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É agora 13h.

E este é o Jornal da Uma, com edição do Luís Soares. Luís, o presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas, recusa tirar conclusões precipitadas acerca das causas do acidente com o elevador da Glória.

É a reação de Carlos Moedas depois de hoje o Jornal Expresso avançar com novas informações. Diz que o acidente poderá ter sido provocado pela substituição do cabo de aço original por outro com núcleo em fibra. Questionado sobre essa nova informação, Carlos Moedas recusa tirar ilações. Sublinha que é importante haver uma investigação precisa às causas do acidente.

Os dados que me apresentam, os dados novos que ficámos a saber, têm a ver com uma mudança de um cabo há seis anos e, portanto, isso mostra a importância da investigação, porque ela tem que ver a linha do tempo. E mostra também que nos últimos dias, e por isso eu não vou especular sobre essa informação, houve muitas informações que vieram ao público e depois foram verificadas. E, portanto, nós temos que ter a inspeção, temos que ter a investigação e depois disso retiraremos conclusões.

Na próxima terça-feira, o presidente da Câmara

Eu só peço que não se retirem conclusões precipitadas.

Apelo deixado por Carlos Moedas no final da cerimónia que assinalou os 134 anos da Polícia Municipal. Antes disso, no discurso, o autarca de Lisboa aproveitou para apelar a um reforço policial na cidade. Apesar de segura, Carlos Moedas diz que quer reverter uma tendência de perda de número de operacionais.

Desde 2010, Lisboa perdeu 1300 agentes da PSP, 200 efetivos da Polícia Municipal e esta falta põe em causa o nosso sentimento de segurança. Nós precisamos de mais polícia, porque quando uma jovem mulher sente medo ao regressar a casa, quando uma família hesita em deixar os filhos a brincar na rua, quando um comerciante teme pela sua loja durante a noite, percebemos que há um problema de segurança. Quem andou por Lisboa nos últimos quatro anos como eu andei, sente isso, sabe isso. E é por isso que tenho sempre defendido que Lisboa é uma cidade segura, mas é por isso que temos que estar preocupados com a segurança.

Carlos Moedas, no discurso da cerimónia que assinalou os 134 anos da Polícia Municipal, o presidente da Câmara de Lisboa revelou também contactos com o Laboratório Nacional de Engenharia Civil para a discussão de um novo modelo mais seguro e mais moderno para o ascensor da Glória.

E com a campanha autárquica à porta, Carlos Moedas está a apostar numa frente anti-Alexandra Leitão.

Ao que apurou o Observador, junto da equipa do presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas quer uma campanha mais emocional e polarizada para contrariar a tendência crescente de apoio à candidata socialista à capital. A equipa do presidente da Câmara reconhece que a gestão política da tragédia do elevador da Glória não foi positiva para Carlos Moedas e é por essa razão que o social-democrata está a trabalhar na imagem de um líder no terreno, cercado pelos adversários políticos, que quer encostar aos extremos. Perante a moção de censura apresentada pelo Chega na Assembleia Municipal e as críticas do PS ao autarca, Carlos Moedas pretende apresentar-se como o líder moderado.

Este é um artigo assinado pelo jornalista Miguel Santos Carrapatoso, que está em destaque no site do Observador. E o primeiro-ministro diz que hoje mais uma agência de notação financeira vai subir o rating de Portugal.

Garantia deixada por Luís Montenegro, que está de visita ao Japão. O primeiro-ministro salienta que 15 anos depois da troika, Portugal é agora um exemplo no que diz respeito às contas públicas.

Nós somos um país exemplo na Europa do ponto de vista do equilíbrio financeiro e do ponto de vista de, a partir desse equilíbrio, criar uma economia mais forte. Nós na semana passada tivemos uma agência internacional que subiu o nosso rating. Tenho notícia que estará por horas a eventualidade de uma outra poder fazer o mesmo. Nós estamos a ser olhados de fora para dentro com uma respeitabilidade e com uma credibilidade que nos deve fazer pensar e aproveitar.

Luís Montenegro, em declarações aos jornalistas no Pavilhão de Portugal, na Expo de Osaka, no final de dois dias de uma visita oficial ao Japão. Hoje a agência Fitch vai anunciar a avaliação do rating de Portugal, que está neste momento próximo dos níveis mais elevados na classificação das principais agências. A Standard & Poor's foi a última agência a avaliar o rating a 29 de agosto. Melhorou a classificação de A para A+ apenas seis meses após outra subida.

Também no Japão, o ministro português dos Negócios Estrangeiros diz que a chamada do embaixador russo foi um protesto formal concertado na União Europeia.

O diplomata que foi chamado para dar explicações sobre a invasão do espaço aéreo e da fronteira da Polónia. Em declarações aos jornalistas no final de uma visita ao Pavilhão de Portugal, também na Expo Osaka, Paulo Rangel explicou que esta é uma prática que grande parte dos membros da União Europeia acordaram e que tem o significado de uma primeira sanção perante a atitude russa.

De acordo com aquilo que são as normas diplomáticas, nós chamamos o embaixador, neste caso, o encarregado de negócios, que o embaixador não está. É para pedir explicações e provavelmente também haverá um protesto. Isso é aquilo que se faz, é uma norma diplomática. A chamada de um embaixador residente num país ao Ministério dos Negócios Estrangeiros e tem um significado, se quiser, de protesto formal e de um significado sancionatório, se quiser. É uma advertência, se podemos dizer assim. É uma primeira sanção de advertência, é esse o seu sentido. Aqui, obviamente, que aguardamos explicações, portanto, estará quase a decorrer em Portugal essa audiência e obviamente pode ser que haja alguma explicação. Não parece que ela venha a ocorrer de forma convincente, porque até agora a Federação Russa ainda não deu nenhuma explicação convincente para esse facto.

Paulo Rangel espera que nessa audiência que irá decorrer em Portugal haja alguma explicação, mas não acredita que exista uma explicação convincente. O embaixador russo encontra-se atualmente fora de Portugal, pelo que será representado nessa audiência pelo encarregado de negócios da Embaixada da Rússia em Lisboa.

E o governo espera concluir até ao final do próximo ano a inventariação do parque imobiliário do Estado.

A expectativa é do secretário de Estado adjunto e do Orçamento, ouvido na Comissão de Orçamento a propósito da Conta Geral do Estado. José Maria Brandão de Brito explica que o governo está a dar um impulso nesse processo de conhecer o património do Estado.

Temos que saber quais é que são os imóveis e que imóveis é que estão afetos às atividades de cada entidade da administração pública, para depois daí poder retirar por subtração os imóveis que não são necessários à à atividade do Estado e que poderão ser devolvidos ao mercado imobiliário ou ao mercado de arrendamento, e isso certamente este governo fará. A esse respeito, tem uma nova administração, tem um impulso novo para conduzir essa estratégia e a nossa expectativa é que até o final do ano que vem esteja completamente inventariado o parque imobiliário do Estado.

Explicações do secretário de Estado adjunto e do orçamento, aqui em resposta à Iniciativa Liberal. O governo quer saber quais são os imóveis e quais estão afetos a cada entidade. Espera-se que esse inventário esteja concluído até ao fim do ano que vem.

E a presidente da Casa do Brasil em Portugal classifica de histórico o julgamento que condenou Jair Bolsonaro e acredita que este pode ser um sinal de esperança para a democracia do país.

A Justiça condenou Jair Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. Foi considerado culpado de todos os crimes de que estava acusado. De acordo com a imprensa brasileira, os advogados consideram a sentença excessiva. Afirmam que estão a analisar os recursos possíveis, além de admitirem tomar medidas de âmbito internacional. Na análise, a presidente da Casa do Brasil, Ana Paula Costa, afirma que o resultado do julgamento é positivo para o Estado de Direito no país.

Não deixar repetir esse processo de decadência da democracia ou de atentado à democracia, como de fato agora se comprovou, é também fortalecer o povo brasileiro, é também fortalecer o Brasil enquanto Estado, enquanto nação, porque não pode ser, de nenhuma maneira, passada uma mensagem de que há uma permissividade para esses atos acontecerem.

A presidente da Casa do Brasil, Ana Paula Costa, em declarações à Rádio Observador, diz que o país deve passar agora por um processo de reforço da credibilidade das instituições para acalmar a polarização política no país.

Uma hora e oito minutos, Luiz, que outras notícias marcam a atualidade?

O Reino Unido vai enviar mais um pacote de apoio financeiro à Ucrânia, desta vez no valor de 142 milhões de libras, cerca de 164 milhões de euros. De visita a Kiev, a ministra britânica dos Negócios Estrangeiros explica que o objetivo é ajudar o país durante o inverno e até ao próximo ano. Está agendado um encontro entre a chefe da diplomacia do Reino Unido, o presidente e a primeira-ministra da Ucrânia. Também a Comissão Europeia atribuiu o monte tradicional de 40 milhões de euros em financiamento humanitário para ajudar os ucranianos a suportar o quarto inverno de guerra. Os Emirados Árabes Unidos chamaram o embaixador israelita para conversar sobre os ataques feitos por Israel contra Doha, informação avançada pela imprensa israelita citada pela Reuters. Até agora não há comentários feitos pelos ministérios dos Negócios Estrangeiros dos Emirados ou de Israel, que vai decorrer em Doha uma cimeira árabe e islâmica no domingo e na segunda-feira para discutir o ataque israelita. O filme "Banzô", da realizadora Margarida Cardoso, é o candidato de Portugal à categoria de melhor filme internacional dos Oscars, escolha feita após uma votação dos elementos da Academia Portuguesa de Cinema. A edição 98 dos Oscars acontece em março do próximo ano em Hollywood.

Ponto final no Jornal da Uma, que teve a edição do Luiz Soares.