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Jornal da Uma, na Rádio Observador, a edição é do João Gama. A Proteção Civil regista uma diminuição das ocorrências, mas ainda há zonas em risco. Destaque para os rios Mondego e Tejo.
Ponto de situação foi feito há instantes em Carnaxide, o comandante nacional da Proteção Civil, Mário Silvestre, diz que a situação nestes dois rios ainda é particularmente crítica.
Continuamos com risco significativo de inundações no rio Mondego. Os caudais debitados no rio Mondego continuam a ser elevados, embora não críticos como tinham sido no dia anterior. No rio Tejo, mantemos também ainda caudais bastante elevados, muitos deles provenientes das descargas das barragens espanholas, mas também estas a informação que temos é que irão diminuir essas descargas e, portanto, teremos ali também um alívio na zona do rio Tejo. Mantemos também ainda em risco de inundações o rio Minho, o Koura, o Lima, o Cávado, o Ave, o Douro, o Tâmega, o Sousa, o Vouga, o Águeda, o Lis, o Nabão e o Guadiana.
As águas baixaram hoje no Vale do Mondego, concelho de Montemor-o-Velho, embora a situação ainda seja crítica, prevê-se para o final do dia uma descida significativa do caudal do rio. O caudal do Tejo mantém-se igualmente com níveis elevados, mas também com tendência a irem gradualmente descendo nas próximas horas. Foi o que disse ainda hoje à Agência Lusa a Proteção Civil. Mário Silvestre deixa ainda conselhos à população para os próximos dias.
E alertamos que, apesar deste decréscimo de situações mais críticas do ponto de vista das inundações, alertamos para que os solos continuam muito saturados com água e, portanto, a questão das quedas de árvores será uma realidade, bem como a questão dos desmoronamentos e dos deslizamentos de vertentes. E, portanto, continuamos a dizer a todas as pessoas para terem extremo cuidado com esta tipologia de ocorrências, porque elas vão ser uma realidade, no mínimo, durante mais uma semana.
Destaques do briefing da Proteção Civil que aconteceu na última hora.
E João, continuam trinta e um mil clientes sem energia em casa.
São os mais recentes dados da E-Redes, atualizados até às oito da manhã, sendo que dezenove mil clientes sem eletricidade estão precisamente na zona mais crítica da passagem da depressão Christine, na região de Leiria. A E-Redes assegura que tem continuado focada em restabelecer o fornecimento de energia elétrica, em particular nas zonas de maior impacto da depressão Christine.
A oposição levanta dúvidas sobre o timing do governo para resolver a situação nos conselhos mais afetados pelo mau tempo. O ministro da Reforma do Estado fala num período de um ano. O Chega diz que as soluções já vêm tarde e o PS acredita que o prazo é demasiado otimista.
Prazo esse que foi estabelecido por Gonçalo Matias em entrevista ao Observador. O ministro da Reforma do Estado quer combater a destruição causada pelas várias tempestades com uma bazuca da simplificação, que inclui medidas como ajustes diretos simplificados, a dispensa de avaliações de impacto ambiental e a possibilidade de suspender os prazos dos trabalhos caso não haja mão de obra. Mas Pedro Vaz, deputado do PS, convidado do Explicador desta manhã, levanta dúvidas sobre o timing traçado pelo governo.
Obviamente que este timing de um ano, para muitas das intervenções necessárias poderá ser suficiente. Agora, ainda não está feito sequer o levantamento todo no país daquilo que será necessário e nem sequer dos recursos financeiros necessários e como é que vamos financiar. Portanto, parece-me muito otimista da parte do senhor ministro da Reforma do Estado assumir desde já essa meta.
Uma das medidas já anunciada pelo executivo será o início da construção da barragem de Girabolhos. O governo anunciou um novo concurso para retomar o processo que foi suspenso em 2016. Pedro Alves, deputado do PSD, aponta responsabilidades à geringonça, governo que acabou por suspender a construção da barragem e fala numa prioridade imediata para o governo.
A obra já estava em curso, por isso mesmo todos os estudos que iam ser feitos para a sua construção já estão feitos. E agora o que falta é fazer o concurso para quem esteja interessado em ter esta concessão. É este o principal objetivo. Não creio que haja aqui um trajeto tão longo, um percurso tão longo para chegarmos à construção. O problema que se colocou aqui foi mesmo o do cancelamento.
O Chega concorda. Divididas críticas pelos dois partidos que têm alternado o poder, o deputado Bernardo Peçanha diz que chegam tarde à discussão sobre a construção da barragem de Girabolhos.
O Chega olha com alguma estupefacção para este problema, para esta questão da barragem de Girabolhos. É evidente que a construção da barragem de Girabolhos não resolve por si só o problema das cheias do baixo Mondego. Mas, quer dizer, contribui para mitigar, nomeadamente através da regulação de caudais. Ou seja, isto é dito por todos os especialistas. O facto de permitir armazenar água em períodos de chuva mais intensa e libertar o caudal de forma controlada, reduz os picos de cheia a jusante, evidentemente.
As declarações de Bernardo Peçanha, deputado do Chega, no Explicador desta manhã, se tivesse sido construída a barragem de Girabolhos, poderia ter feito a diferença na estratégia de defesa da região contra inundações desde 2019, que a Ordem dos Engenheiros alertava pra barragem da Aguieira, por si só, não teria capacidade para regularizar o caudal do rio Mondego.
Na atualidade internacional, Zelensky acusa os Estados Unidos de apenas procurarem concessões para a Ucrânia, e não para a Rússia, e considera um grande erro a Europa não estar na mesa de negociações.
Declarações na última hora do presidente ucraniano na Conferência de Munique. O presidente da Ucrânia foi recebido com uma ovação antes de iniciar o discurso. Zelensky deixa um recado a todas as partes envolvidas num eventual acordo de paz.
"Esperamos sinceramente que as reuniões trilaterais da próxima semana sejam sérias e úteis para todos nós. Os russos falam frequentemente sobre um certo espírito de âncora e só podemos adivinhar o que realmente querem dizer com isso. Os americanos voltam frequentemente ao tema das concessões e muitas vezes essas concessões são discutidas apenas no contexto da Ucrânia e não da Rússia. A Europa está praticamente ausente da mesa de negociações. Na minha opinião, isso é um grande erro."
Declarações de Zelensky na Conferência de Munique, quando ouviu também a presidente da Comissão Europeia reiterar o apoio à Ucrânia. Ursula von der Leyen apelou também à reativação da cláusula de defesa mútua da União Europeia, num discurso em que instou a Europa a ser mais independente e a garantir a sua própria segurança.
Acabamos de ouvir isso do secretário de Estado Rubio. Uma Europa independente é uma Europa forte e uma Europa forte contribui para uma aliança transatlântica mais forte. Hoje é hora de agir e quero concentrar-me no plano da Europa para a independência. A Europa precisa de dar um passo à frente e assumir a sua responsabilidade. É certo que foi necessária uma terapia de choque e que foram ultrapassados alguns limites que já não podem ser revertidos. Mas todos concordamos, pelo menos, com o que é necessário e estamos a cumprir.
Na Conferência de Munique, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, garantiu que a Europa e os Estados Unidos vão continuar a cooperar, apesar das recentes tensões causadas pelas palavras de Donald Trump sobre a Grumelândia e também sobre a Ucrânia.
01h07, João Gama, que outras notícias estão em destaque a esta hora?
O PS quer ouvir no Parlamento, na próxima segunda-feira, o secretário de Estado da Energia, na sequência da nomeação de um enfermeiro, Fábio Teixeira, para coordenar a estrutura de missão das energias renováveis. Os socialistas querem saber se o governo teve conhecimento, validou e concordou com esta nomeação. Em declarações à Agência Lusa, o deputado socialista Pedro Vaz afirma que a história continua mal explicada. Um motorista da TVDE foi detido na passada quinta-feira pela Polícia Judiciária, suspeito de ter violado uma mulher que tinha realizado uma viagem de Lisboa até Cascais, uma mulher estrangeira. O crime terá ocorrido no dia 11 de fevereiro, depois da alegada violação. Esta mulher dirigiu-se a um serviço hospitalar e a PSP acabou a tomar conta da ocorrência.
É o ponto final no Jornal da Uma, com edição do João Gama.