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Jornal das seis, na Rádio Observador, com Luís Soares. O ministro da Administração Interna diz que a subida dos números da criminalidade se deve a um trabalho mais proativo das autoridades.

Foi na apresentação do Relatório Anual de Segurança Interna no Parlamento. Luís Neves salientou a descida da criminalidade grave, mas também destacou o impacto que o tráfico de drogas está a ter em Portugal, sobretudo da cocaína. A acompanhar o debate na Assembleia da República esteve o Miguel Viterbo Dias. Miguel, o ministro falou em duas medidas que vão integrar o próximo relatório, pedindo, no entanto, que não se confunda a subida dos números com um aumento do perigo.

Sim, até porque atribui uma parte da responsabilidade pela subida dos números ao trabalho mais proativo das autoridades, sobretudo em crimes relacionados com a imigração ilegal. Luís Neves, debaixo de muitos protestos do partido Chega, a dizer que o aumento de casos de imigração ilegal deve-se ao trabalho das polícias, porque é uma matéria onde não é habitual existirem muitas denúncias, tendo em conta que as pessoas que são traficadas do ponto de vista laboral não fazem queixas junto das autoridades. Luís Neves falou também do terrorismo da extrema-direita, levando a um aumento do bruá na sala, mas referiu também o caso, que considerou até ser de terrorismo, do ataque à Marcha pela Vida, merecendo já aí a concordância, ainda que mais tímida, do partido Chega. Ainda assim, diz o ministro que o governo não esconde os números e, por isso, no próximo relatório, quer ter mais dois dados à disposição.

Nos roubos, incluindo assaltos a bancos e transportes públicos. Na violência doméstica, há uma redução pelo terceiro ano consecutivo, menos 1,9 crimes, mas continua a ser o crime mais participado em Portugal, quase 30 mil participações, com 69% das vítimas mulheres. É uma indignidade coletiva, porque assumimos os números sem os maquilhar. Anuncio duas medidas. Primeiro, um inquérito nacional de vitimização articulado com o sistema de segurança interna. E segundo, as forças de segurança já recolhem dados sobre detidos estrangeiros e que poderão estar prontos e disponíveis no relatório do próximo ano.

Um dado que há muito é pedido, pelo menos na Assembleia da República, com Luís Neves também a dizer que a criminalidade geral aumentou, mas a violenta diminuiu, ainda assim a manifestar preocupação. Já sobre as polémicas à volta do ministro, o Chega foi o único a referi-las de forma muito breve. Diz que, tal como Margarida Blasco, antiga ministra da Administração Interna, disse que era preciso tirar a fruta podre da polícia, agora é preciso tirá-la do Ministério da Administração Interna. E Madalena Cordeiro, do Chega, manifestou outra preocupação com o próximo relatório.

Este RASI é uma vergonha e ainda nem contempla os crimes do senhor ministro.

A boca do Chega para o ministro Luís Neves, que ouviu aqui protestos do partido quando se referiu ao perigo da extrema-direita. Deixou aqui a Assembleia da República também com um cumprimento a Aguiar Branco, o que levou a mais uma manifestação da bancada de André Ventura, que ainda na última hora tinha acusado Aguiar Branco de querer proteger o ministro da Administração Interna e o sistema instalado.

A reportagem direta do Miguel Viterbo Dias, que acompanhou este debate sobre o Relatório Anual de Segurança Interna no Parlamento, com Luís Neves a admitir que pode vir a ser revelada a nacionalidade dos criminosos no relatório já do próximo ano, no que diz respeito à criminalidade deste ano.

O líder do Chega, André Ventura, quer conversar com Aguiar Branco antes de tomar uma decisão sobre a Comissão Parlamentar de Inquérito, a proposta da Comissão Parlamentar de Inquérito à atuação de Luís Neves, mas deixa já acusações ao presidente da Assembleia da República.

André Ventura diz que Aguiar Branco está a sequestrar o Parlamento e acusa Aguiar Branco de estar a adiar a constituição dessa comissão de inquérito. André Ventura, numa conferência de imprensa esta tarde, em que procurou apontar vários exemplos de decisões diferentes de Aguiar Branco sobre a criação de comissões de inquérito, o presidente do Chega questiona se Aguiar Branco está a sofrer pressões do PSD ou do primeiro-ministro para acusar o presidente da Assembleia da República de defender o sistema.

Hoje, o presidente da Assembleia da República, o nosso, entrou no rol daqueles que continua a defender e que vai fazer tudo para defender a podridão do sistema político em que vivemos e a podridão do sistema institucional que está instalado em Portugal. A atitude que Aguiar Branco tem tido para impedir, para evitar uma comissão de inquérito a Luís Neves

Degrada ainda mais as instituições, porque levanta a suspeita ainda maior de que para lá dos partidos políticos, a própria Assembleia da República está sequestrada, com medo de investigar o que tem que investigar em relação a Luís Neves.

André Ventura a reagir à decisão do presidente da Assembleia da República de recusar a constituição da Comissão Parlamentar de Inquérito a Luís Neves, por ter um objeto demasiado amplo. Ainda assim, Aguiar Branco aceitou o requerimento apresentado pelo partido Juntos pelo Povo.

O antigo primeiro-ministro José Sócrates anunciou que está a fazer uma auditoria à conta bancária que tem na Caixa Geral de Depósitos.

Anúncio feito pelo principal arguido da Operação Marquês, na sessão de julgamento de hoje. O ex-primeiro-ministro revela que está a fazer essa auditoria para contrapor o que considera serem disparates que tem ouvido durante as sessões de julgamento. Por isso, José Sócrates pediu mais tempo para abordar essa situação em tribunal. Na sessão de hoje, o principal arguido defende que a venda dos três imóveis da mãe ao amigo Carlos Santos Silva foi absolutamente legítima. As casas pertenciam à mãe de José Sócrates que, de acordo com o antigo primeiro-ministro, foi herdeira de três fortunas consideráveis. Queixou-se José Sócrates de manipulações ao conteúdo das escutas telefônicas que constam do processo. A sessão de hoje já terminou. O ex-primeiro-ministro diz que quer abordar mais temas e responder a mais questões, mas para já, não ficou ainda agendada mais nenhuma data para o regresso de José Sócrates às declarações no julgamento da Operação Marquês.

A ministra do Ambiente diz que não dá. Recusa assim a ideia do presidente da Câmara Municipal de Lisboa, que defende o fim do sistema Volta.

E Carlos Moedas reforça mesmo as críticas por causa do impacto deste sistema na higiene urbana.

Nós temos algo que era bem-intencionado, eu queria aqui dizer, obviamente, que era bem-intencionado. Nós queremos cada vez reciclar mais e ter a capacidade de reciclar e ter uma cidade mais sustentável e de reciclar os plásticos, mas não é através de um imposto, porque aquilo que nós estamos a fazer é: as pessoas pagam €0,10 e os outros que estão a fazer, no fundo, um trabalho, que não é um trabalho, é um drama social, quer dizer, as pessoas agarradas às garrafas para depois devolver as garrafas.

Um drama social, no entender do presidente da Câmara de Lisboa, que pede o fim do Volta. Na resposta, a ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho, explica que não é possível cancelar o sistema e assegura que está à procura de soluções para resolver os problemas que têm existido.

O que nós estamos a fazer é identificar os problemas e resolvê-los.

Mas então cancelar?

Não, não está na perspetiva, ele é obrigatório a nível europeu.

Nestas declarações à CIC, em Estrasburgo, a ministra recordou também as multas aplicadas a Portugal por não cumprimento das metas de reciclagem de plástico. Portugal já pagou €600 milhões de multas à Comissão Europeia.

200 milhões por ano. Há outras notícias a marcar a tarde desta quarta-feira, 16 de setembro.

Em Viana do Alentejo, a colisão entre um comboio e um veículo pesado provocou um ferido grave. É um homem de cerca de 40 anos, já foi transportado de helicóptero para o Hospital Santa Maria, em Lisboa. O primeiro alerta foi dado por volta das 14h00. Há ainda mais dois feridos ligeiros. Fonte do INEM confirma que o ferido grave foi transportado para Lisboa. Era o condutor do veículo pesado. Já os outros dois feridos ligeiros eram ocupantes do comboio. As notas dos exames nacionais da segunda fase subiram em 75% dos casos depois da reavaliação. São dados do Ministério da Educação. Três em cada quatro pedidos de reapreciação resultaram numa subida de nota. As escolas afixaram os resultados dos processos de reapreciação relativos à segunda fase na segunda-feira. O antigo piloto português de Fórmula 1, Pedro Matos Chaves, diz que é uma grande alegria ter a competição de volta a Portugal. Admite que para um cenário ideal falta apenas um piloto português a conduzir um dos monolugares. O regresso acontece de 18 a 20 de junho, no Autódromo Internacional do Algarve. Em declarações à Rádio Observador, Pedro Matos Chaves destaca a paixão do público português pelos desportos motorizados.

Acho que é uma alegria, representa bastante. Nós sempre fomos uns apaixonados do desporto automóvel, se o Rally de Portugal, se o Grande Prémio Fórmula 1. Ter cá tanto uma competição como outra, sem ter pilotos envolvidos nestas categorias, já é um grande esforço e acho que é bastante bom para o público português. Agora, claro, a cereja no topo do bolo era termos um português na Fórmula 1. Esperemos que no futuro seria excelente ter cá um Grande Prémio e um português para torcermos por ele.

Pedro Matos Chaves na previsão ao Grande Prémio de Fórmula 1 que regressa a Portugal no ano que vem. E há dois artistas portugueses indicados para o Grammy Latino.

E Carminho é um deles.

Exatamente, Carminho aqui na canção "Memória". Na verdade, Carminho tem uma dupla nomeação para os Grammys Latinos, uma em nome próprio pelo álbum "Eu Vou Morrer de Amor a Resistir", outra por este dueto que estamos a ouvir com a cantora espanhola Rosalía e neste caso, para melhor canção em língua portuguesa.

Mas se há dois nomeados, quem é o outro, Luís?

O outro é Dino Santiago, também com dupla nomeação. A música "No Vento de Nós" está indicada para melhor canção em língua portuguesa, mas também o álbum de estreia do projeto que o juntou aos brasileiros Criolo e Amar Freitas concorre ao Grammy Latino de melhor álbum de música popular brasileira ou música afro-portuguesa-brasileira. A cerimônia dos Grammys Latinos está marcada para 12 de novembro, em Las Vegas, nos Estados Unidos, e tem, claro, Rosalía entre os artistas mais nomeados. Tem sete nomeações.

Sete nomeações para Rosalía. Então vamos ouvir um bocadinho deste dueto.

Agora a seguir vem Rosalía.

Aí vem ela.