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Jornal das duas com Miguel Cordeiro. Miguel, em destaque a esta hora: o Chega volta a avançar para a constituição de uma comissão parlamentar de inquérito aos mandatos de Luís Neves na Polícia Judiciária e aceitou atenuar esse requerimento para ir ao encontro das preocupações apresentadas pelo Presidente da Assembleia da República.

O partido de André Ventura vai introduzir alterações a esse pedido para constituir a comissão, mas o líder do Chega diz que vai fazer essas alterações a contragosto.

Contrariado, sentindo que é uma injustiça e sentindo, sobretudo, que o país vai ficar a perder. Vamos fazer essas alterações e espero, sinceramente, que no início da próxima semana possamos ter a constituição da comissão de inquérito a Luís Neves.

Contrariado. André Ventura avança já que há alterações que vão ser introduzidas neste novo requerimento, que vai dar entrada no Parlamento entre hoje e amanhã.

Vamos delimitar um pouco mais o objeto, repito, mesmo entendendo que não devíamos ter que o fazer, delimitar um pouco mais o objeto, garantir que vamos cumprir escrupulosamente a separação de poderes e não interferir em nenhum outro órgão investigativo criminal. A preocupação do presidente da Assembleia da República de não interferir com outros juízos de natureza criminal. Isto não existiu quando foi o caso do Novo Banco, nem da TAP, onde também havia processos criminais e também havia juízos criminais sobre esses processos. Vamos procurar encontrar uma formulação que vá de encontro e que permita que esta comissão parlamentar de inquérito avance sem perder a sua natureza e sem perder a sua identidade.

Anúncio de André Ventura nos passos perdidos do Parlamento, depois de uma reunião com o presidente da Assembleia da República. O líder do Chega queixa-se de um bloqueio institucional, mas vai avançar com um novo pedido para constituir uma comissão parlamentar de inquérito potestativa ao caso Luís Neves.

José Luís Carneiro diz que as medidas que foram anunciadas pelo governo na semana passada deixam de fora dois milhões de trabalhadores.

As famílias e trabalhadores mais vulneráveis, que não são afetados pelo IRS, é o que diz José Luís Carneiro. O líder socialista pede ao governo que alargue as medidas e recorda o que fez o PS quando estava a liderar o país.

As necessidades às quais o governo quis responder, com as medidas que anunciou na semana passada no Parlamento, deixaram ficar de fora dois milhões de trabalhadores, particularmente trabalhadores mais vulneráveis e por isso é que não estão abrangidos pelo pagamento do IRS, e que são famílias que estão a viver em circunstâncias muito difíceis. E aquilo que nós queremos dizer e apelar é que o governo, que reúne hoje em Conselho de Ministros, procure ter em consideração as medidas necessárias para responder a este conjunto de famílias. Recordo que basta pegar nas medidas que foram adotadas quando vivemos a crise da inflação anterior, adotadas pelo governo do PS, quer nomeadamente a questão do abono de família, é uma das possibilidades para chegar a essas famílias.

Declarações do líder socialista no dia em que o governo se reúne em Conselho de Ministros para aprovar, entre outras medidas, a descida do IRS, anunciada na semana passada por Luís Montenegro.

Ora, o primeiro-ministro elogiou hoje as contas de Portugal e anunciou um novo superávit.

Será o quarto superávit consecutivo para Portugal. O ministro das Finanças tinha dito que o objetivo era pelo menos um saldo nulo no final deste ano. Mas Luís Montenegro, hoje, num discurso em Lisboa, na Conferência Europeia da Economia Alemã, apontou para um saldo positivo.

Vamos a caminho do nosso quarto superávit consecutivo. Temos as nossas contas públicas equilibradas e as nossas contas públicas equilibradas significam o quê? Não é apenas um objetivo ou um número. Significam que a nossa dívida está a descer. Já baixou os 90% do nosso Produto, quando há pouco tempo estava acima de 130.

Luís Montenegro, que foi neste discurso que anunciou que iria aprovar, já hoje em Conselho de Ministros, a descida do IRS, que tinha sido anunciada no debate da moção de censura na semana passada. Mas neste discurso, Luís Montenegro, perante uma plateia maioritariamente internacional, quis também atacar a ação norte-americana no Médio Oriente.

Como primeiro-ministro, tenho insistido junto dos nossos parceiros da União Europeia e nas instâncias internacionais para que se ponha cobro a este caminho. Eu vou mesmo dizê-lo: é um caminho, do ponto de vista económico e social, estúpido. Não tem um racional. Nós podemos e devemos proteger o mundo das ameaças terroristas, das ameaças nucleares. Nós não podemos nem devemos pôr as pessoas a sofrer de forma injustificada por fatores que não conseguimos dominar.

Críticas de Luís Montenegro neste discurso, que aconteceu na Conferência Europeia da Economia Alemã.

O preço dos combustíveis vai voltar a aumentar na próxima semana.

O gasóleo deve subir €0,04 e a gasolina €0,02. É uma estimativa de Ricardo Marques, especialista em mercados energéticos, que faz esta estimativa aos valores atuais indicados pelos mercados. É um valor que ainda pode variar até ao dia de amanhã. Há outros cenários que apontam para uma subida mais acentuada na próxima semana, mas Ricardo Marques explica à Rádio Observador que, ao contrário do que se previa entre ontem e esta manhã, que o barril de Brent, a referência internacional para o preço do petróleo, está, na verdade, nestas horas, a baixar.

Olhando para o gasóleo, eu ontem diria que o aumento iria ser na ordem dos €0,07, €0,08. Entretanto, com o recuo dos preços ontem à tarde e hoje, estaria a apontar mais para um aumento entre os €0,03, €0,04. Atenuaram um pouco. Continuamos acima, mas temos o Brent a baixar E mesmo a diferença entre o Brent e o gasóleo, que atingiu o máximo histórico, está a recuar um pouco.

Explicações de Ricardo Marques, especialista em mercados energéticos, em declarações à Rádio Observador. Certo é que haverá, para já, de acordo com os mercados, um novo aumento tanto na gasolina como no gasóleo já na próxima semana.

O Bloco de Esquerda afirma que o governo quer criar obstáculos à transparência no caso dos exames nacionais.

É o que diz o coordenador do partido, José Manuel Pureza, relativamente à oposição do PSD e do CDS à comissão de inquérito sobre as falhas na classificação digital dos exames. Essa comissão de inquérito foi proposta pelo Bloco de Esquerda. José Manuel Pureza sublinha a falta de explicações do governo sobre os problemas nos exames e reforça que este inquérito é necessário. Palavras de José Manuel Pureza, que refere também que a comissão parlamentar de inquérito tem a viabilização, nesta altura, assegurada.

Vamos a outras notícias também em destaque a esta hora, Miguel.

Cooperação no desenvolvimento de capacidades estratégicas críticas, cooperação em defesa e segurança, e também a entrada no programa Erasmus. Hoje, o primeiro-ministro canadiano discursou no Parlamento Europeu e explicou os objetivos desta ligação mais estreita à União Europeia. Disse o que quer e o que não quer dessa ligação. Esclareceu que a aliança União Europeia-Canadá não tem como objetivo propor um terceiro bloco rival entre as grandes potências mundiais. A Comissão Europeia propôs hoje a mobilização de mais de 261 milhões de euros para apoiar Portugal na recuperação dos estragos causados pelas tempestades no início do ano. A verba faz parte de um pacote de quase 500 milhões de euros destinados aos países afetados, ao que avança um comunicado do executivo comunitário à Agência Lusa. Para fechar, os tripulantes da EasyJet anunciaram uma greve para o início do próximo mês e para a véspera de Natal. Paralisação entre os dias 2 e 6 de outubro e também de 19 a 23 de dezembro. A decisão foi tomada hoje pelos trabalhadores, está justificada com a deterioração das condições laborais. Fonte oficial da empresa disse à Agência Lusa que para os dias 2 a 6 de outubro, estimam-se que sejam afetados cerca de 500 voos.