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Três horas em ponto. É o Jornal das Três, edição do jornalista José Rafael Lopes. José, o Irão afirma ter lançado um novo ataque em grande escala para vingar a morte do líder supremo.
Informação dada pela Guarda Revolucionária do Irão, que diz ter lançado esta nova vaga de ataques contra o inimigo, após Ali Khamenei ter sido morto. Falam em mais duas vagas, a sétima e a oitava, na Operação Promessa Honesta, sendo que os alvos deste novo ataque em grande escala por parte do Irão não foram especificados.
E a nova vaga de ataques já tinha sido prometida pelo presidente iraniano.
Que considera a morte de Ali Khamenei como uma declaração de guerra. De acordo com a Al Jazeera, o presidente iraniano diz que é um dever e um direito legítimo vingar o assassinato de Ali Khamenei. Há essa promessa de vingança contra os Estados Unidos, contra Israel e também contra outros países no Médio Oriente. O presidente do Irão acrescenta que os Estados Unidos e Israel fizeram uma declaração de guerra não só contra o Irão, mas contra todos os muçulmanos.
E após a morte do líder supremo, há manifestações pró-regime no Irão.
Depois da morte de Ali Khamenei, milhares de pessoas saíram à rua pró-regime. Apelam a uma ação por parte do regime iraniano para vingar a morte do líder supremo. É o que relata a agência Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária do Irão. Também se verificaram protestos pró-regime no Iraque e também no Paquistão.
E em Portugal há também uma manifestação, mas para celebrar a morte do líder supremo do Irão.
Mais de uma centena de pessoas estão reunidas em frente à Embaixada do Irão, em Lisboa. Festejam a morte do aiatolá Ali Khamenei. É precisamente junto à Embaixada do Irão que está o repórter João Lourenço. A manifestação deve manter-se até às 17h, João, mas já começou nas primeiras horas da madrugada.
É isso mesmo, José, muito boa tarde. É uma manifestação que começou às primeiras horas da madrugada. Isto porque a informação, neste caso da morte do aiatolá, começou a ser confirmada pela televisão estatal iraniana nessas horas, cerca de duas, três da manhã. Muitos manifestantes que aqui se encontram deslocaram-se por dentro da madrugada, mas esta ação já é mais organizada e se há pouco apenas estavam aqui uma centena, arrisco-me a dizer que estamos a falar para cima de 300 pessoas. Pessoas essas que erguem bandeiras de quatro países: Irão, Israel, Estados Unidos e Portugal. Estão aqui para comemorar aquela que é a queda não só de um antigo líder, mas acima de tudo, de agigantarem as promessas de esperança para um futuro melhor.
Muito feliz desta intervenção militar dos Estados Unidos da América e de Israel para proteger o povo do Irão, para permitir a este povo de aceder à liberdade e para o fim do regime dos aiatolás.
Nas últimas horas juntaram-se, como já referi, várias centenas de pessoas com bandeiras e também uma fotografia, um cartaz do príncipe do Irão, Reza Pahlavi. Eles que dizem que é neste momento a esperança ou deve ser a solução a curto prazo para uma transição para a democracia.
O slogan Zindebad Shah, que é vida longa ao xá ou viva o rei. Eu penso que mesmo dentro daquele grupo de pessoas que não quer de novo a monarquia e que quer uma democracia diferente daquela que foi a monarquia anterior, mesmo essas pessoas olham para o príncipe Reza Pahlavi como sendo uma ponte de ligação entre a ditadura que eles estão a viver agora e uma possível democracia.
As palavras de ordem são muito simples: longa vida ao xá, longa vida ao príncipe e também esse desejo, essa vontade de ter o Irão livre. Como já referi, há bandeiras de vários países, Israel e Estados Unidos também estão aqui presentes e uma manifestante disse que espera que tanto o regime de Benjamin Netanyahu como as tropas da administração Trump continuem as ofensivas para resgatar o Irão do regime. Agora instalados.
Obrigado Portugal! Esta Guarda Revolucionária do Irão não existiria mais. Não queremos eles mais no nosso país. Por favor, continuem, continuem até ao fim desse regime.
É um protesto que certamente irá durar até pelo menos às 17h. No entanto, os festejos irão durar por madrugada afora. Vários iranianos que se juntaram aqui junto à embaixada, muitos que vivem apenas há um ano ou até há mais, mas que têm um desejo comum, o fim do regime dos aiatolás.
O repórter João Lourenço a acompanhar esta manifestação a festejar a morte de Ali Khamenei.
Também Israel avisa que vai começar uma operação contínua contra os alvos no Irão.
Anúncio feito pelo ministro da Defesa israelita, Israel Katz afirma que os aviões da Força Aérea estão agora em posição de ataque nos céus do Irão, depois de já terem atacado alvos do regime iraniano no coração da cidade. O ministro explica que a operação só é possível, uma vez que os primeiros ataques israelitas destruíram metade do arsenal de mísseis iranianos, cerca de 1500, é o que diz este porta-voz do exército. Israel faz um balanço do primeiro dia de guerra. Morreram duas pessoas, há mais de 450 feridos. Do lado iraniano, mais de 200 pessoas foram mortas nos ataques de Israel e dos Estados Unidos.
O presidente do Irão diz que o Conselho de Transição já iniciou os trabalhos para escolher o sucessor.
Massoud Pezeshkian assegura que o Conselho de Transição está reunido para tratar da sucessão no Irão. Em sentido inverso, o autoproclamado príncipe herdeiro diz que pretende assumir um papel no processo de transição no país. O filho do xá iraniano, deposto em 1979 pela Revolução Islâmica, Reza Pahlevi, diz que há muitos iranianos que lhe pediram para liderar esta transição. Há décadas que o autoproclamado príncipe herdeiro tem criticado o governo iraniano. Agora agradece a Donald Trump por ter dado a ordem dos bombardeamentos que atingiram a República Islâmica e, no entender do príncipe herdeiro, decapitaram o regime do aiatolá Ali Khamenei.
O coronel José do Carmo considera que o Irão vai ter de decidir se desiste ou se negoceia.
Escutado no gabinete de guerra, aqui na Rádio Observador, o coronel José do Carmo explica que a capacidade militar de Teerão vai começar a diminuir. Aponta que o presidente iraniano é um líder sem poderes.
Por outro lado, o presidente do Irão é apenas uma governanta, não é alguém que tenha poder. Aqui na Europa, o presidente é o presidente, mas no Irão, o presidente é uma governanta da casa, não tem qualquer poder sobre para onde é que o país vai. Quem está a decidir não é ele, é a Guarda Revolucionária. Portanto, é por aí que vai. Agora, o Irão está, obviamente, a fazer a sua demonstração de força. Por enquanto vai podendo fazê-la, mas está a ser constantemente bombardeado, os seus meios estão a ser degradados aos bocadinhos e vai chegar o momento em que o Irão decida ou suicida ou de facto senta-se à mesa.
O coronel José do Carmo reforça que a vingança, já anunciada pelas autoridades iranianas, pode não ter o efeito desejado.
E são agora 15h08. Vamos conhecer as notícias de âmbito local.
E vamos começar este noticiário de informação local. Em Leiria, a Câmara Municipal está a fazer uma avaliação técnica detalhada ao castelo para garantir a estabilidade do monumento. O jornal "O Porto Mucense" diz que o objetivo é garantir a abertura ao público até 22 de maio, o dia do município. A autarquia avança que a depressão Christine derrubou 90% das árvores dentro do castelo e causou a derrocada de uma parte da muralha construída no século XX. Sintra vai lançar uma campanha de limpeza de terrenos para prevenir fogos florestais. Em comunicado, a autarquia explica que a campanha Sintra Chama 2026 acontece até maio. A iniciativa de sensibilização é destinada aos proprietários e arrendatários de terrenos. Na Trofa, abrem hoje as candidaturas ao orçamento participativo jovem. O jornal "Ave" diz que, no total, são €35 mil destinados ao apoio de projetos. O município quer desafiar os jovens do conselho a apresentarem propostas que contribuam para o desenvolvimento da comunidade. A Universidade de Aveiro recebe no próximo dia 3 a Feira de Mestrados. Vão estar presentes 20 instituições de ensino superior para apresentar aos estudantes todas as ofertas de estudos do segundo ciclo. A feira acontece das 14h30 até às 18h30 no Pavilhão Professor Aristides Olive. Em Setúbal, a Rua Trabalhadores do Mar vai estar fechada ao trânsito no dia 7 de março. O troço que vai estar cortado entre as 8h e as 14h. Acontece no âmbito da manutenção da rede de drenagem na Rua dos Trabalhadores do Mar. Em Porto de Mós, começa hoje o Teatremos Festival de Teatro. Vão estar presentes sete grupos na edição em que o festival celebra 20 anos. O Teatremos quer promover o acesso democrático às artes, a descentralização da oferta cultural e o reforço da identidade local está em exibição no Fórum Cultural de Porto de Mós até dia 21 de março.
E assim fechamos o jornal das 15h, edição do jornalista José Rafael Lopes. Até já.
Até já.