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Na Rádio Observador. Jornal das duas, edição do Luís Soares. Luís Montenegro diz estar estupefacto com as críticas que considera injustificadas por não participar em todos os debates televisivos antes das legislativas.
O líder do PSD, também primeiro-ministro, está a ser criticado por não participar em alguns desses debates televisivos na pré-campanha, nos quais vai ser substituído por Nuno Melo. Luís Montenegro diz que a decisão é política e assumida pelo PSD e pelo CDS, já que, ao contrário do que aconteceu no ano passado, o líder centrista tem representação parlamentar e, por isso, direito a participar nos debates.
Já da última vez, como se recordam, nós tínhamos colocado essa possibilidade, mas foi entendido por todos, e todos são os órgãos de comunicação social, promotores desses debates e também os outros partidos políticos, que isso não se justificava, na medida em que não havia representação parlamentar do outro partido da coligação CDS-PP. Ora, neste momento, essa representação parlamentar existe. Portanto, parece que quem está com medo de debater é quem apresenta problemas à participação do presidente do CDS nos debates.
Na resposta às críticas por parte de Luís Montenegro, em declarações aos jornalistas esta tarde, já a propósito da inclusão de Ernâni Dias nas listas de deputados, Luís Montenegro recusa que o ex-secretário de Estado esteja diminuído na capacidade de ser candidato a deputado.
O doutor Ernâni Dias pediu a demissão num contexto do exercício das funções do governo, que não exerce neste momento. E, portanto, não há nenhuma razão pra ele estar diminuído na sua capacidade de poder representar, no caso do Círculo de Bragança, a sua população, o seu território e o país, enquanto deputado na Assembleia da República.
Ernâni Dias demitiu-se de funções na sequência de ter criado duas empresas quando era preparada a Lei dos Solos, são declarações de Luís Montenegro aos jornalistas no final de uma reunião na sede da Área Metropolitana de Lisboa, onde esteve reunido com os presidentes de câmara desta área para discutir o projeto Parque Cidades do Tejo.
E o secretário-geral do PS acusa Montenegro de estar a fugir aos debates, mas aceita este modelo.
Pedro Nuno Santos diz ainda que fugir a perguntas é um traço de personalidade do primeiro-ministro.
Ao longo da sua governação, fugia dos jornalistas, não comparecia perante jornalistas para responder a perguntas sobre a governação. Depois, quando rebentou o caso que o envolve, fugia também das respostas aos partidos e à comunicação social e agora em campanha, foge dos debates. E, portanto, nós temos um primeiro-ministro que em pleno século XXI acha que pode evitar, fugir o confronto, fugir ao debate, fugir às perguntas. E isso é grave.
As acusações de Pedro Nuno Santos, secretário-geral do PS, confirma também Fernando Araújo, ex-diretor executivo do SNS, como cabeça de lista do PS pelo Porto nas próximas legislativas. O secretário-geral socialista diz que a saúde é o setor em que o governo foi mais incompetente.
A saúde é um dos exemplos máximos da incompetência deste governo em resolver problemas. Aumentaram os problemas que nós já tínhamos na saúde. Fernando Araújo é uma figura consensual na sociedade portuguesa, inspira confiança e segurança aos portugueses e é isso que nós precisamos, desde logo, na saúde. O PSD preferiu manter na lista de deputados, isso é um sinal, evidentemente, a responsável máxima pelo falhanço na saúde.
Pedro Nuno Santos referiu-se à manutenção de Ana Paula Martins nas listas do PSD. Já o PS escolhe Fernando Araújo, ex-diretor executivo do SNS, para encabeçar a lista do PS no Porto, porque, diz Pedro Nuno Santos, Fernando Araújo inspira confiança e segurança aos portugueses.
Já a coordenadora do Bloco de Esquerda pede aos partidos e aos canais de televisão que não aceitem o modelo de debate que foi proposto por Luís Montenegro.
Um modelo que não agradou a Mariana Mortágua, que apela assim aos restantes partidos e aos canais de televisão para que não alinhem no formato sugerido por Luís Montenegro.
Este regime de debates e esta discricionariedade de Luís Montenegro só vai avante com o acordo das televisões e com o acordo dos restantes partidos. Se todos formos coerentes e se não aceitarmos distorcer este modelo, Luís Montenegro terá de vir a debate. Isso exige uma posição determinada por parte das televisões e por parte dos restantes líderes partidários que já manifestaram a sua solidariedade.
Até porque a coordenadora do Bloco garante que só aceita debater com Luís Montenegro, recusando que possa ser substituída pelo líder do CDS, Nuno Melo. Declarações de Mariana Mortágua, que esteve de visita na Futuralia, em Lisboa.
O antigo presidente da Federação Portuguesa de Futebol, Fernando Gomes, garante que não foram cometidas infrações nos últimos 13 anos na FPF.
Garantia deixada pelo atual presidente do Comité Olímpico Português, depois das buscas que a Judiciária realizou às instalações da Federação esta semana. Fernando Gomes sublinha que durante os anos em que esteve na presidência da Federação, nunca foram detetadas anomalias nos relatórios trimestrais.
Durante os 13 anos que estivemos na Federação, a Federação tinha duas auditorias quase em simultâneo. Além do conselho fiscal, que exercia a sua função, tinha uma empresa de auditoria, por mero acaso, curiosamente, da empresa que era representada nesse processo pela atual presidente do Conselho Fiscal da Federação Raquel Esperança Cismeiro. Portanto, ela e dos relatórios todos que elaborava trimestralmente, nunca nos foi reportado qualquer tipo de anomalia.
Garantia deixada por Fernando Gomes, em declarações aos jornalistas na Cidade do Futebol, em Oeiras. O agora presidente do Comité Olímpico Português diz que nunca foi alvo de buscas a e-mails ou aparelhos eletrónicos, nega também a possibilidade de vir a ser constituído arguido neste processo e reforça o total desconhecimento.
Na Tailândia, já é seguro voltar para o interior dos edifícios depois do sismo de 7.7 na escala de Richter. A garantia foi dada há pouco pelo governo tailandês.
Num cenário de destruição grande na Tailândia, mas também em Myanmar, a esta hora há dezenas de mortos registados. Não há, no entanto, um balanço oficial do número de vítimas em qualquer um destes países, até porque com os estragos, há muitos edifícios que colapsaram e há ainda muitos trabalhos de busca pelas vítimas. Ainda assim, o governo tailandês diz que já é possível voltar para o interior dos edifícios. Apela à população, no entanto, para evitar circular junto a prédios em construção. A esta hora continuam esses trabalhos de resgate pelas pessoas que estão debaixo dos escombros. O primeiro-ministro da Índia disse estar disponível para prestar assistência médica, assim como a presidenta da Comissão Europeia, que disse estar pronta para prestar todo o apoio necessário. Também Marcelo Rebelo de Sousa já enviou uma mensagem de condolências à população de Myanmar e da Tailândia. O Ministério dos Negócios Estrangeiros diz, por seu lado, não ter indicação de portugueses afetados pelo sismo.
Um português que é residente em Bangkok estava em casa quando sentiu este sismo. Aconteceu à hora de almoço.
Almoço, hora local, naturalmente. Em entrevista à Rádio Observador, Filipe Sarmento relata os estragos que foram provocados pelo abalo. Diz mesmo que é um cenário que nunca tinha visto.
Estava em casa a trabalhar, que eu trabalho maioritariamente de casa, e por volta da 13h00 e pouca, comecei a sentir como se fosse uma tontura e de repente comecei a ouvir coisas noutros quartos a cair. Aí apercebi-me que era um sismo. Acabei de regressar a casa há meia hora e as paredes estão todas rachadas, o estuque, e os azulejos nas casas de banho estão caídos. Portanto, é um cenário que nunca tinha visto.
Filipe Sarmento, um português que reside em Bangkok, a relatar a destruição provocada pelo sismo que afetou Myanmar e a Tailândia esta manhã. O vice-presidente da Associação Portuguesa de Técnicos de Segurança e Proteção Civil diz que algumas infraestruturas podem ainda estar fragilizadas. Jorge Silva explica que a devastação muito grande foi ainda intensificada pelas réplicas que se seguiram.
Na primeira ação do sismo primário, há uma devastação logo por si muito grande, mas que também fragiliza muitas infraestruturas e que possam ter deixado para as réplicas fazer o colapsar dessas mesmas situações. O que enfrentamos agora é algumas situações e algumas infraestruturas que possam estar fragilizadas e, por aí, ter alguma precaução em relação às mesmas. Depois, é toda a busca e salvamento à volta do sismo e todo resgate de vida que ainda possa sobreviver.
Jorge Silva, vice-presidente da Associação Portuguesa de Técnicos de Segurança e Proteção Civil, a explicar-nos as consequências do sismo que aconteceu esta manhã em Myanmar e na Tailândia. Neste momento, é preciso fazer ainda toda a análise dos escombros para que seja possível resgatar com vida ainda algumas pessoas que possam estar debaixo desses escombros.
Duas horas, nove minutos, olhamos para outras notícias que também estão a marcar a atualidade.
Uma aeronave caiu esta manhã em Coimbra, próximo do aeroporto de Sernache. Fonte dos Bombeiros Voluntários de Coimbra confirma ao Observador que o acidente fez dois feridos ligeiros que saíram do local pelos próprios meios, foram depois assistidos. O alerta aconteceu por volta das 11:15 da manhã. O líder do PSD Madeira garante que o partido está pronto e apto para formar um governo estável. Garantia deixada por Miguel Albuquerque ao representante da República para a Madeira, a quem entregou os acordos assinados por PSD e CDS depois da vitória dos sociais-democratas nas legislativas de domingo. Há instantes também o CDS-PP fez saber que transmitiu ao representante da República para a região autónoma que o acordo estabelecido com o PSD permite assegurar um governo estável para quatro anos. Já Hélder Sousa, do JPP, diz que apresentar a solução do governo alternativa seria contra natura e o líder do PS Madeira diz que o partido vai fazer marcação cerrada ao governo regional na Assembleia Legislativa.