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Vamos às notícias. Começa agora o Jornal do Meio-Dia, edição do jornalista José Rafael Lopes. E José, a PJ está já a investigar o gabinete de André Ventura na Assembleia da República, após a denúncia de vandalismo por parte do líder do Chega. André Ventura garante que desapareceram documentos.
Que estariam relacionados com a Comissão Parlamentar de Inquérito, pedida pelo Chega, sobre Luís Neves e os mandatos do agora ministro, quando era diretor nacional da Polícia Judiciária. O líder do Chega reagiu há instantes no Parlamento para dar conta desse desaparecimento de documentos. Diz André Ventura que alguém entrou no gabinete e que não saiu de mãos a abanar.
Um dos lotes de documentos que desapareceram estava numa das pastas que estão logo em cima da primeira mesa e que se referiam à Comissão Parlamentar de Inquérito ao doutor Luís Neves. Esses documentos, juntamente com essa pen, desapareceram na manhã de hoje e espero que possam ser recuperados. Um outro tipo de documentos que estavam num outro modelo, desapareceram e tinham a ver com informação política relacionada com o gabinete do Primeiro-Ministro e já tinha mais de um ano.
Antes desta declaração, o presidente do Chega partilhou um vídeo nas redes sociais a fazer a denúncia. As imagens mostram o gabinete revirado, com cadeiras caídas e documentos espalhados pelo chão. André Ventura escreveu que alguém estava à procura de alguma coisa e que não se coibiu de agir dentro do próprio Parlamento. O presidente do Chega não fez referência ao autor ou autores desta denúncia de vandalismo.
Entretanto, a Polícia Judiciária já se encarregou da investigação.
A Unidade Nacional Contra Terrorismo da Polícia Judiciária está a fazer diligências no gabinete do presidente do Chega, na Assembleia da República. O gabinete de André Ventura terá sido o único a ser remexido. Luís Montenegro já reagiu a esta denúncia por parte do líder do Chega para dizer que ainda não tem muitas informações. Ainda assim, o Primeiro-Ministro assegura que qualquer tipo de incidente no Parlamento tem de ser investigado.
Eu não faço a menor ideia do que é que possa ter acontecido. Aquilo que eu posso dizer é que se houve algum ato de vandalismo, ele deve ser naturalmente investigado e os seus responsáveis devem ser responsabilizados. Isso é inconcebível numa democracia madura, como é a democracia portuguesa. Se ainda por cima foi nas instalações de um órgão de soberania, por maioria de razão, esse trabalho deve ser rápido e conclusivo.
Luís Montenegro, na reação à denúncia de André Ventura, o líder do Chega diz que o gabinete na Assembleia da República foi vandalizado e que terão desaparecido documentos relacionados, diz André Ventura, com a Comissão Parlamentar de Inquérito pedida pelo Chega sobre Luís Neves e os mandatos quando era diretor nacional da Polícia Judiciária. É um tema que vamos continuar a desenvolver ao longo da tarde informativa.
E o Primeiro-Ministro garante que Luís Neves vai prestar esclarecimentos nos próximos dias.
Luís Montenegro adianta que fala todos os dias com o ministro da Administração Interna e o Primeiro-Ministro volta a sair em defesa de Luís Neves. Reforça que tudo que envolve o ministro da Administração Interna vai ser esclarecido em breve.
O senhor ministro da Administração Interna prestará nos próximos dias as informações que são necessárias para que, do ponto de vista político, se possa compreender aquilo que têm sido imputações que lhe têm sido feitas. Ao mesmo tempo, obviamente, nós precisamos de respeitar o trabalho das autoridades de investigação que abriram inquérito sobre essa factualidade.
O chefe de Governo volta também a garantir que está confiante no trabalho de Luís Neves.
Estou muito tranquilo e muito confiante no trabalho do senhor ministro da Administração Interna e, naturalmente, também nas explicações que ele tem para aquilo que têm sido imputações que lhe têm sido dirigidas e, portanto, absolutamente confiante que ele continuará a ser, como tem sido, um ministro da Administração Interna muitíssimo competente e muitíssimo ligado àquelas que são as tarefas e as missões que cabem à sua magistratura.
Declarações do Primeiro-Ministro aos jornalistas em São João da Madeira, à margem de uma assinatura de um protocolo com a Santa Casa da Misericórdia.
Seguimos com as notícias. O incêndio no Conselho de Rochoso, na Guarda, tem, desde o início da manhã, três fontes ativas.
A frente mais ativa está a evoluir para a localidade de Cabreira, no Conselho de Almeida. É o que levanta mais preocupações. A informação é dada pelo segundo comandante sub-regional de Emergência e Proteção Civil das Beiras e da Serra da Estrela, Marco Lucas, que destaca que os operacionais no terreno estão a fazer um trabalho eficaz de controle deste incêndio. O combate está a ser mais complicado na zona de Rabaça, por ser uma região com difíceis acessos. A Proteção Civil espera, no entanto, que o reforço dos meios aéreos possa ajudar a controlar a progressão do fogo. O comandante diz ainda que não há estimativa de área ardida e que não há povoações ou habitações ameaçadas. Já uma outra fonte da Proteção Civil diz à Lusa que cinco bombeiros sofreram ferimentos ligeiros no combate às chamas durante a noite de ontem. Neste momento, estão no terreno mais de 300 operacionais e 11 meios aéreos no combate às chamas.
E o avanço das chamas levou a GNR a retirar pessoas na zona de Rabaça.
É o que avança a SIC Notícias. A GNR terá retirado os habitantes mais idosos para o interior da igreja da localidade, que está situada numa zona mais elevada e é considerada mais segura. A decisão é tomada de forma a reforçar as medidas de proteção junto da população em Rabaça. Praticamente toda a população foi encaminhada para uma zona protegida, numa operação que teve como principal objetivo salvaguardar os habitantes mais vulneráveis, os idosos. A situação, adianta a SIC, surpreendeu os habitantes e as autoridades, uma vez que não era esperado que o incêndio voltasse a aproximar-se da aldeia
E perante a situação dos incêndios e o calor que deve aumentar, o primeiro-ministro apela ao sentido cívico de todos os portugueses.
Luís Montenegro deixa uma palavra de tranquilidade em relação aos incêndios. Ainda assim, diz que é preciso vigilância e um esforço de todos.
Quero mesmo apelar ao sentido cívico de todos os portugueses, de poderem estar ainda mais vigilantes nesta ocasião, para poderem fazer chegar às autoridades, o mais rápido que seja possível, qualquer notícia, qualquer percepção de ignição, que possa depois ser objeto precisamente de um ataque inicial rápido, que possa evitar a propagação do fogo e a transformação de pequenos focos de incêndio em grandes incêndios.
Palavras do primeiro-ministro, que agradeceu ainda o esforço de todos os agentes da Proteção Civil.
E o ministro da Educação admite a possibilidade de adiar o arranque do ano letivo para os alunos do ensino secundário.
Em causa, as dificuldades que têm existido no processo em torno dos exames nacionais. Fernando Alexandre descarta o adiamento das aulas para o primeiro, segundo e terceiro ciclo, mas admite estar em cima da mesa a possibilidade de um ligeiro adiamento para o ensino secundário.
Aquilo que está a ser discutido, e eu tive a oportunidade de discutir ontem com o Conselho das Escolas, é considerarmos a possibilidade, que é uma possibilidade, em adiar uma semana o início do ensino secundário, que é algo que não prejudica as famílias. E por outro lado, nós queremos que os professores cheguem às escolas com energia. E parece-me difícil pedir isso aos professores, com este esforço todo, a começar logo os exames no dia 3 de setembro. E por isso, a avaliação que nós fazemos para já é que se tivermos que adiar o ensino secundário numa semana, isso não prejudicará o calendário do ano letivo e certamente beneficiará os alunos.
O ministro da Educação garante ainda que a segunda fase dos exames nacionais, o processo de correção, está a decorrer sem qualquer tipo de problemas.
A segunda fase está a decorrer com toda a normalidade. Já temos mais de 20% das provas corrigidas e elas só foram disponibilizadas ontem. A digitalização ficou toda concluída no fim de semana, sem problemas maior identificados e por isso, eu penso que nós temos todas as condições para que, como me comprometi também, é que a segunda fase decorra com normalidade e Portugal, de facto, possa fazer mais um avanço no seu sistema educativo.
O ministro da Educação, em declarações aos jornalistas nos Passos Perdidos da Assembleia da República, Fernando Alexandre, volta a insistir que nenhum aluno vai sair prejudicado do processo dos exames e também do processo de acesso ao ensino superior.
E agora o caso da menor de 12 anos, interceptada pela PSP no aeroporto de Lisboa, alegadamente vítima de tráfico humano, foi levada para um centro de acolhimento. Está bem, a interagir com outras crianças e jovens.
A PSP encontrou esta criança no aeroporto de Lisboa no sábado. Estava acompanhada por uma mulher que se fazia passar pela mãe. Vinham do Senegal. A polícia detectou irregularidades nos documentos. A própria criança denunciou depois que estava a ser levada para França à força para casar com um homem. Terá sido vendida pela própria família para pagar uma dívida. A editora adjunta de sociedade do Observador explica que a menina está agora ao abrigo de uma instituição, que está a interagir com crianças vítimas do mesmo crime. Leonor Risos explica os próximos passos neste caso, que vai ser tratado pela Justiça portuguesa.
Há aqui três possibilidades. Ou ficará em Portugal e será integrada no sistema de resposta a crianças neste tipo de situações, ou vai para o país de origem, se se perceber que ela há familiares que a possam receber e que tenham condições para tal, ou então irá para reagrupamento familiar. Imaginemos que se descobre que há familiares na Europa que possam ficar com ela. Então, por exemplo, esta associação que tem a guarda da menina, pode comunicar com o Serviço Social Europeu, como se chama, e tentar definir se há realmente uma resposta de familiares na Europa, por exemplo, para onde ela possa ir.
A editora adjunta de sociedade do Observador, na história do dia, a criança é cidadã da República Democrática do Congo. Já a mulher que se fez passar pela mãe é francesa, tem 45 anos, ficou em prisão preventiva e está a ser investigada pela Polícia Judiciária por tráfico de pessoas.
E em Espanha, o combate aos incêndios em Madri, Ávila e Toledo apresenta uma evolução positiva, mas o governo está preocupado com a subida das temperaturas.
O ministro da Administração Interna de Espanha fala num cenário mais tranquilo, mas assegura que ninguém pode baixar a guarda. Destaca o aumento das temperaturas que está previsto para hoje. O governante espanhol espera que os avanços alcançados durante a madrugada não sejam desperdiçados. O incêndio na província de Ávila é já considerado o maior na história da Espanha. Consumiu mais de 50 mil hectares. Em Toledo, a evolução positiva dos fogos vai permitir o regresso, hoje, a casa dos habitantes de nove das 11 localidades que foram evacuadas durante o fim de semana. É o que garante o Ministério da Administração Interna de Espanha, sendo que o país está ainda numa situação de emergência nacional nas províncias de Madri, Ávila e Toledo, por causa dos fogos florestais. O governo espanhol deixa um alerta: as horas mais difíceis ainda não chegaram.
E no desporto, Zidane foi apresentado esta manhã como o novo selecionador francês. O antigo jogador assina por quatro anos e confessa que recusou tudo pela seleção de França.
Depois de 14 anos e de um campeonato do mundo conquistado com Didier Deschamps, a seleção francesa tem o novo selecionador. Zinedine Zidane foi campeão europeu e do mundo como jogador pela França Agora vai procurar repetir o feito como treinador. O francês não esqueceu Didier Deschamps na apresentação, que teve direito também a juras de amor de Zidane à seleção francesa.
Eu recusei tudo pela seleção de França, porque para mim era a única coisa que eu queria fazer. Depois da minha experiência com o Real Madrid, era a única coisa que eu queria fazer, era treinar a seleção francesa. É a única coisa que me anima, é poder trabalhar por esta equipe e para que ela continue a ganhar. Eu gostaria de felicitar Didier Deschamps e toda a sua equipa por estes 14 anos maravilhosos.
Zinédine Zidane, o novo selecionador francês, apresentado esta manhã em Paris, já tem estreia marcada. Acontece no final de setembro frente à Turquia, num jogo a contar para a Liga das Nações.
E agora com 13 minutos para lá do meio-dia, que outras notícias marcam a atualidade, José.
A GNR deteve este ano mais de 150 suspeitos da prática do crime de incêndio florestal. O número é revelado em comunicado na data em que se assinala o Dia Mundial da Conservação da Natureza. Em todo o ano passado, foram registados mais de 5 mil crimes ligados a incêndios florestais, é o que diz a GNR. No Japão, um sismo de magnitude 6.8 na escala de Richter foi sentido no sul do país. A magnitude inicial era superior, mas entretanto foi atualizada. Não há para já informação oficial sobre vítimas ou danos. O governo japonês emitiu, ainda assim, um alerta de tsunami. Este sismo teve epicentro a 10 km da superfície. E Volodymyr Zelensky já está nos Estados Unidos, onde vai ser recebido esta tarde por Donald Trump. Os dois têm encontro marcado na Casa Branca. Depois, o presidente dos Estados Unidos recebe também Benjamin Netanyahu. A Casa Branca confirma, entretanto, uma nova onda de negociações entre Israel e o Líbano. Vai acontecer a 4 de agosto em Roma, Itália.
E é o ponto final no Jornal do Meio-Dia, edição do jornalista José Rafael Lopes. Fique conosco com a Rádio Observador, porque já a seguir, por várias razões, mas já a seguir temos uma estreia: a vida dupla do espião traidor. É para ouvir já a seguir.