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Do meio-dia. Jornal do Meio-Dia com edição do Miguel Videra. Miguel, continua a subir o número de vítimas portuguesas no terremoto na Venezuela, são agora nove.

Mais três. Face ao balanço de ontem à noite, este número inclui portugueses e lusodescendentes. Não há indicação de desaparecidos, sendo que o balanço de ontem à noite dava conta de 56 desaparecidos. O balanço atualizado foi avançado esta manhã pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros. O ministro com esta pasta, Paulo Rangel, participa a esta hora na cerimónia de inauguração de uma placa alusiva à adesão de Portugal à União Europeia, na companhia da presidente do Parlamento Europeu, Roberta Metsola. Cerimónia que decorre no Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa, e que está a ser acompanhada pelo jornalista do Observador, Miguel Gato, que se vai juntar a este jornal, assim que o ministro dos Negócios Estrangeiros faça novo ponto de situação sobre a catástrofe na Venezuela.

E o último balanço global aponta para 235 mortos e mais de 4 mil desaparecidos.

Boa parte das vítimas no estado de La Guaira, o mais afetado pelos terremotos de 7,2 e 7,5 na escala de Richter. O presidente da Assembleia Nacional Venezuelana dava conta de mais de uma centena de edifícios destruídos neste estado. Foi por La Guaira que passou nas últimas horas a presidente interina da Venezuela. Delcy Rodríguez prometeu reforçar ajuda a quem está envolvido em operações de resgate.

E a ajuda já começou a chegar ao terreno, Miguel.

Sim, já há equipes de resgate do México, Chile, El Salvador e República Dominicana envolvidas em operações de busca e salvamento. Oito países europeus, incluindo Portugal, também vão dar apoio. De Lisboa, vão seguir perto de 60 elementos com diferentes valências, detalhadas ontem à noite pelo ministro Paulo Rangel.

vindos da GNR, dos bombeiros, da Proteção Civil, do Ministério da Saúde, médicos, tripulantes de ambulâncias, equipes com cães, seis equipes pelo menos. Estamos a falar também de 23 toneladas de ajuda, que também serão imediatamente disponibilizadas. Quer o Ministério da Defesa, através da Força Aérea, quer o Ministério da Administração Interna, quer o Ministério da Saúde, com a coordenação do Ministério dos Negócios Estrangeiros, estamos a tudo fazer para que esse voo saia o mais depressa possível. Felizmente, há muitos países a quererem apoiar. Tudo isso tem que ser escalado, depois tem que ser repartido no território. Essencial, neste momento, é mandar a ajuda humanitária e ajuda de emergência. Quando digo humanitária, porque evidentemente também temos milhares, para não dizer centenas de milhares, de desalojados.

Ainda não se sabe quando é que esta equipa vai partir para a Venezuela, sendo que há este horizonte temporal de 72 horas, horizonte temporal para que se consigam fazer resgates de pessoas ainda com vida. Não há indicação de quando é que os socorristas portugueses vão chegar a território venezuelano.

É um assunto que vamos continuar a acompanhar aqui na Rádio Observador. E Rui Tavares vai deixar a liderança do LIVRE.

Partido que fundou e liderava desde 2022. O LIVRE tem congresso em julho. Ontem ficou a conhecer-se a lista proposta pelos elementos da atual direção e Rui Tavares surge no terceiro lugar. Ou seja, os candidatos porta-vozes do partido, dois são Jorge Pinto e Isabel Mendes Lopes, a atual líder parlamentar, os dois primeiros da lista de candidatos. Tendo em conta a limitação de mandatos, Rui Tavares vai cumprir o último mandato na direção do partido, porque é candidato a essa direção. Com este terceiro lugar que integra na lista de candidatos, fica até 2028 e depois só pode voltar a candidatar-se em 2030, tendo em conta esta limitação de mandatos.

E na Assembleia da República assinalam-se hoje os 50 anos das Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira.

Com a presença dos presidentes dos governos regionais, José Manuel Bolieiro e Miguel Albuquerque, uma cerimónia. Miguel Feitosa diz agora aqui em direto do Parlamento que não passa ao lado dos terremotos na Venezuela.

Sim, até por causa do peso da comunidade madeirense na Venezuela, que mereceu uma menção inicial, quer de Miguel Albuquerque, quer de José Manuel Bolieiro, presidente do Governo Regional dos Açores. Ontem o Parlamento aprovou voto de pesar com as vítimas dos sismos na Venezuela e hoje Miguel Albuquerque arrancou a intervenção sobre os 50 anos das autonomias da Madeira e dos Açores por elogiar o Governo por se disponibilizar a enviar prontamente ajuda e a apelar para que mais ajuda possa ser enviada para a Venezuela.

Quero reiterar nesta tribuna a nossa solidariedade e os votos de sentimentos pelas perdas à nossa comunidade residente na Venezuela e ao povo venezuelano. E é importante reconhecer, neste momento, que o que podemos fazer é enviar, como Portugal vai enviar, uma força de intervenção da Proteção Civil, no sentido de resgatar aquilo que ainda é possível resgatar de vítimas nos escombros. É uma tragédia monumental, com centenas ou milhares de mortos, e a situação é muito complicada. E neste momento urge toda a ajuda fundamental do nosso país, da Europa e todos aqueles que podem ajudar.

Miguel Albuquerque deixou duas exigências ao poder central, a revisão da Lei das Finanças Regionais e também uma revisão constitucional que dê mais poderes às autonomias. Frisa, ainda assim, que a Madeira não quer favores da República, quer, sim, decisões que possam melhorar a capacidade das regiões autónomas. Foi mais ou menos também a bitola de José Manuel Bolieiro, que puxando os galões sobre a importância estratégica dos Açores, reclamou mais investimentos.

O reconhecimento do valor dos Açores não pode ficar apenas nas palavras. Tem de traduzir-se em visão, em cooperação ativa e em investimento. Investimento em infraestruturas críticas estratégicas, de interesse comum à região, ao país, à União Europeia e às nossas ligações e alianças internacionais.

Miguel Bolieiro a reclamar mais investimentos numa cerimónia que se aproxima da reta final. Discursam agora os presidentes das Assembleias Legislativas Regionais da Madeira e dos Açores. Aguiar Branco encerra a sessão, onde marca presença o Ministro da Presidência em nome do Governo, mas também dois antigos líderes regionais históricos, Alberto João Jardim da Madeira e Carlos César dos Açores, que têm estado em émen na cavaqueira durante toda a cerimónia, na tribuna destinada às altas individualidades do Estado.

Um episódio acompanhado pelo jornalista Miguel Viterbo Dias, que está a esta hora no Parlamento a acompanhar a sessão evocativa dos 50 anos das autonomias da Madeira e dos Açores.

Vamos ao Mundial de Futebol. Neste jornal do meio-dia, o selecionador nacional faz mais logo a antevisão do jogo frente à Colômbia.

Último jogo da fase de grupos, decisivo para as contas do primeiro lugar. À partida para este encontro, a Colômbia lidera com seis pontos, mais dois que Portugal. À equipa das Quinas só a vitória interessa. A conferência de imprensa está marcada para às 17h, hora de Lisboa. No menu do dia, temos os derradeiros jogos do grupo I, França e Noruega com seis pontos decidem quem fica em primeiro e segundo lugar. No outro jogo do grupo, Senegal e Iraque procuram garantir os primeiros pontos na competição. Destaque ainda para o decisivo Cabo Verde-Arábia Saudita do grupo H. Em caso de vitória, os Tubarões garantem a passagem aos 16 avos da competição. A bola começa a rolar à 01:00.

12:09, Miguel, que outras notícias estão a marcar a atualidade a esta hora?

Sobe, a avaliação bancária da habitação bateu novo recorde em maio: €2200 por metro quadrado é o valor mediano. Os dados são do Instituto Nacional de Estatística e representam uma subida de 17,1% face ao mesmo mês do ano anterior. Face a abril deste ano, a variação foi de 1,6%. A Caixa Geral de Depósitos vai entregar 1250 milhões de euros em dividendos ao Estado, referentes aos resultados de 2025. O presidente executivo do banco afirma que este é provavelmente o maior dividendo de sempre da banca portuguesa. A Caixa Geral de Depósitos teve lucros de mais de 1900 milhões de euros no ano passado, mais 10% face a 2024.

É o ponto final no jornal do meio-dia.