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E começamos este jornal do meio-dia, Miguel, com essa notícia que dá conta da morte de Nuno Cardoso, antigo presidente da Câmara Municipal do Porto. Tinha 64 anos.

Faleceu esta madrugada no Hospital de Santo António, no Porto, onde estava internado. A notícia foi avançada pelo Correio da Manhã, confirmada pelo Observador, junto de fonte próxima do ex-autarca socialista. Nuno Cardoso foi presidente da Câmara Municipal do Porto entre 1999 e 2001. Engenheiro, Nuno Cardoso entrou na política como assessor do, na altura, autarca do Porto, Fernando Gomes, que lhe atribuiu a responsabilidade pela estratégia de transportes para a cidade. Ficou associado à concessão da rede do metro do Porto. Mais tarde, em 1999, Fernando Gomes deixou a autarquia para assumir a pasta de Ministro-Adjunto e da Administração Interna. Isto aconteceu no segundo governo de António Guterres e foi Nuno Cardoso que substituiu Fernando Gomes na liderança da autarquia. Foi também professor universitário na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto e foi presidente da Águas do Douro e Paiva. No entanto, Nuno Cardoso não desistiu de voltar ao poder autárquico, concorreu em diferentes períodos, em 2013 e também em 2021. Ainda no ano passado, voltou a concorrer como independente à Câmara Municipal do Porto. A única vez que esteve na liderança foi mesmo entre 1999 e 2001, depois de ocupar o cargo de Fernando Gomes, que era autarca na altura e foi chamado para o governo de António Guterres. Morreu hoje, com 64 anos, Nuno Cardoso, antigo autarca do Porto.

José Luís Carneiro acusou o governo de faltar à verdade quanto aos combustíveis. O líder do PS diz que o Estado está a lucrar com os impostos sobre o gasóleo e a gasolina.

Foi uma resposta a declarações do líder parlamentar do PSD. Hugo Soares acusou o líder socialista de viver no passado, mas José Luís Carneiro diz que o partido apresentou provas de que o governo está a ganhar dinheiro com a subida do preço dos combustíveis.

O Dr. Hugo Soares e o governo faltaram à verdade. Aliás, nós conseguimos demonstrá-lo. Eu levei dados objetivos, concretos, que apresentei no domingo passado para mostrar que o governo está a ganhar dinheiro com o aumento dos impostos sobre os combustíveis. E sou claro, quando o governo tomou posse em abril de 24, em comparação com o fim de 2025, o governo já ganhou mais de 1.048 milhões de euros com o aumento dos impostos sobre os combustíveis.

O líder socialista acusa os partidos à direita de chumbarem as propostas do PS para fazer face ao aumento do preço dos combustíveis e diz que se as propostas forem aprovadas, significa uma redução de 17 cêntimos por cada litro de combustível.

Se as propostas que o Partido Socialista levou à Assembleia da República forem aprovadas, significa reduzir 17 cêntimos por cada litro de combustível. Nós já as apresentamos por duas vezes. A AD, os Liberais e o Chega chumbaram essas propostas e o nosso apelo é para que agora reponderem essa decisão e aprovem essas propostas do PS, porque elas permitirão reduzir 17 cêntimos.

Quanto à posição do Partido Socialista sobre a moção de censura, que vai ser debatida e votada esta terça-feira, moção apresentada pelo Chega, José Luís Carneiro não concretiza a posição do partido. O PS tem dito que vai chumbar ou abster-se nessa votação de amanhã. Diz, por agora, José Luís Carneiro, que está em contacto com os órgãos do partido e reforça que o PS é um partido democrático.

Já disse ontem que estou a ouvir os órgãos do meu partido, a Comissão Política Nacional, o Secretariado Nacional, é que sabem que o Partido Socialista é um partido democrático, não é um partido autocrático. Para esse, autocráticos há outros. Não é esta escolha, não é esta porta, é outra porta.

Declarações do líder do Partido Socialista que, para falar de combustíveis, esteve hoje no município de Tui, em Espanha, junto à fronteira com Portugal.

Ainda sobre os combustíveis, Filipe Garcia, especialista em mercados financeiros, acredita que não vai haver tão cedo uma estabilização destes preços.

E há uma explicação muito clara: há menos produto no mercado. Portanto, Filipe Garcia, especialista em mercados financeiros, explica que mesmo que o conflito dos Estados Unidos da América com o Irão, mesmo que esse conflito termine amanhã, não será possível uma queda nos valores para um valor ainda antes pré-conflito.

Quando estamos a falar de produtos refinados, o mercado tende a oscilar muito mais com base em oferta e procura real, ou seja, do momento. E se houver uma resolução dos conflitos, parece-me ser difícil haver uma estabilização, aliás, um recuo para os preços antes da guerra, porque houve mesmo capacidade destruída. E, portanto, há neste momento menos produto no mercado e significa que mesmo que os conflitos acabassem amanhã, não iríamos ter quedas nos preços com a mesma velocidade com que subiram.

Este tema esteve em destaque esta manhã na Rádio Observador, com a presença também do diretor-geral da Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição. Gonçalo Lobo Xavier considera que o novo aumento nos combustíveis não vai ser sentido de imediato nos produtos, mas fala numa pressão generalizada nas empresas devido ao aumento galopante do preço dos combustíveis.

Não é imediato que isto se vai sentir, mas se falar com empresas de transporte, empresas de logística, com agricultores, todos eles hoje vivem este drama dos custos galopantes

De energia e que não são sentidos em todos os Estados-membros da mesma forma, mas que em Portugal está a ter, de facto, um peso grande.

Um grande impacto. Hoje é dia de novo aumento nos combustíveis. O tema esteve em análise esta manhã na Rádio Observador.

O líder parlamentar do CDS sai em defesa do ministro da Administração Interna, em véspera da moção de censura ao Governo, Paulo Núncio afirma que há sinais positivos no trabalho de Luís Neves.

Esteve hoje no programa Comissão de Inquérito, aqui na Rádio Observador, Paulo Núncio recorda o trabalho que o ex-diretor da PJ tem feito em temas como o combate aos incêndios ou o controle de fronteiras nos aeroportos. E aqui na Rádio Observador, Paulo Núncio, líder parlamentar do CDS, atira a decisão da continuidade de Luís Neves para as mãos do primeiro-ministro, mas dá também, Paulo Núncio, um sinal positivo ao trabalho de Luís Neves.

O primeiro-ministro tem, nos últimos dias, manifestado confiança política no ministro e é o primeiro-ministro que tem essa competência. É o primeiro-ministro que tem que decidir, em primeiro lugar, a composição do seu governo e, em segundo lugar, se os ministros merecem ou não merecem confiança para continuar a exercer as suas funções. Eu acho que, olhando para o desempenho de Luís Neves como ministro da Administração Interna, eu acho que há sinais positivos.

O CDS vai votar contra a moção de censura que vai a debate amanhã.

A Nova SBE conseguiu atingir o segundo lugar no ranking mundial dos melhores mestrados de gestão.

A universidade portuguesa subiu duas posições face ao ranking do ano passado e subiu 21 lugares nos últimos cinco anos. Agora é a segunda melhor universidade do mundo no ranking de mestrados em gestão do Financial Times, está à frente de instituições como a London Business School. O ranking avalia critérios como a progressão profissional, a internacionalização e a satisfação dos antigos alunos. É precisamente nestas áreas que a Nova SBE registou uma das maiores evoluções, de acordo com um comunicado divulgado esta manhã pela universidade. Pedro Oliveira, reitor da Nova SBE, destaca à Rádio Observador que os alunos terminam o curso com o futuro praticamente garantido.

A empregabilidade é 100% e essa é uma taxa que é medida quando os alunos acabam o curso e até o máximo três meses depois. Portanto, três meses depois, todos os nossos alunos estão empregados. E estão empregados numa variadíssima quantidade de possíveis empregos, que vão desde a banca à consultoria, mas também utilities. Portanto, o que acontece é que como se trata do mestrado de gestão, não é um mestrado especializado, os nossos alunos acabam por ir para praticamente todo o tipo de empresas.

Sendo que a Nova SBE considera também que a subida no ranking pode fazer aumentar o número de estudantes estrangeiros que escolhem Portugal para estudar.

Já de seguida, na Rádio Observador, há uma edição extra do Sofá do Parlamento, conduzida pelo Miguel Viterbo Dias, para antecipar também essa moção de censura de amanhã ao Governo. Mas para já, ainda temos outras notícias em destaque a esta hora. Passam 10 minutos do meio-dia.

José Sócrates apresentou uma queixa-crime contra o procurador Rosário Teixeira, por suspeita de falsidade de testemunho. De acordo com uma nota divulgada pelo antigo primeiro-ministro e avançada pela CNN Portugal, em causa estão declarações prestadas pelo magistrado num processo administrativo relacionado com a Operação Marquês. José Sócrates quer uma investigação independente e quer também que Rosário Teixeira seja afastado de qualquer investigação que o envolva. O Observador já contactou a Procuradoria-Geral da República, aguardamos esclarecimentos. Seguimos com um apelo à Cruz Vermelha Portuguesa depois do acidente na noite de sábado, em Cabo Verde. Um acidente em que um autocarro que transportava alunos caiu de uma altura de cerca de 30 metros e acabou por provocar 25 mortos e 14 feridos. Hoje, o conselheiro por Cabo Verde no Conselho das Comunidades Portuguesas lamentou este acidente na Ilha do Fogo e anunciou que já pediu à Cruz Vermelha Portuguesa o apoio na área da saúde e na área de apoio às famílias das vítimas. Em declarações à Agência Lusa, José Nóbrega Ascenso diz que ficou profundamente consternado com este acidente. Diz que é um sentimento partilhado por cabo-verdianos, luso-cabo-verdianos e portugueses que residem em Cabo Verde. Fechamos com informação a partir da Alemanha. A presidenta AfD volta a falar numa vitória histórica e num resultado de sonho. O partido nacionalista de extrema-direita conseguiu quase 44% dos votos nas eleições regionais no estado da Saxônia-Anhalt. Falha a maioria absoluta, está aberto nesta altura a coligações, está perto de chegar ao poder. O chanceler alemão deve reagir já nas próximas horas aos resultados desta noite eleitoral. Vitória para a AfD na Alemanha, num dos estados. É um possível regresso ao poder, não acontece desde 1945.

Miguel Cordeiro com o Jornal do Meio-Dia traz mais notícias ao meio-dia e meia. Já de seguida, o Miguel Viterbo Dias tem uma edição extra de O Sofá do Parlamento.