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Meio-dia. Está a começar o Jornal do Meio-Dia, com a edição do José Rafael Lopes. José, o secretário-geral do Ministério da Administração Interna cessou funções após ordem do ministro da Administração Interna, Luís Neves.
Ricardo Carrilho deixa o cargo após decisão do ministro. A cessação de funções foi anunciada esta segunda-feira através de comunicado. A decisão é justificada com a reorganização da Secretaria-Geral e com a preparação de uma nova estrutura orgânica e de procedimentos adequados às responsabilidades do ministério, é o que se pode ler no comunicado. A decisão acontece depois do semanário "Expresso" ter contado a degradação da relação institucional entre Luís Neves e Ricardo Carrilho. O clima de tensão entre o ministro da Administração Interna e o secretário-geral do ministério atingiu um ponto crítico e ditou a ruptura devido às divergências profundas sobre o controle do SIRESP. Ricardo Carrilho ter-se-á recusado a autorizar uma transferência de € 26 milhões ao SIRESP com um contrato caducado, sem ter uma autorização escrita do ministro. Embora esta não seja a única divergência, culminou agora na saída, na cessação de funções do secretário-geral do Ministério da Administração Interna, Ricardo Carrilho, a mando de Luís Neves.
Este é um artigo que está em manchete a esta hora no site do Observador. E no Porto, a PSP e a Polícia Municipal já retiraram todas as tendas que estavam montadas na Praça Dom João I.
A autarquia do Porto fala numa ocupação ilegal da via pública durante este protesto contra a crise na habitação. As tendas foram todas retiradas esta manhã, mas os manifestantes continuam no local. É lá que está o Miguel Pinheiro Correia. Miguel, os manifestantes não arredam pé e ainda sem previsão para o fim desta mobilização.
Não há tendas, é isso mesmo, mas nem por isso deixa de haver movimento aqui na Praça Dom João I. Várias horas depois da retirada dessas tendas, continuam aqui muitos manifestantes, dezenas de manifestantes sentados em cadeiras, também alguns nas escadas da Praça Dom João I. Vemos ainda alguns mantimentos usados por estes manifestantes nos últimos dias, garrafões de água também, comida, alguns cartazes de protesto e continuam aqui, estão reunidos. Mas também para explicar ao certo o que continuam a fazer aqui, falamos há pouco com João Silveira, um dos porta-vozes deste movimento, que nos deu conta dos próximos passos destes manifestantes.
Estamos a chamar para uma assembleia aberta quarta-feira, às 19h, aqui na Praça Dom João I, onde convocamos todos os sindicatos, movimentos, partidos, para fazermos parte de uma grande discussão, para levarmos a luta da habitação a Bom Porto, onde temos que lutar por um plano concreto para haver respostas para a habitação.
João Silveira, aqui um dos porta-vozes a dar conta desses próximos passos dessa assembleia-geral ou dessa assembleia que estará marcada para quarta-feira. Esperam que venham muitas pessoas e admitem a possibilidade de, além de uma assembleia, fazerem uma manifestação, uma marcha, mas para isso precisam ainda da autorização da Câmara Municipal do Porto, que já reagiu ao que aconteceu aqui nesta manhã, em que se registaram alguns momentos de maior tensão, com confrontos entre os manifestantes e as autoridades, mas sem detidos, tampouco identificados. Mas a Câmara reagiu, falou numa ocupação ilegal da via pública, que motivou essa retirada das tendas, mas como damos conta, continuam aqui em reunião. Têm reunido nas últimas horas muitos destes manifestantes para decidir quais serão os próximos passos neste protesto, que continuará, sobretudo, contra o aumento dos custos da habitação.
A reportagem do Miguel Pinheiro Correia. Os manifestantes mantêm-se na Praça Dom João I, em causa um protesto contra a crise na habitação e o aumento do custo de vida. Protesto esse que começou no sábado, envolveu mais de 1500 pessoas.
12h04, ainda os ecos da entrevista de ontem de Pedro Passos Coelho. Pedro Lomba, do PSD, diz que não foi a primeira vez que o antigo ministro falou num possível regresso.
Pedro Passos Coelho diz que não está a preparar nenhuma candidatura, mas não fecha a porta a um regresso, caso o PSD apresente resultados menos positivos. Garantia dada em entrevista à SIC. Na reação, Pedro Lomba, do PSD, lembra que esta não foi a primeira vez que Pedro Passos Coelho falou sobre a vida política.
Bem, eu não disse isso com essa clareza, mesmo que eu perceba que há sempre liberdades interpretativas. Julgo que a entrevista é muito clara sobre a condição dele. Agora, uma candidatura é um tema muito mais complexo, depende de muitas coisas, algumas delas julgo que não as temos agora à frente, depende de calendários internos, de calendários nacionais, de uma série de outras questões e, portanto, não lhe consigo dizer "vai ser candidato".
Pedro Lomba no Explicador. Já Miguel Corte Real, do Chega, considera que um regresso do Pedro Passos Coelho à vida política ativa seria uma boa notícia para o país e também para o Chega.
A participação de Pedro Passos Coelho na vida política é sempre uma boa notícia para o país. Pedro Passos Coelho tem demonstrado e demonstrou já uma grande capacidade de serviço ao país e, portanto, nunca será uma má notícia. E é muito importante que o PSD, se o PSD puder ter uma liderança séria, será muito melhor. Não estou a querer que Pedro Passos Coelho esteja à espera da tempestade perfeita. Não, Pedro Passos Coelho está à espera de ter a oportunidade de pôr o PSD, mas sobretudo Portugal, no rumo certo. E para isso, entendo que o Chega é essencial e o Chega entende que um PSD com Pedro Passos Coelho parece-nos que estaria melhor para servir os interesses dos portugueses.
Já o socialista Vitalino Canas considera que as declarações do antigo primeiro-ministro foram claras. Passos Coelho quer voltar a liderar o governo e ao lado do Chega e da Iniciativa Liberal. É o que defende Vitalino Canas.
Aquilo que ontem Pedro Passos Coelho veio dizer é que será, mais tarde ou mais cedo, candidato a primeiro-ministro, porque as condições que ele estabelece para isso são condições que são quase inevitáveis. É como dizer: "Eu candidato-me a primeiro-ministro se amanhã o dia tiver 24 horas, os dias seguintes também". É claro que amanhã o dia vai ter 24 horas. Significa que daqui a algum tempo Pedro Passos Coelho vai ser candidato a primeiro-ministro para ter um projeto alternativo, ou seja, ter um projeto alternativo, que é o projeto de coligação com partidos à direita, Iniciativa Liberal e o Chega.
Vitalino Canas no Explicador, na análise à entrevista à SIC de Pedro Passos Coelho. Em França, um jovem de 14 anos foi detido pelas autoridades após ter aberto fogo numa escola. O ataque aconteceu esta manhã. O suspeito estava armado com uma espingarda de caça, disparou e atingiu a tiro o diretor da escola e uma professora. As duas vítimas ficaram feridas, mas não correm perigo de vida. Receberam assistência médica, é o que diz o governo francês. Tudo aconteceu no sul de França, perto da cidade de Marselha. Os ministros franceses do Interior e da Educação estão a caminho do local. De acordo com a imprensa francesa, o incidente não estará relacionado com o protesto estudantil que decorreu nos últimos dias em França e que tem gerado uma onda de violência com várias escolas que ainda se encontram bloqueadas. Não são conhecidas ainda as motivações deste jovem de 14 anos. Sabe-se que neste momento está detido pelas autoridades. E o Prêmio Nobel da Economia foi atribuído a Robert E. Hall e Michael Woodford, reconhecidos pelas bases microeconômicas da estabilização macroeconômica, motivo que leva estes dois economistas a vencerem o Prêmio Nobel da Economia. A Academia Sueca diz que a investigação dos dois economistas tornou possível gerir grandes crises macroeconômicas de forma muito eficaz e permitiu responder de forma mais eficaz aos choques na economia. A temporada dos Prêmios Nobel deste ano começou a 5 de outubro, termina hoje precisamente com este anúncio do Prêmio Nobel da Economia, entregue a Robert E. Hall, da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, e Michael Woodford, da Universidade de Colômbia, também nos Estados Unidos da América. E no Luxemburgo foi aprovado o maior pacote de sanções à Rússia desde que começou a guerra na Ucrânia. Pacote de sanções contra indivíduos e entidades ligadas à indústria militar russa. É dessa forma que é descrita pelo grupo europeu. Na rede social X, a alta representante europeia para os negócios estrangeiros da União Europeia, Kaja Kallas, diz que a aprovação do documento mostra que a Europa está unida no apoio a Kiev. Antes, à entrada para o encontro, Kaja Kallas diz que a responsabilidade está agora do lado da Rússia e admitiu mesmo que gostaria que o cessar-fogo também incluísse pessoas.
Nós agradecemos este cessar-fogo energético, apesar de ainda não termos visto a Rússia cumpri-lo. Pessoalmente, gostava também que incluísse o fim da morte de pessoas inocentes. Ainda assim, o cessar-fogo energético é extremamente importante, porque o inverno vai ser frio. É importante também referir que a Ucrânia tem poucas refinarias, já a Rússia tem muitas. Por isso, este cessar-fogo é mais benéfico para os russos.
Kaja Kallas, na entrada da reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia. 12h09, José, que outras notícias estão a marcar a atualidade a esta hora? As deputadas do Chega, Rita Matias e Madalena Cordeiro, invadiram esta manhã um programa da Rádio Universidade de Coimbra. Entraram depois nos gabinetes da Direção-Geral da Associação Acadêmica de Coimbra. As deputadas estavam acompanhadas por cerca de 15 apoiantes do Chega e queriam ser ouvidas por um responsável da Direção-Geral da Associação Acadêmica de Coimbra. Luís Máximo dos Santos vai deixar a administração do Banco de Portugal no final deste mês. A informação é dada por fonte oficial do banco à Agência Lusa. Máximo dos Santos é membro do Conselho de Administração do Banco de Portugal desde junho de 2016. Cessa funções a 31 de outubro. Fonte oficial do Banco de Portugal não indica o motivo da saída, diz apenas que se trata de uma decisão pessoal. Os concursos de obras públicas caíram 30% nos primeiros oito meses deste ano. Apresentam agora um valor acima dos 5,5 milhões de euros. A informação é dada pela Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas, que falam, apesar desta queda, de uma evolução positiva da atividade global na construção civil. José Rafael Lopes e o Jornal do Meio-Dia.