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De observadores. Jornal da Uma, com edição de José Rafael Lopes. E José, o Ministro da Educação pede esclarecimentos a um antigo presidente do Júri Nacional de Exames sobre os alegados riscos da digitalização dos exames nacionais.

Fernando Alexandre foi ouvido esta manhã no Parlamento sobre a polêmica da correção e classificação dos exames do secundário. Paula Santos, do PCP, acusou o ministro de ignorar os avisos deixados por Luís Duque de Almeida sobre a digitalização das provas. O ministro desconhece os riscos, diz que não lhe chegou nenhum relatório por parte do Júri Nacional de Exames e, por isso, deixa um aviso.

Quais foram os erros graves na prova de Filosofia? É que o governo não tem relatório nenhum. O senhor ex-presidente do Júri Nacional de Exames veio falar, mas a verdade, ele não deixou relatório nenhum. Ou seja, se ele tem informação ou tinha informação que não partilhou, se ele tinha informação e que não partilhou, nem sequer com a Direção Geral de Educação, nem com o Educa, se ele tinha essa informação e não a transmitiu, ele vai ter que explicar isso.

Aviso deixado ao antigo presidente do Júri Nacional de Exames nesta audição que decorre no Parlamento. Fernando Alexandre defendeu as reformas do ministro da Educação e garantiu que, depois de ouvir várias entidades, vai manter o processo de correção na segunda fase dos exames. Fernando Alexandre diz que há todas as condições para que corra melhor desta vez.

Muitas das correções que foram feitas no processo e muitas melhorias que foram feitas no processo da primeira fase, estarão implementadas na segunda fase, o que nos dá a segurança de que a segunda fase poderá decorrer, de fato, com muito maior normalidade.

Já sobre os pedidos de reapreciação das provas, CHEGA e PCP pedem que o governo isente os alunos e as famílias do pagamento da taxa de €25. Fernando Alexandre, no entanto, descarta essa possibilidade.

O aluno tem que ter a sua classificação final conhecida. Depois de ter a classificação final conhecida, tem 48 horas para pedir a reapreciação. É uma avaliação que ele faz. A questão da taxa dos €25, como sabe, senhora professora, senhora deputada e senhora professora Maria José Aguiar, é uma taxa que já existia, que sempre existiu. Nunca tinha ouvido que fosse contestada, mas se calhar tinha sido, nunca tinha ouvido contestar esta taxa. Por quê? Porque esta taxa é devolvida ao aluno, à família, se houver uma melhoria da nota.

O ministro da Educação, Fernando Alexandre, na Comissão de Educação e Ciência no Parlamento. O ministro revelou ainda que já foram distribuídas cerca de 227 mil provas dos exames nacionais de 11º e do 12º ano, num universo de quase 300 mil exames.

E antes de Fernando Alexandre, foi o presidente do Conselho Diretivo do Educa a ser ouvido. Garante que tudo foi feito para garantir que os alunos recebessem as notas a tempo.

E afirma que o processo foi feito para dar prioridade à correção digital. É o que diz Luís Pereira dos Santos, presidente do Conselho Diretivo do Educa, que foi ouvido pelos deputados da Comissão de Educação e Ciência no Parlamento. O ministro Fernando Alexandre também foi ouvido, mas agora o destaque é para o presidente do Educa, que diz que há duas dificuldades encontradas em todo o processo.

Nomeadamente, problemas informáticos inesperados que dificultaram a identificação e catalogação das folhas de resposta digitalizadas na base de dados, o que levou a que fossem disponibilizadas as respostas pra classificação aos professores classificadores de uma forma gradual. Usualmente, as respostas são atribuídas aos professores logo no início, em conjunto, e portanto, desta vez, tendo em conta estas dificuldades, foram atribuídas de forma gradual. E houve problemas também de fluxo de informação entre a plataforma de preparação das provas e a plataforma de classificação digital.

O presidente do Conselho Diretivo do Educa, Luís Pereira dos Santos, na audição na Comissão de Educação e Ciência no Parlamento.

E o ministro das Infraestruturas diz que não cometeu nenhuma ilegalidade relativamente à polêmica na construção do Hotel Hilton, em Cascais.

Um hotel que está praticamente concluído, mas que agora é alvo do Ministério Público, que quer suspender de imediato a construção deste novo hotel e de mais 100 apartamentos em Cascais. Também a Procuradoria-Geral da República quer que sejam demolidos, pelo menos, os três últimos pisos do hotel em causa. Estão alegadas ilegalidades no processo de licenciamento destas infraestruturas, medidas que foram assinadas por Miguel Pinto Luz, agora ministro das Infraestruturas. Na altura, quando assinou as medidas, era vice-presidente da Câmara Municipal de Cascais, em Coimbra. Perante as perguntas dos jornalistas, o ministro Pinto Luz diz que todas as decisões que tomou na altura foram dentro do cumprimento da lei.

O que eu posso dizer é: todos os despachos, todas as decisões cumpriram estritamente aquilo que é exigido pela lei. Aliás, na minha vida nunca fiz de outra forma e com total transparência. Aliás, como estou aqui a fazer perante vós. E não, deixe-me concluir. O Ministério Público tem sua opinião, a Câmara defenderá a sua posição e é assim que a justiça funciona. E não vamos fazer justiça aqui na entrega destas casas. A justiça far-se-á nos tribunais e até lá eu não vou fazer mais comentários.

As explicações de Miguel Pinto Luz a assegurar que não vai fazer mais comentários. Aqui um registo do NOW sobre a polêmica do Hotel Hilton, em Cascais, que está a ser alvo de uma investigação do Ministério Público.

Ainda na Justiça, no caso BES, o Ministério Público vai recorrer da absolvição de Ricardo Salgado e também dos restantes arguidos.

É o que indica a fonte da Procuradoria-Geral da República à Agência Lusa. Ricardo Salgado e outros sete arguidos foram ontem absolvidos pelo Tribunal Central Criminal de Lisboa. Eram acusados de tentar corromper o então vice-presidente do Banco do Brasil, através do pagamento de €1.600.000 para que a instituição financiasse o BES em €175 milhões, o banco português que acabou por falir em 2014. Além do antigo banqueiro, são arguidos neste processo o então diretor do BES Madeira, João Alexandre Silva, e o ex-funcionário de uma filial do GES no Dubai, Humberto Coelho, bem como dois antigos colaboradores do grupo, os advogados Miguel Freitas e Sofia Freitas, e as sociedades de advogados que representam. Em causa estavam crimes de corrupção ativa com prejuízo no comércio internacional, corrupção passiva no setor privado e também branqueamento.

José, o primeiro-ministro não vai tirar férias no verão.

Luís Montenegro vai estar a coordenar a atividade do governo e vai também manter a agenda como presidente do PSD. De acordo com fonte do gabinete do primeiro-ministro, Luís Montenegro pretende gozar apenas alguns fins de semana e um ou outro dia esporádico, se a agenda permitir e sem que Luís Montenegro se ausente do país. Como é habitual, o PSD vai manter a rentrée política na Festa do Pontal, que este ano completa 50 anos. Está marcada a rentrée política do PSD para o dia 14 de agosto e também a universidade de verão se vai manter. Decorre entre 24 e 30 de agosto, em Castelo de Vide. Ambas as iniciativas contam com a presidência de Luís Montenegro.

Agora na atualidade internacional, no Médio Oriente, arrancaram negociações entre as autoridades iranianas e os mediadores do Paquistão.

Após 10 noites consecutivas de ataques entre Irão e os Estados Unidos, o ministro do Interior do Irão, que está no Paquistão para se reunir com o chefe do exército paquistanês, avança à Associated Press isso mesmo. Na semana passada, o Irão tinha afastado a possibilidade de negociar com os Estados Unidos, mas agora os esforços diplomáticos paquistaneses tentam ressuscitar este acordo provisório entre os Estados Unidos e o Irão. Ainda não há detalhes sobre o que está em cima da mesa nesta reunião, que acontece numa altura em que os ataques iranianos continuam a ameaçar os aliados árabes dos Estados Unidos no Golfo. O Irão já danificou infraestruturas energéticas e de água no Kwait, é o que avança a Al Jazeera.

Agora, José, é tempo de conhecermos outras notícias que marcam a atualidade.

O número de mortos e feridos civis na Ucrânia aumentou 37% no primeiro semestre deste ano. O alerta foi deixado pelo Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos. Os ataques dos dois lados estão a intensificar-se e a provocar um número cada vez maior de vítimas civis, devido aos ataques realizados por drones de curto alcance, aumentaram 65%. Portugal regista a quinta maior dívida da zona euro. São dados do Eurostat. A dívida portuguesa da zona euro agravou-se em geral no primeiro trimestre deste ano para cerca de 89% do PIB, o Produto Interno Bruto. Portugal regista a quinta dívida mais alta, com cerca de 91% do PIB. Rita, ainda assim, vamos fechar este jornal da uma com um clima de celebração.

Eu gosto disso. Conte-me tudo.

Nasceu o Sami, que é a nova cria de golfinho do Zoomarine no Algarve.

Dizes Sami ou Sami?

Eu acho que é Sami. Não tem acento, portanto, eu diria Sami.

Muito giro. Mas foi agora?

O anúncio foi feito hoje, desta nova cria de golfinho no Zoomarine, mas o pequeno Sami nasceu já no mês passado, no dia 2 de junho. Desde aí, a cria, o Sami, e a mãe têm sido acompanhados de forma permanente pela equipe de veterinários e técnicos do Zoomarine. Este é um nascimento muito especial, porque acontece no mesmo ano em que o Zoomarine celebra 35 anos de atividade.

E o nome, quem escolheu?

Sami tem um nome que foi escolhido por alguém que não foi revelado, mas ainda assim este nome é uma homenagem ao golfinho Sam, que foi praticamente um embaixador do Zoomarine no Algarve. Com 51 anos, este golfinho Sam foi o golfinho macho mais velho do mundo até à data e em homenagem a esse golfinho Sam, nasceu agora o Sami.

E por cá esperamos o mesmo para o Sami, que viva uma vida longa. Long life to Sami. E é assim que fechamos o jornal da Uma, edição de José Rafael Lopes. Já a seguir temos: E o Campeão é. Deixe-se ficar com a Rádio Observador.