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Está a começar o Jornal das 3, com a edição do João Gama. João, subiu para cinco o número de mortes provocadas pela passagem da depressão Kristin. Quatro pessoas morreram no concelho de Leiria. O autarca desta cidade pede ao governo que decrete o estado de calamidade.
Duas pessoas morreram por paragem cardiorrespiratória, outras duas por causas ligadas diretamente ao mau tempo. Foi o que disse o presidente da Câmara Municipal. Gonçalo Lopes fala de um dos dias mais negros do concelho de Leiria.
Estamos a lamentar quatro mortes, duas provocadas diretamente pela ocorrência do fenómeno que registámos, que teve uma dimensão ainda difícil de calcular, mas que seguramente será um dos dias mais negros do concelho de Leiria e que coloca a nossa cidade e o nosso concelho num estado de alerta. E deixava um apelo a toda a população: nos próximos dois dias, nas próximas 48 horas, evitem sair de casa.
Gonçalo Lopes, em conferência de imprensa, precisamente em Leiria, o autarca pede à população que racione e equilibre o consumo de água e bens alimentares e ao governo, Gonçalo Lopes pede para que seja decretado o estado de calamidade.
E por isso, o primeiro apelo que fazia era que o próprio governo equacionasse de imediato o estado de calamidade, para podermos acudir a todos os prejuízos e recolher na nossa região os meios necessários para recuperar a vida normal do nosso concelho.
Os apelos de Gonçalo Lopes, o autarca mostra-se preocupado com os dias que se avizinham. Apela às empresas que tenham geradores de eletricidade disponíveis, que cedam às populações mais necessitadas. Continuamos em Leiria, onde esteve o coordenador técnico da Rádio Observador, Nuno Serra Fernandes, descreve uma situação muito complicada numa cidade que está, neste momento, sem rede. Por isso, a partir de Torres Novas, Nuno Serra Fernandes fala de uma viagem muito longa, de Lisboa a Leiria, de Leiria a Torres Novas, devido às árvores que caíram e estão a dificultar a circulação.
Vi muitos bombeiros a dirigirem-se para Leiria. Vi também muitos carros da PSP, do Corpo de Mobilidade Especial da Polícia, também a dirigir-se para a cidade, e muitas brigadas de GNR e PSP a pararem, algumas com pessoas com motosserras para desimpedir as estradas. Eles próprios iam tirando os destroços da estrada e limpando com motosserras. Portanto, é uma zona a tentar voltar à normalidade. Claro que vai conseguir, mas com alguma dificuldade. Diria que Leiria teve hoje uma manhã muito complicada e uma noite muito complicada.
Nuno Serra Fernandes, coordenador técnico da Rádio Observador, a falar a partir de Torres Novas, depois de ter estado em Leiria durante esta manhã.
E está marcado para a próxima hora um novo briefing ponto de situação da Proteção Civil. Para já, foram registadas, João, 3300 ocorrências.
Mas este é um número, João Miguel, que deve voltar a subir. Até ao meio-dia foram registadas mais de 3000 ocorrências. Daniela Fraga, adjunta de operações do Comando Nacional da Proteção Civil, traça o retrato de Portugal continental.
Estamos a registar, nas últimas horas, mais de 3300 ocorrências. Este número está a ser muito dinâmico, com uma evolução também muito rápida. No que concerne à tipologia da ocorrência, estamos a falar em queda de árvore, em quedas de infraestruturas, inundações e também as limpezas de via.
As zonas mais afetadas são Leiria, Coimbra, Lisboa, Setúbal e toda a costa oeste. José Manuel Moura, presidente da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, diz que alguns trabalhos podem ainda vir a demorar.
Algumas situações podem demorar mais do que um dia. Esperemos que tudo está a ser feito para que assim não aconteça. A reposição da normalidade vai ser paulatina, vamos ter que fazer o caminho, temos que ir percorrendo até chegar a essa situação. Há situações que são mais fáceis de resolver do que outras, umas têm uma complexidade completamente diferente, sendo certo que a maior parte da tipologia das ocorrências são quedas de árvores e essas são de fácil resolução.
José Manuel Moura, presidente da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, diz ainda que tem estado em plena colaboração com o governo. A Proteção Civil estendeu o estado de prontidão nível quatro até às 23h59 de hoje. É esperado que o número atual de ocorrências, as tais 3300, venha ainda a subir.
E há muitos constrangimentos nas estradas portuguesas. A autoestrada A1 continua cortada em vários pontos.
E condicionada entre os nós de Torres Novas e Pombal, precisamente no sentido sul-norte, desde esta manhã e até às 15h. No Sobral de Monte Agraço, seis pessoas ficaram desalojadas, uma delas é uma criança. Este grupo vivia em habitações pré-fabricadas que ficaram destruídas. A Câmara Municipal garante o realojamento temporário, mas quatro das pessoas acabaram por ser acolhidas em casas de amigos ou familiares.
Estragos também em Fátima.
Dezenas de árvores foram derrubadas em várias zonas do santuário, nas traseiras da Basílica de Nossa Senhora do Rosário e na zona dos Valinhos, mas as atividades e celebrações vão decorrer como estava previsto. Leiria e Coimbra são dois dos municípios mais afetados. O Aeródromo, em Coimbra, ficou parcialmente destruído e com aeronaves num estado irrecuperável. Já a Câmara Municipal de Peneda acaba de ativar o Plano Municipal de Emergência e Proteção Civil durante as próximas horas.
E João, até à 13h, mais de meio milhão de pessoas continuavam sem energia.
Mais precisamente, João Miguel, 529 mil pessoas. De acordo com a E-Redes, o distrito de Leiria concentra mais de metade do total de clientes que foram impactados. A empresa lembra que a passagem da depressão Kristin causou vários danos na infraestrutura física de distribuição de eletricidade. Às 06:00, perto de 1 milhão de pessoas estava sem energia em Portugal continental. Também mais de 300 mil clientes das operadoras de comunicações foram afetados pelo mau tempo. A ANACOM diz que são clientes da MEO, da NOS, da Vodafone e da Novo, de norte a sul do país.
E em Aveiro, a situação está mais calma, por isso estão a ser enviados operacionais para Coimbra e Leiria.
Isso mesmo explicou à Rádio Observador o comandante sub-regional da Proteção Civil da região, António Ribeiro.
Neste momento, temos dois grupos na região de Coimbra e um grupo na região de Leiria. Um grupo na volta de 25 homens e seis viaturas. A nossa capacidade também não é ilimitada. Na região de Aveiro temos três corpos de bombeiros e são desses corpos de bombeiros que estão a ser disponibilizados meios, para além da atividade diária que eles estão a ter aqui na região, para poderem auxiliar nas zonas mais afetadas.
Precisamente, António Ribeiro, comandante sub-regional da Proteção Civil da região de Aveiro, a sublinhar que os meios são, ainda assim, limitados.
Situação mais calma a esta hora também em Vila Franca de Xira.
Onde morreu uma pessoa esta madrugada, o mau tempo levou à queda de uma árvore em cima de um carro em que seguia o condutor, que acabou por não resistir. Ora, o comandante do Serviço Municipal da Proteção Civil, António Carvalho, diz que a esta hora pode dizer-se que o pior já passou.
O pior já passou. Em Vila Franca de Xira praticamente há resposta, há normalidade em todas as vias de comunicação. Temos algumas estradas municipais condicionadas ainda com algumas quedas de árvores, que os serviços municipais estão a remover para que possa reabrir o mais breve possível. Temos uma estrada inundada, a Estrada da Granja, em Vialonga.
As declarações de António Carvalho, comandante do Serviço Municipal de Proteção Civil de Vila Franca de Xira, em declarações esta tarde na Rádio Observador.
Três horas e oito minutos, João. Tempo agora neste jornal para notícias de âmbito local.
Começamos em Almada, onde foi descoberta uma planta única aos pés do Cristo Rei. É uma planta que estava escondida da ciência há quase três séculos, descoberta pelo cientista e botânico João Farminhão, junto ao rio Tejo, que batizou a planta como Linaria almadensis, em honra do Conselho de Almada. Em Lisboa, o turismo da Suíça vai realizar um workshop para dar a conhecer os seus produtos e os serviços ao público português. O evento vai acontecer no Estúdio Time Out, no Cais do Sodré, dia 23 de fevereiro, do meio-dia às 17h. Em Leiria, o prêmio Pedro Matos quer tornar a matemática mais acessível a todos. "Matemática sem barreiras" é o tema desta que é a 18ª edição do prêmio promovido pelo Politécnico de Leiria. Em Vila Nova de Famalicão, foi inaugurada a exposição "As Imagens que nos Olham", que reúne 80 retratos do fotógrafo, poeta e surrealista Fernando Lemos. De acordo com o jornal "Do Av", a curadoria da responsabilidade de Marlena Oliveira e Perfeito Quadrado, que mostra fotografias capturadas entre 1949 e 1952. As Caldas da Rainha querem ser a capital europeia do pequeno retalho. Hoje, numa cerimônia em Bruxelas, fica decidido o concurso, que contou com 28 candidaturas de 13 países. Na final, a competir contra as Caldas da Rainha, está também a cidade portuguesa de Braga. Em Sintra, a Câmara Municipal cortou laços com uma organização de cidades lusófonas que integrava há 15 anos. Foi aprovado ontem, por maioria, o processo para cessar a participação como membro associado da União das Cidades Capitais da Língua Portuguesa. O executivo camarário alega falta de retorno concreto para o Conselho após mais de uma década de adesão.
Ponto final no jornal das 15h, que teve a edição do João Gama.