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Uma da tarde. Jornal da Uma com edição do Miguel Videira. Miguel, total confiança. A ministra da Justiça afirma que as buscas feitas ontem à Polícia Judiciária não põem em causa a confiança que tem na instituição e no diretor nacional Carlos Cabreiro.
Visado no inquérito que procura apurar se o diretor nacional da PJ participou ou não numa escuta ilegal feita no âmbito da investigação ao caso Football Leaks. É essa a denúncia feita por um também inspetor da Judiciária e pelo advogado Aníbal Pinto, que era visado neste inquérito e acabou, de resto, por ser condenado. As buscas ontem feitas estão relacionadas com este caso. A ministra Rita Alarcão Júdice, numa declaração ao Observador, esclarece que a confiança que tem no diretor da Polícia Judiciária e na própria Polícia Judiciária não foi abalada por estas diligências que ontem ocorreram.
E no resto da atualidade, ainda sobre este caso, o antigo bastonário da Ordem dos Advogados, Rogério Alves, sugere que é preciso concluir o inquérito de forma célere, tendo em conta o impacto midiático do caso.
Até tendo em conta a notícia hoje avançada pelo Observador, que dá conta que os documentos que sustentam a denúncia apresentam contradições. Os jornalistas Luís Rosa e João Paulo Gudinho tiveram acesso aos documentos que seguiram com a denúncia e que visam, como disse, o diretor nacional da Polícia Judiciária. Carlos Cabreiro é acusado de ter promovido uma escuta ilegal de um encontro numa estação de serviço da A5 em outubro de 2015, no âmbito da investigação Équer-Rui Pinto. Os documentos hoje revelados pelo Observador fazem, por exemplo, referência a vigilâncias que ocorreram não na A5, em Oeiras, mas na cidade do Porto e em datas diferentes. Concorda o jornalista Luís Rosa, com base nesta documentação.
Estes documentos apresentados não demonstram, de forma cabal, que foi feita uma escuta ambiental ilícita naquele dia 21 de outubro de 2015. Não demonstram. Pode até ser descoberta outra documentação que demonstre, mas esta não demonstra.
Este foi o tema do Explicador desta manhã. Teve como convidado, para além do jornalista Luís Rosa, também Rogério Alves. O antigo bastonário da Ordem dos Advogados considera que é importante que tudo seja esclarecido o quanto antes. Acrescenta que não deve ser difícil, apesar das graves suspeitas.
Houve ou não houve uma ordem para se fazer uma escuta ambiental? Essa ordem, a ter existido, dirigia-se àquela diligência, era para gravar a conversa entre aquele senhor da Doyen, o advogado da Doyen e o doutor Aníbal Pinto? Se tendo existido, foi autorizada pela jurisdição criminal, depois de o Ministério Público lhe ter pedido, ou não foi? Creio que, por mais complexa que a descoberta destes elementos possa ser, justifica-se que seja relativamente rápida.
Tendo em conta também, como disse, o impacto midiático do caso, o tema do Explicador desta manhã, reboque da notícia assinada pelos jornalistas Luís Rosa e João Paulo Gudinho, que tiveram acesso aos documentos que acompanham a denúncia que visa o diretor nacional da PJ. Esta é uma notícia que pode ler em detalhe em observador.pt com o título "As contradições nos documentos da denúncia contra Cabreiro".
E Miguel, a avaliação bancária da habitação atingiu um novo máximo no passado mês de agosto. São dados do Instituto Nacional de Estatística.
2.254 € por metro quadrado, mais 14 € face ao mês anterior, julho, na comparação com o mesmo mês de 2025. Registra-se uma subida de 14,7%. Ainda assim, uma subida homóloga, ou seja, em comparação com o ano anterior, mais baixa do que a registrada em julho, 15,2%. A região do país onde se registou uma subida mais acentuada dos valores da avaliação feita pelos bancos no âmbito dos pedidos de crédito no mês de agosto foi na Península de Setúbal. No sentido oposto, registou-se uma descida de 1,2% na região do Algarve.
E Miguel, está agendado para as 15h, ou seja, para daqui a duas horas, a sessão plenária na Assembleia da República, em que vão ser discutidas e votadas várias iniciativas que visam, por exemplo, o IVA aplicado à alimentação e também aos combustíveis.
Reduzir o IVA aplicado à alimentação e combustíveis é um debate potestativo pedido pelo CHEGA, que tem duas iniciativas nesse sentido. Os partidos que formam a maioria, PSD e CDS, vão votar contra estas iniciativas. Também o secretário-geral do Partido Socialista, José Luís Carneiro, já vai dizer que estas medidas, tendo em conta que a serem aprovadas só produzem efeitos a partir de janeiro do próximo ano, vão ser chumbadas pelo Partido Socialista com o argumento que se há portugueses que estão a passar por mais dificuldades, essas ajudas devem chegar ao terreno no imediato. Há também propostas apresentadas no mesmo sentido, que mexem nos impostos, particularmente no IVA aplicado aos combustíveis e alimentação de partidos à esquerda, Partido Comunista e também o Bloco de Esquerda. E esta é uma das perguntas que o jornalista Martim Madeira, que acompanha uma iniciativa com o secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, tem esta manhã. É uma das perguntas que leva em carteira, saber se o PS, à semelhança do que vai fazer com o CHEGA, também vai chumbar as propostas apresentadas pelo Partido Comunista e pelo Bloco de Esquerda. Aguarda-se a todo momento que o secretário-geral do PS fale com os jornalistas depois de um encontro no Museu das Comunicações, um encontro que terminou há instantes. Daqui a pouco essa declaração, que ainda passaremos aqui nesta edição da 13h, se ocorrer dentro do espaço do noticiário.
Para já, seguimos com um aviso: os serviços de informação da Dinamarca alertam para a possibilidade de ataques russos nos próximos meses contra Países da NATO.
Com um grande risco de baixas. É isso que se lê no relatório revelado pelo jornal The Guardian, que aponta para ciberataques e atos de sabotagem, que não são especificados. O objetivo é interromper ou diminuir a ajuda militar à Ucrânia e semear divisões entre os países da Aliança Atlântica. Os serviços secretos da Dinamarca referem também que há, nesta altura, um risco baixo, mas crescente, de uma intervenção militar russa nos países vizinhos. Não é o único alerta. Também a CIA deixa um aviso, que hoje está plasmado nas páginas do jornal espanhol "El Mundo". Dá conta de um risco de ataques da Rússia contra países do Mediterrâneo, particularmente Espanha, Itália e França. De acordo com informações obtidas pela Lituânia, a Rússia estaria preparada e há a possibilidade de lançamento de drones com alcance de 600 km a partir de navios da Frota Fantasma, no Mar Mediterrâneo. É essa a notícia avançada pelo jornal "El Mundo". Entretanto, ontem, a informação da invasão do espaço aéreo polaco por um helicóptero russo durante 42 segundos, uma intervenção considerada como mais uma provocação por parte da Rússia aos países da Aliança Atlântica. Desta manhã, há também a indicação de que um drone caiu junto à fronteira da Roménia com a Ucrânia, sendo que não se sabe a quem pertencia este drone. É também uma informação avançada pelo jornal britânico "The Guardian". Não há registo de danos.
E Miguel, mais de 80% dos portugueses apoia a promoção de uma oferta alimentar saudável em escolas e creches. A conclusão é da DGS, Direção-Geral da Saúde.
Sim, o alerta surge numa altura em que dados do Inquérito Nacional de Saúde indicam que mais de 40% das crianças consomem, pelo menos uma vez por semana, refeições fast food ou alimentos ultraprocessados. Ouvida pela Rádio Observador, a diretora do Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável da DGS, Maria João Gregório, admite preocupação com os hábitos alimentares dos mais jovens.
A alimentação inadequada continua a ser um dos grandes desafios de saúde pública em Portugal e, em particular, estes dados parecem ser ainda menos positivos para os grupos mais jovens da nossa população, onde conseguimos identificar uma elevada prevalência de hábitos alimentares inadequados e o aumento do consumo de alimentos ultraprocessados é uma realidade, em particular na população mais jovem.
Maria João Gregório, da Direção-Geral da Saúde, ouvida pela rádio Observador. Dava há pouco conta que António José Seguro, não o Presidente da República, mas o secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, se preparava para falar aos jornalistas depois de uma iniciativa esta manhã e antes de o debate de mais daqui a pouco, na Assembleia da República, sobre um conjunto de iniciativas que visam atenuar os impactos da subida do preço dos combustíveis e também da alimentação. Seguimos ao encontro do jornalista do Observador, Martim Madeira. Martim, já fala o José Luís Carneiro?
Ainda não, Miguel. Ainda estamos a aguardar que o líder do Partido Socialista esteja disposto para falar, mas agora sim, temos José Luís Carneiro, que esteve nesta reunião para a solução para um futuro melhor. E relativamente ao debate potestativo que vai haver na Assembleia da República, José Luís Carneiro, pergunto-lhe: disse que não aprovaria o diploma do Chega sobre o IVA dos combustíveis, porque este só produziria efeitos em janeiro. Queria apenas saber se vai manter essa mesma coerência relativamente a propostas de esquerda, como a do PCP ou a do Bloco de Esquerda.
Eu hoje vou fundamentalmente colocar uma pergunta à senhora ministra do Ambiente, aliás, vamos requerer que ela esclareça uma questão muito importante. Tivemos a informação de que o Estado português mobilizou uma parte da sua reserva estratégica de energia para França. E tivemos também a informação de que o Estado português estará a adquirir uma tipologia de crude que não tem aplicação enquanto combustível imediato. Exige um tipo de refinação que nós não temos sequer no país. E por isso, vamos requerer informação à ministra do Ambiente, na medida em que, a serem verdadeiras as informações que me transmitiram e que nos transmitiram, significaria que o país poderá estar numa situação crítica quanto às reservas estratégicas de combustíveis. E é, portanto, um assunto da maior importância que hoje procurarei também levar à Assembleia da República e requeremos as explicações devidas por parte do Primeiro-Ministro e por parte do Ministério do Ambiente.
Relativamente a essa questão do PCP e do Bloco de Esquerda.
Há alguma audição no Parlamento da ministra ou são perguntas que vai fazer no Parlamento e depois, talvez, por escrito? Só para esclarecer essa parte.
Eu vou formular hoje a pergunta no Parlamento. Vamos, entretanto, requerer por escrito resposta a estas duas matérias. Estamos a falar, para quem nos ouve, que terá havido 132 mil toneladas de reservas que foram mobilizadas para França, à luz das informações que temos.
Que informações é que são essas?
São informações que nos foram transmitidas que as reservas estratégicas do país, em termos de combustíveis, têm dois problemas: um, a mobilização de uma parte dessas reservas, que demoram tempo a remobilizar para o território nacional; segundo, aquisições de reservas de combustíveis que não têm aplicação direta porque obrigam a uma refinação que nós não somos capazes sequer de fazer no país.
A ministra da Economia, já hoje, fez declarações em Bruxelas dizendo novamente, apelando aos portugueses para pouparem no uso de combustível em Portugal. Vê aí algum tipo de receio?
Por ter receio sobre o que se está a passar é que vamos formular perguntas ao Ministério do Ambiente e também ao Ministério da Economia para que estas questões sejam esclarecidas, porque se elas forem esclarecidas e não corresponderem à verdade, todos nós ficaremos mais tranquilos. Se elas não forem esclarecidas, então há motivo de grande preocupação, porque tem que ver com a soberania energética do país para situações-limite que se possam vir a colocar.
As preocupações de José Luís Carneiro, que irá levar, diz o secretário-geral, ao debate plenário de amanhã cedo, agendado para as 15h, dá conta José Luís Carneiro, de informações que apontam para a transferência de reservas de combustível para França, sendo que não detalhou, e também a compra de crude, que exige um tipo de refinação que o país não está habilitado a fazer, temas que José Luís Carneiro promete levar a essa sessão plenária e quer questionar a ministra do Ambiente, Graça Carvalho. E bem tentou o jornalista do Observador, Martim Madeira, tentar perceber se o PS vai aprovar ou chumbar as propostas de PCP e Bloco de Esquerda, por exemplo, e que visam reduzir os impostos dos bens alimentares e também do combustível. Ficou sem resposta.