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A seguir. É agora meio-dia. Atualizamos as notícias na Rádio Observador com o José Rafael Lopes. O Irão diz ter detido dois alegados agentes da Mossad enquanto preparavam um ataque.

Dois suspeitos de pertencerem à Mossad, os serviços secretos israelitas, foram detidos na província de Alborz, no Irão. De acordo com a agência Reuters, que cita a imprensa iraniana, estes dois alegados agentes dos serviços secretos de Israel estavam a preparar explosivos e dispositivos eletrónicos para um ataque contra o país. Órgãos de comunicação social norte-americanos, como o Axios, dão conta de que agentes da Mossad no terreno estiveram envolvidos nesta ofensiva israelita contra o Irão nas primeiras horas da manhã de sexta-feira, mas Teerão ainda não confirmou esta informação.

E Donald Trump avisa que um ataque aos Estados Unidos pode levar a uma retaliação nunca antes vista.

O presidente dos Estados Unidos avisa que um ataque vai levar as Forças Armadas norte-americanas a retaliar a um nível que nunca tinha sido visto neste tipo de conflitos. Na rede social Truth Social, Donald Trump diz ainda que os Estados Unidos nada têm a ver com os ataques conduzidos por Israel e que o país está disponível para chegar a um acordo entre Irão e Israel que ponha um ponto final no conflito. Nas últimas horas, ficou a saber-se que Israel terá pedido aos Estados Unidos para que se juntassem à campanha militar lançada contra o Irão, mas Donald Trump não está a considerar aceder a esse pedido. Nas últimas horas, também as autoridades israelitas confirmaram um aumento do número de vítimas mortais. Morreram 10 pessoas devido aos ataques iranianos.

E depois dos primeiros dias de conflito no Médio Oriente, existem sinais de que o Irão pode estar a recuar.

O Ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão disse recentemente que o país para a guerra, se Israel também parar. Para o professor e investigador de Relações Internacionais, Orlando Samões, este é um sinal da fragilidade iraniana.

Neste momento, estamos com o Irão muito debilitado depois dos ataques, em que parece-me que está a suavizar um pouco o discurso. Reparei na reunião em que o Ministro dos Negócios Estrangeiros anuncia, assegura e dá um comprometimento do Irão a um conjunto de ideias que ainda há uns dias atrás não sei se seriam bem essas.

Orlando Samões no Gabinete de Guerra, aqui na Rádio Observador. Esta manhã, o professor e investigador diz ainda que envolvimento teve Donald Trump neste conflito.

O que é facto é que Donald Trump já nos disse tanta coisa, que é natural que estejamos um pouco baralhados. Ele tem uma posição sempre muito errática, mas é natural que vá defender os ativos, as bases e todos os americanos presentes nas zonas em que estão as bases. Naturalmente que os irá proteger, são americanos, e é natural que assim o faça. O grau de envolvimento para com Israel é que vai ser difícil de saber.

Orlando Samões, em declarações na Rádio Observador. O professor e investigador fala também sobre a necessidade de haver uma aliança europeia para colaborar com os Estados Unidos, de forma a tentar colocar um ponto final no conflito entre Irão e Israel.

Por cá, António José Seguro apresenta esta tarde a candidatura à Presidência da República.

Vai ser o terceiro a entrar formalmente na corrida. O antigo secretário-geral do PS é o primeiro da área socialista a avançar para Belém. A cerimónia acontece no Centro Cultural das Caldas da Rainha pelas 16h e marca, Nadine Soares, uma nova fase da vida política de António José Seguro.

É um regresso à política ativa ao fim de 10 anos. Depois de ter deixado a liderança do PS em 2014, António José Martins Seguro vai agora ser candidato presidencial. Nascido em 1962, em Penamacor, é mestre em Ciência Política e licenciado em Relações Internacionais. Exerceu vários cargos públicos ao longo dos anos. Foi líder da Juventude Socialista, deputado e eurodeputado e afastou-se da política após a demissão de secretário-geral do PS, na sequência da derrota das eleições primárias contra António Costa. Depois de deixar a liderança socialista, dedicou-se a dar aulas na universidade e a negócios. Meses depois da Operação Influencer e da demissão de António Costa como primeiro-ministro, o socialista mostrou-se incentivado a candidatar-se novamente à liderança do PS. O silêncio terminou quando, no ano passado, assumiu estar a ponderar se uma candidatura à Presidência da República, ainda que ao mesmo tempo afastava um regresso à vida partidária.

A jornalista Nadine Soares com o perfil de António José Seguro, ex-líder socialista, tem tido resistências dentro do partido nesta candidatura presidencial, mas para o apoiante Adalberto Campos Fernandes, esse não é um tema para se falar agora.

Naturalmente que os apoios partidários e aquilo que possa ser a expressão da vontade do coletivo do partido, através dos seus órgãos, terá o seu tempo e será útil e será importante, não escondo. Mas não será por isso que António José Seguro deixará ou não de ser um bom candidato a Presidente da República.

Adalberto Campos Fernandes no Explicador das manhãs 360 de fim de semana.

E a apresentação da candidatura presidencial de António José Seguro pode ser acompanhada em direto esta tarde aqui na Rádio Observador, a partir das 16h. E com a entrada de um candidato à esquerda, os restantes nomes procuram destacar as vantagens face à concorrência.

António Tavares, apoiante de Gouveia e Melo, destaca o passado limpo no que toca aos partidos políticos como uma das vantagens da candidatura do almirante Gouveia e Melo.

A vantagem de Gouveia e Melo será, acima de tudo, a vantagem de não trazer muita impressão partidária. É evidente que, como foi aqui também dito, o apoio de partidos é sempre evidente, mas o que é importante é que são 7500 cidadãos

Vão propor esse candidato e depois é natural que cidadãos dos mais variados partidos se possam identificar. Eu penso que nesse aspecto o Govêa Melo não tem nenhum atestado de menoridade.

António Tavares no Explicador da Rádio Observador, em que o dirigente do PSD, Cristóvão Norte, critica este afastamento dos partidos e revela a experiência política de Luís Marques Mendes.

Independentemente das candidaturas, devemos sempre resistir às pulsões de que aqueles que não têm um percurso político são ungidos de um grau de pureza que é impossível de atingir por aqueles que são filiados num partido ou que têm percurso político e que, por força disso, são guardiães dos princípios mais altos.

Cristóvão Norte, deputado e dirigente do PSD, que já decretou formalmente o apoio a Luís Marques Mendes.

Entre a oposição no Parlamento, José Luís Carneiro avisa que o governo tem de escolher com quem quer dialogar.

O candidato único à liderança do Partido Socialista pede a Luís Montenegro que tome a decisão para conseguir levar a cabo as reformas propostas para o país.

Vamos aguardar pelo respeito do governo e que o governo tenha consciência de que tem que escolher com quem quer fazer o diálogo. Não pode ser à segunda, terça e quarta com uns e à quinta, sexta e sábado com outros. E não há domingo de descanso também, porque o país precisa de muito trabalho e de muita dedicação.

O antigo ministro da Administração Interna, agora candidato único à liderança do PS, José Luís Carneiro, diz ainda que vai aguardar que o governo demonstre respeito pelo Partido Socialista.

E vamos agora ao futebol. O Porto estreia-se hoje no Mundial de Clubes. Os Dragões têm pela frente o Palmeiras.

A equipa orientada pelo técnico português Abel Ferreira arrancou esta madrugada a nova edição do Campeonato do Mundo de Clubes. O Futebol Clube do Porto entra em campo já hoje, pelas 11 da noite, para enfrentar o Palmeiras. Para o comentador do Observador, Luís Pinto Coelho, este é o jogo mais importante da fase de grupos.

Acho que é o jogo mais importante para o Porto nesta primeira fase. Espero que ultrapasse esta primeira fase, porque parece-me as duas equipas mais fortes do grupo, até pela amostra de ontem do jogo. E o Palmeiras é uma equipa que tem um plantel, se calhar, até mais profundo do que o Porto. Tem um treinador com cinco anos de clube já, é supercompetitivo, é uma equipa bastante forte e os sul-americanos estão a apostar muito nesta competição. Por isso é o jogo mais complicado para o Porto. E se o Porto conseguir entrar com uma vitória, é meio caminho andado para conseguir o apuramento e em primeiro lugar do grupo.

Luís Pinto Coelho, no "E o Campeão É", esta manhã aqui na Rádio Observador. Já no lançamento desta partida, o treinador portista, Martín Anselmi, alerta para um adversário, o Palmeiras, capaz de criar dificuldades.

O Palmeiras é uma equipa que gosta de ter bola, mas que também sabe conviver sem ela. São muito bons nas transições e quando é preciso defender, também o fazem. Nem sempre é uma equipa superpressionante, por isso temos de ser inteligentes e saber lidar com as duas facetas do jogo. Quando formos pressionados e quando nos derem a bola para tentarem apostar no contra-ataque.

Do outro lado, Abel Ferreira sublinha a importância desta prova, o Campeonato do Mundo de Clubes, e levanta dúvidas sobre o estado do relvado.

Isto não é uma competição qualquer, é um campeonato do mundo onde estão as 32 melhores equipas do mundo. O Palmeiras chega aqui porque ganhou títulos, ganhou uma Libertadores. Vimos com muita ambição, muita vontade de competir e desafiar os melhores entre os melhores. Agora a impressão é boa. Vamos ver como é que vai estar amanhã o estádio, o gramado, foi algo que me preocupou um pouco. Parece que é sina, parece que os gramados andam sempre atrás de mim, mas que seja acima de tudo um grande evento, um grande espetáculo.

Abel Ferreira e Martín Anselmi na antecâmara da estreia no Campeonato do Mundo de Clubes. O Palmeiras-Futebol Clube do Porto está marcado para as 11 da noite. O jogo de abertura foi esta madrugada entre o Al-Ahly e o Inter Miami, terminou sem gols. As duas equipas fazem parte do grupo do Futebol Clube do Porto que, como disse há pouco, entra hoje em campo a partir das 11 da noite, com relato aqui na Rádio Observador.

E ainda no futebol, Portugal derrotou por 5x0 a Polónia na segunda jornada da fase de grupos do Europeu de sub-21.

Giovani Quenda marcou por duas vezes, Henrique Araújo, Paulo Bernardo e Rodrigo Gomes apontaram os restantes gols da seleção portuguesa, que ao intervalo já goleava por 4x0. Esta é uma vitória que coloca Portugal no primeiro lugar do grupo C, tem agora quatro pontos, os mesmos que a França, que ontem derrotou a Geórgia com um gol já perto do apito final. No final do encontro de Portugal, a vitória por 5x0 sobre a Polónia, o treinador português Rui Jorge reconheceu o exagero dos números face ao que aconteceu dentro das quatro linhas.

É uma grande vitória, por números que não parecem justos. Estivemos muito bem no ataque rápido, no contra-ataque. Era uma coisa que sabíamos que podíamos explorar, mas precisámos de outra consistência de jogo. Não fomos tão superiores como os números dizem.

Rui Jorge, selecionador sub-21, após a vitória de Portugal por 5x0 sobre a Polónia. A equipa portuguesa, que volta a entrar em campo na próxima terça-feira, joga com a Geórgia num jogo que arranca pelas 17h.

12h12, destaque a esta hora para outras notícias que estão a marcar a atualidade.

O Chega confirmou o nome de Bruno Mascarenhas como candidato do partido à Câmara Municipal de Lisboa. Numa nota enviada pelo partido, o Chega destaca que Bruno Mascarenhas tem um percurso profissional e político que evidencia grande capacidade de trabalho, foco no serviço público e dedicação à causa pública. De acordo com o Chega, a apresentação da candidatura vai decorrer nos próximos dias e vai contar com a presença do presidente do Chega, André Ventura. Em França, o ex-presidente Nicolas Sarkozy perdeu a Legião de Honra, a mais alta distinção francesa, depois de se tornar definitiva a condenação devido a acusações de corrupção. Um decreto publicado hoje formaliza a retirada da condecoração com retroativos à data em que Sarkozy foi condenado a três anos de prisão, dois deles com pena suspensa. O antigo presidente liderou França entre 2007 e 2012. Foi, entretanto, condenado por tentar corromper um juiz do Supremo Tribunal Francês. O prazo para os proprietários limparem os terrenos florestais e agrícolas termina hoje. A partir de segunda-feira, a GNR começa as ações de fiscalização, depois de já ter sinalizado, até o fim de abril, mais de 10 mil terrenos por limpar. Este é um número inferior àquele que foi registado nos últimos dois anos.