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Vamos às notícias. Jornal das Duas com o Miguel Videira. Miguel, começamos com Marcelo Rebelo de Sousa. Afasta qualquer desconforto entre Portugal e Angola depois das críticas de André Ventura ao discurso do presidente João Lourenço nas comemorações dos 50 anos da independência do país.

O líder do Chega descreveu esta semana a intervenção do presidente angolano como uma humilhação para Portugal, por considerar que João Lourenço quis responsabilizar o país pelos atrasos sentidos em Angola e em África. João Lourenço fez referência ao colonialismo e à escravatura. André Ventura deixou críticas ao presidente da República português por dizer que as comemorações se trataram de um grande marco na colaboração entre os dois países. Ao início da tarde, Marcelo Rebelo de Sousa, confrontado com estas críticas, desvalorizou a situação. Lembra que Pedro Pinto, o líder parlamentar do Chega, também esteve presente na visita a Luanda e só teve coisas boas para dizer.

Quem falou em nome dos deputados, no encontro com os deputados angolanos, foi precisamente o líder parlamentar do partido segundo mais votado, o Chega, e que fez um discurso que caiu muito bem sobre a fraternidade, a amizade e o relacionamento.

Marcelo Rebelo de Sousa sublinha que a polêmica não belisca em nada as relações entre Portugal e Angola, que continuam, diz o presidente da República, muito boas.

As relações entre Angola e Portugal são excelentes, são muito boas. Estiveram sempre bem a nível do presidente e do primeiro-ministro, com os dois primeiros-ministros, e mantêm-se muito boas com o atual governo. O que eu posso dizer é que quer em nível popular, como puderam verificar, quer a nível de autoridades, quer a nível de atividade econômica, financeira, social e cultural, está a correr muito bem.

É o que diz o presidente da República, em declarações aos jornalistas, à margem da visita ao bazar diplomático no Centro de Congressos de Lisboa. Marcelo Rebelo de Sousa disse também que ainda não conhece os fundamentos do pedido de fiscalização preventiva da Lei da Nacionalidade por parte do Partido Socialista. Espera novidades na próxima segunda-feira. Para já, deixa esta confirmação: as duas últimas visitas oficiais enquanto chefe de Estado vão ser à Espanha e ao Vaticano.

Do atual presidente para um dos candidatos ao lugar. Jorge Pinto garante que não vai recuar na candidatura a Belém e afasta a responsabilidade por uma não convergência à esquerda. O candidato do Livre visa ainda António José Seguro, que acusa de guardar os piores hábitos da política.

O candidato apoiado pelo Livre foi o primeiro convidado do "Sob Escuta Especial" sobre presidenciais, em entrevista esta manhã aqui à Rádio Observador. Jorge Pinto esclareceu que esperou até à última por uma candidatura agregadora à esquerda. Mais tarde, já depois de ter anunciado que era candidato, admitiu recuar em nome da convergência da esquerda, no que foi interpretado por António José Seguro como um primeiro passo para que Jorge Pinto pudesse vir a declarar o apoio ao candidato apoiado pelo Partido Socialista. Jorge Pinto não gostou da reação e interpretação feita por António José Seguro e garante que vai mesmo até o fim nesta corrida.

Não está em cima da mesa por uma razão muito simples: porque as condições que eu coloquei, desde logo uma muito fácil dar resposta, que é que uma eventual convergência fosse mútua, que, da mesma maneira que eu me oferecia para essa convergência, do outro lado, os outros candidatos também se oferecessem, não foi respondida por nenhum candidato. E pior, no caso de António José Seguro, foi até deturpado aquilo que eu disse, o que me surpreende, porque para alguém que se tem apresentado como tão afastado da vida política ativa, tenha guardado os piores hábitos da vida política ativa, que é deturpar aquilo que é dito, quando achava que eu estava a referir-me exclusivamente a ele.

Nesta entrevista ao Observador, Jorge Pinto esclareceu também o que faria se fosse presidente da República e tivesse, nessa qualidade, de se pronunciar sobre a proposta do governo de alteração ao Código do Trabalho.

O que faria era enviar para o Tribunal Constitucional, ponto número um, mas segundo ponto, e veremos, porque também é preciso que as pessoas saibam que a proposta ainda não chegou ao Parlamento. Ainda estamos numa fase inicial, mas se ela me chegasse tal como ela está agora, o veto político era uma garantia. E se o Tribunal Constitucional não encontrasse inconstitucionalidades, vetava a seguir? O veto político, exatamente.

Jorge Pinto acusa o governo de querer, com esta proposta de alteração ao Código do Trabalho, enfraquecer os direitos dos trabalhadores. O candidato admitiu ainda nesta entrevista dar posse a um eventual governo do Chega e de André Ventura, mas impõe uma condição: diz que só em caso de maioria.

O único cenário que eu posso pensar à partida, que é um cenário completamente irrealista, é de uma maioria absoluta do seu partido. Tirando esse cenário, e ainda para mais num Portugal cada vez mais tripartido, nós podemos ter o partido mais votado com cerca de 30% dos votos ou até menos do que isso. Alguém com menos de um terço do eleitorado não tem obrigatoriamente de ser primeiro-ministro só porque é o primeiro na corrida. Não é isso, só se tivesse uma maioria absoluta. Mas que maioria? Só se fosse absoluta, senão a Constituição não me obrigaria de modo algum. Mas aí daria posse a André Ventura como primeiro-ministro? Com maioria absoluta? O que eu poderia fazer diferente?

Jorge Pinto no "Sob Escuta" da Rádio Observador esta manhã, o primeiro dos candidatos à Presidência da República convidado deste programa.

O PCP denuncia a alegada produção em Portugal de dois milhões de moedas destinadas a Israel.

Numa pergunta dirigida ao ministro dos Negócios Estrangeiros, através da Assembleia da República, a líder parlamentar comunista Paula Santos afirma que a produção está a ser feita pela Casa da Moeda e revela que está prevista uma visita oficial de uma delegação do governo israelita à imprensa nacional para assinalar a cunhagem das primeiras moedas. O partido considera que Portugal não deve mostrar cumplicidade nas relações com Israel, tendo em conta o que descreve como genocídio levado a cabo pelo governo liderado por Benjamin Netanyahu, especialmente depois do reconhecimento do Estado da Palestina em setembro. O PCP pergunta, por isso, a Paulo Rangel que conhecimento tem o governo da situação e se não considera que se trata de um sinal inadequado no contexto geopolítico atual. A Rádio Observador já contactou o Ministério dos Negócios Estrangeiros. Aguardamos resposta.

A Proteção Civil regista mais de duas mil ocorrências entre quarta-feira e hoje relacionadas com o mau tempo.

É o que consta no mais recente balanço da autoridade. À Rádio Observador, o oficial de operações, José Rodrigues, explica que se no início da tempestade Cláudia as inundações eram o principal problema, hoje é a queda de árvores que está a mobilizar mais operacionais.

Essencialmente, estas ocorrências registaram-se

Na zona da Grande Lisboa, Setúbal, Leiria, Coimbra e também no Algarve. Em termos de tipologias de ocorrências, aquelas que são mais significativas, as inundações, mas também queda de estruturas, quedas de árvores devido ao vento que se está a fazer sentir. Inicialmente, na madrugada e dia 13, essencialmente tivemos inundações. Hoje, aquilo que estamos a registar mais são situações de quedas de árvores.

A Proteção Civil recomenda à população que tenha especial cuidado na circulação e permanência em áreas com árvores e que tenha também cuidado na circulação junto à orla costeira e zonas ribeirinhas.

Foi entretanto encontrado o homem de 72 anos que estava desaparecido no Fundão.

Em parte incerta, mas contactável. O homem seguia de carro quando ficou atolado junto a uma linha de água. De acordo com a GNR, o homem esteve sempre em contacto com as autoridades através do telemóvel, sendo que não conseguia explicar onde estava, apresentava sinais de desorientação. As buscas começaram esta madrugada, às 05h00. Cerca das 10h00 foi localizado com vida em boas condições de saúde.

São belgas os dois tripulantes do veleiro que ficou à deriva na Cruz Quebrada.

O veleiro aguardava por autorização para atracar na marina de Oeiras por volta das 06h00, quando começou a navegar à deriva em direção à terra. Em entrevista à Rádio Observador, o capitão do Porto de Lisboa, Paulo Vicente, explica como funcionou o resgate destes dois tripulantes na casa dos 60 anos.

O veleiro fundeou, ficou ali junto ao canal de navegação. Nós contactámos, o skipper disse que não precisava de auxílio, que estaria à espera das primeiras luzes do dia para depois voltar à marina de Cascais, e nós estivemos a acompanhar o processo. Por volta das 07h18, 07h20, ele entrou em deriva em direção às pedras ali junto à Cruz Quebrada. Eles sentiram-se em dificuldades, acionaram a balsa e nós, através da nossa estação salva-vidas, recolhemos estes dois tripulantes.

Paulo Vicente, o capitão do Porto de Lisboa, explica que aguarda agora pelo plano de remoção da embarcação, plano que vai ser proposto pelo proprietário.

Vamos ainda a outras notícias que estão a marcar a atualidade.

Por exemplo, o jogo dos 16 avos de final do Campeonato do Mundo de sub-17. Portugal de frente a esta hora, a Bélgica. A partida leva 79 minutos de jogo e Portugal está a vencer por 2x1. Já esteve a ganhar por 2x0. Ainda no futebol, Cristiano Ronaldo foi dispensado da seleção nacional depois da expulsão no jogo de ontem. O capitão da seleção portuguesa foi expulso na derrota por 2x0 frente à Irlanda. Expulso aos 61 minutos por agressão. Ronaldo pode levar até dois jogos de suspensão, o que significa que se Portugal se qualificar para o Campeonato do Mundo, pode não jogar o primeiro mundial desse ano. E decorrem os treinos livres para o Grande Prémio da Comunidade Valenciana de MotoGP, a última prova do mundial, a última prova para o piloto português Miguel Oliveira, que vai passar para o campeonato de Superbikes. Nesta altura, corre-se a sessão de treinos livres. Olhava ali para a televisão, Miguel Oliveira, deixa-me lá procurar. Ele vai na décima, tem o 19º melhor tempo nesta altura dos treinos livres para o Grande Prémio da Comunidade Valenciana, última prova do mundial.

Amanhã há qualificação a partir das 10h00.