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Miguel Cordeiro. Jornal da Uma. Miguel, começamos com José Luís Carneiro, que acusa o governo de faltar à verdade quanto aos combustíveis. O líder do PS diz que o Estado está a lucrar com os impostos.
Há uma troca de palavras acesa nesta altura entre José Luís Carneiro e Hugo Soares, o líder parlamentar do PSD. O líder do PS, José Luís Carneiro, no final da semana passada, acusou o governo de ganhar dinheiro com o aumento dos combustíveis e revelou também que o PS já tinha entregue no Parlamento uma proposta de redução do IVA para os combustíveis e para os alimentos. O secretário-geral do PSD, Hugo Soares, respondeu no fim de semana. Acusou o líder do PS de estar mal-habituado e de viver no passado, apontando para um período em que, de acordo com Hugo Soares, o governo do PS ganhava dinheiro com o aumento do preço dos combustíveis. Hoje, resposta de José Luís Carneiro, em Espanha, apontando para o preço dos combustíveis no país vizinho. O líder do PS disse que Hugo Soares e o governo estão a faltar à verdade e volta a apontar para o lucro do governo em torno da carga fiscal sobre os combustíveis.
O doutor Hugo Soares e o governo faltaram à verdade. Aliás, nós conseguimos demonstrá-lo. Eu levei dados objetivos, concretos, que apresentei no domingo passado para mostrar que o governo está a ganhar dinheiro com o aumento dos impostos sobre os combustíveis. E sou claro, quando o governo tomou posse em abril de 2024, em comparação com o fim de 2025, o governo já ganhou mais de 1.048 milhões de euros com o aumento dos impostos sobre os combustíveis.
O líder do PS acusa também os partidos à direita de chumbarem as propostas do Partido Socialista para responder ao aumento do preço dos combustíveis e diz que se as propostas tivessem sido aprovadas, isso significaria uma redução de 17 cêntimos por cada litro de combustível, conta apresentada por José Luís Carneiro.
Se as propostas que o Partido Socialista levou à Assembleia da República forem aprovadas, significa reduzir 17 cêntimos por cada litro de combustível. Nós já as apresentamos por duas vezes. A AD, os Liberais e o Chega chumbaram essas propostas e o nosso apelo é para que agora reponderem essa decisão e aprovem essas propostas do PS, porque elas permitirão reduzir 17 cêntimos.
Declarações do secretário-geral do PS no município de Tui, em Espanha. Fez questão José Luís Carneiro de apontar para os preços no país vizinho. Mostrou que entre os dois países da Península Ibérica, o preço com combustíveis varia entre os 30 e os 40 cêntimos.
O ministro da Economia diz que o preço do gasóleo agrícola é particularmente preocupante e promete que muito brevemente o governo vai anunciar medidas para proteger os agricultores.
Garantia dada esta manhã por Manuel Castro Almeida. O ministro lembra que o aumento do preço do gasóleo agrícola, também conhecido como gasóleo verde, tem uma consequência direta nos preços dos produtos nos mercados, na venda ao consumidor e, portanto, o governo está agora a trabalhar numa proteção especial ao gasóleo utilizado pelos agricultores.
Há um dado que é particularmente preocupante, tem a ver com o gasóleo na agricultura, porque os agricultores não podem poupar no gasóleo, nos tratores e nas máquinas agrícolas, portanto, não há um serviço onde se possa poupar. Eles têm que ter essa despesa, e essa despesa depois vai se refletir também no supermercado. E por isso, uma proteção especial ao gasóleo agrícola tem esta dupla vantagem. E é nisso que agora estamos a trabalhar e eu penso que muito brevemente o governo vai tomar medidas para proteger o gasóleo dos agricultores.
Garante o ministro que o governo está atento ao aumento dos combustíveis e que o executivo avalia todos os dias a possibilidade de novas medidas, para lá do desconto no ISP, que está em vigor. Para já, o ministro não se compromete com mais anúncios, diz que o governo está focado em aliviar o setor da agricultura, que tem uma dupla vantagem, esse apoio.
Para já, estamos centrados nesta medida da agricultura, que tem um efeito, como eu disse, na vida dos agricultores e depois no custo de vida, o efeito no supermercado, porque vai aliviar a pressão sobre os preços nos produtos agrícolas.
Declarações do ministro da Economia, que esteve esta manhã na Biblioteca Nacional, em Lisboa, a empossar uma turma de 21 novos inspetores da ASAE.
Filipe Garcia, especialista em mercados financeiros, acredita que não vai haver tão cedo uma estabilização dos preços dos combustíveis.
Nem mesmo que o conflito entre Estados Unidos da América e Irão termine amanhã.
Quando estamos a falar de produtos refinados, o mercado tende a oscilar muito mais com base em oferta e procura real, ou seja, do momento. E se houver uma resolução dos conflitos, parece-me ser difícil haver uma estabilização, aliás, um recuo para os preços antes da guerra, porque houve mesmo capacidade destruída. E, portanto, há neste momento menos produto no mercado e significa que mesmo que os conflitos acabassem amanhã, não iríamos ter quedas nos preços com a mesma velocidade com que subiram.
A opinião de Filipe Garcia, especialista em mercados financeiros na Rádio Observador, esta manhã. Uma manhã em que escutámos também Gonçalo Lobo Xavier, é diretor-geral da Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição, que fala sobre o impacto que este aumento dos combustíveis acaba por ter nos produtos que estão nos mercados, nos supermercados, na venda direta ao consumidor. Diz que há sempre um impacto que não vai ser sentido no imediato, mas que acaba por ser pago pelos consumidores.
Não é imediato que isto se vai sentir, mas se falar com empresas de transporte, empresas de logística, com agricultores, todos eles hoje vivem este drama dos custos galopantes de energia e que não são sentidos em todos os Estados membros da mesma forma, mas que em Portugal está a ter, de facto, um peso muito grande.
Declarações de Gonçalo Lopes Xavier esta manhã na Rádio Observador.
O líder parlamentar do CDS sai em defesa do ministro da Administração Interna, na véspera da moção de censura ao governo. Paulo Núncio afirma que há sinais positivos no trabalho de Luís Neves.
Essa análise foi feita esta manhã no programa Comissão de Inquérito aqui na Rádio Observador. Paulo Núncio sai em defesa de Luís Neves.
O primeiro-ministro tem nos últimos dias manifestado confiança política no ministro e é o primeiro-ministro que tem essa competência. É o primeiro-ministro que tem que decidir, em primeiro lugar, a composição do seu governo e, em segundo lugar, se os ministros merecem ou não merecem confiança para continuar a exercer as suas funções. Eu acho que, olhando para o desempenho de Luís Neves como ministro da Administração Interna, eu acho que há sinais positivos.
E o CDS amanhã vai votar contra a moção de censura, vai ser debatida esta terça-feira, proposta apresentada pelo CHEGA.
Há uma emissão especial na Rádio Observador amanhã, depois das nove da manhã, para acompanhar essa moção de censura. Morreu Nuno Cardoso, antigo presidente da Câmara Municipal do Porto, tinha 64 anos.
Estava internado há duas semanas no Hospital de Santo António, no Porto. Nuno Cardoso foi presidente da Câmara Municipal do Porto entre 1999 e 2001, engenheiro de profissão. Entrou na política como assessor de Fernando Gomes, na altura em que era autarca do Porto. Fernando Gomes deu-lhe a responsabilidade pela estratégia de transportes para o Porto e ficou associado à concessão da rede de metrô da cidade do Porto. Em 1999, Fernando Gomes deixou a autarquia, assumiu a pasta de ministro-adjunto e da Administração Interna no governo de António Guterres, e foi nessa altura que Nuno Cardoso assumiu o cargo de presidente da Câmara Municipal do Porto. Foi também professor universitário na Faculdade de Engenharia e presidente da Águas do Douro e do Paiva. No entanto, Nuno Cardoso tentou por várias vezes voltar ao poder autárquico. Concorreu em 2013 e também nas últimas eleições, mas não conseguiu voltar a assumir esse cargo. Foi presidente da Câmara Municipal do Porto entre 1999 e 2001.
E há já uma reação do atual presidente da Câmara do Porto.
Pedro Duarte faz uma publicação nas redes sociais, reconhece o percurso e contributo dado ao Porto por Nuno Cardoso. Destacou o impacto de Nuno Cardoso para a transformação da cidade e elogiou o antigo autarca. Diz que permaneceu ligado ao Porto com uma dedicação determinada, discreta e constante. O funeral está agendado para amanhã, na Igreja da Lapa, na cidade do Porto. Segue depois para o Peso da Régua, de onde era natural, informação avançada pela família à Agência Lusa.
O conselheiro por Cabo Verde do Conselho das Comunidades Portuguesas pede à Cruz Vermelha apoio às vítimas do acidente na Ilha do Fogo.
Que provocou 25 mortes e 14 feridos. Um autocarro que transportava alunos caiu de uma altura de cerca de 30 metros. José Nóbrega Ascenso, conselheiro por Cabo Verde no Conselho das Comunidades Portuguesas, pede esse apoio à Cruz Vermelha Portuguesa.
Inegavelmente, o Estado cabo-verdiano mobilizou da praia apoios em matéria de saúde para esta tragédia, mas a Cruz Vermelha Portuguesa, em Lisboa, tem capacidade de superar os meios mobilizados pelo Estado cabo-verdiano na Ilha do Fogo.
Pedido de ajuda de José Nóbrega Ascenso, que refere também que ficou profundamente consternado com este acidente. Diz que é um sentimento que é partilhado por cabo-verdianos, lusocabo-verdianos e portugueses residentes em Cabo Verde.
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