PSP registou 27 infrações nas primeiras 48 horas do novo regime de proibição de veículos pesados sem destino às cidades do Porto ou de Gaia na Via de Cintura Interna (VCI), revelou esta quinta-feira fonte do Comando Metropolitano do Porto.
Em declarações à agência Lusa, num balanço dos primeiros dois dias, o intendente da PSP Marco Almeida referiu que, após as 22 infrações registadas na terça-feira, quando entrou em vigor o novo regime, “ontem [quarta-feira] foram registadas apenas cinco”.
“Das 7h00 do dia 15 [terça-feira] às 21h00 do dia 16 [quarta-feira], portanto 48 horas, registámos 27 infrações. Mantemos a verificação e o controlo da plataforma. Claro que não conseguimos controlar todos os veículos pesados que circulam, mas aquilo que sentimos é um cumprimento generalizado da parte das empresas e dos condutores e em só utilizar a VCI para as situações excecionais que estão previstas e autorizadas”, referiu.
Na terça-feira, entrou em vigor a proibição de veículos pesados sem destino às cidades do Porto ou de Vila Nova de Gaia na Via de Cintura Interna (VCI) entre as 7h00 e as 21h00 dos dias úteis.
Esta medida, que pretende aliviar o trânsito nesta artéria, aplica-se a veículos de mercadorias com peso bruto superior a 3.500 quilos, três ou mais eixos e altura igual ou superior a 1,1 metros, medida na vertical do primeiro eixo.
Além de fiscalização, Marco Almeida frisou à Lusa que a PSP se manterá no terreno com medidas de sensibilização. “Acima de tudo ao nível da plataforma, às vezes há algumas situações em que as pessoas ainda não se adaptaram. Não é que seja muito complexo, mas naturalmente estamos aí também para suprir algumas lacunas de informação e esclarecer algumas dúvidas”, disse.
Segundo o responsável, “os utilizadores vão manifestando que já vão ficando mais conhecedores da plataforma e do sistema”, que é “simples, mas implica sempre aqui algum tempinho de adaptação”. “A informação que é inserida é muito pouca e é rápido”, insistiu.
De acordo com informação disponibilizada pela Câmara do Porto, existem exceções a esta proibição: os veículos abrangidos que tenham como origem ou destino os municípios do Porto ou de Vila Nova de Gaia, para operações de carga ou descarga nesses municípios, poderão circular na VCI “desde que estejam previamente habilitados através da plataforma digital disponibilizada pelos respetivos municípios”.
Como alternativa à proibição de pesados na VCI, a CREP/A41 está isenta de portagens desde o início do ano.
Em declarações à Lusa, o presidente da Câmara do Porto, Pedro Duarte, reconheceu que “não vai resolver o problema de trânsito na VCI”, mas que esta medida pode “ser um ponto de viragem” e ajudar enquanto não são implementadas novas medidas. O autarca, que é também presidente da Área Metropolitana do Porto, revelou ainda ter enviado, no final da semana passada, um ofício ao ministro da Administração Interna a pedir fiscalização e presença de polícias no terreno.
Na terça-feira, em resposta escrita à Lusa sobre medidas futuras de fiscalização e sensibilização, a GNR apontou quais as autoestradas que admite que poderão vir a sentir mais impacto. “A Guarda Nacional Republicana informa que, decorrente da entrada em vigor da proibição de circulação de veículos pesados na VCI, é expectável que se verifique um aumento do tráfego rodoviário nas vias alternativas, algumas das quais sob responsabilidade da GNR”, referiu esta polícia.
As autoestradas A20, A44 e A1, com implicação direta decorrente das restrições de circulação, bem como as A43, A3, A1 (até ao nó com a A44) e a A20 (até ao nó com a A44) são as vias que poderão registar implicações indiretas resultantes da redistribuição do tráfego.
Já a A41 constitui, refere a GNR, “igualmente uma das alternativas à circulação de veículos pesados”.