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Domingo. Está a começar o Jornal das Duas, com edição do Miguel Cordeiro. Miguel, em destaque: a Embaixada da Ucrânia em Lisboa foi evacuada, depois de ter recebido uma ameaça de bomba.
Ameaça feita por e-mail, de acordo com o Comando Metropolitano de Lisboa da PSP, a embaixada recebeu um e-mail onde era informada que se encontrava toda armadilhada e que no dia de hoje, segunda-feira, os explosivos iam ser acionados remotamente. Tendo em conta o teor desta mensagem enviada por e-mail, foram acionados meios da PSP para o local, a unidade de inativação de explosivos. A ameaça foi recebida pelas 11h40. A PSP já montou um perímetro de segurança e procedeu à evacuação do edifício. Isto foi o que disse ao Observador a Direção Nacional da PSP. A ameaça surge no mesmo dia em que vários edifícios públicos, como escolas, tribunais e edifícios governamentais em diversas regiões ucranianas estão também a ser evacuados, na sequência de alertas quanto à possível presença de explosivos. Isto é o que diz a Ukrainian National News. É certo também que a Embaixada da Ucrânia na Áustria foi evacuada. A polícia austríaca está a avaliar potenciais ameaças. O mesmo acontece na Embaixada Ucraniana de Lisboa.
É uma notícia para continuar a acompanhar aqui na Rádio Observador. E o primeiro-ministro recusa que a redução dos impostos dos jovens e das empresas seja uma birra do governo.
Luís Montenegro marca presença na inauguração de uma unidade de transformação de pescado em Peniche e, a boleia da inovação das empresas e da necessidade de reter talento, defende a proposta de redução de impostos, sobretudo para os mais jovens. O primeiro-ministro diz que a descida de impostos não é uma birra do governo, é uma estratégia para o país.
Quando nós falamos que queremos ter um país onde se pague menos impostos sobre o rendimento do trabalho e, em particular, sobre os rendimentos do trabalho dos jovens, quando nós falamos que é preciso ter um país onde se tribute menos o rendimento das empresas, para que as empresas possam pagar melhores salários, quando nós falamos disto, nós não estamos a fazer nenhuma birra fiscal ou orçamental. Nós estamos mesmo a marcar uma diferença. Claro que eu não desconheço a realidade política que tenho pela frente. Já sei que não tenho uma maioria absoluta no Parlamento e já sei que o governo terá de fazer uma aproximação com os outros partidos para nós podermos executar este plano. Mas o plano é este.
Montenegro, em Peniche, onde tem estado durante a manhã, sem responder a perguntas de jornalistas, sem falar novamente sobre as reuniões com André Ventura, apesar do presidente do Chega continuar a colocar detalhes dos encontros na rede social X. De qualquer forma, durante a manhã, numa outra ação, Luís Montenegro disse que questões menores que têm sido levantadas no âmbito do Orçamento do Estado só descredibilizam os partidos que as têm suscitado. Um recado para André Ventura.
E Nuno Melo pede que o Orçamento do Estado seja aprovado.
O presidente do CDS, que enquanto ministro da Defesa, presidiu esta manhã à cerimónia da assinatura do Referencial de Educação para Segurança, Defesa e Paz, falou aos jornalistas e disse que a aprovação do Orçamento do Estado é um desejo que quer ver cumprido.
Não seria bom para Portugal e, desde logo, para todas estas pessoas que serão abrangidas, se o Orçamento do Estado não fosse aprovado.
Posto isto em conta os últimos dias, Sr. Ministro.
É o meu desejo. Eu sei que o governo fez tudo aquilo que podia fazer. O governo não substitui, certamente, a nenhum partido político. Aguardaremos com muita calma aquilo que tenha que acontecer.
Nuno Melo, num registo captado pela CNN Portugal, questionado sobre as declarações de Ventura e Pedro Nuno Santos, o ministro da Defesa não quis fazer qualquer comentário.
E o PCP confirma que vai votar contra o Orçamento do Estado e critica o comportamento do Partido Socialista.
Dizem que o PS se identifica com a proposta de orçamento da AD. Na abertura das jornadas parlamentares, Paulo Raimundo criticou os socialistas. Diz até que as diferenças entre PS e AD estão apenas nos detalhes, no ritmo e no alcance das políticas liberais.
Estão de acordo em tudo o que é fundamental. Separa-os o ritmo com que querem implementar as políticas neoliberais de aumento das injustiças e desigualdades, concentração da riqueza, privatizações e destruição dos serviços públicos.
Na intervenção de arranque das jornadas parlamentares, o líder do PCP aproveitou também para confirmar a decisão que já era esperada.
O facto deste ser um orçamento desejado pelo grande capital garante que, para lá do governo, outros se mostrem disponíveis para o aprovar. Da parte do PCP, votaremos contra este orçamento. O que alguns foram considerando como precipitado, o tempo foi se encarregando de mostrar que, afinal, mais uma vez, o PCP tinha razão.
Voto contra no orçamento confirmado por Paulo Raimundo no arranque das jornadas parlamentares do PCP, que decorrem até amanhã na Assembleia da República.
E o Bloco de Esquerda acusa os líderes dos partidos de direita de fazerem um espetáculo miserável e degradante em torno do Orçamento do Estado.
Mariana Mortágua criticou Pedro Rui Rocha, André Ventura e Luís Montenegro, mas também atirou algumas críticas ao Secretário-Geral do PS. A coordenadora do Bloco de Esquerda diz que falta compreender por que Pedro Nuno Santos continua a ser ambíguo nesta discussão. Para o Bloco de Esquerda, esta proposta, este orçamento é mau, uma vez que não resolve os problemas do país. Mariana Mortágua acusa também o presidente da República de prestar um mau serviço ao país ao chantagear permanentemente os partidos com eleições, caso o principal documento de governação seja chumbado.
E o Partido Socialista da Madeira critica a incapacidade do executivo de Miguel Albuquerque de negociar o Orçamento do Estado. Os deputados socialistas eleitos pelo arquipélago consideram mesmo que o governo regional está numa crise de credibilidade por causa dos casos de corrupção que estão a ser investigados pelos tribunais.
À Agência Lusa, numa conferência de imprensa no Funchal, a deputada socialista Sofia Canha criticou a incapacidade de Miguel Albuquerque em negociar com o governo da República, que também é liderado pelo PSD. Sofia Canha destaca também que o líder dos sociais-democratas na Madeira não consegue concretizar nenhuma medida que tenha proposto à população madeirense. Depois de ser questionada sobre as medidas que os socialistas têm para a região, a deputada diz que é precoce falar em propostas antes de saber se o Orçamento do Estado vai ser ou não aprovado na generalidade.
E a ministra da Saúde considera positiva a verba destinada à saúde na proposta do governo para o Orçamento do Estado.
Prevê o governo alocar quase 17 mil milhões de euros para o setor da saúde, um aumento de 9% face ao ano passado. Ana Paula Martins, a ministra, diz que está confiante de que este é um sinal de que o governo encara a saúde como uma prioridade.
Sobre o Orçamento de Estado, neste momento, só farei um comentário muito geral. É o segundo maior aumento, 9%, que o Orçamento de Estado aloca à saúde e isto é inequivocamente uma prova da prioridade que este governo e que o seu primeiro-ministro dão à saúde dos portugueses.
Sendo que a ministra falou esta manhã aos jornalistas sobre a urgência pediátrica do Hospital de Viseu. A ministra garante que o serviço, que está encerrado durante a noite há quase cinco meses, vai começar a funcionar nas próximas semanas. Quis hoje deixar esta garantia.
E o governo acredita que os próximos anos vão terminar com excedente orçamental, mas, em 2026, o excedente vai ser praticamente nulo.
Nesse ano, será de apenas 0,1%. Esta é a previsão do governo. Estes números estão no plano de médio prazo para a economia que Portugal apresentou hoje em Bruxelas. O governo apenas prevê superávits superiores a 1% em 2027 e em 2028. Assume o governo que a margem orçamental para reduzir impostos sem colocar em perigo as contas públicas provém essencialmente duas fontes: a extinção de medidas extraordinárias e o fim da implementação do plano de recuperação e resiliência.
Duas horas e oito minutos. Miguel, que outras notícias vão marcando a atualidade esta segunda-feira?
Seis distritos estão sob aviso amarelo por causa da chuva forte e de trovoadas. Portalegre, Castelo Branco, Beja, Santarém, Faro e Évora estão com este aviso desde o meio-dia, mantêm-se até à meia-noite. Os mesmos distritos, amanhã, voltam a ter aviso amarelo a partir das 15h até à meia-noite, também por causa da chuva forte e trovoadas. Três bombeiros estão em protesto no interior do quartel da Ajuda, em Lisboa. Em causa o atraso de pagamentos, pelo menos desde setembro. António Mourinha, vice-presidente do Conselho Fiscal, explica que os problemas financeiros não são de agora. Fala num buraco de quase 250 mil € e garante que os bombeiros vão permanecer no quartel até que os salários estejam pagos. Situação em Lisboa, no quartel da Ajuda.
É o ponto final no jornal das duas, que teve edição do Miguel Cordeiro.