O Ministério Público polaco anunciou este domingo a abertura de um inquérito por um ato de “caráter terrorista” após o tiroteio que fez seis mortos e 16 feridos no sábado, em Cracóvia, no sul da Polónia.
Uma cidadã portuguesa foi ferida e encontra-se hospitalizada, conforme informou no sábado o Ministério dos Negócios Estrangeiros português.
Os procuradores vão investigar, entre outros pontos, o homicídio de seis pessoas em Cracóvia — ato que “constitui uma infração de natureza terrorista” — e de três pessoas na residência do alegado atirador em Ostrowiec Swietokrzyski, segundo o comunicado do Ministério Público.
A polícia polaca confirmou este domingo que os três corpos encontrados sem vida na residência do alegado autor do tiroteio ocorrido no sábado, no centro de Cracóvia, são do seu pai, da sua mãe e da sua irmã, de 53, 52 e 21 anos, respetivamente.
Ainda não se conhecem, contudo, os pormenores que levaram às suas mortes.
O governador da província da Pequena Polónia — cuja capital é Cracóvia —, Krzysztof Jan Kleczar, declarou que quatro das seis pessoas que morreram no tiroteio são polacas, uma quinta vítima é britânica, e a sexta é também estrangeira.
Em conferência de imprensa, confirmou que se trata de quatro mulheres e dois homens, com idades entre os 32 e os 61 anos. Kleczar indicou que todas as pessoas que deram entrada em seis hospitais no sábado “sobreviveram” à noite.
Entre os 16 feridos, há 11 cidadãos polacos e cinco estrangeiros — incluindo uma cidadã portuguesa de 74 anos e uma cidadã russa, segundo confirmou o Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal e a embaixada da Rússia na Polónia.
Segundo o governador, o estado de saúde é estável em 14 casos, grave num e crítico noutro.
Neste último caso, trata-se do alegado autor do tiroteio, um polaco de 24 anos, que foi baleado pela polícia enquanto fugia no carro com o qual tinha invadido a praça do Mercado e disparado indiscriminadamente sobre as pessoas, no sábado. Foi submetido a várias cirurgias na noite passada, num hospital de Cracóvia, e o seu estado atual “está classificado como crítico”, informou Kleczar.
Além disso, o estado de saúde dos dois polícias que conseguiram deter o suposto atirador “continua grave”, acrescentou.