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Notícias. Jornal das duas, com edição da Vanessa Cruz. Vanessa, saúde rija. A expressão é do ministro dos Assuntos Parlamentares, que desvaloriza o internamento hospitalar de Luís Montenegro ontem.

Para Pedro Duarte, não há questões de saúde que afastem Luís Montenegro da liderança do país. O chefe do Executivo teve um episódio de arritmia cardíaca depois de uma semana de muitos compromissos. Foi examinado no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, teve alta horas depois e à semelhança do que fez o próprio Luís Montenegro ontem, o ministro Pedro Duarte também transmite uma mensagem de tranquilidade em contexto de pré-campanha eleitoral.

O senhor primeiro-ministro vai continuar a exercer a sua função de líder da governação sem qualquer mudança e quando chegar o momento vai com certeza fazer uma campanha eleitoral que, no entender dele e compreenderão também no meu próprio entender, poderá ser clarificadora e persuasiva junto da sociedade portuguesa.

O ministro dos Assuntos Parlamentares, aqui num registo captado pela RTP3. De resto, Luís Montenegro, o primeiro-ministro, já deu indicação de que vai retomar a agenda na segunda-feira.

A Iniciativa Liberal deixa em aberto fazer parte de um governo com a AD. Para isso, o partido precisaria de ter garantia das políticas a pôr em prática.

Entrevistado no Explicador, o deputado Rodrigo Saraiva apontou para possíveis entendimentos depois das eleições.

Em troca de políticas, por exemplo, nós somos o único partido que olha para tudo-

Apenas apoio parlamentar ou implicaria mesmo exigência, nesse cenário de maioria AD e IL, implicaria exigências de presença mais ativa no governo?

As presenças nos governos, e até se olharmos também para o âmbito autárquico, a presença em executivos camerários, as presenças, os lugares de governo deste Estado, podem ser apenas uma questão de garantia de implementação das medidas das propostas, porque isso é que é verdadeiramente importante.

É o que diz Rodrigo Saraiva. A Iniciativa Liberal espera que Luís Montenegro mantenha a promessa de arredar o CHEGA do poder.

O primeiro partido que foi muito claro a dizer não é não ao CHEGA, foi a Iniciativa Liberal e, portanto, queremos acreditar que Luís Montenegro vai se manter coerente. Mais uma vez, a questão da coerência aqui é fundamental, porque o partido CHEGA não é confiável. O partido CHEGA é um partido que é socialista na sua prática e nas suas propostas, para além de todos aqueles casos que aconteceram e que os portugueses estão a vir a conhecer, ainda ontem mais um, em torno do CHEGA, que demonstram que não é confiável.

Rodrigo Saraiva, que nesta entrevista à Rádio Observador revelou as expectativas para o resultado da Iniciativa Liberal, tem de aumentar o número de deputados nas legislativas de 18 de maio, caso contrário, será uma derrota.

Vanessa, manifestações também na Turquia. Milhares de pessoas estão concentradas em Istambul em protesto contra a detenção do autarca da cidade.

Estamos a falar de Ekrem Imamoglu, é o principal rival do presidente turco, o Recep Erdoğan. Os protestos até agora foram na maioria pacíficos. Ainda assim, como escutamos, bastante ruidosos. Foram detidas quase duas mil pessoas, é o que está a adiantar a agência Reuters. Nas ruas de Istambul, dezenas de milhares de manifestantes agitam bandeiras e faixas turcas, queixam-se também da degradação da Justiça e da economia do país. O governo de Recep Erdoğan nega qualquer influência sobre os tribunais e garante que a Justiça é independente.

Noutros temas, o sismo de ontem foi o mais forte do último século no Mianmar.

É o que apontam os geólogos dos Estados Unidos, citados pelo britânico Guardian. Magnitude de 7.7 na escala de Richter, intensidade suficiente para danificar de forma grave vários edifícios em Bangkok, na Tailândia, a 1000 km de distância do epicentro. As autoridades tailandesas afirmam que mais de uma centena de engenheiros foi entretanto destacada para inspecionar os edifícios da cidade. Pelo menos 2 mil infraestruturas registaram danos.

E apesar do cenário de catástrofe, a capital tailandesa já voltou a funcionar com alguma normalidade.

A normalidade possível, pelo menos. A Rádio Observador falou na última hora com um português que estava em Bangkok na altura do terramoto. Filipe Sarmento diz que a situação é, pelo menos aparentemente, agora mais calma.

A situação neste momento em Bangkok é de uma aparente normalidade. Os transportes públicos estão a funcionar, restaurantes, centros comerciais, instalações turísticas também estiveram abertas. As pessoas ontem estavam com muito receio de dormir em casa, nesse tipo de prédios. Os parques públicos estiveram abertos durante toda a noite, muita gente dormiu ao relento, com receio de réplicas que pudessem acontecer. Eu passei a noite fora de casa devido a isso e não sei quando é que poderei regressar, porque não sei qual será a segurança ainda do prédio.

Ainda há muitas incertezas quanto à segurança dos edifícios. O testemunho de um português, Filipe Sarmento, ouvido pela Rádio Observador, está em Bangkok, na Tailândia, país afetado pelo sismo que teve epicentro no Mianmar.

E há 50 anos o Benfica mudava para sempre. No dia 29 de março de 1975, Eusébio da Silva Ferreira fazia o último jogo com a camisola encarnada.

Foi numa tarde de sábado também, no Estádio da Luz, que o Pantera Negra jogou pela última vez de águia ao peito. Do outro lado estava o Clube Oriental de Lisboa, de Marvila, que foi goleado por 4x0. Eusébio não marcou, mas André Maia deixou marca de outra forma.

A proeza da tarde de hoje, proeza individual, digamos assim, fica pertencendo a Eusébio.

Foram muitas tardes de proezas individuais para aquela pantera de vermelho vestida, mas uma tarde houve em que a proeza maior não foi um gol, foi o abrir mão de um amor maior. Na tarde de 29/03/1975, no jogo da jornada 27 do campeonato, contra o Oriental, Eusébio não marcou gol, mas marcou a história do futebol português com o último jogo com a camisola do Benfica. Ou como diz Tony.

É um dia em que o futebol português ficou mais pobre.

Com as portas da liberdade abertas pelo 25 de Abril, o destino foi os Boston Minutemen, dos Estados Unidos da América. Só que os norte-americanos já só viram um rei a meio gás.

É um Eusébio massacrado com seis ou sete operações ao joelho esquerdo. Aquele Eusébio dos anos 60 não era esse que tínhamos em meados da década de 70.

Mas esse Eusébio, mesmo que já não marcasse 30 gols por época, continuava a ser um líder. E a prova estava nesse último jogo. O árbitro assistente António Cortez foi agredido por um adepto e quando o árbitro Nemésio de Castro ponderou terminar o jogo, foi Eusébio o primeiro a pôr água na fervura. O Pantera Negra ainda voltaria a Portugal para representar o Beira-Mar e o União de Tomar, o que deixou para sempre mágoa em Tony, que sempre sonhou com o regresso.

Eu, no meu coração, queria o Eusébio Simões sempre. Ele regressava dos Estados Unidos: "Vamos, Benfica".

Não regressou, mas Eusébio vai para sempre vestir de vermelho e branco. E 50 anos depois, diz Tony, esse legado tem de ser eterno.

Quem virá terá sempre que passar às novas gerações, e com certeza que há vídeos, portanto, para poder imortalizar o Eusébio da Silva Ferreira.

Tony, anticapitão do Benfica, entrevistado pelo jornalista André Maia, esteve presente nesse último jogo de Eusébio há 50 anos e depois de ontem as Águias terem batido o Gil Vicente por três bolas a zero, hoje é o Sporting que vai à casa do Estrela da Amadora às 18h. E de recordar que há relato em direto aqui na Rádio Observador. É com outro porto que fechamos este jornal das 14h.