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Miguel Cordar. E começamos com um aviso de Donald Trump. O presidente dos Estados Unidos afirma que hoje o Irão vai ser fortemente atingido. O presidente norte-americano garante que vão ser atacados novos alvos nas próximas horas.
Donald Trump diz que os ataques vão intensificar-se. Isto é o que escreve numa publicação na Truth Social. Isto acontece depois do presidente do Irão ter recusado, também nas últimas horas, a rendição total. Donald Trump pediu essa rendição para poder negociar um cessar-fogo. Ora, o presidente do Irão recusou a rendição total. Pediu sim desculpa aos países vizinhos de Teerão. Agora surge esta nova ameaça de Donald Trump, o presidente dos Estados Unidos da América ameaça com ataques a novos alvos e grupos de pessoas, mas não avança mais detalhes. Afirma apenas que hoje, uma semana depois do conflito começar, o Irão vai ser fortemente atingido.
E Miguel, os preços, sobretudo na energia, têm vindo a subir e devem começar a afetar o nosso bolso. Já a partir desta semana, os combustíveis podem atingir máximo histórico.
Espera-se, na próxima segunda-feira, uma subida no gasóleo que pode atingir os €0,25 por litro e na gasolina, a subida pode estar na casa dos €0,07, €0,08 por litro. Esta manhã, já escutámos o ex-ministro da Economia do PSD, Carlos Tavares, que defende que o governo não deve precipitar medidas por causa do conflito no Irão. Carlos Tavares põe em causa a duração do conflito, que é incerta. Carlos Tavares, ex-ministro da Economia quando começou a guerra no Iraque, ao olhar agora para este conflito, diz que compreende as razões para o governo anunciar um desconto no ISP, no gasóleo, mas espera que essa medida não se prolongue. Explica por quê.
Compreendo esta medida que foi adotada pelo governo de subsidiar. O subsídio corresponde basicamente ao aumento do IVA que seria devido por força da subida do preço. Mas o que eu esperaria é que esta subsidiação não se prolongasse. Primeiro, porque afeta as finanças públicas e, sobretudo, porque o ponto de vista econômico não permite que os preços no mercado reflitam as condições da oferta e da procura, que é o papel dos preços.
Carlos Tavares, ex-ministro da Economia, atual presidente da Associação Círculo de Estudos do Centralismo, esteve esta manhã no programa Explicador. O ex-ministro da Economia do PS, António Costa Silva, também fala esta manhã numa entrevista à Agência Lusa, em que admite que a situação é preocupante, mas diz também que ainda não estamos perante um choque petrolífero. Seguimos na análise esta manhã aqui na Rádio Observador. Agora conosco em direto temos o analista da XTB, Vítor Madureira. Acompanha de perto o mercado do petróleo e do gás natural. Muito boa tarde. Obrigado por estar conosco na Rádio Observador. Estamos a chegar ao oitavo dia de conflito e tivemos já uma semana agitada nos mercados. Como é que pode descrever aquilo que aconteceu esta semana nos mercados, nas principais bolsas?
Olá, muito bom dia. Obrigado pelo convite. Tivemos uma semana marcada com alta volatilidade nos mercados, ou seja, segunda-feira as bolsas abriram até com quedas agressivas e depois até acabaram por recuperar bastante parte das quedas, mas ao longo da semana as coisas ficaram mais complicadas e acabamos por ter quedas nas principais bolsas. Por exemplo, a bolsa acabou por cair na ordem dos 6,7%. No PSI 20, por exemplo, 3,6. Tivemos disparos no petróleo na ordem dos 24%, no caso do Brent. Portanto, foi uma semana bastante agitada e vamos ver agora o que é que vai acontecer. Já para não falar da questão do gás natural da parte europeia, que chegou a subir quase 100% numa semana, que é um número bastante agressivo nos mercados futuros.
Vamos ter mais uma semana que continua com incerteza. Há algum investimento que os investidores devem fugir e outro que devem procurar nos próximos dias, nas principais bolsas?
O que nós estamos a ver é que o investimento, por exemplo, em bens de consumo, ou seja, empresas ligadas a consumo diário, como xampus, comida, esse tipo de bens, têm sido as empresas que têm tido melhor rendimento. Também a questão de fundos imobiliários, mas pouco mais tem tido boa performance, ou seja, todo o resto de empresas tem estado tudo a cair, mesmo inclusive os metais preciosos, mesmo o ouro acabou por fechar a semana negativa, portanto, nem os metais preciosos estão a conseguir aguentar. E depois a questão do dólar. O dólar também subiu, tem sido também um ativo de refúgio. Mas claro, não sabemos o que vai acontecer, há muita instabilidade e depois também já se põem algumas questões ligadas à parte bancária e, ao mesmo tempo, também nas questões de inflação. Essa parte também é algo que eu gostava de dar nota às pessoas, que é nesta altura as previsões de inflação começam a se alterar no caso europeu e pode haver aqui alguma alteração de paradigma, como a questão de haver mesmo a possibilidade de uma subida das taxas de juro por parte do Banco Central Europeu ainda este ano.
Há a reunião daqui a duas semanas, uma reunião do Banco Central Europeu, e vamos ver se já nessa reunião há ou não uma subida das taxas de juro. Eu gostei de pegar as palavras do ministro António Costa e Silva, António Costa Silva, que dá hoje uma entrevista à Agência Lusa e que diz que ainda não estamos perante um choque petrolífero. Olhando para os mercados, olhando para o histórico, para aquilo que nos diz a história, concorda com esta declaração?
É bastante questionável. É bastante questionável, porque quando nós temos duas semanas, aliás, três semanas, até porque o mercado antecipa. Ou seja, o mercado petrolífero já estava a subir antes da guerra começar. O mercado está sempre à frente, dizendo assim. Mas quando nós temos um disparo em três semanas na ordem de 35% no Brent, é um valor muito agressivo. Aliás, a última vez que vimos isso foi com a questão da guerra da Ucrânia. Portanto, é bastante questionável essa declaração.
Devemos esperar uma continuação na subida do preço dos combustíveis durante as próximas semanas?
Na parte dos combustíveis, já depende de outros fatores. Eu só analiso mesmo os mercados financeiros, a parte de futuros, mas há a possibilidade ainda de haver mais algum aumento de curto prazo. A partir daí, vai depender se essas cadeias de distribuição vão mesmo alterar-se. Mas isso não sabemos. Eu não consigo confirmar nada. O mercado está completamente instável nesta altura, portanto não sabemos, mas sim, há a possibilidade de ainda haver mais alguma subida. Eu diria que, em termos técnicos, isto é mais uma questão técnica, o valor dos $94, $95 no Brent é bastante importante e se ele passar daí, há sempre essa possibilidade, aí sim, as coisas podem ficar mais descontroladas. Porque os próximos níveis já podem chegar a valores muito mais altos. Mas por enquanto, temos que ver escadinha a escadinha. Não podemos antecipar nada ainda.
Vitor Madeira, muito obrigado por ter estado conosco, analista da XTB.
E seguimos com as reações à morte de Nuno Morais Sarmento. Durão Barroso fala num homem de inteligência e coragem.
Morais Sarmento foi precisamente ministro do governo de Durão Barroso, ministro da Presidência. O antigo primeiro-ministro diz que foi seguido com coragem atravessar os muitos obstáculos que lhe foram surgindo até o dia de hoje. É assim que descreve Nuno Morais Sarmento. É um comunicado em que Durão Barroso diz que perdeu um grande amigo e que Portugal também perdeu alguém que vai fazer muita falta à vida pública e cívica. Marcelo Rebelo de Sousa, numa nota no site da presidência, recorda um político brilhante que marcou o PSD. O presidente da Assembleia da República deixa uma marca de moderação, lealdade e serviço público no combate à doença. Diz que Nuno Morais Sarmento deixa essa marca e também um testemunho de resistência e amor à vida. O PSD lembra um homem de convicções e uma das vozes mais firmes na defesa da liberdade e da democracia. José Luís Carneiro, secretário-geral do Partido Socialista, diz que apesar das diferenças políticas, viu sempre em Nuno Morais Sarmento um homem e um político muito frontal, corajoso e combativo.
Amanhã há clássico na Luz. Francesco Farioli afirma que o jogo do Benfica é importante, mas não é decisivo.
Fez a conferência de imprensa esta manhã e diz que contas só no fim.
"Qualquer que seja o resultado, não vai ser decisivo. É um jogo importante, é mais uma jornada, mas veremos no fim como fica a tabela. Qualquer que seja o resultado, posso dizer-vos, por experiência pessoal, que isto só acaba no final do campeonato. Até ao último ponto, o mais importante é dar tudo."
Francesco Farioli também quis deixar muitos elogios a José Mourinho. Declarações no lançamento do clássico de amanhã entre o Benfica e Futebol Clube do Porto. José Mourinho vai fazer a antevisão às 15h, hoje. Hoje também há mais um jogo da 25ª jornada em destaque. O Sporting Braga x Sporting joga-se às 18h. Há relato em direto aqui na Rádio Observador.
E do clássico também. Amanhã, aqui na Rádio Observador, emissão especial a partir de que horas, Miguel? Tu sabes tudo.
Hoje, depois das 17h30. Amanhã, emissão especial que começa mais cedo por ser um clássico entre o Benfica e Futebol Clube do Porto, começa por volta das 16h15.
É isso mesmo.