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Alvideira. Jornal das duas, na Rádio Observador, edição com Miguel Cordeiro e vamos começar, Miguel, por essa convocatória de Roberto Martínez com quatro guarda-redes.
Sim, Samu Costa e Gonçalo Guedes também integram esta convocatória. António Silva, Palhinha, Ricardo Horta, Pote, Paulinho e Rodrigo Mora ficaram de fora. Roberto Martínez apresentou há pouco a convocatória para o Mundial de Futebol. São estes os 27 nomes escolhidos.
Diogo Costa, Jorge Sá, Rui Silva, Ricardo Velho, Diogo Dalot, Matheus Nunes, Nélson Semedo, João Cancelo, Nuno Mendes, Gonçalo Inácio, Renato Veiga, Rúben Dias, Tomás Araújo, Rúben Neves, Samu Costa, João Neves, Vitinha, Bruno Fernandes, Bernardo Silva, João Félix, Francisco Trincão, Francisco Conceição, Pedro Neto, Rafael Leão, Gonçalo Guedes, Gonçalo Ramos e Cristiano Ronaldo.
É esta a equipa de Portugal que vai representar o país no Mundial de Futebol, que se joga nos Estados Unidos, México e Canadá. Na última hora, o selecionador nacional explicou estas escolhas, as ausências, explicou também o plano para as próximas semanas de preparação antes de vir o arranque da competição. Uma conferência de imprensa na Cidade do Futebol, que foi acompanhada pelo jornalista do Observador, Miguel Cordeiro. Miguel, agora aqui em direto com 27 jogadores. Roberto Martínez diz que Portugal pode sonhar, embora afaste o favoritismo.
Roberto Martínez continua a afastar qualquer favoritismo, reforça que só quem já ganhou o Mundial é que pode ser favorito, mas quanto a sonhar, diz claro que sim.
Nós queremos a pressão, não há problema, mas acho que candidato provavelmente é uma melhor palavra para descrever o momento bom que estamos a ter. Ganhamos a Liga das Nações. A Liga das Nações mais exigente de sempre. Ganhar a Alemanha na Alemanha, ganhar contra a Espanha na final. Claro, o talento do nosso grupo e o espírito do nosso grupo merece que todos sonhemos. Mas sonhar, sim, candidato também, favorita, não.
Nesta conferência de imprensa, naturalmente, Roberto Martínez foi confrontado sobre algumas ausências. Foram mencionados nomes como António Silva, Palhinha, Pote, Ricardo Horta, Paulinho e Rodrigo Mora. Ora, sobre António Silva, Roberto Martínez diz que se algum central se lesionar, será António Silva o primeiro a ser chamado. Sobre Palhinha, disse que nesta fase a escolha passa por outro tipo de jogadores. Sobre Ricardo Horta e Pote, Martínez explicou que já tem jogadores suficientes para jogar nessa zona do terreno interior e que procurou preencher a equipa com outras soluções que podem jogar mais junto à linha. Sobre Rodrigo Mora, a justificação é a mesma e acrescenta que Mora ainda é jovem, faz parte do futuro e vai ser escolha certa depois do mundial. Com os 27 escolhidos, Roberto Martínez explicou depois o plano que vai ter para os próximos dias.
O importante agora é recuperar, terminar as épocas. Acho que, em geral, nós temos um grupo de jogadores a uma média de idade muito boa, 27,3 anos. Os jogadores tiveram 25 títulos entre eles e há mais. Acho que há, em termos gerais, um bom equilíbrio, mas agora o aspeto é terminar a época bem, desligar, recuperar e começar com o sonho de jogar pela seleção, que isso é o momento sempre especial na carreira de todos os jogadores.
Portanto, falemos do calendário. O estágio começa no dia 1 de junho. Até lá, os jogadores podem aproveitar para descansar, estar com a família, sendo que os jogadores do Paris Saint-Germain, que vão jogar a final da Liga dos Campeões no próximo dia 30, só têm de se juntar à seleção no dia 6, no dia do jogo amigável contra a Nigéria. Roberto Martínez foi também questionado sobre o futuro como selecionador nacional e garante que o tema não está a ser discutido. Quer foco total na competição. A terminar, Miguel Videra, fechamos com este som de Roberto Martínez, que rumo ao mundial, quis citar um cantor português do Norte para motivar a equipa para a competição.
Tentar estar juntos, tentar utilizar os nossos valores e, parafraseando o Pedro Abrunhosa, fazer aquilo que nunca foi feito.
Ou seja, levar Portugal à conquista de um Campeonato Mundo de Futebol, depois daquele terceiro lugar do Mundial de 66. Miguel Cordeiro, jornalista do Observador, na Cidade do Futebol, acompanhou o anúncio destes 27 jogadores que vão representar Portugal no Campeonato do Mundo, que, como disse, arranca no próximo dia 11 de junho.
Deixamos o futebol e vamos a um outro tema na atualidade. Miguel, o antigo chefe de Estado e do Governo, Aníbal Cavaco Silva, foi distinguido hoje com a recém-criada Ordem Europeia do Mérito.
Uma distinção que visa reconhecer aqueles que contribuem para a integração europeia e para a promoção dos valores europeus plasmados nos diferentes tratados. O caso de Aníbal Cavaco Silva, um dos 20 laureados numa lista que inclui também Angela Merkel, Javier Solano, Jean-Claude Richier. O antigo presidente da República agradeceu a distinção e sublinhou a importância do projeto europeu num momento de grande incerteza.
Num tempo de forte instabilidade e incerteza mundialDe conflitos armados e ameaças, em que a voz de cada país isoladamente pouco conta, a União Europeia é um ativo da maior importância para todos os Estados-membros.
Uma das ideias salientadas por Aníbal Cavaco Silva, que destacou também o papel de Portugal na defesa dos valores europeus.
Portugal tem sido um parceiro ativo, defensor dos valores europeus e do aprofundamento do processo de integração, procurando sempre colocar os interesses nacionais específicos no quadro do interesse comunitário.
Aníbal Cavaco Silva, na intervenção de cerca de quatro minutos, foi hoje distinguido com a Ordem Europeia do Mérito no Parlamento Europeu, numa cerimónia que decorreu no Parlamento Europeu em Estrasburgo.
E Miguel Cavaco Silva recebeu largos elogios do ministro dos Negócios Estrangeiros e também do antigo primeiro-ministro Durão Barroso.
Paulo Rangel e Durão Barroso marcaram presença nesta cerimónia. No final, o chefe da diplomacia portuguesa, Paulo Rangel, elogiou Aníbal Cavaco Silva. Considera que o antigo chefe de Estado e de governo é o português que mais fez pelo país no contexto europeu.
Sem dúvida que a pessoa que mais fez pela imagem de Portugal e pela sua projeção na União Europeia foi o primeiro-ministro Cavaco Silva. E queria deixar também claro que ele teve um papel decisivo. Aliás, ele citou na sua intervenção o presidente Jacques Delors, porque de facto ele foi, juntamente com ele, um dos arquitetos das políticas de coesão. E por isso julgo que nestes 40 anos de adesão, não podia haver melhor homenagem a Portugal senão esta mesmo.
Também marcou presença nesta cerimónia José Manuel Durão Barroso. O antigo primeiro-ministro recordou Cavaco Silva como um político que sempre conseguiu conciliar os interesses nacionais com os interesses europeus.
Sempre vi no professor Cavaco Silva um grande compromisso com a Europa. Gostava de dizer isto: muitos políticos nacionais, quando há dificuldades, culpam a União Europeia. Quando as coisas vão bem, dizem que o mérito é deles. Posso testemunhar que o professor Cavaco Silva não fazia isso. Resistiu sempre à tentação. Por isso acho que é uma distinção extremamente justa, que de certa forma também homenageia Portugal. Não é fácil, às vezes, conciliar aquilo que é o interesse nacional com o interesse mais geral europeu. E eu penso que o professor Cavaco Silva definiu, digamos assim, um standard.
É isso que diz José Manuel Durão Barroso, antigo primeiro-ministro e também antigo presidente da Comissão Europeia. Marcou presença nesta cerimónia que decorreu esta manhã no Parlamento Europeu, em Estrasburgo.
Seguimos ainda com outras notícias em destaque a esta hora.
A proposta de lei do governo de revisão da legislação laboral já deu entrada na Assembleia da República. Foi aprovada em Conselho de Ministros na quinta-feira passada. Na altura, a ministra do Trabalho disse que esta proposta de lei contempla mais de 50 alterações ao anteprojeto inicial, 12 provenientes da UGT. Hoje, em entrevista à Antena 1, a ministra do Trabalho considerou que o presidente da República, António Guterres Seguro, contribuiu para o não da UGT às alterações ao Código do Trabalho, depois de, durante o período da campanha para as presidenciais, ter afirmado que, caso fosse eleito, iria vetar o diploma se não obtivesse o acordo da UGT. A mais longa da Europa, em 2024, a população prisional cumpria penas de prisão, em média de 31,4 meses. A média europeia é de 9,7. São dados hoje revelados pelo Conselho da Europa. Portugal é também o país com a população prisional mais envelhecida, 42 anos, acima da média europeia de 37,5.