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Com João Gama. Jornal das quatro com o João Gama. Muito boa tarde, João. Vamos começar as notícias desta hora com os tais 10 mil milhões de euros para apoiar as empresas e combater o impacto das tarifas de Donald Trump. Um anúncio feito hoje pelo governo e algumas destas medidas arrancam já em maio.

E quase todas estarão no terreno no próximo trimestre. Os 10 mil milhões de euros são destinados às empresas de base exportadora em Portugal. O anúncio foi feito pelo primeiro-ministro e pelo ministro da Economia, no final da reunião do Conselho de Ministros. Pedro Reis diz que o plano português tem quatro vezes a dimensão do plano espanhol.

Que este programa é equivalente, se pensarem, os 12 mil milhões, para uma economia cinco vezes menor que a espanhola, é o equivalente de estarmos a colocar em cima da nossa economia, se estivesse mesmo em Espanha, um programa de 60 mil milhões. O programa Reforçar é quase quatro vezes a dimensão do programa que foi feito por Espanha.

O resultado do Conselho de Ministros, Luís Montenegro, diz que o governo quer aproveitar o atual cenário geopolítico para criar novas oportunidades para as empresas portuguesas e que num momento de tarifas e retaliações, o primeiro-ministro diz que é preciso ter adultos na sala.

Sabemos que os riscos geopolíticos e macroeconômicos são elevados e requerem prudência na governação. Diante deste novo contexto e com 50 anos de democracia, nunca a estabilidade, a experiência, a prudência e a maturidade política foram tão decisivas. Como diz o povo, é mesmo o momento de ter adultos na sala.

As declarações do primeiro-ministro Luís Montenegro, o programa Reforçar tem quatro eixos para compensar a competitividade perdida pelas empresas, por causa das tarifas norte-americanas, os custos de financiamento mais baixo e apoios no investimento para proteger as margens de lucro das empresas portuguesas.

Já o ministro da Economia diz que não vai haver déficit em Portugal. Pedro Reis assegura que o governo tudo está a fazer para evitar comprometer as contas públicas.

Foi também no briefing do Conselho de Ministros que o ministro foi questionado sobre os alertas do Conselho das Finanças Públicas e respondeu com uma mensagem muito clara.

Não vai haver déficit em Portugal. Isso é claríssimo. E poder afirmar que não vai haver déficit numa fase de volatilidade mundial, numa fase de instabilidade, quer dizer que algum trabalho de casa terá sido feito para securar a nossa economia. Nós hoje temos um programa de investimentos em infraestruturas estratégicas. Nós hoje temos talento a querer vir para Portugal. Nós hoje temos menos impostos. Nós hoje temos menos burocracia. Nós hoje temos uma economia cada vez mais internacionalizada. Nós hoje temos capacidade de apresentar um programa como este, dias depois de ter sido anunciado nos Estados Unidos o que se passou.

O Conselho das Finanças Públicas reviu hoje em baixa o crescimento da economia para este ano. Nazaré da Costa Cabral, presidente do Conselho, alerta para riscos externos num cenário de incerteza internacional, mas também para os riscos provocados pela atual crise política em Portugal.

Uma menor execução do investimento, nomeadamente do investimento público. O atual contexto nacional é também um contexto de alguma incerteza, fruto da situação política que vivemos, uma situação em que vamos ter, de facto, eleições antecipadas e, portanto, uma legislatura não foi cumprida.

As declarações de Nazaré da Costa Cabral, o Conselho das Finanças Públicas, avisa que a partir de 2026, mantendo as atuais políticas em vigor, aponta-se para um regresso aos déficits orçamentais.

O presidente da República também foi questionado sobre as medidas apresentadas pelo governo. Marcelo Rebelo de Sousa concorda com a atuação do Executivo e da União Europeia.

E deixa vários alertas para a instabilidade causada pelos Estados Unidos, pela administração de Donald Trump. Foi na cidade do Porto, onde Marcelo Rebelo de Sousa está a esta hora a visitar uma escola. Vamos ao encontro da repórter Maria Rego. Maria, boa tarde, bem-vinda. O que disse o presidente da República?

Boa tarde, João. Marcelo Rebelo de Sousa fala de Donald Trump como um empresário e diz que a Europa reagiu bem, diz mesmo que foi prudente. Marcelo Rebelo de Sousa diz que Donald Trump, quando falamos dessa situação, estamos a falar mais de um homem do que de um país. Diz que Donald Trump tem, por isso, um comportamento imprevisível e que torna-se difícil de dar resposta. Ainda assim, tal como referiu, diz que a Europa respondeu bem. Sobre as medidas apresentadas hoje pelo governo, sobre esse pacote de medidas no valor de 10 mil milhões de euros, de apoio às empresas para mitigar os efeitos da guerra comercial, Marcelo Rebelo de Sousa vê com bons olhos, mas sublinha que não deixa de ser um momento oportuno pro governo apresentar esta medida. Isto numa altura em que o país se prepara para ir de novo a eleições. Ainda assim, realça que era uma medida que tinha de ser tomada, até se por isso, há alguns elogios neste sentido. Já na área da defesa, o presidente falou sobre a antecipação do PIB de 2%, anunciado por Luís Montenegro para a área da defesa, como disse, Marcelo Rebelo de Sousa fala desta notícia como o segredo mais mal guardado deste governo.

A reportagem direto da Maria Rego, a partir da cidade do Porto, onde esteve a acompanhar estas declarações de Marcelo Rebelo de Sousa.

Luiz Marques Mendes diz que não está surpreendido com os alertas do Conselho das Finanças Públicas. O candidato a Belém alerta para um iminente cenário de estagnação da economia europeia.

Confrontado com este relatório do Conselho das Finanças Públicas, Luiz Marques Mendes recusa apontar responsabilidades às tarifas norte-americanas. Ainda assim, o antigo presidente do PSD realça um contexto na Europa que evidencia as fragilidades econômicas.

Este relatório do Conselho de Finanças Públicas não me surpreende. Ou seja, há sinais negros no horizonte, em termos de economia. Mesmo antes desta guerra comercial das tarifas. Porque, por exemplo, a Alemanha já está em recessão, antes mesmo desta guerra. E, portanto, há vários sinais na Europa de que a Europa está economicamente quase estagnada.

Luís Marques Mendes falou também sobre a resposta europeia às taxas aduaneiras de Donald Trump. Fala numa resposta que teve sentido de Estado e elogia a visão de Ursula von der Leyen.

A Europa já fez aquilo que tinha a fazer. Primeiro, anunciou as tarifas que ia impor, agora estabeleceu uma pausa para corresponder também à pausa americana e acho que a Europa teve grande sentido de Estado. Foi moderada, foi equilibrada, foi sensata, dizendo: negociação em primeiro lugar. Se não houver negociação, haverá firmeza da nossa parte.

Declarações do antigo presidente do PSD, candidato a presidente da República nas próximas eleições, Luís Marques Mendes, depois de um encontro com o bispo de Setúbal.

E hoje decorre a última despedida a Aurélio Pereira. O antigo olheiro do Sporting teve uma homenagem no Estádio José Alvalade.

O senhor da formação passou uma última vez por um local onde tantas vezes foi feliz. Um cortejo fúnebre ligou a Igreja do Lumiar ao Estádio José Alvalade, onde o antigo olheiro foi recebido por centenas de adeptos e atletas da formação do Sporting. Alguns dos mais conhecidos jogadores descobertos por Aurélio Pereira marcaram presença, caso de Nani, que lembra o apoio dado no início da carreira. A pressão de corações neste cortejo fúnebre de Aurélio Pereira.

Mesmo antes de me tornar profissional no Sporting. Eu tenho uma história muito engraçada no Sporting. Eu tive que esperar dois anos seguidos, sempre a esperar para poder ser inscrito. No primeiro ano era uma situação da inscrição no Sporting e o Sr. Aurélio sempre esteve presente, sempre esteve me a acalmar e sempre me a dar os parabéns pela minha atitude, pelo comportamento, por não desistir e não perder o foco nos treinos.

Declarações do antigo atleta do Sporting, Nani, na cerimônia de homenagem em Alvalade. Estiveram também presentes Pedro Proença, Toni e Domingos Paciência. Aurélio Pereira morreu ontem, tinha 77 anos.

Temos ainda outras notícias em destaque a esta hora, neste Jornal das Quatro.

A Casa Branca acaba de anunciar que as tarifas dos Estados Unidos sobre a China subiram para 145%. É a última subida de mais de 10 pontos percentuais, uma informação que acaba de ser avançada pela CNBC. A Federação Portuguesa de Futebol desistiu de recorrer da obrigatoriedade da divulgação dos contratos do antigo selecionador Fernando Santos, anunciou hoje mesmo o organismo. Em maio de 2023, o Tribunal Administrativo e Fiscal de Sintra obrigou a FPF a divulgar, entre outros documentos, contratos com o anterior selecionador Fernando Santos, na sequência de alegada utilização indevida de empresas unipessoais para processamento de rendimentos de trabalho, um mecanismo utilizado com o propósito de pagar menos impostos. A Fenprof vai passar a ser liderada por dois dirigentes, depois da saída de Mário Nogueira do cargo de secretário-geral. O anúncio partiu hoje do próprio sindicato, numa conferência de imprensa. A lista será proposta agora no próximo 15º congresso. Foi aprovada por unanimidade. Os Estados Unidos e Ucrânia reúnem-se amanhã em Washington para discutir o acordo sobre a exploração de minerais. O anúncio foi feito hoje pela administração norte-americana. Hoje foi precisamente o dia em que a Rússia se reuniu com os Estados Unidos em Istambul.