Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Às notícias Começa agora o Jornal das duas, edição do jornalista Vasco Maldonado Correia. Vasco, a Força Aérea enviou esta manhã dois F-16 para acompanhar um avião comercial com uma ameaça de bomba.
A Rádio Observador, a porta-voz da Força Aérea, confirma que uma aeronave comercial da companhia aérea TUI, que cruzava o espaço aéreo português, que seguia de Cardiff com destino a Lanzarote, em Espanha, lançou um alerta de potencial ameaça de bomba quando sobrevoava Portugal. A comandante Patrícia Fernandes confirma que dois F-16 fizeram o acompanhamento do avião para que fosse desviado para o Porto de Faro, o que não acabou por acontecer.
Esta manhã, pelas 9h, a Força Aérea ativou a pareira de alerta de F-16, depois de um avião civil ter declarado uma potencial ameaça de bomba a bordo quando cruzava espaço aéreo nacional e que, nesse caso, pretendia então divergir para o aeroporto de Faro. Para esta missão, nós fizemos descolar da Base Aérea número cinco, em Monte Real, dois F-16 que se encontram em alerta permanente. A tripulação do avião civil decidiu continuar o voo até o aeroporto de destino, que era já fora do território nacional. E ao abandonarem a região de informação de voo nacional, a responsabilidade transitou para Espanha, com os F-16 lus a procederem então à entrega da missão e consequente regresso a Monte Real.
Declarações de Patrícia Fernandes, a porta-voz da Força Aérea à Rádio Observador. O avião acabou por seguir o trajeto inicial. Os F-16 deixaram de o acompanhar assim que saiu da zona de informação de voo nacional, acabou por aterrar em Espanha.
E na atualidade internacional, o líder supremo iraniano considera que o envolvimento dos Estados Unidos na guerra entre Tel Aviv e Teerão prova a fraqueza de Israel.
Numa publicação na rede social X, o Aiatola Ali Khamenei afirma que o regime israelita está enfraquecido, daí necessitar da ajuda de Washington. O líder iraniano fala num regime inapto. Khamenei avisa a população que se o inimigo sentir que é temido, nunca vai deixar o Irão em paz e que por isso é necessário continuar a dar uma resposta forte. Acrescenta que Deus dará certamente e definitivamente a vitória à nação iraniana, à verdade e ao lado que considera estar correto.
E o ministro da Defesa israelita diz que o líder supremo do Irão não pode continuar a existir.
Declarações de Israel Katz após a última vaga de mísseis iranianos. O ministro diz que é isso que deve acontecer a quem tem como objetivo o fim do Estado de Israel.
Diria que um ditador como Khamenei, que dirige um país como o Irão e que defende a aniquilação do Estado de Israel, o objetivo horrendo da aniquilação de Israel, não pode continuar a existir.
Israel Katz em declarações aos jornalistas enquanto visitava a região de Holon, atingida por um ataque de mísseis iranianos nas últimas horas. O ministro da Defesa de Tel Aviv afirma que o Aiatola Ali Khamenei é o Adolf Hitler dos tempos modernos.
E o número de feridos nos ataques iranianos nas últimas horas subiu para 76.
É o mais recente balanço das autoridades israelitas. De acordo com o jornal Haaretz, os ataques iranianos visaram a zona central e sul do país. Na zona sul, um hospital foi atingido, onde ficaram feridas 30 pessoas. A imprensa israelita está também a dar conta de que a Embaixada dos Países Baixos, em Israel, sofreu danos ligeiros na sequência dos ataques iranianos. O alvo principal era o quartel-general do Comando e Inteligência de Israel, que fica nas imediações desta unidade hospitalar.
E o major general Isidro Morais Pereira acredita que Israel não vai responder na mesma moeda ao ataque do Irão.
O especialista em assuntos militares espera uma forte retaliação, mas através de uma ofensiva cirúrgica a alvos estratégicos no Irão. O major general Isidro Morais Pereira explica que Israel não pode responder da mesma forma ao Irão, com ataques a infraestruturas civis, sob pena de perder o apoio da comunidade internacional.
Eu, sinceramente, não me parece que Israel vá retaliar na mesma moeda. Quer dizer, não me parece que Israel vá agora começar a atacar hospitais no Irão. Tem instalações com uma mais-valia muito mais representativa do que propriamente os hospitais e que não irá cometer crimes de guerra, porque irá entrar, naturalmente, no radar da comunidade internacional.
Análise do major general Isidro Morais Pereira no Gabinete de Guerra da Rádio Observador. O especialista em assuntos militares alerta para uma forte escalada de tensões no Médio Oriente.
E o responsável pela diplomacia do Irão vai reunir-se com os ministros europeus dos Negócios Estrangeiros.
Abas Araqchi confirmou que se vai reunir amanhã com delegações diplomáticas de alto nível de países europeus em Genebra, na Suíça, para discutir o programa nuclear iraniano. A informação, de resto, já tinha sido avançada pela imprensa internacional nos últimos dias. Davam conta de que os ministros dos Negócios Estrangeiros do Reino Unido, França e Alemanha estavam a planear uma reunião com Abas Araqchi em Genebra. Ainda não havia confirmação da parte de Teerão. Apesar deste encontro, o responsável pela diplomacia iraniana tem recusado encontrar-se com o enviado de Donald Trump pro Médio Oriente, por considerar que os ataques israelitas foram aprovados ou combinados com os Estados Unidos.
E a China alerta para o risco de descontrole total no Médio Oriente e pede responsabilidade aos Estados Unidos.
O pedido do chefe da diplomacia chinês sublinha que a China não apoia qualquer violação da Carta das Nações Unidas, condena, por isso, toda e qualquer violação da soberania de um país, bem como o recurso à força. O governo de Pequim diz que o conflito do Médio Oriente já extravasou a região, está a afetar a estabilidade em todo o globo. A China pede, por isso, aos Estados Unidos que ajudem a construir clima propício às negociações de paz, não contribuam para o aumento das tensões no Médio Oriente.
E a fechar, esta tarde, não, antes de fecharmos. Esta tarde chega a Lisboa o grupo de portugueses repatriados de Israel.
Informação adiantada pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros confirma que o voo de repatriamento aterra às 18h30 na Base Aérea de Figo Maduro, em Lisboa. Em causa está um grupo de cidadãos portugueses que pediram ajuda ao gabinete de emergência consular para sair do país. Isto na sequência do conflito entre Israel e Irão. O grupo de portugueses repatriados de Israel, que chega esta tarde a Lisboa, vai ser recebido pelo secretário de Estado das Comunidades, Emídio de Sousa.
E agora sim, a fechar, o Mecanismo Europeu de Estabilidade admite riscos significativos para a sustentabilidade da dívida pública portuguesa.
Sugere a implementação célere do plano de recuperação e resiliência e a aposta na imigração para conter esse cenário. Num comunicado divulgado hoje, pode ler-se que dadas as dificuldades do crescimento a longo prazo e também das mudanças demográficas, os riscos para a sustentabilidade da dívida pública continuam significativos a médio e longo prazo. A posição consta do relatório anual do Fundo de Resgate da Zona Euro, hoje aprovado pelos ministros das Finanças da moeda única no Luxemburgo.
E é assim que fechamos o Jornal das duas, edição do jornalista Vasco Maldonado Correia. Até já.
Até já