje o acusou de estar a misturar alhos com bugalhos quando anda à procura de contradições no seu discurso.
O que eu posso dizer é que à mínima confrontação democrática, política, há uns que apresentam a sua visão, que apresentam a sua opinião, que apresentam a sua convicção, e há outros que optam pelo insulto fácil e gratuito. E eu acho que as portuguesas e os portugueses também têm aí um bom ponto para fazer uma distinção e uma opção entre quem está mais habilitado a poder ser primeiro-ministro, liderar um governo num tempo que é um tempo desafiante do ponto de vista interno e do ponto de vista externo. Hoje é o dia da Europa, hoje é o dia em que as portuguesas e os portugueses também devem olhar para uma liderança do governo e escolher alguém que esteja à altura de poder representar Portugal na Europa, no contexto europeu, e que possa ser uma imagem de estabilidade, de confiança, de fiabilidade. Quem muda de opinião muitas vezes, quem ao mínimo contato com a discussão pública e política resvala para o insulto, é porque não tem capacidade de liderança, não tem capacidade para poder representar Portugal ao mais alto nível.
Luís Montenegro a responder aos jornalistas nesta ação de campanha em Porto de Mogadíshu e a reagir também a essa notícia de que o Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa indeferiu essa ação contra o Chega para a retirada de cartazes onde aparece ligado a José Sócrates. E no PS, Pedro Nuno Santos está hoje no distrito da Guarda e já deixou uma garantia ao presidente da República. De que um governo socialista será um governo de diálogo e estabilidade. Foi durante uma visita à Feira de São Bartolomeu, em Trancoso, a acompanhar a caravana socialista. Está a repórter Nadine Soares e Nadine, nesta hora, Pedro Nuno Santos tem campanha na Guarda, mas antes deixou essa mensagem a Marcelo Rebelo de Sousa.
Ao sair do carro, Pedro Nuno Santos falou aos jornalistas à entrada dessa feira de São Bartolomeu e disse a Marcelo Rebelo de Sousa que pode ficar descansado, que ao contrário da AD de Montenegro, o PS de Pedro Nuno Santos vai fazer um governo de diálogo e de estabilidade.
O presidente da República pode ficar descansado que um governo liderado pelo PS será um governo de diálogo e será um governo de estabilidade. Eu, quando estive nos assuntos parlamentares, a coordenar negociações com quatro partidos, ninguém acreditava que se conseguisse aprovar um, que fará quatro. Conseguimos aprovar quatro. E, portanto, aquilo que vai acontecer também na próxima legislatura é que um governo liderado pelo Partido Socialista vai garantir estabilidade política ao país e diálogo entre todas as forças políticas.
O líder socialista desvaloriza ainda os resultados da recente sondagem, que mostra que a AD está à frente, ainda que com uma margem mínima. Pedro Nuno Santos diz que os resultados das sondagens nas últimas legislativas eram piores e que conseguiram melhorar bastante e, por isso, não olha a dados, continua a trabalhar para a vitória nas eleições de 18 de maio. A caravana socialista já está na cidade da Guarda para continuar mais uma ação de campanha, um contacto com a população. Começam a concentrar-se a esta hora em frente à Sé os apoiantes de Pedro Nuno Santos, que organizam as bandeiras e esperam pela chegada do secretário-geral socialista.
Nadina Soares a acompanhar a caravana do PS no distrito da Guarda. E na CDU, Arménio Carlos e António Filipe juntaram-se hoje à campanha comunista. O antigo líder da CGTP diz que o governo é um lobo Em pele de cordeiro. Foram reforços levados para uma arruada esta manhã na Amadora. Uma arruada que foi acompanhada pelo jornalista João Gama e que começou no centro de emprego para deixar essa tônica do dia: os direitos laborais.
E com críticas bem apontadas não só ao governo de Luís Montenegro, mas principalmente ao ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz. Estamos em plena greve da CP e esse foi o principal tema no discurso de Arménio Carlos.
E já agora, camaradas, nos últimos dois dias, aqueles que andavam com cordeirinhos de pele já começaram a mostrar a verdadeira pele de lobo. Aí estão eles já a dizer que é preciso mexer na lei laboral, que é preciso tocar na lei da greve. E até a propósito desta greve da CP, convém e importa afirmar e, sobretudo, denunciar que nós estamos perante mais um embuste. E o embuste chama-se Miguel Pinto Luz.
As críticas da CDU têm nome, uma mira bem apontada. Arménio Carlos lembrava que Miguel Pinto Luz, enquanto secretário de Estado no último governo de Passos Coelho, já depois do governo ter visto rejeitado o programa de governo na Assembleia, tinha privatizado a TAP. Questiona agora as declarações mais recentes de Miguel Pinto Luz. Para a greve dos trabalhadores da CP, foram críticas bem acesas, Luís, nestas declarações na arruada na Amadora, que terminou há poucos instantes.
João Gama, ele que acompanhou essa arruada na Amadora e que está a acompanhar a campanha da CDU. Agora sim, a notícia com que abrimos este jornal do meio-dia. O Papa Leão XIV já celebrou a primeira missa, Luís, foi esta manhã na Capela Sistina, em Roma. Falou primeiro em inglês para sublinhar a ideia de que foi chamado por Pedro para uma missão. Nessa homilia, Leão XIV disse que conta com todos os cardeais que assistiram à celebração para o ajudar nesse caminho.
"Vocês chamaram-me para transportar essa cruz e ser abençoado com essa missão. Sei que posso contar com cada um de vós para caminhar comigo, enquanto nós, como igreja e crentes, continuamos a anunciar a boa nova e espalhar o evangelho".
Depois, seguiu a homilia em italiano. O Papa Leão XIV admite que assume funções num tempo desafiante, em que falta fé em muitas situações.
Ainda hoje não faltam contextos nos quais Jesus, embora apreciado como homem, é simplesmente reduzido a uma espécie de líder carismático ou super-homem. Isto não apenas entre os não crentes, mas também entre muitos batizados que acabam por viver, a este nível, num ateísmo prático. Este é o mundo que nos está confiado e no qual, como tantas vezes nos ensinou o Papa Francisco, somos chamados a testemunhar a alegria da fé em Jesus Salvador.
Papa Leão XIV, na homilia que proferiu na Capela Sistina dirigida aos cardeais eleitores, mostrou-se consciente da responsabilidade de liderar a Igreja Católica. A missa terminou com aplausos enquanto o Papa abandonava a Capela Sistina. Leão XIV, um novo nome ao qual vamos ter de nos habituar. Ele é o tema, Leão XIV, o tema da história do dia de hoje, que vamos recuperar depois do jornal do meio-dia. 12:09, Luís, que outras notícias vão marcando a atualidade? Duas mulheres apresentaram ontem queixa à PSP de Braga por agressões de participantes numa arruada do Chega, informação avançada por fonte policial à Agência Lusa. De acordo com essa fonte, as queixas são pelo crime de ofensas à entidade física. Ontem o líder do Chega foi recebido em Braga com um novo protesto de elementos da comunidade cigana, que acusaram André Ventura e o partido de serem fascistas e também racistas. O novo chanceler da Alemanha anunciou que os Estados Unidos estão a finalizar uma proposta de cessar-fogo de 30 dias na Ucrânia. Friedrich Merz explica que teve uma conversa ontem com Donald Trump, durante uma conferência de imprensa conjunta com o presidente do Conselho Europeu. O novo chanceler alemão acrescentou que está alinhado com a União Europeia no apoio à Ucrânia. Vladimir Putin afirma que toda a Rússia apoia a ofensiva na Ucrânia, faz assim referência direta ao conflito. O presidente russo agradece ainda aos veteranos que estão a defender a cultura e os valores tradicionais do país. Declarações esta manhã no discurso do Dia da Vitória na Praça Vermelha, depois de um desfile militar. Esta é uma data simbólica para Putin, que assinala a vitória da União Soviética sobre a Alemanha Nazi. O presidente-executivo da EDP não prevê impacto material nos resultados do segundo trimestre da empresa devido ao Pagão. Ideia deixada em resposta a perguntas de analistas durante a conferência telefónica, no âmbito da apresentação dos resultados do primeiro trimestre da EDP. Os lucros subiram 21% face ao mesmo período do ano passado, para 428 milhões de euros. Luís Soares e o Jornal do Meio-Dia.