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Jornal da Uma com Miguel Vilela Dias. O bastonário da Ordem dos Médicos garante que este verão há menos urgências a encerrar.

Carlos Cortes diz que existiu um esforço para que a situação não fosse igual à do ano passado. Ainda assim, avisa que é preciso esperar para ver.

Eu nunca previ que o verão ia ser um verão onde as coisas corressem bem. Nós temos que aguardar para ver aquilo que irá acontecer. Agora, de facto, se nós compararmos com aquilo que aconteceu há um ano e temos que ser sérios nesta análise, nós constatamos que há muito menos urgências a encerrarem no país do que havia há um ano. Houve aqui um esforço importante, nomeadamente na ULS, para poder dar essa resposta.

Sobre as urgências de obstetrícia, Carlos Cortes diz que a Ordem está preocupada, em particular com o Hospital São Francisco Xavier.

A preocupação da Ordem dos Médicos em relação ao São Francisco Xavier. A informação que nos foi dada hoje de manhã é que o São Francisco Xavier irá estar de portas fechadas durante todo o mês de agosto. A única resposta que dará, uma resposta mais urgente, digamos, emergente, ao INEM, quando isso for necessário.

O bastonário da Ordem dos Médicos, à margem de uma visita à Unidade de Cuidados de Saúde de Almada. Carlos Cortes deixa ainda uma nota sobre o Hospital Garcia de Horta. Diz que, para já, não há indicação de que as urgências de ginecologia e obstetrícia venham a encerrar durante o período do verão.

Miguel, Portugal vai receber mais de €65 milhões da União Europeia para a recuperação do comboio de tempestades que afetou o país.

De acordo com a Comissão Europeia, é um financiamento que surge depois de um pedido de Portugal e de uma avaliação técnica do Executivo comunitário, que confirma que os critérios de acesso foram cumpridos. Para além dos mais de €65 milhões para Portugal, também Espanha e Malta receberam adiantamentos de verbas deste Fundo de Solidariedade da União Europeia de mais de €35 milhões. O valor que foi aprovado trata-se de um primeiro pagamento feito imediatamente após as catástrofes e a atribuição de ajuda adicional vai ter que ser aprovada pelo Parlamento Europeu e pelo Conselho da União Europeia.

Na Guarda, a esta hora, mais de uma centena de bombeiros combatem um fogo.

Em Paranhos, no município de Seia, distrito da Guarda. Para além da centena de operacionais, estão também no local nove meios aéreos e 38 viaturas a combater o fogo, que a esta hora está numa zona de mato. À Rádio Observador, o Comando Sub-regional de Proteção Civil da Guarda avança que ainda não há zonas residenciais afetadas e que os cerca de 160 operacionais mobilizados são uma abordagem musculada para prevenir esse risco. Já o incêndio em Alijó, distrito de Vila Real, está em fase de resolução. Ainda assim, a Proteção Civil alerta para o perigo de reacendimentos. A subida de temperaturas pode vir a criar novos problemas no combate às chamas, numa altura em que estão ainda mais de 400 bombeiros no terreno e também cinco meios aéreos. Este incêndio está dominado desde as 07h, num dia em que 50 concelhos de nove distritos do país estão em perigo máximo de incêndio, ao que indica o Instituto Português do Mar e da Atmosfera.

Na política, Miguel, o PS definiu quatro prioridades nas negociações do Orçamento do Estado para 2027.

Saúde, pensões, revisão constitucional e também a resposta às tempestades. São estes os quatro temas que José Luís Carneiro quer priorizar nas conversações com a AD. Isto foi transmitido pelo secretário-geral socialista na reunião que teve com Luís Montenegro na sexta-feira, depois do debate do Estado da Nação. E o Observador sabe, Miguel Gato, que o PS tem as prioridades bem definidas.

O PS pretende travar uma revisão constitucional do PSD com o Chega, impedir uma revisitação da Lei de Bases da Saúde à direita, bloquear qualquer alteração ao sistema de pensões e garantir ainda medidas concretas para responder às tempestades do último inverno. O aviso foi dado por José Luís Carneiro a Luís Montenegro na reunião que ambos tiveram em São Bento há quase uma semana. No debate do Estado da Nação, o primeiro-ministro garantiu que ainda não está em curso nenhum processo negocial, mas apenas um entendimento segundo o qual a matéria vai ser tratada no próximo ano. Foi o PS que viabilizou todos os orçamentos do Estado dos governos de Luís Montenegro, primeiro com Pedro Nuno Santos e no ano passado, já com José Luís Carneiro. O Chega votou sempre contra.

Miguel Gato, com as prioridades do PS para o orçamento do próximo ano. Um alto dirigente socialista diz ainda ao Observador que o objetivo é retirar propostas com carga política do Orçamento do Estado e que o PS quer apostar no desgaste da imagem dos dois ministros debaixo de fogo, Fernando Alexandre e Luís Neves. Já em entrevista ao jornal Público e à Renascença, o secretário-geral socialista diz que está para breve uma nova reunião com Luís Montenegro sobre o Orçamento do Estado.

E quanto ao caso relacionado com Luís Neves, os advogados ligados ao processo do atrelado de droga dizem que pode estar em causa a validade da prova.

A movimentação do atrelado, que viajou das instalações da Marinha no Seixal para a empresa do empreiteiro João Carvalho, em Barcelos, pode comprometer a chamada cadeia de custódia de prova. Todos os procedimentos legais têm de ser protegidos e salvaguardados para evitar qualquer adulteração ou contaminação. De acordo com vários advogados consultados pelo Observador, essa garantia pode ter ficado comprometida a partir do momento em que o atrelado apreendido pela PJ viajou para o norte do país. Essa movimentação, de resto, está a ser investigada num processo pelo DIAP regional de Lisboa e promete também marcar o arranque do julgamento dos 19 arguidos, neste caso de tráfico de droga, que ainda não tem data de arranque marcada.

O PSD considera que a estimativa da ANA para o custo do novo aeroporto está mais perto da realidade do que o valor que tinha sido adiantado pelo governo.

Ouvido no Explicador desta manhã, o deputado social-democrata Gonçalo Lage revela que o valor de investimento, que pode chegar perto dos € 9.000 milhões, já é resultado de uma revisão da ANA Aeroportos. O Executivo tinha dado conta há uns meses de que o custo do aeroporto rondaria os 8,5 mil milhões. Agora o valor foi revisto em alta. O deputado do PSD, Gonçalo Lage, reitera ainda que o relatório da concessionária já revela algumas otimizações que podem ser executadas a bem deste projeto.

Já é um número que possa ser considerado mais fiável do que o que foi anteriormente vinculado E no próprio relatório que está apresentado, até no sumário executivo da própria ANA, ainda há um conjunto de otimizações que podem ser feitas. Portanto, eu diria o quê? Este número já é um número mais próximo do que efetivamente vai ser estimado. No entanto, ainda há aqui espaço para existirem um conjunto de melhorias e um conjunto de otimizações, que esperamos, obviamente, que as mesmas também possam ser feitas a bem de todo o desenvolvimento do projeto.

O deputado social-democrata Gonçalo Lages acredita que o maior desafio durante o processo é ter todas as acessibilidades prontas para a existência do aeroporto. Já o deputado do PS, Frederico Francisco, também convidado do Explicador, refere que este processo está ainda numa fase intermédia. Diz que só depois da entrega de todos os estudos é que se vai discutir a fase mais importante, que é o financiamento do aeroporto.

É a entrega de um conjunto de estudos que a ANA está obrigada a entregar ao Estado e que o Estado depois terá que analisar e terá que se pronunciar sobre esses estudos. E só depois disso é que se iniciará o processo de renegociação ou de negociação no âmbito do contrato de concessão para o financiamento do novo aeroporto. De acordo com o contrato, tem o prazo de um ano e só no final desse processo é que então a ANA começará a desenvolver o novo aeroporto. E isso estamos a falar estritamente do aeroporto.

Frederico Francisco refere também que não espera que a construção da nova infraestrutura comece antes de 2030. O objetivo do governo é que o aeroporto esteja concluído em 2033 para entrar em funcionamento em 2035.

E a esta hora, Miguel Viterbo Dias, 13h07, que outras notícias marcam a atualidade?

O petróleo está novamente próximo dos $ 100. Os sucessivos ataques dos Estados Unidos contra o Irão estão a levar o Brent, que serve de referência para o mercado europeu, a disparar hoje mais de 4%. Esta manhã, o barril do Brent chegou a superar os $98. Só esta semana, o petróleo já encareceu mais de $10. A dívida das famílias do Estado e das empresas portuguesas subiu para mais de 883 mil milhões de euros em maio, segundo os dados divulgados hoje pelo Banco de Portugal. O endividamento do setor não financeiro cresceu 6,4 mil milhões. Já as empresas privadas e as famílias representam a maior fatia da dívida. São perto de 500 mil milhões, enquanto o setor público concentra cerca de 386 mil milhões de euros de endividamento. Os países da União Europeia chegaram a acordo para o 21º pacote de sanções contra a Rússia, que é assinado esta tarde. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, saudou a decisão, diz que as sanções continuam a enfraquecer a Rússia. O pacote de sanções contra o Kremlin, que foi apresentado numa altura em que as diplomacias da Rússia e dos Estados Unidos estão reunidas pela primeira vez desde setembro do ano passado. Nas Filipinas, o ministro dos Negócios Estrangeiros russo diz que as políticas dos países europeus são desestabilizadoras. Já do lado de Washington, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, fala em novas ideias que são precisas para chegar a um acordo para o fim da guerra na Ucrânia.

Jornal da Uma, na Rádio Observador. A edição é do Miguel Viterbo Dias.