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Vamos às notícias . Miguel Vidara com o Jornal das duas. Miguel, o Instituto Superior Técnico confirma que o físico português Nuno Loureiro e Cláudio Valente estudaram ao mesmo tempo na instituição.

Disso mesmo deu conta a instituição de ensino superior. A polícia de Boston revelou esta madrugada que foi Cláudio Valente, de 48 anos, o autor do homicídio do físico português do MIT, Nuno Loureiro, e ainda do tiroteio na Universidade Brown. Não se sabe qual a motivação. O jornalista do Observador, Miguel Cordeiro, tem estado esta manhã no Instituto Superior Técnico. Miguel, falaste há pouco com o presidente do Instituto de Plasmas, com quem a vítima, Nuno Loureiro, colaborava.

Sim, falamos com Bruno Gonçalves, presidente deste Instituto de Plasma e Fusão Nuclear, que descreve desta forma Nuno Loureiro.

Era alguém que gostava do que fazia, focado na área que ele trabalhava, teoria e modelização para fusão nuclear. Imagino que com uma certa ambição, por isso é que também chegou à posição que chegou, muito rigoroso do ponto de vista científico, apoiava muito os alunos. Também tentava que eles estabelecessem o seu próprio caminho e encontrassem a sua forma científica de estar. Muito dedicado ao trabalho, mas também, tanto quanto consigo perceber, eu não conhecia a família dele, mas sei que era muito devotado, ele falava muitas vezes, muito devotado à sua família.

Nuno Loureiro tinha 48 anos, morreu esta semana. Cláudio Valente é o principal suspeito. Nuno Loureiro estudou no Técnico no final do século passado, entre 95 e 2000. Já não se cruzou com Bruno Gonçalves enquanto aluno, mas acabaram por trabalhar juntos, com Nuno Loureiro a dar várias indicações ao instituto. Isto foi o que nos confirmou Bruno Gonçalves, que diz também que várias pessoas do Instituto de Plasma e Fusão Nuclear tinham uma ligação afetiva com Nuno Loureiro, eram amigos e, portanto, muitas pessoas estão arrasadas com esta notícia.

Com muita consternação. Havia pessoas que eram muito próximas, pessoas que tinham uma relação pessoal e que ficaram arrasadas com a notícia. É num contexto violento, é num contexto em que não é uma doença prolongada, não é uma doença súbita, é uma morte violenta e mais por isso, em todas as situações seria sempre chocante, mas sobretudo o contexto em que aconteceu deixou as pessoas completamente arrasadas e fica-se a pensar o porquê, que sentido é que faz e o que é que leva a isto.

O Instituto Superior Técnico confirma que estudaram no mesmo período nesta instituição de ensino, entre 95 e 2000. Mas Bruno Gonçalves tentou perceber quem é, afinal, Cláudio Valente, porque não tem qualquer indicação. Diz que não há registro, nenhum artigo publicado. Confirma também que se trabalhasse nesta área de plasma e fusão nuclear, certamente conheceria Cláudio Valente, porque explica à Rádio Observador que são tão poucos os investigadores nesta área, que praticamente se conhecem todos uns aos outros e, portanto, diz que sabe muito pouco sobre Cláudio Valente.

É uma pessoa que não é claro que percurso é que fez após sair do Técnico. Eu tentei procurar se havia informação. Hoje é mais difícil, porque o nome dele está em todo lado. Mas assim que soube o nome, se havia alguma informação, que percurso é que tinha tido, o que é que tinha feito, é uma pessoa que praticamente não existia na internet. É muito pouco claro o que é que fez e qual foi o percurso e até porque acabou neste desfecho passado 25 anos de interação com o Nuno Loureiro.

Explicações de Bruno Gonçalves, o presidente deste Instituto de Plasmas e Fusão Nuclear no Instituto Superior Técnico. O próprio Instituto Superior Técnico deixou uma nota de pesar com várias declarações de pessoas que colaboravam diretamente com Nuno Loureiro. Sobre Cláudio Valente, muito pouca informação até o momento.

Consternação. O sentimento é testemunhado pelo jornalista do Observador, Miguel Cordeiro, no Instituto Superior Técnico, instituição de ensino superior, onde estudaram ao mesmo tempo o físico português Nuno Loureiro, assassinado, e Cláudio Valente, português que é o responsável pelo homicídio. Disso mesmo deu conta a polícia de Boston nesta madrugada.

A ministra da Saúde acolhe com tranquilidade a investigação da Inspeção-Geral das Atividades em Saúde ao mandato de Ana Paula Martins à frente do Conselho de Administração do Hospital de Santa Maria.

A IGAC está a analisar se há indícios de responsabilidade financeira nos abusos da produção adicional de cirurgias, tendo em vista a redução das listas de espera em três conselhos de administração do hospital, incluindo o conselho de administração que foi liderado pela atual ministra da Saúde. Ana Paula Martins diz que nada teme.

O que quer dizer é que estou bastante tranquila, serena e tudo aquilo a que for chamada a responder por aquilo que foi a minha gestão, a minha e a gestão da equipa com quem tive a honra de trabalhar, e todos nós estamos aqui para assumir responsabilidades, obviamente.

Declarações da ministra da Saúde durante uma visita à Unidade de Saúde de Lamego, onde esteve também o diretor-executivo do SNS. Álvaro Almeida avisa que o tempo de espera para atendimento nas urgências vai continuar elevado.

Henrique Gouveia Mel desvaloriza as sondagens que o colocam em quinto lugar e sugere que não são feitas com o profissionalismo necessário.

O candidato à Presidência da República esteve esta manhã de visita ao Porto da Póvoa de Varzim, onde reagiu às mais recentes sondagens. Um dos estudos de opinião, realizado pela Intercampus, coloca Henrique Gouveia Mel atrás de João Cotrim Figueiredo e António José Seguro. O almirante desvaloriza.

Não acreditamos nas sondagens, que elas dão coisas de tal maneira diferentes que nos deixam na dúvida Ou olhamos para a amostra das sondagens e concluímos que há umas sondagens melhores que as outras, ou então começamos a acreditar que há efeitos que se querem atingir com as sondagens. Ora bem, já agora deixe-me só-

Esse é um dado irrefutável e não tem sido-

Nas últimas sondagens estou sempre em 18%. Portanto, não tenho vindo sempre a cair. De facto, há a tentativa de criação, na minha modesta opinião, de um efeito.

É o que diz o almirante Henrique Gouveia e Melo em reação às últimas sondagens, que não são tão abonatórias quanto os primeiros estudos de opinião realizados sobre as eleições presidenciais.

A ex-coordenadora do Bloco de Esquerda despediu-se hoje do Parlamento com elogios de todas as bancadas, com exceção do Chega e do CDS.

Mariana Mortágua protagonizou hoje a última intervenção no plenário da Assembleia da República. O presidente da Assembleia teceu um elogio à ex-coordenadora bloquista e foram vários os partidos que se associaram à homenagem. Na despedida, Mariana Mortágua deixou uma garantia e um desejo. Miguel Viterbo Dias.

Foi a líder parlamentar do LIVRE, Isabel Mendes Lopes, a dar o mote.

Esta é a última oportunidade que nós temos para interagir neste Parlamento, com muita pena minha.

Mariana Mortágua agradeceu e à pergunta retórica sobre se vai andar por aí, respondeu.

As vozes que se ouvem daquele lado das bancadas são o maior elogio à minha intervenção neste Parlamento . E, por isso, certamente poderão continuar a contar com o meu empenho e com a minha luta política.

À homenagem associou-se depois José Pedro Aguiar Branco.

É muito importante quando muitas vezes a lealdade parlamentar não é tão praticada quanto é devida. A senhora deputada Mariana Mortágua sempre teve um comportamento absolutamente leal.

O presidente do Parlamento deu tempo a todos os partidos e Hugo Soares fez uma distinção, mas deixou um elogio.

Sabe até que considero e responsabilizo o Bloco de Esquerda e a senhora deputada por muitas das decisões que eu considero que prejudicaram o país e prejudicaram as portuguesas e os portugueses. Mas este é o momento de encontrarmos o nosso chão comum, dizer à senhora deputada que a senhora deputada foi sempre de grande lealdade no combate político.

Já o PS, por Marina Gonçalves, discordou.

Eu não partilho dessa reflexão do senhor deputado Hugo Soares. Algumas decisões que foram aqui tomadas também com o Bloco de Esquerda foram fundamentais para a nossa vida coletiva e para os portugueses e a sua marca fica.

Também o PCP lembrou os momentos de convergência e a Iniciativa Liberal desejou felicidades, apesar do oceano de diferenças. Na despedida, Mariana Mortágua acaba por deixar um desejo.

Que todos os trabalhadores sejam reconhecidos como trabalhadores da Assembleia da República e que possam ter salários e carreiras que respeitem o trabalho e o contributo que dão.

A ex-coordenadora do Bloco foi aplaudida de pé pelas bancadas da esquerda, pelos liberais e por alguns deputados do PSD. Em sentido inverso, o Chega criticou o momento.

O que houve aqui hoje é uma alteração clara à ordem de trabalhos, isto não estava na ordem de trabalhos.

Pedro Pinto, que contou com o apoio de Paulo Núncio.

Deputada Mariana Mortágua, não tenho nada de bom a dizer-lhe na sua despedida.

Mariana Mortágua vai ser substituída por Fabian Figueiredo depois de 12 anos como deputada.

Até sempre, camarada.

Muito obrigado. Miguel Viterbo Dias com a despedida de Mariana Mortágua, que deixa o lugar na Assembleia da República e vai ser substituída por Fabian Figueiredo. Os trabalhos no Parlamento retomam a 7 de janeiro.

Vamos à atualidade internacional. Vladimir Putin chamou os líderes europeus de porquinhos e agora compara-os a ladrões.

Sim, foi durante a conferência anual sobre o estado do país, que ainda decorre. O jornalista do Observador, Martim Madeira, tem estado a acompanhar esta reunião aberta a jornalistas e que já leva cinco horas de duração. Martim, vamos lá. O que é que Vladimir Putin já disse?

O presidente russo falou sobre vários temas, desde o estado da Rússia até às relações com a aliada China, mas claro, o mais importante foi a situação da guerra na Ucrânia. Putin diz agora que está tudo nas mãos da frente ocidental, que chama de oponentes, mas mais especificamente, diz estar nas mãos dos tribunais ucranianos e garante também que a Rússia está a avançar em solo ucraniano e que vai cumprir todos os objetivos no conflito. O presidente russo elogia ainda Donald Trump pelos esforços sérios para acabar com a guerra e diz que não faz sentido dizer que a Rússia está a rejeitar um cessar-fogo, porque, diz Putin, o país está a aceitar as exigências americanas na generalidade. Vladimir Putin fala também sobre a NATO e sobre a Europa. Para além de comparar os líderes europeus a ladrões, como já foi dito, o presidente russo acusa mais uma vez os líderes do Ocidente de provocarem a guerra na Ucrânia ao desrespeitarem a Rússia com a expansão da aliança transatlântica. Por fim, Vladimir Putin diz que a Europa está a manipular os europeus através de uma narrativa anti-Rússia para os distrair dos problemas internos da União Europeia. Nesta conferência houve um aspecto positivo a realçar: um homem pediu a namorada em casamento durante a reunião à frente de Vladimir Putin.

Fé di ver, a acompanhar esta declaração de Vladimir Putin na conferência anual que, como já aqui dissemos, já leva cinco horas. E em simultâneo, Volodymyr Zelensky tem uma conferência de imprensa. Ponto-chave dessa declaração do presidente ucraniano, Martim.

Sim, Miguel, Zelensky está pela primeira vez na Polónia, onde se reuniu e também deu uma conferência com o presidente polaco. O presidente ucraniano adianta que a reunião entre os dois líderes foi positiva e afirma que os dois países são a garantia para a liberdade na Europa. Volodymyr Zelensky diz ainda que o empréstimo de € 90.000 milhões acordado ontem pela Comissão Europeia é um aviso para a Rússia e considera ser crítico que os ativos russos permaneçam congelados. Por fim, o presidente ucraniano está seguro de que a Rússia não vai atacar a Europa e diz que Putin está preparado para acabar com a guerra se a Ucrânia receber garantias de segurança.

A Ucrânia, que recebeu ontem à noite o importante apoio da União Europeia, que determinou uma ajuda financeira de € 90.000 milhões. Martim Madeira, jornalista do Observador, com esta conferência anual de Vladimir Putin, que ainda decorre a esta hora e também com esta conferência de imprensa de Volodymyr Zelensky, que está hoje na Polónia.

Este foi o Jornal das Duas Edição, do Miguel Vilar.