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Miguel Cordeiro. Em destaque a esta hora, Pedro Nuno Santos acusa Luís Montenegro de se venturizar em muitas matérias.
Esta manhã, o líder do PSD defendeu que o país político convergiu por uma imigração com regras, uma posição com a qual Pedro Nuno Santos discorda. O secretário-geral do PS diz que isto não corresponde à realidade e diz até que Luís Montenegro se venturizou, numa referência, claro, a André Ventura, o líder do Chega. Pedro Nuno Santos deixou estas declarações à porta da sede do Partido Socialista, em Lisboa, esta manhã, depois de uma reunião com a Associação de Aposentados, Pensionistas e Reformados.
Já vamos ouvir Pedro Nuno Santos sobre esse tema das pensões, mas continuando aqui na imigração, esta posição do líder do PS surge depois de Luís Montenegro ter considerado que a oposição está a convergir com o governo quanto a essas políticas de imigração.
Luís Montenegro vê a oposição a convergir e deixa também um apelo a que a oposição, independentemente do resultado das eleições, possa manter as políticas de controle à imigração que o governo está a aplicar. O primeiro-ministro disse isto na assinatura dos contratos de construção de dois centros de instalação temporária para imigrantes, imigrantes em situação ilegal em Portugal, neste caso. E foi no discurso que quis apontar as mudanças de posição entre os opositores políticos.
Nós estávamos numa circunstância de desorganização. Nós tínhamos mais de 400 mil processos pendentes de regularização. Nós tínhamos um sistema que estava a produzir um efeito de chamada descontrolado. A verdade é que esta linha de regulação, de humanismo, de criação de regras, de aplicação de regras, de consequência no cumprimento do conteúdo das regras, hoje é uma nota dominante no discurso político de praticamente todos.
Os centros de instalação temporária, que foram hoje detalhados por Luís Montenegro, e que servem para imigrantes em situação irregular em Portugal, já existem agora dois novos centros, um em Odivelas e outro no Grande Porto, que têm como objetivo aumentar a capacidade para receber mais 300 imigrantes. Foi na apresentação destes centros que Luís Montenegro quis dizer que vê a oposição a convergir em torno do governo no que toca a políticas de imigração.
E voltamos a Pedro Nuno Santos. O secretário-geral do PS promete aumentos extraordinários às pensões, sempre que a situação económica em Portugal o permita.
Pedro Nuno Santos quis também atacar o PSD por não ter uma boa relação com os pensionistas. No final de uma reunião com a Associação de Aposentados, Pensionistas e Reformados, Pedro Nuno Santos quis recuar no tempo, quis recuperar a governação de Pedro Passos Coelho.
Já ouvi diferentes membros do governo da AD dizerem que aumentaram as pensões. Aquilo que fizeram foi cumprir a lei. Compreende-se, uma vez que a AD está habituada a cortar pensões, quando cumpre a lei, acha que já fez um aumento. Aquilo que aconteceu foi que, para além do aumento previsto na lei, o Partido Socialista apresentou uma proposta no Parlamento, que foi aprovada com os votos contra da AD. E por isso, aquilo que eu quero dizer é que sempre que a economia portuguesa nos permitir, nós vamos fazer mesmo aumentos permanentes para oposição àquela que era a estratégia e que é, já anunciada também pelo professor Sarmento, a estratégia da AD, que é darem bônus pontuais.
Pedro Nuno Santos a comprometer-se com aumentos permanentes das pensões sempre que a economia o permita. Pedro Nuno Santos sublinha também que existe falta de acompanhamento dos utentes mais velhos no pós-internamento e defende mais investimento na rede de lares. O líder do PS, nestas declarações que fez ao final da manhã no Largo do Rato, falou também sobre o inquérito enviado pela embaixada norte-americana a várias universidades portuguesas. Pedro Nuno Santos acusa o governo de falta de firmeza. Considera que o executivo de Luís Montenegro já devia ter chamado o embaixador norte-americano em Portugal para que desse explicações.
Um dos quatro fugitivos de Vale de Judeus apanhados no estrangeiro regressou a Portugal. Mark Roskillyr foi entregue pela Judiciária à prisão de Mon santo.
Dos quatro fugitivos que foram capturados no estrangeiro, este é o primeiro a regressar ao sistema prisional português. Mark Cameron Roskillyr, britânico, foi apanhado em fevereiro, na zona de Alicante, em Espanha. Estava acompanhado por outro fugitivo. Foi hoje entregue à Polícia Judiciária, foi entregue pelas autoridades espanholas, que transportaram Mark Roskillyr para a prisão de alta segurança de Mon santo, em Lisboa. Neste estabelecimento, vai agora cumprir o resto da pena de nove anos a que está condenado por crimes violentos. Os outros três fugitivos aguardam ainda decisões sobre a extradição de Espanha, de Itália e também de Marrocos. O quinto elemento do grupo de cinco que fugiu de Vale de Judeus foi apanhado em Portugal.
A Associação dos Inquilinos Lisbonenses acusa o governo de não ter os serviços públicos a funcionar para as famílias.
Esta acusação surge numa altura em que a DECO alerta que há famílias a cortar nos custos com a alimentação para conseguirem suportar as rendas. Diz a Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor que os pedidos de ajuda aumentaram 67% relativamente ao ano passado. Pedidos de ajuda para pagamento de renda associados ao corte ou à redução dos subsídios de apoio extraordinário à renda, mas também por causa dos atrasos no programa Porta 65. O secretário-geral da Associação dos Inquilinos Lisbonenses alerta que há famílias sem resposta às reclamações e pedidos de ajuda há semanas. António Machado diz que isto é um sinal de que o governo e os serviços públicos não estão a funcionar para quem precisa.
Estamos aqui a viver em duas situações muito sérias. Uma, o aumento dos preços O outro é a falta de rendimentos e a falta de apoios. Portanto, a autoridade administrativa e o governo não estão a fazer o que devem. Por que os serviços públicos não fazem o que têm pra fazer? Passa-se alguma coisa errada. São serviços públicos, são pagos por nós e, portanto, deviam funcionar nas devidas condições.
A posição do secretário-geral da Associação dos Inquilinos Lisbonenses. A DECO também fala num cenário de desespero e pede que os inquilinos continuem a reclamar junto do Ministério da Habitação, que façam pressão sobre o governo.
Vamos às notícias de âmbito local.
Começamos em Santarém. A Comissão de Utentes dos Serviços Públicos do Médio Tejo anunciou o lançamento de uma carta aberta dirigida aos candidatos a deputados nas legislativas de 18 de maio. Esta carta contém uma lista de problemas para resolver na região, que devem ser vistos como uma prioridade. O porta-voz da instituição diz à agência Luz que os cidadãos que vão votar e os candidatos que se apresentam às eleições de 18 de maio precisam de ter conhecimento público de quais são os problemas que devem ser resolvidos. Em Lisboa, a freguesia de Benfica lançou um concurso público para a empreitada da construção de 50 fogos de habitação acessível. A iniciativa está ao abrigo do Programa de Apoio ao Acesso à Habitação, do PRR. O investimento pode ultrapassar os € 5 milhões e o concurso público está aberto até 15 de maio. Leiria. A dívida do município ficou abaixo dos € 10 milhões no ano passado. Esta informação é transmitida pelo presidente da Câmara Municipal de Leiria, Gonçalo Lopes, que fala num patamar nunca antes alcançado. Os resultados são relativos ao ano passado. Leiria registou um aumento de 5% da receita municipal nesse ano. Valongo. A GNR desmantelou uma rede de tráfico de droga que operava na região. A operação levada a cabo culminou com a detenção de oito homens e na apreensão de 4200 doses de estupefacientes. A informação foi transmitida pela GNR, que apreendeu também mais de € 4 mil em dinheiro e duas armas de fogo. Um dos arguidos ficou em prisão preventiva, outros três ficaram obrigados a apresentações periódicas no posto policial da área de residência. Aveiro. O Sindicato dos Jornalistas considera inaceitável a decisão do Tribunal de Aveiro de conduzir o julgamento à porta fechada, no caso de um homem acusado de homicídio de uma mulher grávida na Murtosa. Em comunicado, o sindicato fala numa grave ofensa por não permitir a entrada de jornalistas e sublinha a tentativa do tribunal de selecionar a informação que é disponibilizada ao público. Para fechar, no Seixal está de regresso o Festival Maio, vai decorrer no Parque Urbano do Seixal entre 30 e 31 de maio. Os Xutos & Pontapés são os cabeças de cartaz. Pelo palco deste festival vão também passar os Mortu e os Linda Martini. É a sexta edição do festival, que é de entrada gratuita, com as portas a abrirem às 19h. A única limitação é a dimensão do recinto.