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Jornal da Uma. Jornal da Uma tem edição do Miguel Vilela. Miguel, o ministro dos Negócios Estrangeiros confirma: subiu para nove o número de portugueses e lusodescendentes mortos na sequência dos terremotos na Venezuela.

Recente que Paulo Rangel acaba de avançar com mais alguns detalhes sobre as vítimas mortais. Deu também conta de quando deve seguir para território venezuelano a anunciada ajuda portuguesa. Foi à margem da cerimónia de inauguração de uma placa alusiva à adesão de Portugal à União Europeia. Cerimónias e declarações acompanhadas pelo jornalista do Observador, Miguel Gato, no Mosteiro dos Jerónimos. Miguel, que informações adicionais sobre as vítimas portuguesas avançou o ministro dos Negócios Estrangeiros?

Para além desse número, que já era conhecido e que Paulo Rangel acabou por confirmar, de nove mortos entre portugueses e luso-venezuelanos, o ministro Paulo Rangel, ministro dos Negócios Estrangeiros português, traçou também o perfil destas pessoas que morreram por causa dos dois sismos que afetaram a Venezuela, dados que ainda não eram conhecidos.

O número de vítimas mortais é de nove. Haverá, com certeza, correções ao longo do dia. O número de seis tinham se estabilizado quanto a isso, o número de nove, provavelmente, está, mas eu, sinceramente, dado que tenho que estar a tratar quer da operação logística, quer desta cerimónia aqui, não pude ainda confirmar. Ontem eram quatro homens e duas mulheres, quatro lusodescendentes e dois nacionais. Um homem e uma mulher nacionais, e depois repartidos os outros quatro. Com estes três, sinceramente, não sei. Sei que são lusodescendentes, seguramente, mas se têm nacionalidade portuguesa ou não, não sei. Estou convicto que eram três homens, mas sinceramente, isso foi uma coisa que ficou sob confirmação e eu talvez até já tenha essa informação comigo, mas não fui verificá-la, porque não tive tempo.

Paulo Rangel também ainda com muitas dúvidas sobre a questão do perfil das pessoas que acabaram por morrer neste sismo, pessoas da comunidade portuguesa e luso-venezuelana. Diz também o ministro português dos Negócios Estrangeiros que este número vai acabar por ser atualizado ao longo do dia de hoje, portanto a deixar aqui em aberto a subida deste número de mortes portugueses na Venezuela. Também adianta aquilo que tinha já dito ontem numa entrevista que deu na televisão, de que há mais de 50 luso-venezuelanos e portugueses desaparecidos na Venezuela depois destes dois sismos que afetaram o país. Quanto à ajuda humanitária e de resgate portuguesa que vai chegar à Venezuela, Rangel disse ontem que era esperado que o avião descolasse já hoje de manhã, mas tal não aconteceu por uma questão de logística, é o que diz o ministro Paulo Rangel, mas tem esperança que o avião descole ainda hoje.

Será hoje, com certeza. Provavelmente, já serão dois aviões. Um sairá com certeza ainda hoje, julgo que durante a tarde, é a nossa expectativa. O outro provavelmente terá que sair só amanhã, justamente para gerirmos esse fluxo e especialmente a repartição do território. E também tem que perceber, as pessoas que chegam, depois têm que ser elas próprias instaladas, tudo isso. Portanto, isto requer uma logística. Felizmente, está a haver ajuda internacional bastante relevante, mas com alguma dificuldade de recepção, porque as condições não são as melhores. E portanto, tudo isto está a tomar, talvez, um pouco mais de tempo, no nosso caso, do que seria expectável, mas julgo que hoje à tarde sairá com certeza o primeiro voo, se não sair também o segundo.

É a esperança de Paulo Rangel de que pelo menos um dos aviões de ajuda humanitária de Portugal para a Venezuela descole hoje e outro, no máximo, amanhã. Foi o que disse o ministro dos Negócios Estrangeiros nesta cerimónia no Mosteiro dos Jerónimos, que contou com a presença da presidente do Parlamento Europeu, Roberta Metsola, que também deixou uma mensagem de condolência por estas mortes na Venezuela e também uma mensagem de condolências às famílias. Esta que foi uma cerimónia que Roberta Metsola também acabou por enaltecer o papel de Portugal na União Europeia.

Cerimónia acompanhada pelo jornalista do Observador, Miguel Gato, que nos trouxe aqui estas declarações do ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, dando conta, por exemplo, que há a expectativa de que a missão de auxílio de Portugal possa partir ainda esta tarde. Foi tema de uma conversa entre o presidente da República e o primeiro-ministro, fonte de Belém. Dá conta disso mesmo, de que António José Seguro falou com Luís Montenegro sobre a evolução da situação na Venezuela e o envio de apoio por parte de Portugal.

E o último balanço global, Miguel, aponta para 235 mortes e mais de 4 mil desaparecidos.

Boa parte das vítimas no estado de La Guaira, o mais afetado pelos terremotos de 7,2 e 7,5 na escala de Richter. O presidente da Assembleia Nacional Venezuelana dava conta de mais de uma centena de edifícios destruídos. Foi por La Guaira que passou nas últimas horas a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, prometeu reforçar a ajuda a quem está envolvido em operações de resgate, ajuda que já começou a chegar ao terreno. Há equipas do México, Chile, El Salvador e República Dominicana envolvidas em operações de busca e salvamento. Oito países europeus, incluindo Portugal, como já aqui dei conta, também vão dar apoio. De Lisboa vão seguir perto de 60 elementos com diferentes valências.

Uma hora e sete minutos, o Parlamento assinalou esta manhã os 50 anos das autonomias regionais, de olhos postos nos terremotos na Venezuela.

País que acolhe uma expressiva comunidade portuguesa, boa parte oriunda do arquipélago da Madeira. Foram convidados para estas comemorações os líderes das assembleias legislativas regionais e os presidentes dos governos regionais, que deixaram uma lista de encargos ao governo da República, mas, Miguel Vítor Dias, foi a solidariedade com o povo venezuelano que marcou o arranque das intervenções.

O dia foi marcado para ser de festa, mas a tragédia na Venezuela acabou por ser a principal preocupação.

Enviar, como Portugal vai enviar, uma força de intervenção da Proteção civil, no sentido de resgatar aquilo que ainda é possível de vítimas nos escombros. É uma tragédia monumental e, neste momento, urge toda a ajuda.

Miguel Albuquerque elogiou a postura do governo português perante um Filipe Sousa, deputado madeirense do Juntos pelo Povo, que não conseguiu fugir à emoção.

Uma palavra muito sentida de solidariedade para com o povo venezuelano que, neste momento de sofrimento ultrapassa um enorme drama que aflige muitos nossos conterrâneos.

Filipe Sousa, de voz embargada, numa sessão em que o líder do governo da Madeira pediu uma nova lei das finanças regionais e uma revisão constitucional que dê mais poderes às autonomias, garantindo que não está a pedir favores.

Não precisamos nem queremos favores da República. Nós queremos ser tratados com equidade e não precisamos também de proclamações de amor à pátria, da pátria de amor às autonomias. O que nós precisamos é decisões da República.

E o presidente do governo dos Açores, José Manuel Bolieiro, puxou dos galões da importância estratégica da região autónoma para reclamar mais investimento.

O reconhecimento do valor dos Açores não pode ficar apenas nas palavras. Tem de traduzir-se em cooperação ativa e em investimento, em infraestruturas críticas estratégicas.

A fechar a cerimónia, em que discursaram também os líderes parlamentares regionais, Aguiar Branco saiu em defesa de uma revisão do modelo de financiamento das autonomias.

Há quem veja a Lei das Finanças Regionais como uma espécie de mesada a dar a um filho mais velho. Precisamos, sim, de rever a Lei das Finanças Regionais.

O presidente da Assembleia da República nas comemorações dos 50 anos das autonomias regionais da Madeira e Açores.

Miguel Viterbo Dias com os destaques desta sessão comemorativa, que contou ainda com a presença de dois históricos líderes regionais da Madeira e dos Açores, Alberto João Jardim e Carlos César.

Uma hora e 10 minutos, Miguel. Que outras notícias marcam a atualidade a esta hora?

A Vodafone decidiu não cobrar qualquer valor pelas chamadas e mensagens SMS feitas de Portugal para a Venezuela durante os próximos sete dias. A operadora segue o exemplo da NOS, que ontem também anunciou uma isenção de custos até o próximo dia 5 de julho. Sop sop, a avaliação bancária da habitação bateu novo recorde em maio, 2.200 € por metro quadrado é o valor mediano. Dados do Instituto Nacional de Estatística representam uma subida de 17,1% face ao mesmo mês do ano anterior. Face a abril deste ano, a variação foi de 1,6%.