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Vamos às notícias. Jornal das Duas com Luís Soares. Luís, a presidente da Comissão Europeia apela à união da Europa. Ursula von der Leyen foi reconduzida para um segundo mandato depois da votação do Parlamento Europeu.
Parlamento que aprovou a composição da próxima Comissão Europeia, liderada por Ursula von der Leyen, com 370 votos a favor, 282 contra e 36 abstenções. Uma comissão que conta com a portuguesa Maria Luísa Albuquerque na pasta dos assuntos financeiros. Na conferência de imprensa, depois de conhecidos os resultados da votação, Ursula von der Leyen reforçou a importância da Europa se manter unida, isto porque, sublinha, o contexto é de intensa competição e com conflitos que ameaçam as fronteiras do velho continente.
Durante os próximos cinco anos, o que será de absoluta importância crítica será a unidade. Se olharmos a competição global para o quão forte ela é e o que está a crescer mais intensamente com o passar do dia, há uma guerra a agitar as nossas fronteiras e o ritmo de mudança é mais rápido do que nunca. Este é o pano de fundo contra o qual estamos a trabalhar. Então uma coisa é clara: a prosperidade e a segurança da Europa são, primeiro e mais importante, a nossa própria responsabilidade. Sim, precisamos de alianças fortes no exterior, devemos fortalecer constantemente as nossas relações, mas igualmente crucial é o fato de precisarmos de unidade dentro.
Ursula von der Leyen, depois de ser reconduzida como presidente da Comissão Europeia, numa conferência de imprensa lado a lado com Roberta Metsola, a presidente do Parlamento Europeu, sublinhou também o contexto turbulento à volta da Europa e referiu que a eleição de von der Leyen é um sinal de estabilidade dentro da União Europeia. Na intervenção que fez durante a manhã no plenário, von der Leyen disse que uma das primeiras grandes iniciativas vai ser impulsionar uma estratégia econômica baseada nas recomendações deixadas pelo relatório elaborado por Mário Draghi.
O Livre vai apresentar uma queixa junto da Comissão de Ética da Assembleia da República, a propósito da intervenção de André Ventura no 25 de novembro.
O partido queixou-se de uma citação de Jaime Neves, feita pelo líder do Chega. Nesse discurso do 25 de novembro, André Ventura citou uma expressão utilizada pelo tenente-coronel em contexto de guerra.
Como dizia Jaime Neves sobre a guerra no ultramar, era mesmo assim: quando nos mandavam limpar, nós limpávamos tudo. Já começámos, vamos continuar.
André Ventura, que concluiu apontando para as bancadas da esquerda. É sobre esta citação que o Livre se queixa. Para Isabel Mendes Lopes, esta frase é um incitamento a um crime e, por isso, o Livre vai apresentar queixa junto da Comissão de Ética e Transparência dos Deputados.
Parece-nos que é inconcebível que a Assembleia da República e o presidente da Assembleia da República não tenham tomado uma posição e que se tenha escudado em procedimentos regimentais para não me dar a palavra para dar esta nota de repúdio, como eu entendo que deveria ser dado e que deveria ter sido dada pelo Presidente da Assembleia da República. E parece-nos que isto é um caso tão grave que não pode ficar por aqui. Portanto, o Livre vai apresentar também esta questão junto à Comissão de Ética, aqui na Assembleia da República.
Isabel Mendes Lopes, em declarações aos jornalistas na Assembleia da República, adianta ainda que vai voltar a falar do assunto na próxima conferência de líderes parlamentares. O Livre tentou fazer esta queixa no arranque do plenário de hoje, mas Aguiar Branco considerou não ser o local apropriado.
Na discussão do orçamento na especialidade, o Parlamento aprovou, por unanimidade, a proposta da Iniciativa Liberal para baixar o IVA para os produtos alimentares para bebês.
A AD mudou o sentido de voto para viabilizar a proposta, que tinha sido rejeitada ontem com o voto contra do PSD e do CDS. Mas hoje o líder parlamentar dos sociais-democratas, Hugo Soares, anunciou essa mudança no sentido de voto.
O debate na especialidade do Orçamento de Estado faz-se a construir ideias, a procurarmos convencer os outros dos nossos argumentos e a podermos, em cada instante, sermos construtivos naquilo que deve ser uma melhor proposta do Orçamento de Estado para o ano de 2025. Queria, por isso, anunciar à Câmara e ao país que as bancadas do grupo parlamentar do PSD e do CDS resolveram alterar o sentido de voto e aprovar com a Iniciativa Liberal que os produtos alimentícios destinados a lactentes e a crianças de pouca idade possam hoje ser de IVA reduzido e aprovados neste Parlamento.
Para o terceiro dia de votação do Orçamento do Estado na especialidade, os partidos que suportam o governo acabam, assim, por dar este sinal à Iniciativa Liberal. A baixa do IVA dos alimentos para bebês foi aprovada por unanimidade, com o PS também a mudar o sentido de voto. O debate da parte da manhã já terminou. As votações são retomadas a partir das 15h.
O primeiro-ministro saudou o fato de ter sido aprovada a proposta do governo que pretende isentar de IRS os prêmios de desempenho. Considera indispensável para incentivar a excelência.
Ontem a medida começou por ser chumbada na Assembleia da República com a abstenção do Chega, mas pouco depois o partido de André Ventura mudou o sentido de voto e acabou por viabilizar a proposta. Esta manhã, no Palácio de São Bento, em Lisboa, Luís Montenegro reforçou a importância desta medida.
Esta medida é uma medida que tem muito impacto financeiro. Não foi fácil a nossa negociação com as finanças, mas é, de facto, uma questão de princípio, é uma questão de cultura, é uma questão de mentalidade. Quando ontem houve uma espécie de nevoeiro e parecia que esta medida ia ser chumbada no Parlamento, eu nem queria acreditar.
Declarações de Luís Montenegro esta manhã, durante uma cerimônia na qual recebeu, em São Bento, os campeões de profissões. Luís Montenegro reiterou ainda que esta medida é um sinal de que o governo quer valorizar a excelência e mostrar que vale a pena trabalhar bem.
A Polícia Judiciária identificou pelo menos 10 suspeitos do ataque a um autocarro em Santo António dos Cavaleiros, que provocou ferimentos graves no motorista.
É o resultado de uma operação que decorreu esta manhã. O ataque aconteceu durante a onda de tumultos pela morte de Odair Moniz, às mãos da PSP, há cerca de um mês. Fonte da Judiciária confirma essa operação ao Observador. Foi coordenada pela Secção de Homicídios. Segundo apurou o Observador, já foram identificados 10 suspeitos que estão a ser ouvidos esta hora, ainda que formalmente não haja, para já, qualquer detenção. A CNN Portugal acrescenta que alguns dos suspeitos que vão agora ser ouvidos têm antecedentes relacionados com criminalidade juvenil. Respondem, neste caso, em coautoria, por crimes como homicídio na forma tentada.
No desporto, Ruben Amorim continua a pedir tempo para conseguir tirar o melhor da equipa do Manchester United. O treinador português fez, há minutos, a antevisão do jogo da Liga Europa frente ao Bodø/Glimt. O jogo é amanhã, às 20:00.
E na antevisão, com Bruno Fernandes ao lado, Ruben Amorim voltou a pedir tempo para conseguir passar as ideias aos jogadores. A imprensa britânica pressionou, perguntou quanto tempo e também se prevê algum trabalho mais difícil do que encontrou no Sporting. Amorim não conseguiu precisar e recusou a comparação.
É difícil comparar as coisas. Acho que temos um nível diferente. Podemos dizer que esta é uma liga diferente e que é mais difícil do que em Portugal, mas também tenho jogadores mais experientes. Todos eles jogam na seleção, eles só precisam de aumentar a confiança e, portanto, neste momento, não consigo dizer se é um trabalho mais difícil. Não sei quanto tempo vai demorar a estar no ponto, mas sei que com tantos jogos e com o tempo que temos para treinar, vai ser difícil para mim e ainda mais para eles, porque eles é que estão no campo. Eles vão sofrer um pouco, eu vou ajudar e temos de conseguir ganhar os jogos para criar esta rotina na equipa.
Ruben Amorim na antevisão do jogo, que vai também marcar a estreia do treinador em Old Trafford. O Manchester United joga amanhã, na Liga Europa, frente ao Bodø/Glimt.
E no site do Observador, pode ouvir um novo programa chamado The Special Ruben, que olha precisamente para o trabalho que está a ser feito por Ruben Amorim no Manchester United. O treinador do Braga, Carlos Carvalhal, não desvaloriza a importância do jogo de amanhã para a Liga Europa, mas refere que a partida, apesar de importante, não é decisiva.
Os bracarenses recebem amanhã os alemães do Hoffenheim, em jogo a contar para a quinta jornada da fase de liga da Liga Europa. Partem para este confronto com quatro pontos e fora dos lugares de qualificação para a próxima fase. Apesar da situação difícil na competição, Carlos Carvalhal diz que este duelo não é determinante porque ainda há muito em jogo.
Amanhã que vai acabar o jogo, não se vai ficar nada decidido. Há pontos em disputa. Portanto, não está nada decidido amanhã. É um jogo importante. Eu digo isto, e digo isto peremptoriamente, porque decisivo são jogos a eliminar ou jogos onde se disputa e no final do mesmo há uma determinação daquilo que vai acontecer. Portanto, amanhã não há determinação nenhuma. Agora, que é um jogo importante, é, porque só temos quatro pontos, queremos ter mais e queremos somar pontos e nesse sentido, é um jogo muito importante.
Antevisão de Carlos Carvalhal ao jogo de amanhã do Braga frente ao Hoffenheim, jogo a contar para a Liga Europa, às 20:00.
E Luís, que outras notícias estão em destaque a esta hora?
O Conselho do Almirantado reúne-se hoje à tarde com a presença do almirante Gouveia e Melo. Este é o órgão máximo de consulta do Chefe do Estado-Maior da Armada. A informação foi confirmada à Agência Lusa por fontes ligadas à defesa. Esta reunião acontece no dia em que se inicia formalmente o prazo para o governo iniciar o processo de nomeação do próximo Chefe do Estado-Maior da Armada. Vinte e nove empresas do Estado mantiveram desequilíbrio económico no ano passado. É o que adianta o relatório sobre o setor empresarial do Estado, publicado hoje pelo Conselho de Finanças Públicas. O organismo analisou 92 das 147 empresas e concluiu que 29 estavam em falência técnica, menos uma do que em 2022. O primeiro-ministro do Líbano pede união após o fim daquela que é considerada a fase mais cruel na história do país. O chefe do governo libanês pede a Israel para que se comprometa com o acordo de cessar-fogo e que abandone todas as posições no sul do Líbano. Também a Jordânia saudou o cessar-fogo de Israel com o Líbano e sublinha a necessidade de parar a agressão contra Gaza. A Turquia, por seu lado, considera que a comunidade internacional deve pressionar Israel para manter o cessar-fogo e considera que o país deve pagar pelos estragos de guerra no Líbano.
Há mais notícias com Luís Soares às 15:00.