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Boa tarde. Abrimos este jornal das 14 horas com a reação do Chega à alegada pressão a um jornalista ontem num evento na Universidade Católica Portuguesa. O partido de André Ventura nega qualquer responsabilidade.

Este evento aconteceu ontem à tarde, um encontro entre André Ventura e alunos de Direito na Universidade Católica Portuguesa, em Lisboa. Durante esse evento, um jornalista do Expresso terá sido intimidado e agredido. Em comunicado, divulgado hoje, o Chega esclarece que não participou na organização desta palestra e que não pode ser responsabilizado, nem pela entrada, nem pela expulsão do jornalista. Diz o Chega que o partido participou apenas como convidado. Em comunicado, é dito que o partido não definiu as regras de acesso ao evento e, com isso, lamenta toda a situação. Diz também que condena qualquer tentativa de condicionamento ou limitação do direito de informação dos jornalistas.

Falamos agora de mercados, porque as taxas de juro podem começar a descer já no próximo verão.

Garantia da presidente do Banco Central Europeu, que fala num cenário provável. Diz isto numa entrevista à agência Bloomberg, à margem dos encontros de Davos. Christine Lagarde avisa que o BCE nunca quer correr riscos e que não quer correr riscos baixando de imediato as taxas de juro ou fazendo isso sendo demais, até porque há depois a possibilidade de ter que voltar a subir essas taxas. Ainda assim, olhando para os próximos meses, diz que há uma possibilidade de descida, até porque, de acordo com Lagarde, já alcançamos o pico.

Estou confiante que, a não ser que tenhamos um novo choque, chegamos ao pico. Temos de manter uma política restritiva o tempo que for necessário para garantirmos que chegamos a um ponto em que temos a certeza de que se chega aos 2% a médio prazo. Sei que algumas pessoas consideram que estamos a arriscar, mas o risco seria maior se fôssemos demasiado rápido e tivéssemos de recuar para um maior aperto, porque teríamos desperdiçado o esforço que todos tiveram nos últimos 15 meses.

Christine Lagarde a dizer que provavelmente já atingimos o pico das taxas de juro. Diz que é preciso continuar em terreno restritivo, pelo tempo que for necessário, para garantir esse objetivo de 2% de inflação. No mês passado, o BCE decidiu não mexer nas taxas de juro pela segunda vez, depois de 10 subidas consecutivas.

E as regiões autónomas dos Açores e da Madeira tiveram um forte crescimento econômico em 2022.

Sobretudo a Madeira, que, segundo o Conselho das Finanças Públicas, teve um crescimento superior ao do conjunto da economia portuguesa. Já os Açores registaram um crescimento econômico em linha com o que se verifica no país. O crescimento acontece mesmo com a diminuição das transferências ao abrigo da Lei das Finanças das Regiões Autónomas, que passaram de 534 milhões de euros em 2021 para 498 milhões em 2022. Já o déficit orçamental dos dois arquipélagos passou de 0,3% em 2021 para 0,2% do PIB em 2022.

No Algarve, esta tarde reúne-se a comissão que acompanha os efeitos da seca. Essa reunião irá ter lugar em Faro com a presença do governo.

Em cima da mesa está a criação de um plano que imponha limites ao consumo de água, limites na ordem dos 70% para o setor agrícola e de 15% para os consumidores urbanos. O presidente da Comunidade Intermunicipal do Algarve afirma que é preciso um novo plano para o abastecimento de água no sul do país. António Pina afirma que a situação da seca já devia ter sido prevista há muito tempo e diz que esperar pela chuva nunca é uma opção.

As Águas Portugal e os serviços técnicos do Ministério do Ambiente sempre foram contra processos como a questão do Pomarão, como a questão de fazer o açude da FOPANA, contra a dessinalização, porque a outra solução é ficar à espera que chova e esse armazenamento de água era preciso que chovesse. E isso não se verificou, nem se vai verificar. Portanto, esta situação, é preciso tomarmos consciência que é o novo normal. E para um novo normal, temos que ter um novo plano de abastecimento d'água à região, que não pode passar apenas por ficar à espera que chova na região, porque não vai chover mais.

Preocupações da Comunidade Intermunicipal do Algarve. Está a decorrer esta tarde uma reunião da comissão que acompanha os efeitos da seca. Acontece esta reunião em Faro, o governo está também presente.

E na Rússia, o Telegram bloqueou seis canais que estão a cobrir os protestos que começaram hoje à porta do tribunal de Bashkortostan.

Milhares de pessoas estão a manifestar-se neste local em protesto contra a condenação de um ativista que foi sentenciado a quatro anos de prisão por ter participado em manifestações e por ter, de acordo com a Justiça Russa, incitado ao ódio. A sessão em tribunal decorreu à porta fechada, mas na rua esperavam-se cerca de 3 mil pessoas, de acordo com a imprensa internacional. Aqui escutamos esses momentos de confrontos entre os manifestantes e as autoridades. Um ponto deste protesto, vídeo divulgado nas redes sociais, já foram detidas dezenas de pessoas. As autoridades estão a tentar afastar os manifestantes com gás lacrimogêneo e os manifestantes vão respondendo como podem. No vídeo podemos ver que estão a ser atiradas bolas de neve contra a polícia. No local estão cerca de 20 °C negativos, mas mesmo assim, segundo a Al Jazeera, este protesto pode ser o maior protesto na Rússia desde o início da guerra na Ucrânia.

Duas horas e seis minutos. Miguel, que outras notícias marcam a atualidade?

Itália, França e Alemanha vão propor o alargamento da missão europeia para proteger os navios no Mar Vermelho dos ataques dos Houthis. O anúncio foi feito pelo ministro italiano dos Negócios Estrangeiros. A hipótese passa por alargar a missão Atlanta, da qual Portugal também faz parte, para o Estreito de Ormuz. A proposta vai ser discutida pelos chefes da diplomacia europeia na segunda-feira em Bruxelas. Daqui a menos de meia hora, arranca para a seleção portuguesa o main round do Campeonato da Europa de handebol, na Alemanha. O primeiro adversário no grupo dois é a Noruega, que, apesar de ser favorita, começa esta fase com os mesmos zero pontos que a seleção portuguesa. Depois da derrota com a Dinamarca, Portugal tenta agora arrancar da melhor forma este main round, sabendo que já há três seleções com dois pontos. Esses pontos transportam da fase anterior. Num grupo de seis, passam os dois primeiros para as meias-finais. O Portugal-Noruega desta tarde arranca às 14h30. A fechar, parece mentira, mas João Miguel, há mais um problema com aviões no Japão.

A sério? Está a correr tudo mal por aqueles lados.

São muitos casos nestes primeiros dias do ano.

Muitas nuvens negras.

Este novo problema consegue ser o mais insólito de todos, mais insólito que os anteriores, de facto. Desta vez aconteceu no avião da ANA, uma companhia americana, que quando estava a voar sobre o Oceano Pacífico, esse avião foi obrigado a regressar a Tóquio porque um passageiro Mordeu uma assistente de bordo. Estamos a falar de um homem de 55 anos que estaria embriagado quando entrou neste avião, que tinha a bordo 159 passageiros. Diz este passageiro que não se recorda de nada. Diz que isso acontece, não só porque estava embriagado, mas porque alega que tomou um comprimido para dormir antes de entrar.

Fez bem. Queria descansar durante o voo, mas se mordeu a tripulante é porque o comprimido não fez efeito.

Pois claro. Foi uma mordidela no braço da assistente de bordo que, de acordo com a empresa, ficou com um ferimento ligeiro. Relembro que este é o segundo episódio que envolve a indústria de aviação japonesa só esta semana, depois no sábado passado, um voo doméstico também ter regressado à base por haver uma fenda na janela do cockpit. Mas este mês já tivemos casos mais graves, com duas situações de colisão entre aviões, um nos últimos dias, com o contato que houve entre duas aeronaves e o mais preocupante, que aconteceu no passado dia 2, esse choque entre dois aviões que resultou na morte de cinco pessoas.

Notícia se fecha. No Jornal das duas, teve edição do Miguel Cordeiro.