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Aveiro. Está no ar o Jornal da Uma, com edição do José Rafael Lopes. José, morreu um dos operacionais de proteção florestal que tinha ficado ferido no incêndio no Sabugal, em Castelo Branco.
É a quarta vítima mortal dos incêndios. A notícia foi confirmada ao Observador pela Alfocelca, a empresa detida pela Navigator e pela Altri, para a qual trabalhava este homem de 45 anos. Ele, que tinha sido transportado para o Hospital de São João, no Porto, apresentava ferimentos em 75% do corpo, depois de ter tentado conter um incêndio na região do Sabugal. Daniel Esteves não resistiu ao quadro grave que apresentava, acabou por morrer. É a quarta vítima mortal dos incêndios este ano. Outros quatro operacionais desta empresa ficaram feridos no combate às chamas na passada terça-feira.
E o incêndio no Conselho de Seia está com mais intensidade, mas sem perigo para as populações.
Atualização feita pelo presidente da Junta de Freguesia de Alvoco da Serra, localidade próxima de uma das duas frentes ativas deste fogo. Carlos Marques explica que a situação está muito complicada, mas garante que não há aldeias em risco. Este incêndio começou na região de Piódão, em Arganil, há mais de uma semana, 10 dias, para ser mais exato, estendeu-se aos conselhos vizinhos. O combate às chamas acontece nesta altura no Conselho de Seia, com a ajuda de 1500 bombeiros, apoiados por 18 meios aéreos.
E José, o presidente da Câmara Municipal de Arganil, afirma que mais de 40% da área do Conselho ardeu na última semana.
São números avançados por Luís Paulo Costa, no Explicador da Rádio Observador. O autarca diz que, ainda assim, é demasiado cedo para fazer as contas aos prejuízos.
Ainda não conseguimos precisar, porque há questões formais e burocráticas que ainda estamos a analisar no terreno, mas temos duas ou três, e aqui a questão da dúvida sobre se são duas, se são três habitações permanentes destruídas pelos incêndios, tem a ver precisamente com a questão formal, que é necessário validar no terreno com toda a documentação. Alguns prejuízos a nível da agricultura, a nível das atividades complementares, como é o caso da apicultura, já para não falar daquilo que é o impacto direto na paisagem.
Luís Paulo Costa, no Explicador, aqui na Rádio Observador, o autarca de Arganil revela ainda que a Câmara Municipal está em articulação com o grupo Jerónimo Martins, que vai ajudar na reflorestação da região a partir de novembro.
E os agricultores juntam-se às críticas ao governo de Luís Montenegro, dizem que não foram esquecidos do pacote de apoio às populações por causa dos incêndios.
Foi o tema em destaque no Explicador, aqui na Rádio Observador. Para os agricultores afetados pelas chamas, o Executivo prevê apoios excecionais que podem chegar aos 10 mil €, mesmo quando não existam despesas totalmente documentadas. Mas isso não chega. Luís Mira, o secretário-geral da CAP, critica o que diz ser o desmantelamento dos serviços agrícolas na última década e diz que os agricultores não foram ouvidos pelo governo.
Todas as medidas apresentadas deixam de fora, esquecem os que vivem nas zonas agrícolas e florestais e as suas organizações, que têm capacidade de agir. As próprias seadas da CAP responderam a um apelo de solidariedade. Já enviámos dezenas de toneladas de alimentos para as zonas afetadas de uma forma rápida e eficiente. Este é um problema que não se resolve só por dinheiro em cima do problema. Houve anúncio destas medidas, falam com as câmaras, não falam com nenhum dos agricultores, esquecem as organizações de agricultores. É assim que se encontra a solução?
Perguntas deixadas por Luís Mira. Também aqui na Rádio Observador. Aníbal Cabral fala em situações que não estão a correr bem no combate às chamas. Vamos ouvir o que tem a dizer este dirigente da CNAC.
Nós temos fundamentadas razões para ter receios que, por vezes, são anunciados grandes pacotes de medidas e que depois nunca chegam aos produtores. E isso já aconteceu anteriormente. Eu lembro-me da altura dos incêndios da Serra da Estrela, em que foram desenvolvidas e prometidas um conjunto de medidas e, de facto, os agricultores pouco ou nada vieram a receber.
As palavras de Aníbal Cabral, dirigente da CNAC, que representa os pequenos agricultores, a desconfiar das medidas anunciadas no último Conselho de Ministros, desconfiar sobre se estas medidas vão ou não chegar aos produtores. São críticas de duas associações que representam agricultores em Portugal, a CAP e a CNAC, ao pacote de medidas apresentado esta semana pelo governo.
E o Futebol Clube do Porto entra em campo amanhã frente ao Casa Pia, numa altura em que surgem rumores da saída de Rodrigo Mora. O treinador Francesco Farioli diz apenas que no mercado há situações que não se podem controlar.
Farioli diz que não vai comentar mais a situação do jovem português. É o que sai desta conferência de imprensa antes da recepção ao Casa Pia. O treinador destaca o percurso do Casa Pia na última época. Fala numa equipa com provas dadas.
"Mais do que escapar à descida de divisão, bateram o recorde de pontos e fizeram bons resultados contra grandes equipas. É uma equipa boa, com um belo treinador, que fez um trajeto fantástico. Tem ameaças diferentes, tendo em conta a maneira como jogam, os avançados mexem-se muito e encontram o espaço certo para causar danos."
As palavras do treinador italiano Francesco Farioli, conferência de imprensa de antevisão à receção do Futebol Clube do Porto ao Casa Pia. O treinador diz ainda que Samu está a ser avaliado e que Luc Dion está quase pronto para jogar 90 minutos completos pelo Futebol Clube do Porto.
O Porto Casa Pia tem o apito inicial marcado para às 18h de amanhã, no Estádio do Dragão. Vai contar com relato e análise aqui na Rádio Observador. 13h07. José Rafael, que outras notícias vão marcando a atualidade?
A Rússia lançou cerca de 450 ataques nas últimas 24 horas em várias regiões da Ucrânia. Há vários feridos a registrar e foram registados também danos materiais, de acordo com as autoridades ucranianas. A zona mais atacada foi a de Zaporíjia, no sul do país. A Rússia atingiu a região em 17 localidades com drones e mísseis, é o que avança a agência de notícias espanhola EFE. O Irão assume que construiu infraestruturas para fabricar armas em vários países, anúncio feito pelo ministro da Defesa do país, do Irão, citado pelo jornal The Times of Israel. Ainda assim, o governante não revela quais são esses países e defende que o desenvolvimento de mísseis tem sido uma prioridade para o Irão, mas que depois da guerra com Israel, as prioridades podem mudar. Morreu aos 22 anos o forcado dos amadores de São Mansos, que ficou ferido ontem no Campo Pequeno. Manuel Trindade foi colhido quando efetuava uma pega e chocou com violência nas tábuas da arena. Foi transportado para o Hospital de São José, mas acabou por morrer ao início desta manhã.