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É uma hora? Está a começar o "Jornal da Uma", com a edição do Miguel Vilar. Miguel, o Presidente da República promulgou o diploma do Governo que define novas regras para a prestação de serviço pelos médicos tarefeiros.
Diploma aprovado em Conselho de Ministros no início de maio. As novas regras estabelecem, por exemplo, que os especialistas que rescindam contrato de forma unilateral com o SNS ficam impedidos de trabalhar como prestadores de serviços no mesmo serviço público durante um período que varia entre um e dois anos. A classe médica reagiu com críticas à mudança. A Ordem dos Médicos, por exemplo, alerta para o risco de desorganização, encerramento ou situações de caos em hospitais dependentes de prestadores de serviços.
À uma hora ainda não tinha começado. Estão agendados para hoje os primeiros interrogatórios judiciais dos seis detidos pela PSP, na sequência de desacatos junto à Assembleia da República no dia da greve geral.
Sendo que ontem um dos detidos acabou por ser libertado logo na noite de quarta-feira. Os seis estão indiciados, por exemplo, os crimes de resistência e coação sobre funcionário. Seguimos até ao Campus de Justiça em Lisboa. Laura Figueiredo, há novidades? À uma hora os interrogatórios ainda não tinham começado. E agora?
Continua tudo igual, Miguel. Os interrogatórios ainda não começaram e tudo aponta para que tenham início apenas depois da hora de almoço. O tribunal encerrou às 12h30, reabre à 13h30 e esperamos que seja a partir daí que tenham início os interrogatórios. Por enquanto, temos indicação de que o processo ainda nem chegou até aqui. Ainda assim, sabemos que durante a tarde, as seis pessoas detidas na quarta-feira, no final da manifestação de apoio à greve geral, vão ser interrogadas por um juiz de instrução que vai definir as medidas de coação. Estes seis cidadãos estiveram envolvidos nos confrontos com a polícia, que incluíram caixotes do lixo incendiados, arremesso de garrafas, e também bastonadas. Como dizias, um deles acabou por ser libertado. Ficou indiciado por um crime de dano por causa da destruição dos caixotes do lixo. Os outros cinco passaram a noite no Comando Metropolitano de Lisboa da PSP e destes cinco, em causa estão quatro homens de 22, 24, 26 e 34 anos e uma mulher de 26 anos, são suspeitos da prática do crime de resistência e coação sobre funcionário. Por enquanto, aqui à porta do Campus de Justiça estão também, Miguel, alguns familiares e amigos dos detidos. Vieram dar apoio e esperar que sejam conhecidas as medidas de coação. Vamos continuar por aqui à espera que os interrogatórios tenham início.
A Laura Figueiredo é jornalista do Observador e a esta hora no Campus de Justiça em Lisboa. Vai acompanhar estes primeiros interrogatórios judiciais, de que resultarão as medidas de coação a aplicar aos seis detidos na sequência dos desacatos que ocorreram na passada quarta-feira, em dia de greve geral.
É um assunto que vamos continuar a acompanhar ao longo da tarde de hoje. Arquivado, o Ministério Público decidiu não avançar com uma acusação contra Jorge Bacelar Gouveia. O constitucionalista, Miguel, nem sequer foi ouvido pelos procuradores.
Bacelar Gouveia era suspeito de vender doutoramentos a alunos dos PALOP a troca de dinheiro ou de diamantes. O constitucionalista e professor universitário foi alvo de seis denúncias anônimas, a primeira em 2018. Dois anos depois, em 2020, foi constituído arguido. O Ministério Público entende agora que não tem elementos que permitam, para lá da dúvida razoável, avançar com uma acusação. É isso que é explicado pelo jornalista João Paulo Gudinho, que assina a notícia que está em manchete a esta hora em observador.pt. Explica também porque motivo Bacelar Gouveia não foi, ao longo destes seis anos de investigação, ouvido pelo procurador titular do inquérito.
O procurador tem uma justificação que é singular, chamemos assim, em que diz sensivelmente que optou-se por não proceder ao interrogatório, porque era expectável que, caso Bacelar Gouveia viesse a ser interrogado, poucos esclarecimentos iria oferecer, que o viessem a comprometer ou até mesmo nenhuns, e que teria também sempre o seu direito ao silêncio. Neste caso, o procurador tomou-o não como garantido e não contactou ou não interrogou.
Um excerto do programa "História do Dia", dedicado precisamente a esta decisão do Ministério Público de arquivar o inquérito em que era investigado o constitucionalista Jorge Bacelar Gouveia pela prática do crime de corrupção.
Vamos ter a oportunidade de ouvir a "História do Dia" depois da síntese da 13h30. E o Primeiro-Ministro considera que não se está a valorizar como devia a eleição de Portugal para o cargo de membro não permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas.
Foi o que disse Luís Montenegro numa declaração aos jornalistas à margem da Cimeira União Europeia-Balcãs Ocidentais, que decorre em Montenegro.
Acho que os portugueses estão de parabéns. Talvez em Portugal não se esteja a dar o devido valor. Talvez desse mais valor se não tivéssemos conseguido a eleição logo na primeira volta e sendo o país mais votado. Mas independentemente disso, aquilo que me parece importante é que uma nação com quase nove séculos de história continua a ser uma nação que aproxima, que promove o bem-estar, promove o reconhecimento dos direitos humanos, que promove e cultiva uma participação nas grandes questões que o mundo enfrenta hoje.
Os atributos de um país escolhido para estar representado no Conselho de Segurança da ONU, facto que, segundo Luís Montenegro, não está a ser valorizado de forma devida.
E a escolha de Portugal para o Conselho de Segurança da ONU foi tema do Explicador desta manhã. Teve como convidados os eurodeputados Francisco Assis e Sebastião Bugalho.
Sebastião Bugalho considera que Portugal tem muito a acrescentar numa ordem mundial que está a mudar e de que é exemplo a não eleição de um país referência.
O facto de a Alemanha nunca antes não ter conseguido uma eleição para este lugar mostra bemComo as próprias relações de poder dentro do quadro das Nações Unidas estão a alterar e como um país como Portugal, neste momento de transformação da arena internacional e da ordem internacional, pode conseguir preservar e ter papel especial e diferente até do que sempre teve.
Também convidado deste Explicador, o eurodeputado eleito pelo PS, Francisco Assis, realça a capacidade de diálogo de Portugal junto dos membros da ONU e também salienta esta não eleição da Alemanha.
As razões pelas quais a Alemanha não foi eleita devem merecer alguma reflexão, porque aparentemente vários analistas de vários países apontam nesse sentido. Isso poderá ter a ver com o posicionamento alemão na questão da Ucrânia, que levou a uma insidiosa campanha dos russos contra a Alemanha. Também poderá ter a ver, isso aí já é obviamente uma matéria mais polêmica, com a posição alemã face ao tema de Israel em Gaza, que sabemos também que a posição alemã é em grande parte determinada pela própria história alemã, pelo Holocausto, por tudo isso, mas que neste momento poderá ter prejudicado.
Francisco Assis e Sebastião Pugalho põem aqui em evidência a não eleição da Alemanha e as razões que alicerçam essa não escolha pelos países que estão representados na Assembleia Geral das Nações Unidas. Não foi escolhida a Alemanha, foi escolhido Portugal em membro não permanente do Conselho de Segurança da ONU, mandato que inicia em janeiro do próximo ano.
Uma hora e sete minutos. Há mais um capítulo na novela Mourinho. Florentino Pérez acredita que o treinador português é aposta certa para tornar o Real Madrid mais competitivo.
Foi o que disse o recandidato à presidência do clube numa entrevista ao Canal quatro. Florentino Pérez explica o que trouxe e o que pode trazer Mourinho ao clube da capital espanhola.
É um treinador que conhecemos bem, que nos ensinou uma competitividade enorme, além de ter conquistado a Liga dos Recordes e todos os títulos que venceu. A verdade é que depois da sua saída, ganhamos seis Ligas dos Campeões, fruto também dessa competitividade que nos transmitiu. E agora acreditamos que ele pode voltar a ser esse impulso que precisamos. Ele está muito entusiasmado e nós também. Não que faça muito tempo desde a última vez que vencemos, ainda não passaram sequer dois anos desde que ganhamos a Liga dos Campeões e também o campeonato, mas queremos voltar a ganhar tudo, todos os anos, incluindo a Champions, que é aquilo que os sócios exigem.
Florentino Pérez, o presidente e recandidato à presidência do Real Madrid, nesta entrevista ao Canal quatro. Em caso de vitória, Florentino leva para o Real Madrid não só José Mourinho, mas também os reforços Denzel Dumfries e Ibrahima Konaté.
Desporto neste Jornal da Uma. Vamos continuar a falar de desporto depois das notícias na edição de hoje de E o Campeão É. Para já, Miguel, e numa altura em que passam nove minutos da 13h, que outras notícias vão marcando a atualidade?
Está em estado de coma o suspeito de ter matado a namorada na passada quarta-feira em Odivelas. Informação revelada à Agência Lusa por fonte da PSP. O homicídio foi cometido com recurso a uma barra de ferro. O suspeito, de 20 anos, fugiu, acabou por ser atropelado, está em coma. Dmitri Peskov, porta-voz do Kremlin, revela que Vladimir Putin já leu a carta aberta enviada pelo presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky. O presidente ucraniano sugere conversações diretas com Vladimir Putin com o objetivo de pôr termo à guerra iniciada em 2022. Peskov não adianta qual a reação de Putin a esta proposta. O presidente do Conselho Europeu, António Costa, culpa a Rússia pela explosão de um drone na Roménia, o terceiro em poucas semanas. A mensagem foi divulgada na rede social X. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, também já se pronunciou sobre este caso. Alerta que Moscovo está a tornar-se cada vez mais uma ameaça direta para os países situados na fronteira oriental da União Europeia. Entretanto, há instantes, a Embaixada Russa na Roménia deu conta que o drone marítimo que explodiu esta manhã no Porto de Constança é um veículo não tripulado ucraniano.
Ponto final no Jornal da Uma, que teve edição do Miguel Videira.