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Em Nova Iorque. Jornal da Uma, na Rádio Observador, com edição do Luís Soares. O Partido Socialista acusou o governo de ter falhado com as promessas que fez relativas ao início do ano letivo escolar.

Declarações de José Luís Carneiro esta manhã, durante uma visita a uma escola na Maia, no Porto. O secretário-geral do PS considera que o executivo de Luís Montenegro anuncia medidas sem falar antes com a oposição ou com as instituições e, por isso, José Luís Carneiro acusa o governo de falta de humildade democrática.

O ministro da Educação prometeu ter 6 a 7 mil vagas para as crianças do pré-escolar, não falou com a Associação Nacional de Municípios e hoje verificamos que, afinal, o ministro, querendo construir a casa pelo telhado, falhou. Para as 6, 7 mil vagas, temos apenas 400 vagas disponíveis à luz das informações públicas tiras hoje, o que significa mais um falhanço nos compromissos do governo, que mostra, de facto, uma incapacidade muito grande, por falta de humildade democrática, para dialogar primeiro e fazer depois. Este governo opta pelo método contrário: anuncia e vai dialogar depois de ter anunciado, sem ter suporte para as decisões que anuncia.

As críticas de José Luís Carneiro em declarações registradas pela Sic Notícias. Ele que anunciou também que o PS vai fazer uma declaração mais logo à noite, no Largo do Rato. É logo a seguir à declaração do ministro português dos Negócios Estrangeiros, que vai anunciar o reconhecimento de Portugal ao Estado da Palestina. A declaração de Paulo Rangel está marcada para às 20h15.

E o Reino Unido junta-se a Portugal este domingo no anúncio do reconhecimento do Estado da Palestina.

Também o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, vai falar hoje sobre o tema. Portugal e Grã-Bretanha reconhecem a Palestina. Também o mesmo vai fazer França, um dia antes da Conferência de Alto Nível sobre a solução dos dois Estados, organizada por França e Arábia Saudita e que se realiza na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque. Entrevistado na televisão Sky News, o vice-primeiro ministro David Lammy, antigo ministro dos Negócios Estrangeiros, admite que este reconhecimento é apenas um primeiro passo de um longo processo.

Quem nos vê sabe que estamos a uma distância significativa da solução de dois Estados e sabe que a única perspectiva de paz na região são dois Estados. E é por isso que o governo britânico, juntamente com outros, se tem esforçado para manter viva a ideia de dois Estados. Não me quero antecipar ao que o premiê ministro vai dizer mais logo, mas é isso que nos leva a esse reconhecimento.

A declaração do vice-primeiro ministro do Reino Unido, David Lammy, a não querer antecipar aquilo que vai ser a declaração de Keir Starmer mais logo, em que o Reino Unido vai também anunciar o reconhecimento do Estado da Palestina. Já em Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa afirma pleno apoio ao governo nessa decisão. O presidente da República vai discursar na terça-feira, na Assembleia Geral das Nações Unidas. Esta tomada de posição por parte de Portugal mereceu já elogios, tanto da embaixadora da Palestina em Lisboa, como da própria autoridade palestiniana, que fala num grande avanço para a paz.

Entretanto, a guerra na Faixa de Gaza continua. Nesta madrugada, morreram quase 50 pessoas no enclave, vítimas de ataques israelitas.

Informação avançada pela Al Jazeera, morreram pelo menos 46 pessoas em Gaza durante a noite. As principais cidades israelitas, Tel Aviv e Jerusalém, foram novamente alvo de protestos, também ontem à noite, por causa da guerra. No Médio Oriente, dezenas de milhares de pessoas encheram as ruas das duas cidades contra aquilo que consideram ser a guerra de Benjamin Netanyahu. Em direção à residência oficial do primeiro-ministro, os manifestantes voltam a exigir negociações que conduzam à libertação dos reféns na Faixa de Gaza e também ao fim da guerra com o Hamas.

Por cá, falamos agora da tragédia do Elevador da Glória, acidente que vitimou 16 pessoas. Luís, o Partido Socialista, em Lisboa, quer uma reunião extraordinária para esclarecer incongruências e omissões da parte do executivo e da Carris.

Uma reunião extraordinária de Câmara é um pedido do vereador Pedro Anastácio. O PS de Lisboa acusa o executivo de Carlos Moedas e o Conselho de Administração da Carris de terem omitido dois acidentes que aconteceram antes da tragédia deste mês. Em declarações à Rádio Observador, Pedro Anastácio diz que esta é uma situação inaceitável e, por isso, pede mais esclarecimentos.

Eu pergunto-me hoje se depois de uma tragédia destas, se faz sentido para algum lisboeta aceitar que foram primeiro negados e depois ocultados dois acidentes que, afinal, aconteceram no elevador onde vieram a morrer 16 pessoas. Eu creio que a resposta é clara: não, que é inaceitável e que terá que ter consequências. Há depois ainda, também, um relato da existência de uma carta que terá sido enviada pelos trabalhadores para o senhor presidente da Câmara, a solicitar uma reunião para falar, entre outros assuntos, sobre a manutenção das infraestruturas da Carris.

O pedido de esclarecimentos de Pedro Anastácio, que surge depois de várias reportagens em que foram divulgados novos factos que não eram do conhecimento público e que demonstram, no entender do PS de Lisboa, uma série de falácias sobre o caso. Pedro Anastácio explica que o requerimento socialista serve para pedir documentos com informações sobre manutenção, bem como o relatório de todos os acidentes.

A Associação Zero quer a criação de corredores exclusivos para autocarros, tanto em Lisboa como no Porto, para aumentar a rapidez de velocidade no uso dos transportes públicos.

É um objetivo que surge na sequência de um estudo feito pela Zero sobre o tema, que conclui que atualmente uma viagem num autocarro demora o dobro do tempo do que um percurso feito no veículo próprio, o que reduz a atratividade dos transportes coletivos. Isso mesmo explica Acácio Pires, especialista em alterações climáticas da Associação Ambientalista.

O tempo de viagem é um dos fatores críticos na decisão, quando as pessoas têm que decidir entre usar carro próprio ou transporte público. E, portanto, acreditamos, e aliás, os estudos também demonstraram isso, que se tivermos custos competitivos, e isso já foi conseguido com o sistema de passes metropolitanos que existe tanto em Lisboa como no Porto

Associada a tempos de viagem mais reduzidos, isso tornará muito mais atrativo o sistema de transporte público e mais pessoas optarão por usar, de acordo com aquilo que é a experiência internacional.

A Associação Ambientalista Zero diz recorrer à experiência internacional para reforçar a importância da medida. O especialista em alterações climáticas diz que a prioridade para a criação dos corredores exclusivos deve ser para a área metropolitana de Lisboa, mas defende que o Porto é também uma zona em que é preciso atuar.

Vamos ainda ao desporto. O Sporting recebe amanhã o Moreirense, no Estádio José Alvalade. Rui Borges espera muitas dificuldades contra uma equipa que, neste momento, tem os mesmos pontos do que os Leões.

A formação de Moreira de Cónegos está no quarto lugar, tem 12 pontos, imediatamente atrás do Sporting. Na conferência de imprensa, antevisão da partida de amanhã, o treinador Rui Borges deixa muitos elogios ao Moreirense.

Equipa coesa, com alguma maturidade, com alguma tranquilidade também naquilo que foram esses dois últimos anos conseguidos. Estão noutra época, estão num início muito forte, uma equipa muito competitiva, muito bem organizada, claramente com o dedo do seu treinador também. E é uma equipa que nos vai tentar fazer vida difícil na nossa casa. Agora, dentro daquilo que nós somos, temos que estar focados naquilo que nós podemos dar ao jogo, queremos dar ao jogo também, perante os nossos adeptos, em nossa casa, e queremos ser fortes.

Um Sporting que tem que ser forte para bater o Moreirense, diz Rui Borges, que confirma ainda que Rui Silva, Diomande e Geny Catamo estão fora dos convocados para a partida que se realiza amanhã, às 20h15.

E a Rádio Observador vai acompanhar este Sporting-Moreirense amanhã, numa emissão especial de desporto. Passam agora 7 minutos da uma. Luís, que outras notícias estão em destaque?

O Conselho de Segurança das Nações Unidas reúne-se de emergência amanhã, a pedido da Estónia, após a incursão de três aviões russos no espaço aéreo do país. Três caças da Federação Russa entraram na sexta-feira no espaço aéreo da Estónia, sobre o Golfo da Finlândia, onde permaneceram cerca de 12 minutos. A Rússia desmentiu a violação do espaço aéreo da Estónia. Entretanto, o Reino Unido enviou caças para a Polónia, num claro sinal de advertência a Vladimir Putin de que as nações ocidentais não vão tolerar as repetidas incursões da Rússia no território da NATO. A informação é avançada pelo jornal The Independent. Um grupo de 50 migrantes de origem magrebina foi resgatado após ficar à deriva no mar, a quase 100 quilómetros da ilha espanhola de Lanzarote. Informações fornecidas à EF dão conta de que a embarcação foi avistada pouco depois da meia-noite deste sábado por um barco de pesca que alertou as autoridades.