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Santarém. Está a começar o Jornal das Quatro, na Rádio Observador, tem edição do Miguel Cordeiro. Miguel, esta manhã a Embaixada da Ucrânia teve de ser evacuada por causa de uma ameaça de bomba. A situação ficou resolvida na última hora.

E a Embaixada já está a funcionar de forma normal. Estiveram no local elementos do Centro de Inativação de Explosivos e Segurança e Subsolo da PSP, também uma unidade especial da polícia. Depois de ser feita a verificação do interior do edifício, as autoridades concluíram que não existe nenhum problema que coloque as instalações da Embaixada em risco. O subintendente da PSP, Ezequiel Santos, explica o que aconteceu esta manhã. Vamos escutar essas declarações à Rádio Observadora de Ezequiel Santos, subintendente da PSP, que falou na última hora aos microfones da Rádio Observador.

A Divisão de Segurança e Instalações, entidade responsável pela segurança das instalações da Embaixada da Ucrânia, percebeu no final desta manhã uma informação da Embaixada de que teria sido alvo de uma ameaça, através de e-mail, de que no interior da mesma poderia haver eventos explosivos que punham em causa a segurança das instalações. Perante essa situação, a PSP fez deslocar para este local os meios necessários para criar um inicial perímetro de segurança, foi efetuado esse meio e fez acionar para o local as equipes e as valências técnicas da polícia com competência para avaliar se no interior das referidas instalações existia ou não elementos explosivos.

Ezequiel Santos, subintendente da PSP. A polícia informa também que o caso vai agora ser investigado e apurado pelas autoridades competentes. A ameaça em Lisboa acontece no mesmo dia em que em várias regiões da Ucrânia, edifícios como escolas, tribunais e edifícios do governo foram também evacuados por causa de alertas de explosivos. A Embaixada da Ucrânia na Áustria também foi evacuada. Numa nota publicada na rede Facebook, foi informado que estão suspensos os serviços consulares da Ucrânia na Áustria.

E Miguel, o primeiro-ministro avisa que a viabilização de orçamentos do Estado é essencial para que o país possa crescer.

Mensagem de Luís Montenegro na inauguração de uma unidade da transformação de pescado em Peniche, à boleia da inovação das empresas e do crescimento do país. Luís Montenegro, durante esse discurso, quis dizer que viabilizar o orçamento do Estado faz parte do processo para o qual todos devem contribuir.

Desculpem-me a expressão, vender o meu peixe. Eu não posso vender o vosso, mas posso vender o meu. Evidentemente que para haver sucesso, para haver crescimento, para haver riqueza, têm que colaborar todos. Têm que ter sentido de responsabilidade, têm que saber perspectivar o futuro, têm que aprovar orçamentos do Estado, pois têm. Como disse já hoje, nós temos sempre um tempo para entrar e um tempo para sair. Eu não sei quando é que será o de saída. Antevejo que não seja tão cedo, mas isso, enfim, está nas mãos não de mim, do povo português.

Luís Montenegro, que afasta a possibilidade de eleições antecipadas devido ao chumbo do orçamento. O primeiro-ministro falou também da necessidade de reter talento e de defender a proposta da redução de impostos, sobretudo para os mais novos. E é com essa mensagem que Luís Montenegro garante que a descida de impostos não é uma birra do governo. Luís Montenegro vê isso como uma estratégia para o país.

Quando nós falamos que queremos ter um país onde se pague menos impostos sobre o rendimento do trabalho, e em particular sobre os rendimentos do trabalho dos jovens, quando nós falamos que é preciso ter um país onde se tribute menos o rendimento das empresas, para que as empresas possam pagar melhores salários. Quando nós falamos disto, nós não estamos a fazer nenhuma birra fiscal ou orçamental. Nós estamos mesmo a marcar uma diferença. Claro que eu não desconheço a realidade política que tenho pela frente. Já sei que não tenho uma maioria absoluta no Parlamento e já sei que o governo terá de fazer uma aproximação com os outros partidos para nós podermos executar este plano. Mas o plano é este.

Luís Montenegro em Peniche, onde esteve durante a manhã sem responder a perguntas dos jornalistas, sem falar sobre as reuniões com André Ventura, apesar do presidente do CHEGA continuar a colocar detalhes desses encontros na rede social X.

E à esquerda, críticas ao orçamento do Estado. Mariana Mortágua acusa os líderes dos partidos de direita de montarem um espetáculo miserável e degradante.

Críticas a Rui Rocha, André Ventura, Luís Montenegro e até para Pedro Nuno Santos. A coordenadora do Bloco de Esquerda diz que falta compreender por que razão o PS continua a ser ambíguo nesta discussão. Para o Bloco de Esquerda, esta proposta, este orçamento é mau, uma vez que não resolve os problemas do país. Mortágua acusa também o presidente da República de prestar um mau serviço a Portugal ao chantagear permanentemente os partidos com eleições caso o principal documento de governação seja chumbado.

E o PCP confirma que vai votar contra o orçamento do Estado.

Critica também o comportamento do PS. Dizem os comunistas que o PS se identifica com a proposta de orçamento da AD. Na abertura das jornadas parlamentares, Paulo Raimundo aproveitou para confirmar a decisão, que já era esperada, voto contra na proposta do orçamento do Estado.

E o ministro dos Negócios Estrangeiros critica o ataque de Israel às Forças das Nações Unidas.

No fim do encontro dos chefes da diplomacia dos Estados membros da União Europeia, Paulo Rangel criticou esses recentes acontecimentos no Líbano, em que uma força de manutenção da paz das Nações Unidas foi atingida por uma ofensiva israelita. Paulo Rangel, aos jornalistas, diz que a posição de Portugal é de total apoio à ONU e ao secretário-geral das Nações Unidas, sendo que Rangel lamenta a ofensiva israelita contra as forças de paz no Líbano.

Portugal, juntamente com a generalidade dos Estados da União Europeia, está ao lado da UNIFIL e das Forças das Nações Unidas. Elas é que estão com o direito internacional, elas têm que ser respeitadas e elas não podem ser objeto de nenhum ataque ou até de consequências secundárias de ataques, uma vez que neste momento sabemos que elas podem também existir à plena consciência de que isso pode ocorrer. E, portanto, é inaceitável, quer aquilo que aconteceu já nos últimos dias, quer em especial a declaração de que as Forças das Nações Unidas se deveriam retirar.

Declarações de Paulo Rangel em Bruxelas, onde corre o encontro dos ministros dos negócios estrangeiros para analisar os conflitos internacionais no Médio Oriente e também na Ucrânia.

Nobel da Economia foi hoje revelado. James Robinson, Daron Acemoglu e Simon Johnson são os vencedores. Nuno Palma, investigador português, trabalha com um dos vencedores.

Trabalha com James Robinson e diz que James mostrou que a economia não pode fechar-se sobre si mesma e que deve dialogar com outras áreas. Nuno Palma é professor catedrático no Departamento de Economia da Universidade de Manchester e vê na investigação de James Robinson um contributo para a humanidade. Robinson investigou, em conjunto com os outros dois premiados, Acemoglu e Simon Johnson, a relação entre política e economia na prosperidade das nações.

Isto é uma marca muito importante, porque dentro da economia, este ponto de vista de que as instituições políticas influenciam de forma decisiva a economia, não era, de todo, um ponto de vista ortodoxo dentro da economia. Era uma visão, digamos, heterodoxa, era uma visão pouco consensual quando ele começou a trabalhar nisto.

Declarações de Nuno Palma à Rádio Observador sobre James Robinson, um dos três premiados com o Nobel de Economia neste ano. O Prêmio Nobel vai ser entregue em dezembro, numa cerimônia na Noruega e na Suécia. Cada Nobel vai receber 1 milhão de euros. Os vencedores deste ano, na economia, são James Robinson, Daron Acemoglu e Simon Johnson.

Quatro horas e sete minutos. Miguel, que outras notícias marcam esta segunda-feira?

O governo vai criar um grupo de trabalho para avaliar o funcionamento e as regras de acesso às urgências do SNS. De acordo com o despacho publicado em Diário da República, o grupo de trabalho deve apresentar, em 90 dias, uma proposta de soluções de melhoria que entenda serem indispensáveis para assegurar que os serviços de urgência respondam às necessidades. O grupo tem um caráter temporário, é constituído por seis médicos, mas o governo salienta que os participantes podem solicitar a colaboração e apoio técnico de outros elementos. Portanto, o governo realça que os serviços e organismos do Ministério da Saúde devem prestar todo o apoio que for solicitado. No Porto, Rui Moreira defende que o Metro do Porto não deve mentir aos munícipes sobre os atrasos nas obras. Durante a reunião do Executivo Municipal, o autarca denunciou os atrasos sucessivos em todas as frentes de obra do Metro. Rui Moreira afirma que a população tem sido sucessivamente enganada e sublinha que a empresa pública tem uma responsabilidade acrescida. O autarca do Porto diz também que não se pode contribuir para a degradação de imagem do Metro, mas não se pode ficar sentado à espera. Para fechar, seis distritos estão sob aviso amarelo por causa da chuva forte e de trovoada. Aviso que está em vigor desde o meio-dia em Portalegre, Castelo Branco, Beja, Santarém, Faro e Évora. Este aviso mantém-se até à meia-noite. Estes mesmos distritos vão voltar a estar sob aviso amarelo, também devido à chuva e trovoada, a partir das 15h de amanhã até à meia-noite.

Miguel Cordeiro e o Jornal das Quatro.