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Aos 31. Está a começar o Jornal da Uma, com edição do José Rafael Lopes. José, em Ceuta, há grupos de civis a organizar patrulhas de bairro para perseguir os migrantes que ainda permanecem na cidade.
Acontece após a entrada massiva de milhares de pessoas na semana passada, na cidade espanhola. É o que dá conta uma investigação do jornal "El País", que revela que estas caçadas, é o termo utilizado pelo jornal, são, Marta Caramelo Nobre, organizadas através de grupos online.
A manchete do jornal espanhol detalha a formação de patrulhas em certos bairros de Ceuta que perseguem e intimidam os migrantes. É um fenômeno organizado de violência que acontece através de grupos de WhatsApp, onde os participantes trocam informações em tempo real sobre a localização dos migrantes que se escondem nos arredores da cidade. Algumas mensagens a que o jornal teve acesso revelam que os grupos utilizam linguagem de ódio e escondem a identidade. No terreno, há relatos de violência. Sandra López, dirigente local do Partido Socialista Espanhol, descreveu ao "El País" um encontro com um jovem de 25 anos que apresentava feridas profundas, alegadamente resultantes de uma agressão nestas rondas civis. Há também o receio por parte dos migrantes de denunciar estas agressões, por medo de expulsão. E José, o jornal espanhol adianta que a polícia já travou algumas destas ações, mas ainda assim não há registro de detenções.
A jornalista Marta Caramelo Nobre, com os destaques da manchete do jornal "El País" sobre grupos de moradores em Ceuta que estarão a perseguir e a intimidar os migrantes que fizeram a travessia de Marrocos até à cidade espanhola de Ceuta.
E a crise migratória de Ceuta está também a causar impacto no futebol.
Tal como o LIVRE em Portugal, o partido Vox, em Espanha, deu entrada a uma iniciativa parlamentar que prevê pedir ao Congresso Espanhol a exclusão de Marrocos da organização do próximo Campeonato do Mundo, cuja organização é de Portugal, Marrocos e Espanha. Na proposta, o partido de Santiago Abascal entende que a entrada de 70 mil migrantes em Ceuta quebrou as bases de confiança e cooperação entre os dois países. O partido espanhol de extrema-direita acrescenta que Rabat não é o parceiro ideal para organizar um Campeonato do Mundo, nem para qualquer questão de vizinhança. É o que defende o partido de extrema-direita espanhol.
E ainda na atualidade internacional, um acordo entre o Irã e Omã sobre uma nova rota marítima no Estreito de Ormuz pode ser anunciado hoje.
É o que diz o Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irã à Al Jazeera, que adianta também que os detalhes sobre este acordo estão a ser fechados. O ponto mais determinante da discussão diz respeito à trajetória que os navios podem ter de adotar na travessia pelo estreito de Ormuz, com coordenadas que ainda estão por ser decididas. A questão da aplicação de taxas às embarcações que desejam atravessar o canal marítimo é outro dos temas em cima da mesa. O Irã pretende ser ele próprio o país a receber esse valor, essas taxas, uma posição que é incompatível com a lei internacional, isto numa altura em que o presidente norte-americano, Donald Trump, garante que prefere assinar um acordo com o Irã do que prolongar a guerra.
Por cá, o governo quer abrir vagas adicionais para os alunos prejudicados na fase de candidatura ao ensino superior, devido à correção dos exames. O presidente do Conselho Coordenador dos Politécnicos prevê um impacto quase nulo para as instituições.
E diz que esta medida não é nova. Foi uma promessa feita pelo ministro da Educação, revelada pelo bastonário da Ordem dos Advogados. O objetivo é garantir o princípio da igualdade no processo de candidatura à primeira fase do ensino superior. Luís Loures diz na Rádio Observador que esta tem uma boa finalidade, a proposta, mas explica que as instituições já têm por hábito abrir estas vagas extra.
Esta situação acontece todos os anos, por exemplo, dois alunos que concorrem e que são colocados no mesmo curso, que tem X vagas, o último colocado tem a mesma nota. Às vezes acontece de haver quatro alunos com a mesma nota e é obrigatório criar três vagas adicionais para nenhum daqueles alunos ser prejudicado, porque têm a mesma nota de candidatura, a mesma situação e as vagas acabaram ali. Agora, neste caso, será por situações extraordinárias, mas as instituições estão mais do que preparadas para fazer isso e as universidades politécnicas têm, efetivamente, toda a flexibilidade para acolher estas alterações.
Quanto a alterações no calendário para o próximo ano letivo, o presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Politécnicos desdramatiza.
As instituições estão preparadas, sabem o que é preciso fazer. Neste momento, ainda não há decisões definitivas, porque estamos a aguardar para ver se corre tudo bem, para não estarmos a fazer alteração sobre alteração. A informação que temos da tutela é que a segunda fase correu com grande normalidade, que está tudo dentro daquilo que era expectável e, por isso, as instituições, quando chegarem ao início de setembro, terão os calendários reequacionados.
Luís Loures, escutado esta manhã na Rádio Observador, no dia em que termina o prazo para a inscrição dos alunos na primeira fase do ensino superior.
E o deputado do PSD, Bruno Vitorino, considera que o ministro da Administração Interna podia ter prestado esclarecimentos mais cedo sobre as polêmicas em que tem estado envolvido.
As explicações de Luís Neves aconteceram na semana passada, numa conferência de imprensa sobre os casos polêmicos que têm sido divulgados pela comunicação social, mas esses esclarecimentos deviam ter sido feitos mais cedo. É a opinião do social-democrata Bruno Vitorino, na comissão de inquérito aqui na Rádio Observador. O deputado do PSD diz ainda que se fosse ministro da Administração Interna, tinha se mostrado também disponível para ir ao Parlamento.
Eu espero, naturalmente, do ponto de vista político, que ele se possa defender. Esperava, naturalmente, que as explicações tivessem vindo mais cedo. As explicações até me pareceram bastante razoáveis. Algumas das acusações que lhe foram feitas até me pareceram bastante absurdas. Agora, se calhar era mais fácil ter explicado logo, se era tão simples de explicar, ter explicado logo.
E devia ter ido ao Parlamento.
Eu, se fosse ministro e se tivesse numa posição dessas e se quisesse esclarecer, era eu a disponibilizar-me pra ir. Isso era clarinho. Mas isso é a forma de ser de cada um.
Bruno Vitorino, deputado do PSD na Rádio Observador. Ontem o Observador revelou mais um detalhe das polémicas que envolvem o ministro da Administração Interna. O Tribunal de Contas identificou irregularidades na Polícia Judiciária no tempo em que Luís Neves era diretor nacional, irregularidades que foram perdoadas. Hoje, Luís Neves vai estar em Leiria, assistir a uma ação de formação dos utilizadores do SIRESP.
E as apreensões de droga em Portugal estão a bater recordes e os especialistas em combate ao crime pedem uma discussão política mais aprofundada sobre o tema.
Segundo dados da Unidade Nacional de Combate ao Tráfico de Estupefacientes, este ano foi registado o maior número de apreensões de cocaína em território nacional. A especialista em rotas especializadas em crime transnacional, Sílvia Figueiredo, lembra que Portugal tem uma posição estratégica para a entrada de droga na Europa e que, por isso, podemos assistir a um aumento da percentagem de cocaína a nível europeu. Assim sendo, defende Sílvia Figueiredo, que é preciso uma discussão neste combate ao narcotráfico que chegue às esferas políticas.
Eu acho que nós devemos estar bastante atentos relativamente àquilo que é a nossa realidade relacionada com o crime organizado. Ou seja, este volume de estupefacientes significa que há um interesse estratégico das organizações criminosas em atuarem através do nosso país. Eu acho que é importante olhar para o crime organizado com um olhar mais estratégico. Acho que importa que o país crie alguma resiliência a este fenômeno, e é importante estabelecer estratégias de combate que não sejam parcelares, mas sim olhar para esta realidade de uma forma estratégica ao mais alto nível do Estado e dessa maneira estabelecer uma capacidade de resposta conjunta.
Já o presidente do Observatório de Segurança, Criminalidade Organizada e Terrorismo, o OSCOTE, Francisco Rodrigues, diz que a entrada de droga no país é facilitada pelo problema de segurança nos portos. Francisco Rodrigues aponta também o fator humano como o principal problema.
Nós, infelizmente, temos um problema de segurança. O problema de segurança está na possibilidade que existe relativamente àquilo que é o retorno financeiro que o tráfico de estupefacientes traz, que é a possibilidade de, com alguma facilidade, comprar os serviços de alguém. Nós temos que perceber que a fragilidade de todos estes processos reside, e volto outra vez ao tema, na parte humana.
Francisco Rodrigues no Explicador da Rádio Observador, a dar conta desse fator humano como um dos principais problemas no narcotráfico.
Oito minutos para lá da 13h, José, que outras notícias estão a marcar esta quinta-feira?
Euribor desceu hoje em todos os escalões a três, seis e 12 meses. A taxa a três meses baixou para os 2,48%, uma descida de 1,7 pontos base. Já a Euribor a seis meses, a mais utilizada em Portugal nos créditos de habitação com taxa variável, recuou para os 2,69. No caso da taxa Euribor a 12 meses, desceu, está nos 2,88%. A ex-embaixadora da Ucrânia nos Estados Unidos está a ser acusada de corrupção. Segundo a Agência Anticorrupção ucraniana, Olga Stefanishyna é acusada de enriquecimento ilícito em cerca de €270 mil. A acusação diz respeito a imóveis de luxo não declarados pela ex-embaixadora, que foi demitida segunda-feira pelo presidente Volodymyr Zelensky. E antes de fecharmos, João Miguel, um desafio. Quanto tempo até adivinhares a música?
Espera aí, deixa eu me ligar o microfone. Música, deixa lá ver. São os Quinta do Bill, isso tenho a certeza. "Voa", será?
Exatamente. Nem foi preciso pensar muito, não é?
Sim, é do meu tempo esta. Mas olha, por que trouxeste esta música para fechar este jornal da 13h, Zé?
Porque a banda faz parte do cartaz de hoje do Festival Bons Sons, em Sansoulos, no concelho de Tomar. Começa hoje. O festival é feito numa aldeia pelas pessoas que lá vivem, mas aberto ao mundo. Dez palcos onde, João Miguel, durante três dias, só se ouve música portuguesa.
Olha, e além dos Quinta do Bill, Zé, que outros artistas vão subir ao palco do Festival Bons Sons?
Hoje há outras bandas para escutar, como Miss Universo, mas nos próximos dias tens outros artistas como Rita Redshoes, Lu-Cargel, mas todo o programa pode ser consultado no site oficial do festival.
Muito bem, já que lanças aqui a sugestão, a pergunta: há bilhetes ainda?
Há, sim, bilhetes para os dias individuais e passes gerais para os quatro dias do festival. E se quiseres, também podes acampar por lá, pela zona de Tomar. Não sei se alguma vez acampaste por lá. O Bons Sons acontece entre hoje e domingo, dia 9 de agosto.
"Sinto-me tão leve que não posso acreditar. Voa, voa, voa."
Os Quinta do Bill a fechar o jornal da 13h.