Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
O Observador é uma hora. Está a começar o Jornal da Uma, com edição do Miguel Cordeiro. Miguel, o Chega vai avançar com uma nova proposta potestativa de comissão parlamentar de inquérito a Luís Neves.
Foi anunciado há minutos por André Ventura, o líder do Chega na Assembleia da República, reuniu com José Pedro Aguiar Branco, o presidente da Assembleia da República. Uma reunião que durou menos de uma hora, começou por volta do meio-dia e à saída, André Ventura falou aos jornalistas, explicou o que lhe foi dito pelo Presidente da Assembleia da República e anunciou que o Chega vai apresentar uma nova proposta potestativa da Comissão Parlamentar de Inquérito a Luís Neves e desta vez vai fazer algumas mexidas nessa proposta, algo que André Ventura confirmou aos jornalistas. Conosco, em direto, temos o Vasco Maldonado Correia, que está na Assembleia da República. Vasco, mesmo que contrariado, André Ventura confirma que vai fazer algumas mudanças na proposta do Chega para uma comissão parlamentar de inquérito a Luís Neves.
Foi essa a palavra que usou André Ventura, contrariado, sente que é uma injustiça ter de fazer essas alterações, mas vai fazê-las porque sente que neste momento é a única maneira de ter essa comissão parlamentar de inquérito ao caso Luís Neves. Diz, por isso, que espera que já na próxima semana seja possível avançar com a constituição dessa comissão, sendo que este novo requerimento, já prevendo essas alterações ao requerimento, prevê André Ventura que seja entregue entre hoje e as primeiras horas do dia de amanhã. Nessa reunião, que André Ventura diz que foi cordial com o presidente da Assembleia da República, assumiu, o presidente do Chega, que vai acompanhar de perto a formulação deste pedido, mesmo discordando que seja necessário mudar o requerimento. E diz também que não vai usar o mesmo requerimento que foi usado pelo JPP e que foi, esse sim, aprovado pelo Presidente da Assembleia da República. Deu aqui o exemplo do voto contra, que foi anunciado também nesta última hora pelo secretário-geral do Partido Socialista, contra esse requerimento apresentado pelo JPP, para mostrar que só mesmo de forma potestativa é que a Assembleia da República vai poder investigar os casos Luís Neves e por isso vai mais uma vez avançar, Miguel, com esse pedido para uma comissão parlamentar de inquérito aos mandatos de Luís Neves à frente da Polícia Judiciária.
Agora com algumas alterações na nova proposta que o Chega vai fazer chegar ao presidente da Assembleia da República.
E o secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, diz que as medidas anunciadas pelo governo na semana passada deixam de fora dois milhões de trabalhadores.
E por isso pede ao governo que alargue as medidas a adotar para que consiga abranger essas famílias dos trabalhadores mais vulneráveis e que não são afetados pelo IRS. José Luís Carneiro lembra as medidas adotadas pelo governo socialista na última crise de inflação e apontou o abono de família como uma possibilidade para este governo.
As necessidades às quais o governo quis responder, com as medidas que anunciou na semana passada no Parlamento, deixaram ficar de fora dois milhões de trabalhadores, particularmente trabalhadores mais vulneráveis e por isso é que não estão abrangidos pelo pagamento do IRS, e que são famílias que estão a viver em circunstâncias muito difíceis. E aquilo que nós queremos dizer e apelar é que o governo, que reúne hoje em Conselho de Ministros, procure ter em consideração as medidas necessárias para responder a este conjunto de famílias. Recordo que basta pegar nas medidas que foram adotadas quando vivemos a crise da inflação anterior, adotadas pelo governo do PS, nomeadamente a questão do abono de família, é uma das possibilidades para chegar a essas famílias.
O líder socialista no dia em que o governo reúne em Conselho de Ministros para aprovar, entre outras medidas, a descida do IRS, anunciada na semana passada por Luís Montenegro.
E Portugal vai fechar o ano com um novo superávit, é uma garantia do primeiro-ministro.
Luís Montenegro falou hoje na Conferência Europeia da Economia, em Lisboa. Nesta conferência, Luís Montenegro mostrou-se confiante nas contas públicas de 2026. A semana passada, o ministro das Finanças apontou para um saldo nulo este ano, mas Luís Montenegro está mais otimista.
Vamos a caminho do nosso quarto superávit consecutivo. Temos as nossas contas públicas equilibradas, e as nossas contas públicas equilibradas significam o quê? Não é apenas um objetivo ou um número. Significam que a nossa dívida está a descer. Já baixou os 90% do nosso Produto, quando há pouco tempo estava acima de 130.
As palavras de Luís Montenegro, que nesta conferência internacional, uma plateia internacional, durante este discurso, Luís Montenegro falou também sobre o impacto econômico da guerra no Irão e atacou diretamente os planos dos Estados Unidos da América para esse conflito.
Como primeiro-ministro, tenho insistido junto dos nossos parceiros da União Europeia e nas instâncias internacionais para que se ponha cobro a este caminho. Eu vou mesmo dizê-lo: é um caminho, do ponto de vista econômico e social, estúpido. Não tem um racional. Nós podemos e devemos proteger o mundo das ameaças, das ameaças terroristas, das ameaças nucleares. Nós não podemos nem devemos pôr as pessoas a sofrer de forma injustificada por fatores que não conseguimos dominar.
As críticas de Luís Montenegro a falar sobre o aumento do custo de vida e criticar também a administração de Donald Trump pela ação militar no Irão
E o PCP acusa o governo de estar a contribuir para o aumento do custo de vida.
Paulo Raimundo participou numa das várias ações de protesto hoje em todo o país, promovidas pelo PCP, contra o aumento do custo de vida dos portugueses. No caso, estarei em Lisboa. Numa dessas ações, Paulo Raimundo acusou diretamente a ministra do Ambiente e da Energia.
A senhora ministra, pelos vistos, acha que o aumento do custo de vida ainda não está ao nível que ela acha que deve estar. E é sempre para mais tarde. Tudo o que é para facilitar a vida aos trabalhadores, às populações, tudo o que é conter os lucros enormíssimos, neste caso, das Galp deste país, é sempre a mais tarde. Tudo o que é apertar a vida de quem trabalha é sempre ontem. E portanto, a senhora ministra certamente acha que ainda não estamos no estado suficiente para tomar as medidas que se impõem. Está enganada. E as populações estão justamente indignadas, justamente revoltas e vão dar a resposta.
Paulo Raimundo, que para a crise dos combustíveis, continua a defender a fixação dos preços.
E o primeiro-ministro canadiano Mark Carney esclarece que a Aliança União Europeia-Canadá não tem como objetivo propor um terceiro bloco rival entre as grandes potências mundiais.
Em causa esse possível estatuto de membro associado do Canadá na União Europeia. Um anúncio que foi feito ontem pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, que visa um aprofundamento das relações entre Ottawa e Bruxelas. Mark Carney discursou já esta manhã no Parlamento Europeu e garantiu que não procura domínio.
Também quero ser claro sobre o que não estou a propor. Eu não estou a propor um terceiro bloco para nos tornarmos uma grande potência rival, mas com melhores maneiras. Não procuramos domínio, procuramos resiliência para que ninguém possa dominar os nossos mercados, ameaçar a nossa soberania e a nossa integridade territorial ou ameaçar a nossa liberdade, democracia e Estado de direito.
O líder do governo canadiano traçou os objetivos para esta relação com Bruxelas.
Devemos assegurar a nossa autonomia estratégica através de uma cooperação profunda em toda a gama de capacidades estratégicas, incluindo minerais críticos, capacidade industrial de defesa, inteligência artificial e computação, segurança energética, espaço e pagamentos. Devemos avançar para um comércio digital sem barreiras, bem como de bens não agrícolas e uma ampla gama de serviços. Devemos aprofundar os nossos laços interpessoais, permitindo que os nossos jovens trabalhem, estudem e vivam onde quiserem, de ambos os lados do Atlântico.
Mark Carney, primeiro-ministro do Canadá, em declarações esta manhã no Parlamento Europeu.
Desporto agora no Jornal da Uma, o Torriense estreia-se hoje na Liga Europa.
Venceu a Taça de Portugal na época passada frente ao Sporting e com isso apurou-se diretamente para a Liga Europa. É a primeira vez que o Torriense está nesta competição e estamos a falar de um clube que está atualmente na segunda divisão em Portugal. O Torriense teve que fazer uma longa viagem até à Noruega. O jogo vai ser em Oslo, frente ao Lillestrøm. Uma viagem longa para os adeptos que vão procurar estar nesta estreia do Torriense nas competições europeias. O clube fala em cerca de uma centena de adeptos que fez esta viagem. E nós agora recebemos um adepto português muito especial que também fez esta viagem. Vasco Elvas é humorista e fez a promessa, na época passada, de acompanhar o Torriense onde quer que fosse na Liga Europa, se o clube vencesse a Taça de Portugal. Isso aconteceu e portanto, agora, em direto a partir da Noruega, temos Vasco Elvas. Vasco, qual é que foi a sensação durante o sorteio, quando se percebeu que o Torriense iria jogar na Noruega e, neste caso, a viagem teria de ser para Oslo?
Em primeiro lugar, muito boa tarde. Não foi fácil, porque eu esperava deslocações mais próximas, se bem que o Torriense ainda tem o jogo com a Real Sociedad, em San Sebastián, que é muito mais próximo do que Oslo, que fica um bocadinho no fim do mundo. Os voos são às 07:00, o que não é agradável também, acordar às 04:30. Eu que sou adepto do Fórum do Porto e simpatizante agora com o Torriense. E portanto, fiz esta promessa, caso o Torriense vencesse a final da Taça, e achei que tinha que ser uma pessoa de palavra e cá estou eu.
Mas a viagem foi feita sozinho, em companhia? Como é que se procedeu isto?
Absolutamente sozinho, numa fase inicial. Num voo das 07:00, comecei a ver algumas garrafas de vinho e cervejas a serem distribuídas. Pensei: "Sim, senhor, estes são os adeptos de futebol". E entretanto, tenho um grupo, neste momento estou junto dos Ultras do Torriense. Eu não sei se eles são mesmo os Ultras, mas foi quem me acolheu e portanto, espero que sejam as pessoas pelo menos com mais força física para que não me aconteça nada. E cá estamos. Neste momento estamos em Lillestrøm, no restaurante. O senhor, quando nos recebeu, tirou uma bandeira do clube, do Lillestrøm, com medo que pudesse acontecer alguma coisa, mas de repente apareceram só 12 homens, muito simpáticos. O presidente está conosco, devo dizer isto. Neste momento, também estou a ser acompanhado pelo presidente do Torriense. Alugámos carro juntos. Ele está a conduzir, eu estou no banco do meio, o vice-presidente está no cinto de segurança, no braço direito.
Isto transformou-se já numa viagem com a direção do clube.
Absolutamente sem querer, atenção. Foram as primeiras pessoas com quem eu falei e foi as pessoas a quem me juntei e neste momento, sim, estou com as mais altas patentes do Torriense a formar amizades. O que me preocupa aqui é só se neste momento o Torriense aqui em Lillestrøm faz um bom resultado e eu me torno aqui o amuleto da sorte e depois tenho que acompanhar o clube em todas as viagens fora O que em termos de agenda pode ser um bocado chato pra mim.
Para a carteira talvez.
Para a carteira eu nem vos consigo explicar, é mesmo chatíssimo. Quando me falaram que iam ligar, a minha primeira pergunta para o Observador foi: "Quem é que vai pagar a chamada?" Porque eu neste momento os custos que estou a ter aqui já não justificam nem sequer uma chamada.
Vasco, para perceber que condições é que vai ter o Torriense neste jogo. Muito frio?
Está algum frio, devem estar cerca de 13 graus. Neste momento está sol, mas está meio nublado, depois fica sol, um bocado imprevisível. Só que eu, como homem também da costa oeste, tal como o Torriense, percebo que este clima é um bocadinho familiar e acho que não será por aí que haverá problemas. Mas está algum frio.
E agora com esta ligação mais estreita à direção do clube, estão confiantes para o jogo? Algo preparado também para este momento de estreia?
Sim, eu acho que as minhas perguntas têm sido um bocadinho nesse sentido, também de perceber como é que estão as emoções e o que me respondem sempre é que depois do que aconteceu na final da Taça, que tudo é possível e que estão expectantes. E no fundo, estas cervejas, não foi o presidente, no caso, também não quero estar aqui a difamar as pessoas, foram os adeptos mais comuns do clube. Também revela um bocadinho uma celebração, que é o clube estar a estrear-se nas competições europeias e acho que está um ânimo de festa e tudo muito expectante para que o jogo comece, no fundo.
Vasco, a fazer a pergunta da praxe, expectativa para o jogo de hoje, que resultado para este jogo frente ao Lillestrøm?
Seria muito mau gosto da parte do Torriense eu fazer este caminho todo para não vencer. Vou ser muito honesto. De repente, eu que nem sequer sou adepto, me tornei adepto e sócio depois de uma tal promessa que fiz depois do jogo com o Sporting e agora vir até Oslo às 07h para ir voltar amanhã, gastar dinheiro e não vencermos, penso que sim, vamos ganhar um sólido 1 x 0. Não será por falta de apoio dos adeptos.
Vasco Elvas, muito obrigado por esta conversa no nosso "Jornal da Uma". Um bom jogo também para logo à noite. O Torriense vai jogar frente ao Lillestrøm, na Noruega. Vai contar também com o apoio deste adepto, Vasco Elvas, humorista, que apostou esta presença no jogo fora da Liga Europa do Torriense, se a equipa tivesse vencido a Taça de Portugal. Isso aconteceu e hoje o Torriense fará história na Liga Europa.