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Duas horas. Está a começar o Jornal das Duas com a edição da Laura Figueiredo. Laura, o governo quer concluir até o final de junho os processos de apoio às casas afetadas pela tempestade Cristina.
30 de junho é a data apontada pelo ministro da Economia e da Coesão Territorial para ter terminados os processos de apoio financeiro às casas afetadas pelo comboio de tempestades de janeiro. Manuel Castro Almeida reconhece que existe um atraso elevado neste processo, diz que infelizmente o dinheiro está a demorar a chegar e que o objetivo do governo é acelerar o processo o mais possível. No dia em que se assinalam dois meses da passagem da tempestade Cristina, o ministro adianta também que das 30 mil candidaturas apresentadas, só estão decididas 3200. Isto é pouco mais de 10%. Castro Almeida revela também que só estão pagos €4 milhões, quando estão disponíveis nas CCDR, Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional, do Centro e de Lisboa e Vale do Tejo, €250 milhões.
E com críticas ao governo, o reeleito presidente do PS diz que o partido deve continuar a querer ser parte das soluções, apesar da surdez e déficit democrático do executivo, diz Carlos César.
São considerações deixadas no discurso feito esta manhã no Congresso do Partido Socialista, em Viseu. Apesar de querer ser parte da solução, o presidente do PS avisa que o partido também não se ajoelha.
Não nos sentimos diminuídos, nem o nosso líder deve sentir, por procurar contribuir para isso. Pelo contrário, o país é que fica diminuído com os que ignoram ou se furtam a essa colaboração. E o que infelizmente está a acontecer entre nós é que o governo em funções não só não é um bom governo, como recusa arrogantemente a ajuda para sê-lo. Não é o PS que se ajoelha quando propõe ou quando contribui. É o governo, que na sua surdez e no seu déficit democrático, perde e faz perder o nosso país.
Reeleito por 89,9% dos votos, o presidente socialista reitera que o PS não é um partido de protesto, mas uma oposição construtiva.
O PS deve continuar a demonstrar querer ser parte das soluções e não apenas parte da crítica e da denúncia, em que deve ser assertivo e distintivo, lembrando ao governo que é dele que depende a estabilidade política. Enquanto for este o governo e não puder ser outro, o nosso dever é o de contribuir para que este governo seja o menos mau possível.
Carlos César, num discurso em que olhou também para a política externa, diz que conta com o presidente do Conselho Europeu, António Costa, para contrariar o que considera um caminho de enfraquecimento do bloco dos 27. Carlos César reafirmou também o compromisso do PS com a União Europeia.
O PS confia que a União Europeia ainda pode ser uma parcela e um impulso para essa nova cooperação, em conjunto com países tão diversos de vários continentes. Todos esperamos que também com o impulso de António Costa na presidência do Conselho Europeu, esse caminho perigoso de enfraquecimento venha a ser corajosamente contrariado, com a reorientação necessária face às ameaças que mais notoriamente agora se perfilam.
É o que fica do discurso de Carlos César no Congresso do Partido Socialista, que decorre este fim de semana em Viseu.
E à chegada, José Luís Carneiro acusou o governo de estar a falhar na resposta ao aumento do custo de vida.
Por causa da guerra no Medio Oriente, o secretário-geral socialista pede medidas mais robustas do que os descontos adicionais de €0,10 no gasóleo profissional para alguns setores, medidas anunciadas ontem. Ao longo da tarde, vamos voltar em direto ao Congresso do PS em Viseu.
Exatamente, ao encontro do repórter e coordenador de política da Rádio Observador, Miguel Viterbo Dias. E o presidente da República, Laura, alerta para as ameaças internacionais e apela ao reforço das capacidades militares nacionais.
António José Seguro teve hoje a primeira cerimônia enquanto comandante supremo das Forças Armadas. No discurso em Santarém, o chefe de Estado deu algumas pistas sobre os assuntos que vão ser discutidos no Conselho de Estado, que convocou para 17 de abril e que vai ser dedicado à segurança e à defesa. Seguro diz que são temas complexos que exigem uma resposta refletida e coordenada.
Os compromissos internacionais que assumimos, bem como a evolução dos sistemas e a necessidade de maior interoperabilidade com os nossos aliados na União Europeia e na NATO, exigem-nos o investimento, a modernização e o reforço das capacidades militares. A estes desafios somam-se outros, natureza global, como as alterações climáticas e as catástrofes naturais associadas, a emergência de tecnologias disruptivas, com impacto direto na economia e no domínio militar, as pressões demográficas e os fluxos migratórios significativos, bem como a crescente competição por recursos energéticos e naturais críticos.
E face a estes desafios, António José Seguro sublinha a importância de apostar numa modernização militar em linha com os compromissos assumidos no quadro da União Europeia e da NATO. O presidente da República diz que não há Forças Armadas sem recursos humanos. Deixa, por isso, várias promessas aos militares.
Militares de Portugal Como vosso comandante supremo das Forças Armadas, assumo perante vós o compromisso de promover a valorização da cidadania nacional, essencial ao reforço e prestígio das Forças Armadas. Desenvolver os esforços adequados no sentido de elevar a prontidão, a capacidade operacional e a interoperabilidade das Forças Armadas, que são um imperativo nacional. Defendo uma modernização que não se limite aos equipamentos, mas que vá mais longe, que integre os diferentes vectores de desenvolvimento nacionais e que fortaleça a cultura organizacional.
As promessas do Presidente da República deixadas aos militares, a quem manifestou total confiança num discurso que marcou a primeira cerimónia militar de António José Seguro enquanto chefe supremo das Forças Armadas.
E no balanço do primeiro mês de guerra entre Estados Unidos, Israel e Irão, o tenente-general Marco Serronha considera que a entrada do Iémen na guerra é negativa para a situação económica mundial.
Esta manhã, o grupo de rebeldes houthis, que controlam grande parte do Iémen, confirmou que atacou Israel com um míssil e o exército israelita também assumiu que detectou este míssil. Ouvido pela Rádio Observador, o tenente-general Marco Serronha diz que o Iémen pode vir a agravar o bloqueio ao estreito de Ormuz.
É mais um elemento negativo para a situação económica mundial. Os houthis têm alguma capacidade, inclusivamente, de ir continuando também a atacar Israel. Mas essencialmente é sobre os navios e a interdição, de algum modo, da capacidade das marinhas mercantes poderem operar no mar Vermelho, que pode incrementar o fecho do estreito de Ormuz e a questão do petróleo, dos derivados do petróleo. Enfim, mais um problema para a economia mundial.
Em relação à renomeação de Donald Trump do estreito de Ormuz para estreito de Trump, o tenente-general Marco Serronha admite que esta postura do presidente norte-americano não beneficia o clima para negociar um acordo de paz.
E esta noite começa oficialmente o horário de verão, na madrugada de domingo, quando bater a 1 h, os relógios adiantam uma hora, passam a ser duas.
Nos Açores esta mudança acontece mais cedo. À meia-noite passa a ser 1 h. Todos os anos surgem várias questões. Este hábito é recebido com bastante discórdia na Comunidade Europeia. Miguel Pina Andrade, daqui a um ano vamos ter que mudar a hora outra vez.
Não existem garantias de que esta questão volte a ser levada para cima da mesa a tempo da próxima mudança horária, dia 25 de outubro. Mesmo assim, a Comissão Europeia continua a querer alcançar um consenso para acabar com a mudança de hora, depois do Parlamento Europeu já ter votado nesse sentido há alguns anos. Sobre este tema, Portugal não tem uma posição assumida e enquanto Espanha e os países do norte da Europa partilham o desejo de ter um fuso horário único, a Albânia é um dos países que já se manifestou a favor do regime atual. Os italianos, por outro lado, apoiam a adoção permanente do horário de verão, uma posição que é diferente dos restantes países europeus que preferem o horário de inverno. Se o projeto europeu avançar, vamos ter de decidir se adotamos o horário de verão ou o de inverno. Os especialistas dizem que a adoção permanente do horário de verão pode não ser benéfica, especialmente para os mais jovens. Argumentam que chegar à escola com uma maior exposição solar pode comprometer o desempenho cognitivo e físico dos estudantes e, para além disso, com a oscilação de dias mais curtos, manhãs mais escuras e noites mais claras, a produção de melatonina acaba por ficar desregulada, o que afeta diretamente a qualidade do sono.
Jornalista Miguel Pina Andrade com algumas respostas sobre a mudança para o horário de verão.
E não se esqueça, esta noite vai dormir menos. À 1 h os relógios avançam uma hora. É o ponto final no Jornal das duas, que teve edição da Laura Figueiredo.