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Vamos às notícias. Jornal das duas com o José Rafael Lopes. José, a FENPROF considera patética a decisão do governo de pagar horas extraordinárias aos professores que estão corrigindo os exames nacionais do 12º ano.

O anúncio dessas horas extraordinárias foi feito esta manhã pelo porta-voz do PSD, Sebastião Bugalho, que deixou também uma palavra ao esforço que está a ser feito pelos docentes.

Em jeito de reconhecimento do esforço de todos os professores que estão neste momento, numa manhã de sábado, a corrigir as provas dos exames nacionais, foi decidido pelo senhor Ministro da Educação que o governo vai pagar horas extraordinárias a todos os professores que estão a corrigir essas provas, em reconhecimento pelo seu esforço extraordinário, particularmente neste ano. É um esforço, evidentemente, que o PSD reconhece e agradece.

Declaração de Sebastião Bugalho durante uma conferência de imprensa na sede do PSD. O porta-voz do partido explica que o formato do pagamento está a ser definido e vai ser anunciado pelo Ministro da Educação, Fernando Alexandre. Decisão que já foi comunicada ao agrupamento de exames do Júri Nacional de Exames. Confrontado com esta decisão, o secretário-geral da FENPROF, José Feliciano Costa, diz que o pagamento de horas não resolve o problema no fundo e fala então nessa decisão patética.

Está aqui em causa um processo escolar dos alunos, um percurso, e a entrada no ensino superior. Era isso que eles queriam neste momento, e isso não se resolve com horas extraordinárias. A resolução passa por outras políticas para a educação. E isso, de facto, não acontece ainda. E não é o problema das horas extraordinárias, é o problema de perceber que tem que haver mudanças profundas no sistema educativo e depois vamos começar a tentar resolver o problema. Agora, este anúncio de horas extraordinárias parece-nos uma coisa, sinceramente, até patética.

A reação da FENPROF ao anúncio de Sebastião Bugalho, José Feliciano Costa, insiste ainda que não há condições para que o Ministro da Educação continue no cargo.

É estranho. Não sei se o governo já perdeu a confiança política no ministro Fernando Alexandre. Não sei. Um porta-voz tem que apresentar, não é uma solução, não é solução nenhuma a questão das horas extraordinárias, portanto, é no mínimo estranho. Até porque nós também entendemos que, face a tudo o que está a acontecer, o ministro da Educação não nos parece que tenha condições para continuar no cargo, não nos parece que esteja à altura das exigências e das responsabilidades inerentes ao cargo que ocupa.

José Feliciano Costa, em declarações na Rádio Observador, a deixar essa declaração de que o Ministro da Educação não tem condições para continuar.

José Luís Carneiro não reagiu à medida, mas criticou a forma como o governo tem gerido o processo.

O secretário-geral do PS lembra que o governo tinha prometido apresentar as avaliações dos exames nacionais a horas, cenário que José Luís Carneiro diz que não aconteceu, e sublinha, o secretário-geral do PS, essa promessa falhada pelo governo.

No dia 17, o governo prometeu apresentar as avaliações dos alunos. Mas no dia 17, há algo que eu posso garantir: é que ficarão muitos assuntos por resolver, nomeadamente a viabilidade das candidaturas de muitos alunos ao ensino superior. Estou convencido de que está mesmo colocada uma crise de confiabilidade no modelo de avaliação e na classificação que foi feita por parte deste governo e do falhanço que resulta do governo.

José Luís Carneiro, esta manhã em Braga, à entrada para o Congresso Federativo do Partido Socialista.

Voltamos a ouvir Sebastião Bugalho, que recusa que exista uma divergência com o grupo parlamentar a propósito das audições sobre o tema da imigração.

Sebastião Bugalho garante que está prevista a audição de ex-governantes do PS. O Observador noticiou esta semana que o requerimento para as audições, entretanto revelado, não vai ter nenhum ex-governante do PS nessa qualidade. Confrontado com esta notícia, Sebastião Bugalho garantiu que a prioridade continua a ser a de chamar os responsáveis mais diretos.

O grupo parlamentar optou por chamar primeiro à Assembleia da República os responsáveis políticos administrativos, nomeadamente ex-SEF e AIMA, o que me parece fazer todo o sentido, e só depois os responsáveis políticos governativos. Eu próprio já tinha referido que seria a bancada do PSD, liderada por Hugo Soares, a definir quem, quando e o momento em que essas audições seriam anunciadas. Portanto, não há qualquer contradição, não há qualquer divergência.

Sebastião Bugalho recusa que exista qualquer contradição entre o grupo parlamentar e o partido. A audição de antigos responsáveis governativos fica para mais tarde.

A líder da bancada parlamentar do LIVRE diz que no futuro o partido vai conseguir chegar ao governo.

Promessa feita por Isabel Mendes Lopes no Congresso do LIVRE, que está a acontecer hoje em Sintra. A porta-voz do LIVRE encabeça a lista A para a eleição ao grupo de contacto, órgão executivo do partido. No discurso de apresentação, a deputada defende que o LIVRE tem de apresentar propostas concretas para combater o executivo da AD, mas sublinha que o partido não quer ficar pela oposição. Isabel Mendes Lopes aponta o crescimento do LIVRE e não esconde essa ambição de um dia poder chegar ao governo.

Nós ouvimos muitas pessoas a clamar por uma refundação da esquerda, para a esquerda pensar no que tem de fazer para conseguir singrar. Ora bem, está aqui a refundação da esquerda. Da esquerda que quer crescer e quer crescer mais para ter o poder de mudar as coisas. Da esquerda que não tem medo de dizer que quer ser governo. Quer ser governo nas freguesias, nas Câmaras Municipais, nas Regiões Autónomas e no Governo da República. Porque é no poder executivo que nós mudamos mais diretamente a vida das pessoas e o rumo do país.

Declaração de Isabel Mendes Lopes, que diz que não é inevitável o país ser governado pela direita. Já Jorge Pinto, pretende substituir Rui Tavares na dupla de porta-vozes do LIVRE, apontou o dedo à direita e critica o governo de agir como se tivesse maioria absoluta quando se trata de um governo minoritário.

No Irão, o líder supremo promete vingança pela morte do pai.

Ali Khamenei foi morto nos primeiros ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão. Foi sepultado ontem o antigo líder supremo do Irão, depois de uma cerimônia que juntou milhões de pessoas no país e também no Iraque. Agora, nas primeiras palavras depois das cerimônias fúnebres do pai, Mostaba Khamenei afirma que a vingança é uma exigência que deve ser cumprida. É a expressão utilizada pelo líder supremo do Irão, que não é visto desde que assumiu o cargo de líder supremo, o cargo de aiatolá iraniano.

Em Espanha, o incêndio em Almeria já consumiu uma área de mais de 6 mil hectares.

O combate ao fogo, que provocou a morte de 12 pessoas, está a evoluir de forma favorável. Esta manhã havia oito meios aéreos no combate, mas era esperado ainda um reforço progressivo com o passar do dia, que se tem vindo a verificar. Durante a noite manteve-se o dispositivo. São mais de 500 operacionais para combater as chamas e proteger a população. Esta manhã decorreu já também um voo sobre a zona afetada para avaliar a evolução deste incêndio em Almeria, que já matou pelo menos 12 pessoas.

É assim que fechamos este jornal das 14h.