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Boa tarde. Está a começar o Jornal da Uma, com edição do Miguel Vider. Miguel, o Aarhus, da Dinamarca, ou o Sabah, do Azerbaijão, são estes os possíveis adversários do Benfica no playoff de acesso à fase de grupos da Liga Europa.
Foi isso que ditou o sorteio realizado há pouco em Nyon, na Suíça. Aarhus e Sabah vão defrontar-se na terceira pré-eliminatória da Liga dos Campeões. Quem perder cai para a Liga Europa e encontra o Benfica, caso, como se espera, os encarnados vençam a eliminatória frente ao Hearts, da Escócia. Aqui conosco em estúdio está o editor de Desporto do Observador, Bruno Roseiro. Bruno, boa tarde. O que valem estes possíveis adversários do Benfica, Aarhus, da Dinamarca, e Sabah, do Azerbaijão?
Ponto prévio, o Benfica é sempre favorito, qualquer que seja o vencedor. Diria que o Aarhus será favorito nesta eliminatória com o Sabah. O que nós podemos dizer do Aarhus é, sobretudo, recorrer ao histórico e recordar que a primeira Taça dos Campeões Europeus ganha pelo Benfica teve nos quartos de final o Aarhus, a equipa de José Águas, José Augusto, etc, que ganharia o título com o Barcelona em 61, cruzou com este Aarhus. Nesta altura, aquilo que se pode dizer é uma equipa completamente cível, que foi campeã 40 anos depois na Dinamarca e que tem como grande chavão ou apelativo o facto de ter virado uma eliminatória com o Lech Poznań, na segunda pré-eliminatória da Liga dos Campeões, onde perde em casa 4 x 1 e consegue ganhar 4 x 1 à Polónia e passou nos penaltis. Em relação ao Sabah, é ainda mais desconhecido, campeão azeri, ganhou também a Taça. Tem uma outra particularidade, além de já ter passado duas eliminatórias da Liga dos Campeões. Rodrigo Fernandes, que foi um jogador da formação do Sporting, vendido ao Futebol Clube do Porto por 11 milhões de euros, numa transação onde Marco Cruz, lateral-esquerdo do Futebol Clube do Porto, da formação, foi também para o Avalaible por 11 milhões de euros, é um dos jogadores que integra o Sabah. Eu diria que o mais interessante nesta altura é ver dois jogadores que eram grandes promessas na ótica do Sporting e Futebol Clube do Porto. Um, o Rodrigo Fernandes, que foi para o Futebol Clube do Porto, está no Sabah, do Azerbaijão. O outro, que é o Marco Cruz, esteve emprestado pelo Vitória de Guimarães ao Marítimo e voltou agora a Guimarães.
São estes os possíveis adversários do Benfica, Sabah e também Aarhus, no playoff, sendo que o Benfica tem ainda de eliminar o Hearts, da Escócia, na terceira pré-eliminatória de acesso à fase de grupos da Liga Europa. Obrigado, Bruno Roseiro, editor de Desporto do Observador, sendo que a esta hora deverá estar já a decorrer o sorteio do playoff da Liga Conferência, em que está envolvido o Sporting Clube de Braga.
E o governo mantém a previsão de descida da dívida pública, apesar dos dados hoje revelados pelo Banco de Portugal.
Que apontam para uma subida da dívida no segundo trimestre do ano. Representa agora 92,9% do PIB, uma subida de 1,9 pontos percentuais face aos primeiros três meses de 2026. O Ministério das Finanças justifica com o aumento de depósitos das administrações públicas, excluindo este montante, o ministério tutelado por Joaquim Miranda Sarmento, salienta que a dívida pública regista uma descida de mais de 1 milhão de euros. O governo mantém o objetivo de baixar a dívida pública para os 87,5% do PIB no final deste ano de 2026.
E o número de candidatos ao ensino superior já ultrapassa o registado no mesmo período do ano passado.
Depois de um início atribulado, só perto de 300 alunos apresentaram candidatura no primeiro dia, muito abaixo dos 10 mil de 2025, o ritmo de inscrições acelerou. A quatro dias do final do prazo, são quase 48 mil os estudantes que já se inscreveram para a primeira fase de concurso de acesso ao ensino superior. Informação que consta da página da Direção-Geral do Ensino Superior. No ano passado, candidataram-se quase 49.600 estudantes na primeira fase. Este ano, o prazo termina na próxima sexta-feira. Totaliza 18 dias de candidaturas, 15 no ano passado. Espera-se, por isso, que o número final de candidatos venha a ultrapassar o registado em 2025. Sobre os problemas na realização dos exames nacionais, vai hoje prestar esclarecimentos o ministro da Educação, Fernando Alexandre. Vai estar presente na reunião da Comissão Permanente e é a partir das 15h, momento que vamos acompanhar em direto aqui na antena do Observador.
E a ministra da Defesa de Espanha diz que o governo de Marrocos tem de investigar a desinformação nas redes sociais, que terá contribuído para a chegada em massa de migrantes a Ceuta.
As mensagens divulgadas davam conta de que a fronteira entre os dois países, Marrocos e Espanha, estaria aberta. Margarita Robles Fernández diz que é obrigação de Marrocos explicar o que aconteceu e sublinha que a integridade territorial de Espanha e Ceuta são intocáveis.
Peço ao governo de Marrocos que investigue para saber o que se passou nesses movimentos de mensagens enviadas nas redes sociais. Nem Espanha, nem Marrocos pode olhar para o lado ou ignorar este drama humano. Isso é o mais importante. Outro ponto importante é que todo mundo tem de perceber que a integridade territorial e soberania de Espanha e Ceuta são intocáveis.
Declaração da ministra da Defesa de Espanha à televisão pública espanhola sobre este caso da chegada massiva de migrantes a Ceuta.
E dos quase 60 mil migrantes que entraram em Ceuta na semana passada, permanecem no território perto de 5 mil.
Entre 3 e 5 mil é o número avançado pelo presidente da Cidade Autônoma de Ceuta, Juan Vivas.
Se habitou
A integridade territorial da Espanha foi violada pela chegada de 80 mil pessoas. Esse número equivale praticamente a toda a população de Ceuta. Portanto, aquela angústia, aquele medo, aquela sensação de impotência e pavor vividos pelos cidadãos de Ceuta permanecem gravados no nosso estado de espírito coletivo. Além disso, ainda há entre 3 mil e 5 mil pessoas aqui que não foram embora.
Em entrevista ao canal televisivo Telecinco, Juan Vivas faz ainda críticas à atuação do governo liderado por Pedro Sánchez.
É importante ressaltar que nos dias que antecederam a onda de chegadas, já havia sinais indicando a necessidade de adotar medidas e de uma ação necessária. Comunicamos isso repetidamente. Foi por isso que disse ao primeiro-ministro, na última sexta-feira, quando ele visitou Ceuta, que a reação do Estado me parecia tardia e insuficiente, manifestamente tardia e manifestamente insuficiente.
Declaração feita pelo presidente da Cidade Autônoma de Ceuta, em entrevista ao canal televisivo Telecinco.
E o Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão diz que não há negociações em curso com os Estados Unidos.
Numa declaração do porta-voz do ministério, Saeed Khatibzadeh, durante uma conferência de imprensa, que surge depois de Donald Trump ter dito ontem à noite que as negociações com o Irão iam recomeçar precisamente hoje. O porta-voz da diplomacia iraniana afirma que não há qualquer plano para receber delegação norte-americana ou enviar uma delegação iraniana. Diz que o Irão está focado nas negociações com Omã sobre o Estreito de Ormuz. É, sim, negado qualquer encontro entre as delegações de Estados Unidos e Irão, tendo em vista um acordo definitivo de paz.
E o exército norte-americano fez crowdsourcing para encontrar maneiras de castigar o Irão. É uma informação dada pela CNN Internacional.
Este pedido indica que este pedido das Forças Armadas norte-americanas foi feito na quarta-feira, antes de Donald Trump ter decidido suspender o ataque previsto contra o Irão. Está aqui conosco o Martim Madeira. Martim, esta fórmula usada pelo exército não é particularmente usual. O que é isso do crowdsourcing?
No fundo, o crowdsourcing é semelhante ao outsourcing, só que em vez de se pedir a uma empresa para prestar um serviço, faz-se um pedido online através de e-mail ou de redes sociais a várias pessoas, e foi exatamente isso que o exército norte-americano fez. Pediu por e-mail a vários analistas militares que estão fora do exército para encontrarem, e cito: "Novas maneiras criativas e pouco convencionais de pressionar e castigar o Irão". A CNN escreve que este inquérito feito aos analistas foi descrito por especialistas militares como uma maneira muito pouco convencional, que mostra que Donald Trump está com opções muito limitadas e potencialmente desagradáveis para chegar a um acordo com o Irão e, portanto, na esperança de encontrar uma alternativa, recorreram a esta sessão de brainstorming. Uma fonte do centro de dados do comando do exército norte-americano explica que o centro utilizou este método para ver se alguém tem melhores ideias para chegar ao fim desta guerra com o Irão. Já o porta-voz do exército diz que os militares norte-americanos têm uma longa história em pensar em estratégias inovadoras. Para além disto, o artigo da CNN indica que o exército tinha um plano para atacar a Ilha de Laranjal e outros locais iranianos onde acreditam estar material nuclear, mas que perceberam que com apenas bombardeamentos era impossível alcançar estes objetivos, teriam que avançar com uma invasão terrestre para os cumprir e que, como é uma operação de alto risco, preferiram optar por novas maneiras para atacar o Irão.
Jornalista Martim Madeira, com esta explicação da alternativa norte-americana para pressionar o governo iraniano e do pedido de ajuda sobre formas inovadoras de os Estados Unidos conseguirem alcançar os objetivos com esta intervenção militar em território iraniano.
13h10, Miguel, que outras notícias vão marcando a atualidade a esta hora?
Os dados são do Instituto Nacional de Estatística indicam que o turismo contribuiu cerca de 12% para o PIB português o ano passado, equivale a um total de € 36 milhões, adiciona 0,3 pontos percentuais para o crescimento real da economia. O INE indica que apesar do contributo do turismo para o crescimento real do PIB continuar a ser positivo, este contributo tem vindo a diminuir.
Miguel Vidare, Jornal da Uma.