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Correia. Vasco, começamos este jornal das 16h com um incêndio que está a consumir uma fábrica de materiais de construção em Antanhol, no Conselho de Coimbra.
À Rádio Observador, o Comando Distrital de Operações de Socorro de Coimbra confirma que estão no terreno mais de 90 operacionais, apoiados por mais de 30 viaturas. O incêndio ocorre numa zona industrial, no interior de uma fábrica. Apesar de existirem habitações perto das chamas, a Proteção Civil garante que nenhuma está em risco. O alerta foi dado por volta da 13h. A RTP avançando, entretanto, que o trânsito está cortado no IC2, perto desta fábrica, devido ao fumo que é provocado pelo incêndio.
Livre, Bloco de Esquerda e PAN criticam a proposta do governo que prevê a revogação do regime de falta por luto gestacional.
Crueldade e um ataque às famílias. O porta-voz do Livre, Rui Tavares, acusa o Executivo de estar a propor uma reversão no que foi um grande avanço da sociedade. Fala de uma atitude grave por parte do governo de Luís Montenegro. Já a porta-voz do PAN, Inês Sousa Real, diz que o Executivo devia ter vergonha de estar a lidar com mães que perdem filhos a caminho do hospital e não lhes reconhecer o direito ao luto e ao sofrimento. O dirigente do Bloco de Esquerda, Fabien Figueiredo, apela a um sobressalto físico para travar o avanço da medida.
Morreu Nuno Portas aos 90 anos, o arquiteto considerado uma figura maior da política de urbanismo em Portugal.
E também pai do antigo vice-primeiro-ministro Paulo Portas, Miguel Portas e também Catarina Portas. A notícia foi avançada nas redes sociais pela ex-mulher Helena Secador Cabral. A vida de Nuno Portas é aqui recordada pelo jornalista Guilherme Pires.
Nuno Portas nasceu em 1934, em São Bartolomeu, no Conselho de Vila Viçosa. Com uma carreira multifacetada, o percurso profissional foi marcado pela atividade académica, a intervenção cívica e política, sempre ligado à arquitetura, isto depois de ter concluído o curso nesta área em 1959, nas Escolas de Belas Artes do Porto e de Lisboa, onde mais tarde seria professor. Entre 1962 e 1974, foi investigador no Laboratório Nacional de Engenharia Civil, onde coordenou o Núcleo de Arquitetura, Habitação e Urbanismo. Neste período, teve um contributo decisivo para o pensamento crítico sobre o espaço urbano e a habitação em Portugal. Nuno Portas foi um dos maiores defensores do direito à habitação digna e, nesse sentido, promoveu a criação do Serviço de Apoio Ambulatório Local para colmatar a necessidade de habitação das pessoas mais desfavorecidas, isto quando foi Secretário de Estado da Habitação e Urbanismo no pós 25 de Abril. Destacam-se ainda, a nível nacional, alguns projetos como o campus da Universidade de Aveiro, o primeiro plano da Expo 98, os estudos de requalificação de Chelas e do Centro Histórico de Guimarães. Já no plano internacional, Nuno Portas liderou o planeamento intermunicipal de Madrid, trabalhou em projetos com as Nações Unidas, a União Europeia e ainda em projetos no Rio de Janeiro.
Guilherme Pires com a vida de Nuno Portas. Morreu hoje aos 90 anos, ele que venceu o Prêmio Valmor em 1974 com a obra na Igreja do Sagrado Coração de Jesus, em Lisboa, mas foi também responsável pelo primeiro plano da Expo 98 e teve participação na construção de urbanismo em locais como Madrid, Barcelona, Rio de Janeiro ou Cabo Verde.
A Ordem dos Arquitetos declarou luto pela morte de Nuno Portas.
Em homenagem a uma referência dos urbanistas portugueses, foi o que anunciou a Ordem dos Arquitetos em comunicado. À Rádio Observador, o bastonário Avelino Oliveira fala de Nuno Portas como uma figura maior do urbanismo no mundo.
Provavelmente uma das maiores, senão a maior, porque no pós 25 de abril, desde logo, a base das políticas de habitação que nós temos foram criadas por Nuno Portas. A primeira legislação. Não é só o programa SAL, todos conhecem o programa SAL. O programa SAL é um programa de habitação, serviço ambulatório local, de construção de habitação, naquilo que hoje se chama de moldes sociais e cooperativos, com participação da população, com envolvimento dos técnicos, que depois veio a revelar também grandes projetos de arquitetura, o mais conhecido do arquiteto Siza Vieira, mas sim uma política em todas as cidades preocupada com a integração urbana, etc.
Nuno Portas, aqui lembrado pelo bastonário da Ordem dos Arquitetos, ouvido hoje pela Rádio Observador, sendo que também o presidente da República recordou hoje o legado do arquiteto Marcelo Rebelo de Sousa, diz que o país perdeu uma das personalidades mais visionárias e brilhantes da vida cultural, política e social da resistência de inspiração católica.
No futebol, contagem decrescente para a Supertaça entre Benfica e Sporting e os leões têm uma boa notícia: podem contar com Geovany Quenda e também com Zeno Debast.
Os dois jogadores do União estavam suspensos por um jogo pelo Conselho Disciplinar da Federação Portuguesa de Futebol, isto depois de uma queixa apresentada pelo Benfica relacionada com uma imagem considerada provocatória, partilhada tanto por Geovany Quenda como por Zeno Debast, direcionada ao capitão dos encarnados, Nicolás Otamendi. Ora, a providência cautelar interposta pela sede do Sporting foi aceita pelo Tribunal Arbitral do Desporto e, afinal, os dois atletas vão estar disponíveis para ser utilizados por Rui Borges no jogo de quinta-feira, no Estádio do Algarve, que marca o início da época em Portugal e que opõe o Benfica ao Sporting. Quem já não vai estar disponível para ser utilizado por Rui Borges é Franco Israel, guarda-redes uruguaio, foi apresentado no Torino de Itália, segue para Itália por cinco milhões de euros.
Entretanto, no Benfica, João Félix não vai para o Clube da Luz. Os detalhes da transferência do internacional já estão acertados entre o Chelsea e o Al-Nassr.
É o que adianta o especialista em transferências, Fabrizio Romano. O Chelsea vai receber 30 milhões de euros no imediato, mais 20 em objetivos futuros. Jogador formado no Benfica e atualmente no Chelsea, vai escolher o clube de Jorge Jesus e Cristiano Ronaldo, figuras com quem falou antes de tomar esta decisão. O comentador da Rádio Observador, Luís Pinto Coelho, explica o que levou João Félix a optar pelo Al-Nassr e não pelo Benfica.
É lógico que o João Félix, e acredito que até quisesse e preferisse o Benfica, só que depois há outras questões, que é o lado do Chelsea. Obviamente, o Chelsea prefere vender por 50. Lá por ter muito dinheiro, não vai desperdiçar dinheiro. E depois há um outro lado, que é o jogador não tem que diminuir salário para ir para a Arábia Saudita, se calhar até vai aumentar. E por último, a chamada de Cristiano Ronaldo e de Jorge Jesus. Obviamente que isso tem peso e ele sabe que estando ali, tendo protagonismo, jogando com regularidade, também estará na seleção.
O negócio de João Félix para o Al-Nassr, aqui explicado por Luís Pinto Coelho, comentador do programa "E o Campeão É?", da Rádio Observador.
Fica por aqui o Jornal das Quatro. Teve edição do Vasco Maldonado Correia.